terça-feira, 23 de setembro de 2014

COMO VAI O CRISTIANISMO EM OMÃ?


                                                         Mascate, capital do sutanato de Omã

Eis um país que desperta curiosidade e fascinação devido seu anonimato nas notícias vindas do Oriente Médio; Omã. Qual o seu contexto social, cultural, político e religioso desse país? Qual o seu papel nos conflitos desse continente? E a sua relação ao cristianismo? Haja vista ser um país islâmico.

Esse país desperta um interesse especial por ser tratar de um novo "Dubai", por tentar preservar suas raízes milenares e ao mesmo tempo se adaptar a modernidade e até mesmo 'futurizar' em muitas coisas.

Como o interesse geral desse blog é a situação e perseguição anticristã no mundo (em grande escala nos países islâmicos) é nesse assunto que devo; todavia, passarei leve e superficialmente na história desse país que, na sua estrutura, nem parece ser como seus vizinhos Arábia Saudita e Iêmen.

Primeiramente esse país é o único do mundo sob um regime de sultanato (governado por um Sutão) apesar de atualmente a política relativamente mais afrouxada com um Conselho que não tem muito poder e autonomia, mas já é alguma coisa num país monarca absolutista.

O atual Sultão Qaboos bin Said Al Said deu golpe no próprio pai. Ele havia estudado na Europa e retornou com um pensamento modernizado apesar de não negar suas origens e idealizou uma Omã pra frente, próspera e com paz. Porém não agradou seu pai que o prendeu, mas com fortes alianças inclusive com a Inglaterra conseguiu tirar seu pai do poder e Omã deu um Upgrade em muitos aspectos.

                                                           sultão Qaboos bin Said Al Said

É incrível ver uma nação rodeado de países em conflitos como a guerra civil no Iêmen, o país mais antiocidental como vizinho (Arábia Saudita) sem contar o crescimento do terrorismo internacional vindas do Afeganistão, Iraque e Síria... Omã não compactua com nada disso! Ela já serviu de base militar para os americanos na invasão do Afeganistão, mas isso não afligiu sua relação diplomática. Da parte dos omanis não há nenhuma situação desconfortável com ninguém - parece até um enigma!!

Ao ver no Globo Repórter como é Omã, os homens de lá não têm comportamentos ríspidos, reprimidos, preconceituosos ou hostis com as mulheres - mesmo as estrangeiras. Enquanto nos seus vizinhos é obrigatório a burca ou lenço, lá elas andam e se vestem de modo mais agradável e são contempladas de todas as liberdades que um Brasil da vida pode oferecer como estudar, dirigir e trabalhar. Enfim, Omã é quase um paraíso em meio a um inferno de genocídio que está acontecendo com os cristãos nos países ao lado.

E falando em perseguição cristã, como é a aceitação, propagação e liberdade de expressão religiosa da parte do cristianismo por lá?


Atualmente, segundo a agência internacional Portas Abertas, Omã ocupa o lugar 27º na escala de intolerância religiosa. No entanto ainda que haja algum tipo de mordaça ou pressão social contra ações cristãs em público, não é igual ao de um Iraque cuja a pena pra um cristão é decepar a cabeça ainda em vida.

Em Omã é permitido fazer proselitismo entre estrangeiros, mas nunca com os cidadãos do país, até porque a religião é especificado na carteira de identidade; ou seja, vira um processo legal e jurídico caso haja troca de religião...isso dificulta nas questões de missões.

Não há casos de repressão truculenta, polícia religiosa ou patrulhamento de consciências; mas é deixado bem claro os termos e condições para a atuações das religiões que não sejam o Islã. Para a distribuição de literatura cristã é necessário autorização do governo (mesmo entre os próprios cristãos), as reuniões, cultos ou missas não podem ser realizadas em casas, mas sim em estabelecimentos reconhecido pelo governo.

Todos esses mecanismos políticos de controle social dificulta o acesso dos omanis ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo ficando reservado na sua grande maioria aos estrangeiros que trabalham lá ( a situação econômica de Omã está fenomenal). É difícil ver um nativo cristão.

                                                         culto em uma igreja de Omã

Há relatos no blog "Jesus é a Resposta" do autor Lucas Gonzalez de que o cultos são sempre monitorados por espiões do governo apesar de haver liberdade. Também tem o Ministério das Religiões; no entanto, não é problema para as igrejas que estão sempre cheias com reuniões muitos alegres e fervorosos. (foto acima tirado por Lucas Gonzalez).

Apesar de muitas medidas formais de mordaças e controles, os últimos registros de direitos humanos têm sido satisfatório por se tratar de um país não democrático.

O local das igrejas é como um cortiço para templos de várias religiões, sempre para estrangeiros. Hoje há uma comunidade grande de cristãos expatriados que podem servir com liberdade (no local certo, claro!). São igrejas católicas, protestantes e ortodoxas. Igreja Protestante de Omã subsidia cerca de 60 igrejas para os estrangeiros, na sua grande maioria de língua árabe.

Uma boa solução seria um afrouxamento nas leis que são baseado estritamente no Alcorão para uma liberdade, ou uma atuação mais energética dos grupos de direitos humanos com pressão no país por mais liberdade religiosa. Ou então ganhar para Cristo os omanis que moram fora do país para, quando voltar, influenciar socialmente seus compatriotas.. o que significa ser uma estratégia a longo prazo.

Claro que isso não passa de algumas ideias limitadas. Pra Deus não existe coisa demasiadamente difícil! Ele pode agir com ou sem ditadura, com ou sem sultanato... é só tomar a Coreia do Norte por exemplo.

Fonte: WIKI
Fonte: MEC
Fonte: MEC
Fonte: MEC
Fonte: JESUS É A RESPOSTA
Fonte: PORTAS ABERTAS
EZEQUIEL DOMINGUES DOS SANTOS

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