domingo, 28 de fevereiro de 2016

SOBRE "QUEM SAI DA IGREJA POR CAUSA DE HOMENS NUNCA FOI POR CAUSA DE JESUS"


O ano passado inteirinho li várias vezes essa frase compartilhada em todo o canto "Quem sai da igreja por causa dos homens nunca foi por causa de Jesus" como uma máxima apontando para a ideia de que o interesse maior em frequentar a igreja seja Jesus e não sua relação com o próximo.

Compreendo perfeitamente as melhores intenções dos irmãos que com fé sincera, mas não com mente arejada, repetem esse jargão para impulsionar os desanimados a permanecerem nas congregações a todo e qualquer custo.

Porém devemos ter ciência que o Deus verdadeiro, a fé concedida por Ele e um relacionamento com o Pai não está na mesma categoria que a religiosidade pagã, onde a exterioridade, o sacrifício à divindade e as autonegações sejam sinais de espiritualidade para o apaziguamento de um possível furor divino.

É correto ir à igreja somente por causa de Jesus? Ora, digo que se for congregar por causa de Deus tão somente e não querer ter comunhão com próximo então é vã "bater cartão" em reuniões. Agora, se for com o interesse em apenas comungar com os irmãos mesmo pensar em Deus, tal comunhão já é um culto de adoração plena a ele (pois para adorar a Deus não é preciso usar seu nome na boca, pois muitos usam e não o adoram).

Assim como o amor: se eu amo a Deus sem amar ao próximo então na verdade não o amo, agora se eu amo o meu próximo então por tabela já amo a Deus - não é isso que diz o apóstolo João? (1ªJoão 1:9; 1ªJoão 4:8-20)

De modo que a ideia de culto, o verdadeiro culto, está mal empregada no escopo da fé em alguns irmãos o qual se restringe a frequência de reuniões mecânicas de cânticos e mensagens num lugar específico como se fosse habitação do Altíssimo o templo construído por mãos humanas (Atos 7:48), como certa vez eu postei numa rede social: "Nem Jerusalém, Meca, Vaticano, Medina, Lhasa ou Varanasi. O centro geográfico de Deus é todo coração quebrantado e espírito contrito." 

Claro que isso não é um desencorajamento para deixar de congregar (Hebreus 10:25) só porque teve problemas com um irmão de fé pra não consertar a situação, mas o que desencorajo é confundir o serviço a Deus com a mera presença numa construção de pedra. O próprio Jesus disse que "Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, aí eu estou no meio deles. '' - (Mateus 18:20).

De modo que esse "onde" não se trata de um lugar legalizado pelo governo ou credenciado pela IURD, IPDA,CGADB, ICAP, IIRD, IASD RCC, CCB, e outros, mas sim qualquer encontro de pessoas; sejam em casas, esquinas e até catacumbas!


A palavra de Deus não está presa, o nome de Jesus não tem direitos autorais e o único lugar nesse imenso universo preso no espaço-tempo que comporta a presença de Deus é o coração humano e reunião singela de irmãos reunidos, em qualquer lugar, para partir o Pão.

2 comentários:

  1. Estou a tentar visitar todos os seguidores do Peregrino E Servo, e verifiquei que eu estava a seguir sem foto, por motivo de uma acção do google, tive de voltar a seguir, com outra foto. Aproveito para deixar um fraterno abraço.
    António Jesus Batalha.

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  2. Concordo com você que a Palavra não está presa, nem o nome de Jesus tem direitos autorais.Com relação a autonegação, o Senhor Jesus, conhecendo a nossa natureza corrompida pelo pecado, nos recomenda enfaticamente: "aquele que quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me." Com relação a um possível furor divino, te digo que ele é real(veja Romanos 1:18-32) e só é aplacado pelo arrependimento que vem através da fé no sacrifício perfeito realizado pelo Senhor Jesus, morrendo por nós sem merecermos.

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