quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O RISCO DE UMA ALEMANHA DEBAIXO DA SHARIA


Uma das maneiras de expandir seu projeto ou movimento ideológico é a ocupação de espaços - simplesmente ocupação - seja de universidades, cooperativas, espaços religiosos etc., para uma futura ordem de ação em direção a conquista efetiva de um objetivo. Mas quando se inicia atividades mais agressivas em favor de sua agenda é porque se encontra em estágios mais avançados seja de organização, subsídios e intercâmbios com outros filiados do mesmo movimento.

Um grupo revolucionário fortemente organizado tem anseios de minar toda a ordem em todas as esferas da sociedade em que se instalam. Desmerecem suas instituições locais de uma ou outra forma. Quando a militância está agindo do âmbito popular é porque nas altas esferas já está traçado as ações para tomar o controle de uma cultura em expansão... a não ser que encontre uma oposição a altura!

No norte da Alemanha é muito forte a presença dos salafistas (grupo radical islâmica com uma interpretação do Alcorão variada dos demais). A ideologia desse movimento postula que a Sharia (lei baseada no Livro Sagrado do Islã) é superior a todas as leis seculares, porque emana de Deus, o único legislador legítimo, e, portanto, é juridicamente vinculativo para a toda a humanidade. De acordo com a visão da visão deles, a democracia é um esforço para elevar a vontade dos seres humanos acima de Deus. Pra eles isso é um aspecto de politeísmo.

Em muitos lugares da Europa o islamismo é a "religião da moda", para o norte da Alemanha o que está vigorando é a vertente salafista. Tem aumentado muito o número de grupo nos últimos anos. Segundo as autoridades muitos desses são visivelmente propensos a praticarem ações terroristas.

Não é de se espantar que em dezembro de 2012 quatro salafistas foram acusados de plantar uma bomba na principal estação ferroviária em Bonn (cujo julgamento já se iniciou) e de tentar assassinar uma ativista anti-islã em março de 2013!

Antes, somente nas suas mesquitas e grupos de reza, agora estão nas ruas fazendo proselitismo forçado tentando arrebanhar mais "irmãos" para a sua religião, e muitas vezes estão impedindo pessoas de entrarem em casas noturnas por causa das imoralidades desse lazer. Eles estão se achando os "guardiões da moral pública" a ponto de proclamarem a Sharia como a lei local - como se fossem um Estado paralelo.

Por mais que isso possa soar como um mero movimento da juventude, já se trata de crimes contra a soberania nacional alemã. Segundo um político local "Essa pseudopolícia é uma provocação deliberada dos salafistas que querem desafiar o Estado de Direito".

E de fato se trata de uma "polícia moral" haja vista até usarem uniformes como que sendo fiscais do comportamento das pessoas; é a atuação da Sharia em pleno país com Constituição e Direitos Civis. Se isso não pede uma ação enérgica da parte das autoridades, o que falta então senão a tomada do "poder popular dos salafistas alemães".

É necessário estudos, investigação, observação acurada desses movimentos de pressão que nada tem de inofensivo, se trata de uma revolução por baixo com a ajuda de cima; haja vista em junho desse ano houve reunião com 400 salafistas nesse local para angariar fundos para os jihadistas na Síria assim como recrutar voluntários europeus para o terrorismo no Oriente Médio - coisa fácil de fazer pois a seara de idiota úteis está atraente para as redes terroristas.

Fonte: PI

EZEQUIEL DOMINGUES DOS SANTOS

Um comentário:

  1. Este perigo não será apenas para a Alemanha mas para qualquer país que ainda alimente o sonho do poder e das regras sem respeito pelas diferenças nem credos ou religiões.
    Na Europa é a Alemanha que mostra mais estas tendências.

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