sábado, 19 de novembro de 2016

NA LIBERDADE DA FÉ


É preciso estar sereno pra nadar contra corrente, ter fé pra pensar diferente do que se ensina (mas segundo o evangelho) e ter a liberdade de Cristo para pertencer ao grupo dos que "quem não é contra nós, é por nós".

- Teria eu algum problema em não querer ser cabeça, mas sim uma boa cauda?
- Tudo bem em eu não querer ser abençoado, mas satisfeito tão somente com a salvação?
- Seria um danoso se eu ter uma perspectiva da vida na ótica de Lamentações de Jeremias?
- Posso decidir as coisas sem pedir sinal, uma resposta divina, e correr o risco de errar?
- Posso deixar pra analisar em casa a profecia recebida no culto e não tomar posse na hora? Aliás, posso ter o direito de não tomar posse?
- Preciso mesmo da chancela episcopal para legitimar meu discernimento dos tempos e das épocas?

Não que essas indagações reflitam as do autor do texto, mas reflete a gama de "tabus espirituais" aos quais sendo contrariadas geram tensões e, talvez, comichões nos ouvidos.

A responsabilidade de crer diferentemente dos demais é a mesma de ser minoria, a mesma de não se ter mais credibilidade; mas também é a mesma de ser participante de reformas, de novos conhecimentos que, na maioria das vezes, resulta na liberdade apaziguadora da alma.

É fato que muitos começam a pensar "fora da caixa" motivado por decepções, por rebeldias sem sentido, por modismos ou excesso de liberdades. Não deveria ser assim - uma vida guiada pelas sensações.

A luz da aurora que vai brilhando em você não deve ser servido para turvar a comunhão daqueles cuja candeia ainda brilha em lugar escuro; a sabedoria não é racionada por Deus e nem é objeto de ostentação. 


OBSERVATÓRIO DA FÉ

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