terça-feira, 18 de novembro de 2014

CRISTÃOS NO PERFIL DOS ANTICRISTOS


"Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos." - Mateus 24:24

Muitas interpretações, elucubrações e teses são feitas sobre os fatos que dão o nome de “fins dos tempos”, uma das figuras que chamam muita atenção e produz discussões e debates é a do Anticristo. Desde que foi cunhado esse título já havia uma perspectiva até mesmo neurótica de sua iminente aparição e atuação desde a igreja primitiva.

Já se passou muitas idéias de que o Anticristo seja algum tipo de líder carismático, ditador ou diplomata mentiroso, mas o fato é que fica difícil lançar uma idéia absoluta e certeira sobre a pessoa em si (ou mesmo se tratar de uma pessoa); haja vista, a estrutura literária de apocalipse ser inteiramente simbólico, análogo e interpolado. Além de os processos políticos, fenômenos mundiais serem tão dinâmicos que nem mesmo especialistas e observadores conseguem acompanhar e terem dificuldade de associá-las diretamente com as profecias escatológicas.

Também é consenso entre todos que há o ‘Anticristo’ e os ‘anticristos’, no qual o primeiro se trata do personagem apocalíptico que causará as desgraças por meio de seu governo mundial, perseguição a Israel e aos cristãos que ficarem do arrebatamento; e o segundo são os agentes de Satanás no decorrer da História humana que se opõe aos filhos de Deus.

Mas não quero discorrer na questão do Anticristo, mas sim na relação dos "anticristos" com a Igreja no período do fim dos séculos. Farei isso na pressuposição de que se trata de uma pessoa que terá autoridade política, jurídica e militar sobre o mundo – ou pelo menos sobre maior parte dele e também na minha posição pessoal que é a pré-tribulacionista, ou seja, de que os verdadeiros cristãos não passarão pela Grande Tribulação (nem pela metade dela). Logo, estaria descartado qualquer interação entre o ‘Anticristo’ com os cristãos verdadeiros...mas sempre houve interação com os ‘anticristos’ desde o início.

Como estará a disposição e inclinação espiritual da Igreja nesse tempo? Como será a mentalidade e cosmovisão daqueles que se dizem viver no mundo mas não pertencer e ele?

Provavelmente todos ao lerem a pergunta já sabem de antemão a resposta. É necessário que o joio cresça com o trigo, que os bodes vivam junto as ovelhas e que haja partidos entre nós para que se manifeste os verdadeiros filhos de Deus! Considerando que impossível haver isolamento na comunidade cristã, isso se torna um método de seleção e aprimoramento daqueles que são e serão aprovados por Deus.

Quanto as duas perguntas feitas o teor da resposta será a mais negativa possível, pois realmente os tempos serão difíceis, trabalhosos e perigosos para a Igreja de Cristo. Cada vez mais vemos uma proliferação de cristãos aos moldes mundanos e de Satanás! Por tempos havia como uma espécie de linha de separação entre igreja e mundo, mas agora, não há distinção alguma a ponto de confundir o que é consagração ou profanação (mas, sabemos que a verdadeira Igreja é preservado por Deus Isso é apenas um texto de alerta).

Por mais que todas as coisas estavam preditas, é triste ver cristãos se adequando com o curso deste mundo: Com uma fé relativizada, com tolerâncias ao pecado, com vigilância afrouxada, biblicamente ignorante, medrosos, sem aspirações para as boas obras, condizente com o sistema deste século e até auxiliadores do tentador! O cristianismo antes era uma das poucas e sólidas referências em um mundo cada vez mais confuso, perdido e dominado por credos perversos e ceticismo vazios; hoje, em muitos casos, ela é participante dessa confusão.

O sentido que imprime na alma é que a facilidade de obter conforto com os avanços sociais é como se fosse um caminho para a depravação por não haver valor naquilo conquistado. Isso se constata por que em países onde os cristãos são perseguidos fisicamente não há meio-termo: Ou é cristão autêntico ou é outra coisa! Já ouvi do meu irmão “Essa geração é a que mais dará conta para com Deus devido ao fácil acesso de conhecer a Palavra e mesmo assim haver preguiça de buscá-la”. Se não houver verdadeira conversão, as próprias bênçãos de Deus se tornam pedras de tropeço por reduzir a consciência da fatalidade do Juízo Final.

A maior e mais estratégica ação do inimigo não é destruir a Igreja na forma que entendemos, pois ele sabe que não consegue; mas é a infiltração e a lapidação de todos os códigos morais oriundos da Palavra de Deus: É “normal” hoje ver cristãos com dois ou três casamentos nas costas, aceitação de práticas ocultas até mesmo em igrejas saudavelmente doutrinadas, difícil ver um jovem que ainda não fornicou antes do matrimônio, “mentiras sinceras” em líderes eclesiásticos, abordam todos os assuntos sempre de forma espiritual, mas o apego aos bens terrenos é tanto que influencia seus comportamentos...

Não estou dizendo que esses casos são característicos do perfil anticristão, mas isso está se tornando generalizada, crônica e coletivizada na Igreja de Cristo. O senso comum da Igreja não deve ser alterada!

Não há mais a expectativa da Segunda Vinda de Cristo, não há mais a ânsia por ser arrebatado. Pregações sobre juízo final, inferno, morte eterna, o Trono Branco, Bodas do Cordeiro, Lago de Fogo sumiram dos púlpitos e conseqüentemente se esfria as expectativas futuras demonstrando uma fé mais “terrena”. Se deletar no discurso cristãos esses assuntos tão importantes, também se anula a compreensão e adesão do ato de vigiar e se alarmar com qualquer ameaça.


Quanto mais vemos um cristianismo descaracterizado, a fé corroída e os princípios adulterados mais vai chegando a grande hora! O engano é geral e endêmico. Tempos atrás os cristãos eram oprimidos em lugares isolados, e hoje, aos poucos está chegando uma escala quase global. Porém, mesmo assim, não é difícil acreditar que a maior aceitação do Anticristo venha dos próprios cristãos! Se os luteranos saudavam Hitler nas ruas e alguns ortodoxos admiravam Stalin o que dizer de uma líder capaz de ludibriar o mundo inteiro? 

Partindo da observação de que aquele que quiser viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições -(2ª Tim 3:12) vemos que no mundo está cada vez mais difícil para o verdadeiro cristão viver, é fácil ter um termômetro pra ver se você é um cristão aos moldes dos anticristos: O mundo se agrada com suas obras? Ou tu se sentes como um peixe fora d'água?


EZEQUIEL DOMINGUES DOS SANTOS

Um comentário:

  1. Excelente texto ! Excelente Alerta !
    Acredito que um dos grandes problemas e a fórmula para a situação atual do cristianismo foi realmente a relativização dá fé, dos valores, do princípio. A Bíblia, antes absoluta e tida como Palavra de Deus, tem sido questionada pelas autoridades religiosas e pelo povo que acredita nesses 'homens de Deus'. Se alguém 'desmente' uma parte da Bíblia faz toda ela cair em descrédito. Há sim partes que usam de uma linguagem misteriosa, mas não afetam a compreensão da verdade de que Cristo veio ao mundo, morreu por nós e nos salvou por meio de sua graça. Em contrapartida, salvos vivem uma transformação de vida que vai além de qualquer expectativa humana anterior. Somos remodelados e sentimos vontade de nos parecermos com Cristo e nos inconformamos ao mundo.
    Que a mensagem seja transmitida !
    A paz do Senhor!

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