segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

BUTÃO: UMA DITADURA BUDISTA


É estranho esse termo "ditadura budista" haja vista ser o menos suspeito de regimes que tolhe liberdade. O budismo em tese não permite qualquer coisa desse tipo; aliás, nenhumas das ditaduras com fundamentos religiosos no mundo têm à ver com a religião em si: As ditaduras islâmicas não representam o verdadeiro Islã.

Mas no Butão, país do extremo oriente e que tem sua religião oficial o Budismo Tantra, tem todo o seu sistema político, jurídico e administrativo voltado a favorecer ao budismo e budistas e reprimir de várias formas fiéis de outras religiões.

Toda essa informação soa como estranho aos nossos ouvidos haja vida o budismo ser uma religião pacifista; a religião da paz de espírito, da pureza e não-violência... e de fato são.... pelo menos é somente esse lado do budismo que propagam para os ocidentais. Quando ideologias ou sistemas políticos instrumentalizam a religião para controle social ou para regimes de repressão a coisa não fica boa.

Já vi casos de grupos de budistas radicais perseguirem cristãos, ou movimentos radicais de budistas nacionalistas promoverem hostilidade a pessoas de outras religiões, mas no Butão é o primeiro em escala oficial - como regime de governo.

O Butão é um pequeno país, o único reino budista no mundo. Seu povo é composto de 84% de budistas, 11,8% de hindus e menos de 1% de cristãos. O budismo é apoiado e muito favorecio pelo governo tanto política quanto economicamente; o governo dá subsídios aos monges, mosteiros budistas, santuários. As instituições religiosas budistas e líderes espirituais são as pessoas mais influentes na sociedade.

De acordo com a Constituição do Butão artigo 3 declara: O budismo é a herança espiritual do Butão, que promove os princípios e os valores da paz, da não-violência, compaixão e tolerância. 

O último parágrafo da sub-seção 3 diz que as personalidades religiosas estão acima da política. Esta parte da Constituição permite que os monges e pessoas religiosas possam se opôr e até mesmo perseguir impunemente cristãos e outras minorias religiosas. Tanto que a conversão de budistas ao cristianismo é considerado crime no Butão, passível da pena de expulsão do país e perda dos direitos de cidadão butanês.

Grande parte do mundo pensa ser o o Butão o país mais feliz do mundo; alguns dizem ser a Suíça da Ásia e outros afirmam ser um vale mágico. No entanto, lá é considerado ilegal construir igrejas, expressar publicamente sua fé religiosa se não for o budismo. Os cristãos que lá habitam só estão autorizados a fazer suas orações e praticar sua fé dentro de suas casas... não muito diferente de países islâmicos.  

Países com maioria budista como Nepal, Sri-Lanka, Myanmar e Butão têm índices de perseguição aos cristãos em algumas áreas, e poucas organizações ocidentais estão trabalhando nesses lugares e angariar dados sobre intolerância ao cristianismo. Isso defasa a historicidade de perseguições em países budistas.

Assim como em países comunistas e islâmicos, muitos cristãos e muitas igrejas estão vulneráveis a algum tipo de perseguição ou cerceamento de liberdade religiosa. Há casos de perseguição física como já houve na Índia ou de prisão como do pastor butanês TandinWangyal por mostrar vídeos cristãos para outras pessoas.

Uma boa dica e nunca receber sem filtrar as informações quanto as boas propagandas das maravilhas em países budistas. Não se deve blindar moralmente só porquê os ideais do budismo são elevados humanamente falando; muitas vezes o âmbito popular não reflete aquilo que passa nas TV's e documentários. Todavia, também é fato e digno de nota, que os budistas também sofrem muito em países comunistas como a China e no Tibete nos dias de hoje assim como em Laos, Camboja e Vietnã; também foram genocidados no Afeganistão pelo Talibã e no Paquistão... são vítimas dos radicais islâmicos também.

Fonte: SHOEBAT

EZEQUIEL DOMINGUES DOS SANTOS


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