sábado, 30 de janeiro de 2016

ELES EXISTEM, BUDISTAS MILITANTES!


É mais que natural não associar o budismo à intolerância tanto pela doutrina central da não violência e compaixão como pela bela propaganda hollywoodiana; que sempre transparece como religião da serenidade e equilíbrio. Mas nem sempre foi assim no Sry Lanka, Myanmar, Tailândia, Butão e Nepal.

Quando se trata de convulsões de ordem política, ideológicas e territoriais sempre nos deparamos com guerra de informações, que muitas vezes pode trazer injustiças a um dos lados. Mas é fato que quando ouvimos falar de budismo, logo nos lembramos do espírito zen e aquela vontade de dormir nas músicas de meditação assim como ouvimos sobre terrorismo pensamos em islâmicos (eu tive o ato falho de, em vez de pesquisar no Google "terrorismo budista", digitei automaticamente "terrorismo islâmico" rsrsrs).

Há muitos casos em que grupos budistas atacaram muçulmanos no Sry Lanka e Myanmar; houve alvoroço nas mídias internacionais devido ao escândalo da religião pacifista. Porém, ao dissecar algumas das notícias percebe-se que se tratava de legítima defesa. 
Já em Myanmar, os monges fizeram que nem mesmo cristãos já fizeram: Expulsaram um grande número de muçulmanos numa comunidade!

Muitas são as motivações de tais atos: agressões ou provocações da minoria islâmica local, limpeza étnica, ou... o medo da história do islã!

Ao observar o mundo árabe, Oriente Médio e o Norte da África até o século VII eram lugares inteiramente cristãos; até que em pouco tempo foi engolido pelo islã forçadamente.
A mesma coisa se deu na Indonésia, país que era um reino hindu e com um rei que tolerou missionários muçulmanos. Aos poucos foram se tornando maioria, ocupando a política e hoje é o maior país muçulmano do mundo! Houve muitos casos de perseguição aos hindus, que tiveram que se refugiar em Bali - único lugar hindu da Indonésia.

Percebe-se que não é por acaso o crescimento de grupos budistas dispostos a usar da violência e até mesmo de terrorismo, houve motivações anteriores. No entanto é bom se perguntar, vale a pena? 
Nesse e em outros casos sempre vemos inocentes "pagando o pato"; como é o caso de perseguição aos cristãos do Sry Lanka, Myanmar e Butão (este último é uma monarquia budista que favorece generosamente sua religião oficial, negligencia e priva minorias cristãs no seu reino).

Até compreendo que, por mais que uma tradição religiosa seja intrinsecamente pacifista é necessário que haja o bom entendimento da ideia de legítima defesa (senão o mal sempre vencerá). Todavia, a neurose de autoproteção dá novas inspirações ideológicas nacionalistas que chegam a prejudicar àqueles que não participam destas tensões.

Também não se deve esquecer que os budistas já foram massacrado por comunistas e muçulmanos na história. Porém, não se vence talibanismo com talibanismo.

Não tem jeito! Está no DNA da raça humana a inclinação de misturar defesa e contra-ataque exagerado, o rivalismo territorial, reivindicação de pureza racial. Enfim, é sempre o mesmo problema cuja solução está no amor de Deus! AÍ JÁ VEM ALGUÉM FALANDO QUE ESTOU FALANDO DE PROSELITISMO CRISTÃO então começa tudo de novo...


EZEQUIEL DOMINGUES DOS SANTOS

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