sexta-feira, 6 de maio de 2016

PASTORES E PADRES ORTODOXOS NAS MASMORRAS DA ERITREIA


Fome, miséria, ditadura, escravidão e celeiro de refugiados ao redor mundo!  Isso é o que tem produzido o governo da Eritreia desde a sua independência em 1993. Independência essa que significa nada mais que a legitimação de um opressor interno.

Nunca teve paz este país em toda a sua história de invasões, colonizações e anexações. A Eritreia tem a marca do sofrimento e degradação do valor humano como já foi exposto algumas vezes nesse blog.

Muitas coisas que são repugnantes para nós é uma normalidade pra eles como prender crianças com suas mães, trancafiar pessoas em contêineres de metal e muita, mas muita perseguição religiosa.


Apesar de o cristianismo ser grande neste país, o tratamento é duro, controlado, repressivo e cheio de terror. Basta não ser muçulmano sunita que se corre risco de sofrer injustiças por parte do governo.

As punições são severas e injustificadas principalmente aos líderes religiosos que gozam de grande influência para com o povo, sejam pastores evangélicos, padres católicos romanos e ortodoxos.

Haile Naigzhi, líder da Igreja do Evangelho Pleno da Eritreia, foi preso em 23 de maio de 2004; logo em seguida, foi transferido para uma masmorra onde se encontra até os dias de hoje. Em 2013, o governo por pouco não prende sua esposa e seus três filhos por desconfiar de sua fuga do país.

O Patriarca Ortodoxo Abune Antonios foi tirado de sua posição sacerdotal em 2007 após criticar o governo que confiscou sua insígnia pontifical. Ele não foi acusado de nenhum crime, está numa prisão domiciliar sob a forte vigilância do Estado.

O pastor da Igreja Kale Hiwot Ogbamichael Teklehaimanot foi preso por participar de um casamento protestante em 2005. Está preso até os dias de hoje por nenhum crime cometido.

O médico e sacerdote ortodoxo Tekleab Menghisteab foi preso em 2004 por suposto envolvimento num processo de renovação dentro da Igreja Ortodoxa.

Alguns destes citados também estão em masmorras sem qualquer chance de soltura, nenhum direito à defesa.
O sistema da Eritreia segue os moldes dos regimes socialistas severos de punição: trabalhos forçados (maquiados de serviço militar), forçar confissão de crimes não cometidos e a negligência de cuidados básicos aos seus prisioneiros. Não é a toa que, no meio cristão, ela é conhecida como a "Coreia do Norte Africana" devido à intensa e cruel perseguição.

Devido a essa calamidade, os eritreus são os que mais migram para outros países ao lado dos sírios, afegãos e iraquianos. Assim como os refugiados de Cuba que preferiam enfrentar os tubarões a conviver com seu "paraíso socialista", também muitos africanos preferem enfrentar as torturas do tráfico humano, o calor do deserto e o perigo constante a conviver com essa tirania islâmica que elevou a Eritreia de 9ª para a 3ª posição no ranking de países com menor liberdade religiosa.


Fontes: WWM

EZEQUIEL DOMINGUES DOS SANTOS

Um comentário:

  1. Oi amado! vim conhecer ser blog! faço parte do blog Agenda dos Blogs! estou te seguindo, parabéns pela entrevista no Blog da Magda da Agenda dos Blogs! beijinhosssssssssss
    http://rubiaartes.blogspot.com.br

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