terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

UM GRUPO ISLÂMICO QUE NUNCA TROUXE PROBLEMAS, OS SUFIS, SOFRE ATAQUE NO PAQUISTÃO DEIXANDO 100 MORTOS


Um mesquita sufista sofreu um ataque suicida matando 100 pessoas no dia 16 de fevereiro segundo a Jihad Watch; a responsabilidade do terror foi reivindicada pelo Estado Islâmico, entre os mortos também haviam mulheres e crianças.

O sufismo é considerado heresia pela ampla maioria dos muçulmanos, por isso é um grupo muito marginalizado no mundo islâmico. Para eles, a relação com Deus só é viável pela interação mística, meditação e muita espiritualidade, ao qual também inclui as orações e jejuns (estes dois últimos, aceito pelo islã ortodoxo). 
Nunca participaram de guerras e invasões, não há histórico de intolerância religiosa; mas há muito de esoterismo. Em 922, o sufista Husayn ibn Mansur al-Hallaj foi condenado a crucificação por ter dito "Eu sou a verdade" após muita contemplação (fonte: wikipédia).

Eles praticam muita dança, fazem poesias, músicas, textos sacros; tudo com intensa devoção à Allah. Também não importam se interagirem com pessoas de outras religiões, digamos que eles são a versão paz e amor dos muçulmanos.

                              (Ritual de dança do grupo sufista Dervishe, com grande presença na Turquia)

Não duvido que algum dia possa surgir extremistas nesse ramo do islã - radicalização é coisa de ser humano, não importa o pacifismo da irmandade! Mas, até então, eles são perseguidos tanto quantos outros grupos religiosos minoritários religiosas no mundo muçulmano.

Se as vertentes mais ortodoxas do  islã, os xiitas e sunitas contrários ao califado já são alvos do EI, imagine os sufis que são rechaçados até pelos moderados.

OBSERVATÓRIO DA FÉ

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