domingo, 27 de novembro de 2016

O ISLÃ E A MULHER - NA ÓTICA DE QUEM SOFRE!



O ISLÃ É COMPATÍVEL COM A DEMOCRACIA E O FEMINISMO?

Se feminismo significa “a luta das mulheres por direitos iguais aos dos homens na esfera política, social e econômica” e se feminismo também é “a crença de que os homens e as mulheres devam ter oportunidades iguais”, então por que o Primeiro Ministro do Canadá, Justin Trudeau, que se diz “feminista”, não condena a opressão e as atrocidades contra as mulheres sob a lei islâmica?

No Irã, sob a constituição islâmica, as mulheres são tratadas como cidadãs de segunda classe.

Eu era uma jovem adolescente quando o Ayatollah Khomenei chegou ao poder e substituiu a constituição pela lei islâmica. Do dia pra noite, todas as mulheres, incluindo as meninas da escola fundamental,  foram forçadas a cobrir seus corpos dos pés a cabeça e foram solicitadas a usar apenas cores escuras.

Nós não podíamos mais frequentar escolas com o sexo oposto. Nosso outrora estimado curriculum foi substituído por estudos islâmicos, incluindo o Alcorão, sobre o qual não tínhamos familiaridade.

Eu fui privada de minha adolescência pelo regime islâmico que impôs os seus valores nas massas. Minhas memórias de infância foram substituídas por uma realidade criada por um regime onde nós (mulheres) éramos agora tratadas como cidadãs de segunda categoria, e até o detalhe mais trivial de nossas vidas estava controlado pelas forças do regime a pela polícia da moralidade.

Uma coisa que não mais tínhamos e nunca teríamos de novo sob a República Islâmica era a liberdade de expressão. Aqueles que falavam o que pensavam colocavam suas famílias e a si mesmo em grave risco, ou simplesmente desapareciam atrás dos muros da notória prisão Evin em Teerã. Naquela época, até uma criança de 12 anos enfrentava o pelotão de fuzilamento por dissidência política.

Enquanto adolescente, eu não pensava que minha vida iria ser mudada para sempre.

Imagine por um momento uma mãe no Irã vivendo uma vida calma e tranquila com seus filhos. Agora imagine o horror desta mesma mulher quando, nas primeiras horas matinais, ela vem a enfrentar cara a cara os Guardas das Forças Revolucionárias, obrigando-a a entrar dentro de casa e prendendo sua filha de 16 anos. Essa adolescente era eu.

Não há palavras para descrever como foi a vida na prisão para uma adolescente que nunca tinha sido separada dos pais e eu posso dizer que só existe uma experiência pior do que ser torturada assim: ter que escutar os gritos e as súplicas, não pela vida, mas súplicas pela morte.

No Irã, eu fui aprisionada de maneira covarde, na idade de 16 anos, por expressar minha liberdade de expressão e por questionar o Islã, a religião sob a qual nasci.

Ao final, a mim foi dada uma sentença de 18 meses de prisão. Na realidade, de acordo com a lei islâmica, eu deveria ter sido enforcada. Hoje, eu não tenho a menor ideia de como nem por que a minha vida foi poupada.

No Islã, a política e a religião são inseparáveis. Por esta razão, a apostasia no Islã é igual a traição. Um dito popular é “o Islã é uma religião e um Estado”. O Código Penal da República do Irã sentencia a morte aqueles que se convertem ao Cristianismo. O artigo 225 deste código lê: “qualquer muçulmano que claramente anuncia que ele/ela deixou o Islã e blasfema é um apóstata”. Bukhari 52:260 reitera o que foi claramente dito: “o profeta disse, se alguém (um muçulmano) descartar sua religião, mate-o”. De acordo com o Ayatollah Khorasani, um proeminente líder xiita no Irã, “a promoção do Cristianismo no Irã deve ser detida”. As visões do Ayatolá concordam diretamente com as afirmações achadas no Alcorão.

Em países e sociedades regradas pela lei islâmicas, as mulheres não têm direitos essenciais e não têm igualdade. Sob a lei islâmica as mulheres tem poucos direitos de herança e menos status como testemunha. São submetidas a duras penas por violação das leis da modéstia e não têm escolha a não ser seguir tais leis, como por exemplo, as leis que regularizam a vestimenta. No Irã, a responsabilidade de aplicar a lei foi entregue ao Ministro Hassan Rouhani. A desobediência às leis da modéstia tem sido punida com extrema violência em países como Irã, Arábia Saudita, Afeganistão e Sudão.

Estas violações frequentemente resultam em violência supervisionada pelo Estado contra as mulheres. Do mesmo modo, as mulheres estrangeiras que viajam para países islâmicos governados pela sharia, são aconselhadas a se vestirem com modéstia e a viajarem somente acompanhadas por um homem.

Um exemplo flagrante da desigualdade é exemplificado nas relações maritais: um homem pode ter até quatro mulheres. Um marido, ao se divorciar de suas esposas, precisa apenas de uma declaração de um juiz islâmico, sem o consentimento da mulher, ou sua presença. Todavia, se uma mulher deseja se divorciar de seu marido, o consentimento dele é requerido.

Os homens têm permissão para arrumar uma esposa por um curto período de tempo, uma forma de prostituição islâmica que pode durar menos de meia hora – situação permitida por alguns especialistas islâmicos. Esses casamentos temporários são conhecidos como “casamentos de prazer”, chamados de Mutah, que foram estabelecidos dentro do Islã pelo próprio profeta Maomé, como maneira de recompensar os jihadistas pelos serviços prestados a Alá.

Uma idade mínima para o casamento que gira em torno de 12 ou 13 anos não são incomuns em países de maioria islâmica. No Iêmen e no Afeganistão, há casos onde meninas de 8 anos morrem de ferimentos internos causados na noite de núpcias. De acordo com uma reportagem feita pela Al Jazeera, quase 14% das meninas iemenitas se casam antes dos 15 anos; e 52% se casam antes dos 18.

Mais perto de meu país, em uma reportagem publicada pela CIJ News, Abu Ameenah Bilal Philips, um imame canadense que vivem em Toronto esclarece quanto a lei islâmica em relação à prática popular de “circuncidar” meninas nos países islâmicos. Ele diz que o Islã proíbe a mutilação genital, mas permite a “circuncisão feminina”, que é um corte “leve” que não afeta a capacidade das mulheres atingirem a satisfação sexual.

Suhail Kapoor, muçulmano canadense, em seu livro “Balancing Life and Beyond”, advoca que dentro dos pilares do Islã, é permissível bater “de leve” em sua esposa, se ela exibir condutas séria de imoralidade. Em um capítulo intitulado, “o Islã permite bater em esposa?”, Kapoor relata as circunstâncias sob as quais é apropriado para um homem punir sua mulher dando pancadinhas com um bastão de madeira (Obs.: no Brasil também acontece isso. N.T.-> https://www.youtube.com/watch?v=N6nxiltbsMY). Em um pronunciamento, Kapoor disse que a permissão concedida para reimprimir o livro foi concedida pelo centro de Ottawa.

O capítulo An-Nisa’ do Alcorão (4:89) recita:

“E anseiam (os hipócritas) que renegueis (a fé) como renegaram eles, para que sejam todos iguais. Não tomeis nenhum deles como amigos até que tenham migrado pela causa de Alá. Porém, caso se rebelem, capturai-os matai-os, onde quer que os acheis, e não tomeis nenhum deles por confidente”.

Outros versos do Alcorão que apoiam a pena de morte para os apóstatas são: 2:217, 9:73-74, 88:21, 5:54, e 9:66.

É evidente que o Islã não é uma raça, mas uma ideologia e os canadenses têm o direito de discordar dele e de seu profeta e discordar de qualquer grupo religioso ou ideológico.

O Primeiro Ministro Justin Trudeau diz aos canadenses que o Islã é compatível com as sociedades seculares ocientais, enquanto que ao mesmo tempo, o ICNA Canadá e um imame canadense o contradizem publicamente dizendo: “o islã e a democracia são contraditórios e absolutamente incompatíveis“.

O governo iniciou uma petição sobre “islamofobia” patrocinada por Frank Baylis, membro do parlamento, e que limitava o direito de os canadenses criticarem o Islã, o que é contrário a nossa carta canadense de direitos e liberdades.

O Canadá é uma sociedade multicultural feita por expatriados de áreas conflituosas, que vieram ao Canadá para escapar do tribalismo, regimes opressivos e ameaças a sua segurança e liberdade pessoais. Agora, no Canadá, nós vemos um governo que parece estar encorajando o tipo de mudança negativa e a promoção de ideologias de regimes ditatoriais da sharia- coisas que aqueles que fugiram esperavam nunca ver de novo.

Como canadense de origem iraniana, eu me sinto sem pátria e perdi minha identidade canadense desde que Trudeau discursou sem levar em consideração as visões dos cidadãos canadenses como eu. Há o crescimento do Islã radical no Canadá, e algumas das medidas politicas avaliadas por políticos eleitos democraticamente dão poderes a radicais islâmicos, a homofobia e a ataques aos direitos das mulheres.

Como alguém que foi torturada na prisão Evin na adolescência pela República do Irã, eu quero que o governo do Canadá assegure que meus interesses, segurança e liberdades sejam protegidos.

Como ativista da paz e dos direitos humanos, meu desejo é o mesmo de meus cidadãos canadenses de manter a liberdade e a diversidade que todos nós curtimos. Como canadenses, nós amamos nossas famílias de muçulmanos pacíficos que também sentem orgulho dessa liberdade que a diversidade traz. Todavia, é bom enfatizar que as comunidades muçulmanas pacíficas também estão ameaçadas pelo Islã radical.


Por isso devemos manter separados a religião e o Estado, e que a nenhuma religião seja dada a preferência. Nossa missão é manter o tratamento igual para todos. Isso só se consegue se os atos do governo forem sem preconceito ou favoritismo a nenhuma religião em particular.

Vejam um vídeo de uma moça sendo chicoteada na Indonésia, país cujo regime é a Sharia:




Texto extraído do site EX-MUÇULMANOS.



Autora do texto - Shabnam Assadollahi: ex-muçulmana ativista pelos direitos humanos que ajuda refugiados que chegam ao Canadá. Ela se destaca como oradora, escritora e locutora. Nasceu no Irã, mas se converteu ao Cristianismo por volta dos 20 anos de idade. Residente em Ottawa, ela dá atenção principalmente às comunidades iranianas, lutando pelas mulheres e minorias oprimidas.

OBSERVATÓRIO DA FÉ

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