quinta-feira, 8 de setembro de 2016

PODER POLÍTICO ORTODOXO ENFRAQUECENDO


As igrejas ortodoxas, resultado de um cisma com a ICAP, sempre teve contato direto e fervoroso na política; é normal observar padres ortodoxos do leste europeu à Ásia influenciando diretamente a mentalidade política dos povos locais.

A mais conhecida (e poderosa por assim dizer) é a Igreja Ortodoxa Russa do Patriarca Kiril. Ela conta com o amplo apoio do governo de Vladmir Putin para fins puramente políticos, até mesmo visita de Estado o sacerdote já fez.




Desde a época dos czares os ortodoxos tem contato e relação direta na política, com a entrada do regime comunista sofreram diversas restrições e perseguições cruéis. Porém, receberam certas liberdades por Stalin em troca de apoio popular para luta contra os nazistas; mas logo foram reprimidos novamente.

Somente após da Queda da URSS que a igreja cresceu em importância, em parte devido ao impulso natural das pessoas a encontrar sentido após o fracasso da ideologia (comunismo) que regia a mentalidade coletiva, e em outra parte como forma de unir o país.

                    (Patriarca Kiril com o ex-ditador Fidel Castro, um dos responsáveis por 115 MIL MORTES na Revolução Cubana)

O fato concreto é que agora a Igreja Ortodoxa Russa está sendo usado como canal direto do governo de Putin para manter relações e algumas influências geopolíticas com outros países, principalmente com os países tampões da antiga URSS. 

A Igreja Ucraniana tem certa autonomia em seus assuntos, mas ainda é parte da Igreja Russa, a Igreja Bielo Ortodoxo tem pedido sua indepedência, mas também ainda está vinculado a "Mãe Russa". As igrejas da Estônia, Letônia, Moldávia, algumas do Cazaquistão e da Ásia Central também são partes da Ortodoxia Russa.

Os Balcãs são uma miscelânia, não apenas nas nacionalidades e etnias, mas também nas religiões que compõe a região fronteira entre Turquia e Europa - cristianismo e islamismo. O interessante é que, apesar dos fenômenos políticos, a Europa Ocidental e Oriental são divididos pela religião; o Cisma de 1054 separou o catolicismo da Ortodoxia.

No entanto, o próprio mundo ortodoxo está se fragmentando, grande parte das igrejas não querem mais dar contas à Russa. Por tabela, a política imperialista de Putin também se enfraquece.

Os russos dominaram essas áreas pela tirania comunista, depois tentara por meio da religião ortodoxa usando a igreja como intrumento político. Hoje até mesmo por meio da fé está ficando difícil pra Rússia manter apoio (ou pra alguns domínio pacífico).

A Igreja Ortodoxa Russa juntamente com as da Bulgária, Síria, Geórgia e Sérvia não participaram do Concílio Pan-Ortodoxo realizado em Creta, Grécia. Isto não é bom sinal para a potestade em nome de Deus com as bençãos de Putin.

Como sempre na História humana todo poder, quer político ou religioso, está fadado a cair. Quanto aqueles que tentam usar o nome de Deus como controle.


Fonte: GF
Fonte: RADIO VATICANA

OBSERVATÓRIO DA FÉ

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