sexta-feira, 19 de setembro de 2014

ESTADO ISLÂMICO PROÍBE CRISTÃOS DE IREM À ESCOLA


Quando nos referimos a genocídio, o que vem logo a mente são milhares de cadáveres ou um grupo sendo torturado e dizimado. De fato é isso; porém é preciso compreender que não só esse mas todo os processos históricos, quer bom ou ruim, sempre são acompanhados por vários fatores e medidas a alcançar seus objetivos plenos.

Para se concretizar um genocídio não basta apenas matar e matar; se fosse apenas isso, os remanescentes do grupo extinto se tornariam a imagem de todos os observadores "as luzes no fim do túnel" daquela geração ou os "resistentes"; enfim, se tornariam caricaturas da vitória do bem sobre o mal... e é justamente aí que os algozes perdem - nas propagandas e estereótipos - e por consequência não sobreviveria muito tempo como movimento legítimo.

Por isso um genocídio tem que ser precedido de ações repressivas culturalmente e politicamente para não deixar que surjam intelectuais, pensadores e ativistas nos grupos minoritários. Uma dessas ações é impedir o acesso a educação e conhecimento. Enquanto investem na propaganda de inferiorização do grupo em questão nas escolas, ao mesmo tempo impedem as atuações no desenvolvimento do que seria o futuro da classe oprimida.

Assim, o resultado será multifatorial no caso dos cristãos no Iraque (caso não venham a desaparecer): Um nova geração de cristãos com frágeis consciências, suscetíveis a influência islâmica, completamente analfabeta que por consequência, não teriam bons empregos e cargos públicos para exercer atos cristãos nessa sociedade. Já do outro lado, a hegemonia muçulmana em todos os setores  permeariam o senso comum nesse país, de forma tão virulenta, que os cristãos se tornariam "cidadãos de marte" de tão estigmatizados que ficariam.

O Estado Islâmico, que está varrendo por completo os cristãos e muçulmanos do Iraque, mudou o currículo de muitas escolas proibindo o ensino de História, Geografia e Literatura; também proibiram os termos "República do Iraque ou Síria" e estudar somente língua árabe e religião islâmica.

Centenas de escolas não estão em condições de ter aulas por estarem abrigando os refugiados desses terroristas. Mais de 700 colégios abrigando 500.000 pessoas entre cristãos e muçulmanos conservadores.

O Arcebispo Caldeu Shimou Nona (que também está refugiado) lamenta esta situação dizendo que "tona-se cada vez mais dramática, especialmente com a chegada do inverno. Também a interrupção dos estudos para os cristãos é um problema sério, porque enfraquece o desenvolvimento de toda uma geração de cristãos iraquianos, cujo o passado sempre foi distinguido pelo seu nível cultural e escolaridade". O líder cristão está tentando alugar casas e apartamentos para deixarem algumas escolas livres, para quem sabe, voltar a ter aulas.   

Fonte: ANI

EZEQUIEL DOMINGUES DOS SANTOS

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