sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

ESTADO ISLÂMICO: GENOCÍDIO TAMBÉM DA HISTÓRIA


Revoluções das mais clássicas são marcadas por violência, convulsão social e muito sangue. Nestes tempos mais modernos as estratégias estão avançadíssimas com manipulações mais sutis pra depois a tomada de poder ser pacífica. Já uma outra etapa de revoluções injustas são a destruição da cultura e da história.

O que mantém vivo um povo ou uma tribo é a sua história. O elo com o passado, suas origens e seu trajeto é o que dá vida e nacionalismo pra um povo. Destruir a história tem mais efeitos que bombas nucleares.

Com o Estado Islâmico não é diferente. Foram eles que já violaram muitos patrimônios históricos: O suposto túmulo do profeta Jonas, destruíram 118 igrejas no Iraque e 6 na Síria, Muitos sítios arqueológicos no Iraque e na Síria. Isso se trata de limpeza étnica e esquecimento histórico; é uma Nova Ordem no Oriente Médio - se permitirem.


Ainda que alguns discordem nas definições de genocídio, muitos já estão concordando que a destruição de artefatos que representam a história de um povo, instituições seculares e religiosas, queima de livros e pergaminhos se trata de genocídio em importante escala... quando mais se tratando de um lugar com 6.764 anos registrados.

O Estado Islâmico é a caricatura do obscurantismo pós-moderno, o mundo pode mergulhar em densas trevas na sua historicidade. Esses são aqueles que têm a ousadia de querer reconstruir o mundo aos seus moldes - com a marca do sangue, da injustiça e da opressão.


Fonte: AINA

EZEQUIEL DOMINGUES DOS SANTOS

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