quinta-feira, 11 de agosto de 2016

INDIGNAÇÃO COM O PAPA POR RELATIVIZAR O TERRORISMO


Alguns comentários do Papa Francisco têm chocado não só fiéis da ICAR, mas também cristãos assírios, ortodoxos e até protestantes ligados aos assuntos atuais como refugiados, política e terrorismo islâmico.

Cinco dias depois em que um padre francês foi degolado por jihadistas enquanto ministrava a missa, Francisco I foi abordado por uma jornalista católica francesa e fez a pergunta que gerou a resposta-polêmica: 

Jornalista
"Os católicos estão em estado de choque, e não apenas na França, após o assassinato bárbaro do P. Jacques Hamel - como você sabe bem -. Em sua igreja enquanto celebrava a Santa Missa Há quatro dias aqui nos disse que todas as religiões querem a paz. Mas esse santo, sacerdote de 86 anos de idade, foi claramente morto em nome do Islã. Assim, Santo Padre, tenho duas perguntas breves: Por que você, quando você fala desses eventos violentos, sempre fala de terroristas, mas nunca do Islã, nunca use a palavra Islã? . . . Que iniciativas concretas você pode aconselhar ou sugerir a fim de neutralizar a violência islâmica? Obrigado, Santidade."

Papa Francisco
 "Eu não prefiro dizer 'violência islâmica, porque quando vejo nos jornais aqui da Itália... Fulano assassinou sua namorada, outro matou sua mãe etc., todos estes eram batizados católicos! Há católicos violentos! Se eu falar de violência islâmica, preciso falar de violência Católica."

Esse entorpecimento diante de práticas criminosas gerou muitas críticas entre os católicos até mesmo simpáticos ao Papa. O pontífice foi questionado sobre a degolação de um padre não querer mencionar a palavra "violência islâmica" ao mesmo tempo disse que existe ''terror católico''.

Consideram uma enorme infelicidade nas suas declarações. Que foi baseado num progressismo suicida por não querer mexer nesse "vespeiro" via declarações consideradas politicamente incorretas.

Também ressaltaram nas críticas ao papa que há um abismo de diferenças entre crimes passionais, por pessoas não religiosamente identificadas, e crimes com motivações político-religiosas em todos os aspectos. Que não é preciso ser um especialista em detectar as motivações entre crimes isolados e os ideologicamente motivados. 

Outra declaração do papa que mexeu com os ânimos foi dizer que o fator econômico, a "falta de opção" é um grande fator gerador de radicalização, que a desigualdade social é uma escola de terroristas.

Essa interpretação é insustentável por vermos jihadistas europeus de classe média, assim como, os terroristas formados em medicina, filosofia, engenharia etc. O próprio Osama Bin Laden fazia parte da elite na Arábia Saudita assim como os terroristas que atuaram em Bangladesh eram os mais ricos do país!

Quanto mais vai ficando cruento e bárbaro os ataques no Ocidente, mais ficando difícil para o representante da Igreja Católica abraçar o discurso que tenta agradar gregos e troianos. Vai ficando mais evidente as direções que vão tomando o terrorismo, ao ponto que a mera imparcialidade nas opiniões significará cumplicidade. 


Fonte: AINA

OBSERVATÓRIO DA FÉ

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