quarta-feira, 30 de novembro de 2016

CHAPECOENSE E A REFLEXÃO EM MASSA


Bem mostra o livro de Eclesiastes que é mais fácil haver reflexão e ponderação das coisas em tempos de luto do que em tempos de festas. Essa tragédia do acidente aéreo com o time da Chapecoense e algumas outras pessoas mostra muito bem essa prostração emocional. 

Não se fala em outra coisa nas redes sociais além desse acidente e das mortes; todos colocam seus pesares, suas reflexões, suas filosofias suas mensagens religiosas refletindo sobre a efemeridade da vida. 

É bem normal o sentimento de solidariedade nesse momento, pois todos se colocam no lugar dos familiares: sejam pais, filhos, esposas, etc., ninguém espera um acontecimento desses justamente em tempos de grande esplendor profissional.

É um momento de enorme comoção nacional e internacional, principalmente no mundo do futebol, a ponto do time rival na próxima partida pela Copa Sul Americana pedir a entrega do título à Chapecoense. 

Nesses momentos qualquer diferença de rivalidades caem por terra, seja religiosa, partidária, futebolística e até étnica... Ninguém deseja ao seu próximo uma desgraça dessas - nessas horas a religião predominante de fato é o amor e a empatia ao próximo. 

Oxalá a experiência emocional do luto seja constante em todo o mundo, para uma maior conscientização de amar o próximo, ajudar sem esperar retorno e uma tremenda vontade de ser fervoroso no espírito.

No demais, em prol do acontecimento em si, toda a solidariedade e condolências sejam dadas aos familiares das vítimas e de todos os chapecoenses. 

É inimaginável o que deve passar na mente dos entes mais próximos o desenrolar dos últimos momentos de seus amados sendo relatadas ao mundo tudo pela imprensa; por isso, que Deus conforte, fortaleça e dê todo suporte nessa difícil etapa da existência.

               
OBSERVATÓRIO DA FÉ 

             

domingo, 27 de novembro de 2016

O ISLÃ E A MULHER - NA ÓTICA DE QUEM SOFRE!



O ISLÃ É COMPATÍVEL COM A DEMOCRACIA E O FEMINISMO?

Se feminismo significa “a luta das mulheres por direitos iguais aos dos homens na esfera política, social e econômica” e se feminismo também é “a crença de que os homens e as mulheres devam ter oportunidades iguais”, então por que o Primeiro Ministro do Canadá, Justin Trudeau, que se diz “feminista”, não condena a opressão e as atrocidades contra as mulheres sob a lei islâmica?

No Irã, sob a constituição islâmica, as mulheres são tratadas como cidadãs de segunda classe.

Eu era uma jovem adolescente quando o Ayatollah Khomenei chegou ao poder e substituiu a constituição pela lei islâmica. Do dia pra noite, todas as mulheres, incluindo as meninas da escola fundamental,  foram forçadas a cobrir seus corpos dos pés a cabeça e foram solicitadas a usar apenas cores escuras.

Nós não podíamos mais frequentar escolas com o sexo oposto. Nosso outrora estimado curriculum foi substituído por estudos islâmicos, incluindo o Alcorão, sobre o qual não tínhamos familiaridade.

Eu fui privada de minha adolescência pelo regime islâmico que impôs os seus valores nas massas. Minhas memórias de infância foram substituídas por uma realidade criada por um regime onde nós (mulheres) éramos agora tratadas como cidadãs de segunda categoria, e até o detalhe mais trivial de nossas vidas estava controlado pelas forças do regime a pela polícia da moralidade.

Uma coisa que não mais tínhamos e nunca teríamos de novo sob a República Islâmica era a liberdade de expressão. Aqueles que falavam o que pensavam colocavam suas famílias e a si mesmo em grave risco, ou simplesmente desapareciam atrás dos muros da notória prisão Evin em Teerã. Naquela época, até uma criança de 12 anos enfrentava o pelotão de fuzilamento por dissidência política.

Enquanto adolescente, eu não pensava que minha vida iria ser mudada para sempre.

Imagine por um momento uma mãe no Irã vivendo uma vida calma e tranquila com seus filhos. Agora imagine o horror desta mesma mulher quando, nas primeiras horas matinais, ela vem a enfrentar cara a cara os Guardas das Forças Revolucionárias, obrigando-a a entrar dentro de casa e prendendo sua filha de 16 anos. Essa adolescente era eu.

Não há palavras para descrever como foi a vida na prisão para uma adolescente que nunca tinha sido separada dos pais e eu posso dizer que só existe uma experiência pior do que ser torturada assim: ter que escutar os gritos e as súplicas, não pela vida, mas súplicas pela morte.

No Irã, eu fui aprisionada de maneira covarde, na idade de 16 anos, por expressar minha liberdade de expressão e por questionar o Islã, a religião sob a qual nasci.

Ao final, a mim foi dada uma sentença de 18 meses de prisão. Na realidade, de acordo com a lei islâmica, eu deveria ter sido enforcada. Hoje, eu não tenho a menor ideia de como nem por que a minha vida foi poupada.

No Islã, a política e a religião são inseparáveis. Por esta razão, a apostasia no Islã é igual a traição. Um dito popular é “o Islã é uma religião e um Estado”. O Código Penal da República do Irã sentencia a morte aqueles que se convertem ao Cristianismo. O artigo 225 deste código lê: “qualquer muçulmano que claramente anuncia que ele/ela deixou o Islã e blasfema é um apóstata”. Bukhari 52:260 reitera o que foi claramente dito: “o profeta disse, se alguém (um muçulmano) descartar sua religião, mate-o”. De acordo com o Ayatollah Khorasani, um proeminente líder xiita no Irã, “a promoção do Cristianismo no Irã deve ser detida”. As visões do Ayatolá concordam diretamente com as afirmações achadas no Alcorão.

Em países e sociedades regradas pela lei islâmicas, as mulheres não têm direitos essenciais e não têm igualdade. Sob a lei islâmica as mulheres tem poucos direitos de herança e menos status como testemunha. São submetidas a duras penas por violação das leis da modéstia e não têm escolha a não ser seguir tais leis, como por exemplo, as leis que regularizam a vestimenta. No Irã, a responsabilidade de aplicar a lei foi entregue ao Ministro Hassan Rouhani. A desobediência às leis da modéstia tem sido punida com extrema violência em países como Irã, Arábia Saudita, Afeganistão e Sudão.

Estas violações frequentemente resultam em violência supervisionada pelo Estado contra as mulheres. Do mesmo modo, as mulheres estrangeiras que viajam para países islâmicos governados pela sharia, são aconselhadas a se vestirem com modéstia e a viajarem somente acompanhadas por um homem.

Um exemplo flagrante da desigualdade é exemplificado nas relações maritais: um homem pode ter até quatro mulheres. Um marido, ao se divorciar de suas esposas, precisa apenas de uma declaração de um juiz islâmico, sem o consentimento da mulher, ou sua presença. Todavia, se uma mulher deseja se divorciar de seu marido, o consentimento dele é requerido.

Os homens têm permissão para arrumar uma esposa por um curto período de tempo, uma forma de prostituição islâmica que pode durar menos de meia hora – situação permitida por alguns especialistas islâmicos. Esses casamentos temporários são conhecidos como “casamentos de prazer”, chamados de Mutah, que foram estabelecidos dentro do Islã pelo próprio profeta Maomé, como maneira de recompensar os jihadistas pelos serviços prestados a Alá.

Uma idade mínima para o casamento que gira em torno de 12 ou 13 anos não são incomuns em países de maioria islâmica. No Iêmen e no Afeganistão, há casos onde meninas de 8 anos morrem de ferimentos internos causados na noite de núpcias. De acordo com uma reportagem feita pela Al Jazeera, quase 14% das meninas iemenitas se casam antes dos 15 anos; e 52% se casam antes dos 18.

Mais perto de meu país, em uma reportagem publicada pela CIJ News, Abu Ameenah Bilal Philips, um imame canadense que vivem em Toronto esclarece quanto a lei islâmica em relação à prática popular de “circuncidar” meninas nos países islâmicos. Ele diz que o Islã proíbe a mutilação genital, mas permite a “circuncisão feminina”, que é um corte “leve” que não afeta a capacidade das mulheres atingirem a satisfação sexual.

Suhail Kapoor, muçulmano canadense, em seu livro “Balancing Life and Beyond”, advoca que dentro dos pilares do Islã, é permissível bater “de leve” em sua esposa, se ela exibir condutas séria de imoralidade. Em um capítulo intitulado, “o Islã permite bater em esposa?”, Kapoor relata as circunstâncias sob as quais é apropriado para um homem punir sua mulher dando pancadinhas com um bastão de madeira (Obs.: no Brasil também acontece isso. N.T.-> https://www.youtube.com/watch?v=N6nxiltbsMY). Em um pronunciamento, Kapoor disse que a permissão concedida para reimprimir o livro foi concedida pelo centro de Ottawa.

O capítulo An-Nisa’ do Alcorão (4:89) recita:

“E anseiam (os hipócritas) que renegueis (a fé) como renegaram eles, para que sejam todos iguais. Não tomeis nenhum deles como amigos até que tenham migrado pela causa de Alá. Porém, caso se rebelem, capturai-os matai-os, onde quer que os acheis, e não tomeis nenhum deles por confidente”.

Outros versos do Alcorão que apoiam a pena de morte para os apóstatas são: 2:217, 9:73-74, 88:21, 5:54, e 9:66.

É evidente que o Islã não é uma raça, mas uma ideologia e os canadenses têm o direito de discordar dele e de seu profeta e discordar de qualquer grupo religioso ou ideológico.

O Primeiro Ministro Justin Trudeau diz aos canadenses que o Islã é compatível com as sociedades seculares ocientais, enquanto que ao mesmo tempo, o ICNA Canadá e um imame canadense o contradizem publicamente dizendo: “o islã e a democracia são contraditórios e absolutamente incompatíveis“.

O governo iniciou uma petição sobre “islamofobia” patrocinada por Frank Baylis, membro do parlamento, e que limitava o direito de os canadenses criticarem o Islã, o que é contrário a nossa carta canadense de direitos e liberdades.

O Canadá é uma sociedade multicultural feita por expatriados de áreas conflituosas, que vieram ao Canadá para escapar do tribalismo, regimes opressivos e ameaças a sua segurança e liberdade pessoais. Agora, no Canadá, nós vemos um governo que parece estar encorajando o tipo de mudança negativa e a promoção de ideologias de regimes ditatoriais da sharia- coisas que aqueles que fugiram esperavam nunca ver de novo.

Como canadense de origem iraniana, eu me sinto sem pátria e perdi minha identidade canadense desde que Trudeau discursou sem levar em consideração as visões dos cidadãos canadenses como eu. Há o crescimento do Islã radical no Canadá, e algumas das medidas politicas avaliadas por políticos eleitos democraticamente dão poderes a radicais islâmicos, a homofobia e a ataques aos direitos das mulheres.

Como alguém que foi torturada na prisão Evin na adolescência pela República do Irã, eu quero que o governo do Canadá assegure que meus interesses, segurança e liberdades sejam protegidos.

Como ativista da paz e dos direitos humanos, meu desejo é o mesmo de meus cidadãos canadenses de manter a liberdade e a diversidade que todos nós curtimos. Como canadenses, nós amamos nossas famílias de muçulmanos pacíficos que também sentem orgulho dessa liberdade que a diversidade traz. Todavia, é bom enfatizar que as comunidades muçulmanas pacíficas também estão ameaçadas pelo Islã radical.


Por isso devemos manter separados a religião e o Estado, e que a nenhuma religião seja dada a preferência. Nossa missão é manter o tratamento igual para todos. Isso só se consegue se os atos do governo forem sem preconceito ou favoritismo a nenhuma religião em particular.

Vejam um vídeo de uma moça sendo chicoteada na Indonésia, país cujo regime é a Sharia:




Texto extraído do site EX-MUÇULMANOS.



Autora do texto - Shabnam Assadollahi: ex-muçulmana ativista pelos direitos humanos que ajuda refugiados que chegam ao Canadá. Ela se destaca como oradora, escritora e locutora. Nasceu no Irã, mas se converteu ao Cristianismo por volta dos 20 anos de idade. Residente em Ottawa, ela dá atenção principalmente às comunidades iranianas, lutando pelas mulheres e minorias oprimidas.

OBSERVATÓRIO DA FÉ

FIDEL CASTRO E O INFERNO NAS DUAS DIMENSÕES


Naturalmente muitos têm a tendência de deduzir que esse ou aquele vai para o inferno sem o saber, mesmo sabendo que essa sentença cabe a Deus. Se perguntarmos qual será a situação Hitler, Stalin, Mao Tsé-Tung, Judas Iscariotes nesse momento, óbvio que quase unanimidade dirá que esses arderão no fogo do inferno.

Essas prévias do Dia do Juízo é resultado da gravidade dos seus feitos em vida. Como imaginaríamos chegarmos ao céu e depararmos com a presença de Hitler lá, e descobrirmos que antes de morrer ele se arrependeu e foi salvo? Isso é incabível para nós porque sabemos sua história de desumanidade!

Após a morte do ditador comunista Fidel Castro muitos opinadores nas redes sociais faziam menção à sua chega ao inferno, como se já soubessem. No entanto, se houvesse apostas sobre o destino eterno dele, provavelmente seria no "andar de baixo".

O sentimento de injustiça acompanha sempre aqueles que são governados por governos corruptos e opressores - os que sofreram nas mãos dos megalomaníacos!

Quando dizem que Castro está no inferno, se trata mais de uma opinião carregada de sentimento político e de justiçamento do que meramente religioso (ainda que todos realmente creem assim).

É óbvio dos óbvios que não dá pra imaginar gozar a eternidade com um cara que promoveu a morte de 100.000 pessoas, além de muita fome, ostracismo mundial e todas as formas de opressão que um ditador sanguinário fazer.

Em provérbios 29:2 diz "Quando os justos governam, o povo se alegra; mas quando o ímpio domina, o povo geme.", vemos muitas mensagens de Deus aos governantes da Terra; eles terão boa atenção diante do Grande Trono Branco pelo fato de milhares de vidas estarem sob sua responsabilidade.

Se é pela sua trajetória de vida que o ditador está no inferno, então talvez esteja apenas na continuação do que foi sua vida terrena. Não necessariamente sua vida particular, porque ele era milionário, dono de uma ilha, milhões de súditos e etc.; inferno mesmo era o seu povo que vivia.

As especulações de sua chegada ao hades nada mais refletem do inferno que foi sua "missão" na Terra, não só dele, mas de todos os opressores políticos que deram uma ajudinha para fazer deste planeta um lugar pior para se viver. 


EZEQUIEL DOMINGUES DOS SANTOS

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O DIA DA MULHER CRISTÃ E EVANGÉLICA EM SÃO PAULO

Foi aprovado pelo governo de São Paulo o "Dia da Mulher Cristã e Evangélica", que será comemorado todo o dia 28 de novembro aqui no Estado.

A lei foi criada para conscientização no valor do papel da mulher evangélica na sociedade, na Igreja e na Família. O autor da lei foi o Deputado Estadual Adilson Rossi do PSB.

Não duvido da possível boa intenção desse deputado criar uma lei visando a valorização da mulher cristã. Todavia, a política brasileira está se tornando um regime de apartheid em vários seguimentos da sociedade; é divisão sobre divisão sem sentido.

Se já não fosse suficiente o Dia da Mulher, agora tem haver o Dia da Mulher Cristã, e ainda por cima evangélica? Que mais podem se criar? O Dia da Mulher Cristã Evangélica Pentecostal Avivada e Profética? 

Bem se sabe que os valores cristãos são rechaçados por todo o establishment, isso é fato, mas também creio não ser esse o caminho. Pode surgir a lei do Dia da Mulher Espírita Kardecista, o Dia da Mulher Católica Carismática, o Dia da Mulher Umbandista dos Filhos de Gandi? quer dizer, nossa sociedade já não é dividida o suficiente?

Essas subdivisões em lobbies políticos não representam nada além da guerrinha tosca de quem pode ter mais apoio numérico ou mais atuação política, haja vista o Brasil ser ainda um país católico e não haver o Dia da Mulher Católica.

Enfim, essa lei é apenas o reflexo de representação da rasa consciência cristã dos políticos cujas as pautas sempre tem que haver algo relacionado com sua fé estatal por julgar estar prestando serviço a um deus congressista.
           
  OBSERVATÓRIO DA FÉ

sábado, 19 de novembro de 2016

NA LIBERDADE DA FÉ


É preciso estar sereno pra nadar contra corrente, ter fé pra pensar diferente do que se ensina (mas segundo o evangelho) e ter a liberdade de Cristo para pertencer ao grupo dos que "quem não é contra nós, é por nós".

- Teria eu algum problema em não querer ser cabeça, mas sim uma boa cauda?
- Tudo bem em eu não querer ser abençoado, mas satisfeito tão somente com a salvação?
- Seria um danoso se eu ter uma perspectiva da vida na ótica de Lamentações de Jeremias?
- Posso decidir as coisas sem pedir sinal, uma resposta divina, e correr o risco de errar?
- Posso deixar pra analisar em casa a profecia recebida no culto e não tomar posse na hora? Aliás, posso ter o direito de não tomar posse?
- Preciso mesmo da chancela episcopal para legitimar meu discernimento dos tempos e das épocas?

Não que essas indagações reflitam as do autor do texto, mas reflete a gama de "tabus espirituais" aos quais sendo contrariadas geram tensões e, talvez, comichões nos ouvidos.

A responsabilidade de crer diferentemente dos demais é a mesma de ser minoria, a mesma de não se ter mais credibilidade; mas também é a mesma de ser participante de reformas, de novos conhecimentos que, na maioria das vezes, resulta na liberdade apaziguadora da alma.

É fato que muitos começam a pensar "fora da caixa" motivado por decepções, por rebeldias sem sentido, por modismos ou excesso de liberdades. Não deveria ser assim - uma vida guiada pelas sensações.

A luz da aurora que vai brilhando em você não deve ser servido para turvar a comunhão daqueles cuja candeia ainda brilha em lugar escuro; a sabedoria não é racionada por Deus e nem é objeto de ostentação. 


OBSERVATÓRIO DA FÉ