sábado, 3 de dezembro de 2016

BLOGUEIRO NA MAURITÂNIA É SENTENCIADO A MORTE POR CRITICAR MAOMÉ E O ISLÃ


A Mauritânia é um país extremamente fechado, praticamente 99% da população é muçulmana na sua grande maioria sunita. É um país opressor, não há liberdades e os que apresentam divergências ao status quo são fortemente monitorados e reprimidos.

No caso de Mohamed Ould Cheikh a coisa foi mais extrema. Em 2013, ele escreveu um artigo "Religião, Religiosidade e Artesãos" o qual tecia várias críticas ao sistema de castas que há no país, bem como a diminuição moral e social dos artesãos.
Porém, o que pesou contra ele, foi o fato de asseverar o caráter totalitário e déspota dos regimes islâmicos em todo mundo; suas palavras:

"A negação da esquerda ocidental de que existe um problema com o islã não tem limites! O islamismo é a única religião em que é normal aplicar literalmente textos bárbaros que datam do sétimo século."

"Interpretação literalista da religião em geral são nocivos, mas apenas no islã é o método tradicional de interpretação".

"Não à toa que, apenas no islã, é uma prática normal matar apóstatas, gays e outros infiéis, de acordo com os comandos do Alcorão e da Suna. Qualquer pessoa pacífica terá compaixão para com as milhões de vítimas das normas legais islâmicas, em vez de denunciar o falso movimento de islamofobia".

Esse blogueiro havia sido condenado em 2014, mas agora os clérigos estão freneticamente insistindo às autoridades que executem a pena de morte por apostasia, discriminação racial, mesmo depois dele ter se arrependido e alegar que seu artigo foi mal interpretado.

O grupo de Direitos Humanos Freedom Now está fornecendo assistência jurídica ao blogueiro, ele não era um ativista, era engenheiro e um mero cidadão.

Acredito que dificilmente ele será absolvido, se cancelarem a pena de morte ficará um bom tempo preso mesmo assim. A última aplicação à pena de morte realizado pelas autoridades foi em 1987, pelo menos oficialmente. 

Mas em se tratando de islamismo tudo se desconfigura, pois contra ele foi emitido uma Fatwa*; isso ultrapassa as ordens legais do Estado e até de fronteiras. Provavelmente ele será morto de um jeito ou de outro.

Porém, cabe aqui ressaltar a coragem desse sujeito que vive no interior de um inferno na Terra. Coragem essa que não se encontra nos muitos subservientes do politicamente correto ocidentais.

Não é novo o caso de blogueiros que sofrem ou morrem por criticar o islamismo. Em Bangladesh havia um onda de assassinatos de blogueiros laicos, na Arábia Saudita um blogueiro foi condenado a 1000 chibatadas, entre outros casos na Índia, Paquistão, Egito etc.


Fonte: JW

OBSERVATÓRIO DA FÉ

*Decreto a todo e qualquer muçulmano a matar o indivíduo sentenciado de qualquer forma e em qualquer lugar do mundo - não importando o país em que esteja. A Fatwa pode ser decretada até a não muçulmanos em caso de ter falado mal de Maomé.

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