sábado, 11 de fevereiro de 2017

RESQUÍCIOS DE ESPERANÇA


"A esperança é a última que morre!" Isso fica bem poético nos lábios de quem está cheio de vida, onde está tudo bem, com boas perspectivas a ponto de se sentir Phd em "felicidade humana". Mas na vida de quem tem energia apenas para sobreviver em lamentações sem causa ou angústias sem sentido tal frase não serve nem para simbolismos.

As mensagens religiosas já não fazem efeitos como antigamente, a esperança tergiversada nos sermões não sana o tédio existencial e não preenche nem a lacuna da alma que nos permite dar aquele sorriso pra fingir que está tudo bem!

Até gera impulso pra diagnosticar um quadro de depressão, um distúrbio bioquímico cerebral, falta de fé, problemas de caráter; no entanto, só o fato de todos sermos rodeados de fraquezas já é motivo de sermos vulneráveis para desesperarmos da própria vida. 
Grandes heróis da fé já se pegaram num mundo sem sentido. O profeta Elias já pediu a própria morte mesmo após ter feito sinais miraculosos; o apóstolo Paulo, homem que conheceu o terceiro céu, demonstrou um forte drama quanto às leis que regem todas as camadas do homem.

Perder o encanto da vida nem sempre é coisa de doente, é coisa de humano! Oscilações acontecem; coisa de doente é fazer disso chantagem para comprar solidariedade alheia, ou pior, ter prazer e fazer disto o modo de vida.
Claro que não precisa arrancar otimismo onde não existe, mas também não precisa viver focado no "no mundo tereis aflições" e esquecer o "tendes bom ânimo".

Mesmo amando a Deus, crendo firmemente na vida eterna, ter prazer nas Escrituras ainda assim é possível ter sua "noite escura da alma" (etapa da vida que antecede uma grande experiência com Deus segundo São João da Cruz).

De repente, as últimas energias usadas para sobreviver em lamentações, como citado no primeiro parágrafo, possa ser investido em dependência completa em Deus; se ele organizou o caos que era o universo, por que não atentar para o nosso caos interno?
A verdadeira confiança em Deus já em si um catalisador de grandes mudanças, ainda que interior - o que na realidade é o mais importante!

"E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz paciência,
E a paciência a experiência, e a experiência a esperança.
E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." - Romanos 5: 3, 4 e 5.


OBSERVATÓRIO DA FÉ

Nenhum comentário:

Postar um comentário