sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O ACONCHEGO MÍSTICO DE QUEM NÃO É PAGÃO


A tendência para o mal é um dos sinais mais evidentes da nossa natureza caída, sempre foi mais fácil ser trevas do que luz. Ser do bem é nadar contra a corrente, o mal é uma bactéria extremamente deletéria em todos os sentidos da existência humana. 

É uma dificuldade para muitos se desfazerem de crendices da querida vovózinha do interior, das ínumeras interpretações de sonhos; de seus gurus - pastores e até de lendas urbanas!!!

Essas micro ''sabedorias'' ocultas, patenteada pelo laboratório religioso brasileiro, ainda é tradição na mentalidade de muitos cristãos - sejam evangélicos, católicos ou outros.

A facilidade de se crer naquilo que não está escrito é imensa por haver muito, mas muito envolvimento emocional em quem trouxe oralmente o "segredo iluminado para uma perfeita comunhão com Deus", ou então, pelo mero fato de ter dado resultado na sua vida (ou seja, ter se dado bem).

A dificuldade de apostatar de uma fé alavancada pelo sistema de barganhas fica mais consolidada no fato de ser forçosamente respalda na Bíblia; por ficar envolta pelo nome Jesus, afaga os corações desesperados para trazer o acolhimento necessário que funciona em todas as religiões.

Também é difícil se desvencilhar da superstição porque se trata de um patrimônio psíquico que acompanha milênios de gerações aflitas pelo sentido da vida e pelo descortinar do desconhecido.

Esse esquema mental que rege todo o modo de vida religioso é o que faz bilhões de pessoas terem mais facilidade em acreditar do que desconfiar, ou questionar. A predisposição pra receber qualquer anticristo sempre foi grande, e mesmo com o conhecimento de hoje se multiplicando, ironicamente a humanidade está mais receptiva a isso - justamente na era ao qual denominamos "informação".

No fim das coisas, muitos estão com seus corações bovinamente assentados para adorar o seu deus da mesma forma que os antigos semitas pré-históricos, e isso indepedente da religião: "Eu adoro, e ele me abençoa"; "Eu me esforço, e ele me recompensa"; "Eu arrebanho adeptos, e ganho pontos com ele"; "Me senti bem, não importa os meios, é o que interessa".

Sob os pilares do medo e da consciência de fragilidade, o ser humano tem a façanha de fazer releituras em antigos costumes pagãos, dificultando as coisas, para se chegar Aquele ao qual pediu que apenas confiássemos. Os modos dos cultos são diferentes, mas o zeitgeist é o mesmo.

OBSERVATÓRIO DA FÉ

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