quarta-feira, 30 de abril de 2014

INDAGAÇÕES ATEÍSTAS (COM RESPOSTAS)



Extraí de vários artigos do site do pastor Reinaldo Ribeiro uma série de perguntas e respostas feitas por ateus em questões como existência de Deus e seus atributos além de muitas outras indagações ou afirmações aleatórias produzidas por ateus em seus esforços pra justificar sua descrença e fé na inexistência de um Arquiteto do universo.

Leia na íntegra:

1. Mensagem enviada por ELIAS SANTIAGO (Professor de Biologia – SP)
Tenho lido muita coisa a respeito da segunda guerra, principalmente com o interesse de conhecer os programas macabros que eram realizados na medicina nazista e isso me deu uma dimensão ainda maior da maldade daquelas pessoas.
Como o senhor responderia ao fato de que um homem cristão como foi Hitler tenha sido um dos maiores demônios que já pisaram o solo terrestre? É possível ser cristão, ter Deus e ao mesmo tempo ser tão mal e cruel?

Prezado professor Elias, muito obrigado por sua mensagem e pergunta. Não consigo imaginar de que fonte o senhor possa ter extraído a conclusão de que Hitler era um cristão, pois, asseguro que não há nenhum registro confiável que indique tal coisa.
De fato se assim o fosse, essa seria uma das mais grotescas e horrendas contradições da história e da fé cristã. Tenho, porém, dois pontos a considerar:
Primeiramente, sabe-se notoriamente que Hitler era inclinado a práticas ocultistas e incentivava projetos liderados por Heinrich Luitpold Himmler, que foi o comandante da Schutzstaffel e um dos mais poderosos homens da Alemanha Nazista.
Este foi também  uma figura chave na organização e execução do Holocausto e mantinha um gigantesco acervo de registros das mais antigas religiosidades anglo saxônicas, que eram pautadas por práticas ocultistas e místicas de toda ordem, as quais foram massacradas pela política de caça às bruxas do catolicismo romano. Himmler e consequentemente Hitler, movidos por sua doentia ideia de  supremacia da raça ariana, projetavam o recrudescimento dessas antigas religiosidades praticadas na Alemanha. Essa era, portanto, a única visão religiosa que nutria o supersticioso Hitler. E também não nos esqueçamos que nos campos de concentração, onde milhões de judeus foram mortos, também estavam inúmeros cristãos.

Em segundo lugar, consideremos hipoteticamente que Hitler fosse um cristão nominal. Lembremos que nos presídios estão muitos criminosos de diferentes graus de periculosidade que se declaram cristãos. A identificação religiosidade não exime o homem de viver sem Deus e o rótulo denominacional seguido da prática criminosa não é argumento plausível para que se descreia em Deus.

2. Mensagem enviada por RAFAEL LOBATO (Físico e Bioquímico – PE)
Olá pastor. Para um sujeito com o seu grau de racionalidade e inteligência, não parece perigoso investir e tentar convencer as pessoas da existência de um deus que nenhum cientista morto ou vivo de renome tenha igualmente crido?

Um grande abraço meu querido Rafael. Agradeço pelos elogios, mas entendo que se houver de fato alguma racionalidade e inteligências em mim, elas se evidenciam justamente no fato concreto de admitir e crer na existência de Deus.
Entendo como um tanto preconceituosa a afirmação de alguns religiosos que satanizam os ateus, assim como vejo da mesma forma o estereótipo criado por alguns ateus de que a fé em Deus seja monopólio dos ignorantes e iletrados.

E para comprovar este equívoco, quero ressaltar a você que muitos cientistas e pensadores de renome, alguns já falecidos e outros ainda vivos, declararam ao mundo sua fé em Deus, o que comprova o grave erro que consiste associar fé à ignorância científica.
Para exemplificar e comprovar a veracidade de minha afirmação eu alisto abaixo alguns nomes conhecidos pela comunidade científica de personalidades cristãs.
Cientistas que eram cristãos:

Falecidos:
Francis Bacon
Johannes Kepler
Blaise Pascal
Isaac Newton
Michael Faraday
James Clerk Maxwell
William Henry Perkin
George Stokes
Lord Kelvin
J. J. Thomson
Charles Coulson

Vivos:
Norman March
Robert Griffiths
Richard Bube
Donald Página
Allan Sandage
David Cole
Francis Collins
John Polkinghorne
S. William Pelletier
Andrew Bocarsly
James Tour

3. Mensagem enviada por Prof. ANDRADE (Matemático e Físico – CE)
Ok Reinaldo, suponhamos que Deus existe. Vocês cristãos são contra a ideia da geração espontânea. Ou seja, usam o argumento de que o universo foi criado por Deus porque tudo que existe tem que ter sido criado por algo anterior. Sendo assim, então me responda: quem criou Deus?

Meu querido professor Andrade, Deus nunca precisou ser feito porque Ele sempre esteve e estará onde hoje está. Em teologia compreendemos que Deus nunca foi criado e jamais terá fim. A existência de Deus é compreendida num âmbito diferenciado daquilo que sabemos acerca dos seres humanos, ou seja, não podemos compará-lo à nossa perspectiva, assim como não se pode comparar as naturezas do escultor à de sua obra. Nós existimos de uma forma derivada, finita e frágil, mas o Criador existe como eterno, autossustentável e não há nenhuma possibilidade de que Ele deixe de existir. É óbvio que descrer na geração espontânea não incluiria e Pessoa de Deus nesse contexto, mas tão somente tudo aquilo que por Ele foi criado (inclusive aqueles que lamentavelmente o negam). Em filosofia, muitos erros resultam de supor que as condições e os limites de nossa própria existência finita se aplicam a Deus.

4. Mensagem enviada por ROBELIO DE CASTRO (Estudante de Filosofia – MA)
Sendo Deus tão poderoso ou todo poderoso como afirmam, por que ele não contraria as leis da física, por exemplo? Acho que seria muito fácil para ele fazer uma pedra flutuar ou um corpo sólido subir em vez de cair, quando lançado das alturas. Voce não acha querido Reinaldo?

Obrigado Robélio. Muito interessante sua proposta. Mas eu tenho uma resposta bem plausível pra ela.
Se você for o criador de uma lei e bem razoável crer que você não irá infringi-la. As leis da física são obra de Deus e por essa razão Ele não faz o que você aqui sugeriu.
Teologicamente falamos que Deus é onipotente. Mas a onipotência não significa que Deus pode fazer literalmente tudo.
Como o Catecismo Menor diz, "Deus pode fazer toda a Sua vontade santa."
Deus não pode pecar ... Deus não pode mentir ... Deus não pode mudar sua natureza.
Deus não pode negar as demandas de Seu caráter santo.
Deus não pode fazer um círculo quadrado, já que a noção de um círculo quadrado é autocontraditória.
Deus não pode deixar de ser Deus. Mas tudo o que Deus quer e promete, Ele pode e vai fazer.
Da mesma forma Ele não fará a pedra flutuar ou qualquer outra forma de quebra das leis naturais justamente porque Ele não age de forma contraditória a si mesmo.

5. Mensagem enviada por JOSÉ CARLOS LIMA (Agnóstico – RS)
Prezado Pastor Reinaldo Ribeiro, a crença em Deus passa necessariamente pela moralidade que estabelece conceitos de bem e de mal. Mas é de comum acordo que a moral é algo subjetivo e cultural. Isso não seria uma prova da inexistência de Deus? Se Deus realmente existisse, o certo não seria que a mesma escala de moralidade se aplicasse a todos os povos?

Prezado José Carlos, minha gratidão por sua tão pertinente pergunta.
As pessoas costumam dizer que "a moralidade é subjetiva" ou que é "relativa". Mas quando julgam o comportamento humano, o fazem como realistas morais. A maioria dos ateus são tão convencidos como cristãos de que Adolf Hitler era uma pessoa má.

Elas resistem ao realismo moral porque acham que isso leva à "intolerância". Ao fazê-lo elas cometem dois erros fundamentais. Primeiro, não conseguem perceber que a tolerância é um valor em si e que elas estão simplesmente fazendo este valor reger todos os outros. Esta é uma forma de realismo moral. Segundo, não conseguem entender que a tolerância e o realismo moral podem coincidir.

As pessoas discordam sobre como implementar valores, mas no resumo, eles não discordam sobre a verdade de nenhum valor.

1. Ninguém diz que a "justiça" ou "equidade" ou "bondade" ou "coragem" ou "caridade" não são valores virtuosos, em geral.

2. Desacordos morais são sempre sobre a implementação de valores, sobre a tentativa de integrá-los em nosso comportamento. Isso implica ter em conta as questões de conhecimento, bem como as questões de certo e errado.

Não há "novos valores", ou "valores diferentes". As pessoas às vezes acham que há novos valores, simplesmente porque a linguagem com a qual expressamos esses valores muda.

Por exemplo, um termo de valor popular agora é "diversidade". Mas mesmo que você não encontre esta palavra exata na língua tradicional da moralidade, tal como aquela usada na linguagem do Novo Testamento, você encontrará o conceito (por exemplo, I Coríntios 12:14-31). Lá Paulo fala sobre os diferentes papéis desempenhados por diferentes (ou seja, diversas) partes do corpo de Cristo.

E para finalizar, eu diria que as pessoas são atraídas para o subjetivismo moral ou relativismo porque este as exonera da culpa de seus erros. Mas o fato de que todos desejam serem reconhecidos como pessoas justas, revela um compromisso com o realismo moral, o que leva a Deus – pois é Ele quem injeta essa tendência em todas as comunidades humanas.


Mensagem enviada por Prof. Evilásio Giovanini - SP
 Caro pastor, serei curto e grosso (direto) em minha pergunta. Como pode um Deus amoroso mandar pessoas para o inferno? Isso não é desconcertante para vocês?

Obrigado prezado professor. Sua pergunta é importante e nos ajuda a desfazer as tolices e enganos que muitos creem a respeito. A premissa está correta. Deus nos ama. Mas seu amor é forte, em vez de fraco e permissivo.

A questão deveria ser, na verdade, "Como pode um Deus santo deixar pessoas pecaminosas irem para o céu?" Você não pode simplesmente acampar no amor de Deus e esquecer Sua santidade.

Ninguém é digno o suficiente para entrar no céu. Mas por causa do Seu amor, Deus quer que estejamos com Ele. Assim, a morte de Jesus na cruz, onde Ele pagou a pena por tudo o que fizemos de errado, foi a maneira de Deus de satisfazer a Sua santidade e demonstrar seu amor.

Olhe para esse sacrifício: Deus fez todo o possível para manter as pessoas fora do inferno. E verdadeiramente ninguém irá para lá sem que faça voluntariamente essa escolha, ou diretamente pela prática agressiva de afronta à glória de Deus (e o ateísmo é uma delas) ou pela omissão para com os sagrados passos da fé, quando já se tem esse prévio conhecimento.

Mensagem enviada por Sebastião Valerio - MG
 É claro que muitos nem sabem quem foi Jesus. E as pessoas que nunca ouviram sequer o nome de Jesus, serão condenadas? Se Deus existe não seria razoável crer que Ele fosse obrigado a se fazer conhecido por todos?

Muitas pessoas têm pensado sobre essa questão, e poucos afirmam compreender a Deus exaustivamente. Se eu soubesse, eu seria Deus! Mas sabemos que a Bíblia diz que Deus julgará o mundo com justiça. Ele também diz que Deus fez a Sua presença conhecida a todas as pessoas através da natureza e através da nossa consciência, de modo que todos nós nos encontramos sem desculpa que justifique nossa falta de fé para com Ele. (Romanos 1:19,20).

O mundo pode ser dividido em dois grupos: os que já ouviram falar, e aqueles que ainda não tenham ouvido. Eu tenho confiança de que Deus vai cuidar deste último grupo. Mas dado que todo mundo por aqui já ouviu falar, você precisará tomar uma decisão sobre o que você vai fazer da sua vida em relação a Jesus Cristo.

Mensagem enviada por Angelina Leibnitz – Porto Alegre (RS)
 Reinaldo, se Jesus é Deus e se Ele muda as pessoas, então por que existem tantos hipócritas na igreja? Será que um Deus verdadeiro aceitaria pessoas falsas como discípulos?

Sim, há pessoas na igreja que não vivem a vida que eles professam. Deus odeia tal pretensão tanto quanto você. Mas as empresas, clubes sociais e de outras religiões têm todos os seus hipócritas também.

Olhe para Cristo e o que Ele afirma ser e não apenas para aqueles que o seguem, ou professam segui-lo. O cristianismo está em pé ou cai sobre a vida de Cristo, e não sobre o desempenho de seus seguidores. Qualquer coisa na vida que é genuína irá inspirar falsificações. A Igreja celestial está isenta dessa praga porque se constitui de corações sinceros, mas a igreja terrena é uma instituição humana e, portanto, passível desse mal.

As reivindicações de Jesus Cristo são verdadeiras e Ele não era um hipócrita. Você vai segui-Lo? Não perca a oportunidade conhecer a Jesus por causa da falha de alguém. É um conselho amoroso que lhe dedico.

Mensagem enviada por Demétrios Abranches - SC
Pastor Reinaldo eu acho que as regras e proibições das igrejas tornam a existência de Deus muito questionável. Apenas uma boa vida moral não levaria uma pessoa para o céu?

Viver uma vida boa não pode levar um homem ou uma mulher para o céu, porque o padrão de Deus para o "suficientemente bom" é a perfeição. Se Ele permitisse qualquer coisa imperfeita no céu, o céu estaria arruinado. Então, quem pode ir para o céu em seu próprio mérito? Ninguém, porque ninguém é perfeito.

Então, como qualquer um pode chegar lá? Nós não podemos viver uma vida sem pecado, nem podemos compensar nossas falhas. Mas Jesus liquidou essa nossa dívida impagável. Deus oferece um relacionamento com Ele na terra e na eternidade com Ele no céu. Tudo o que precisamos fazer é confiar na morte de Jesus na cruz, como a pena por nossos pecados, pago na íntegra e amá-lo por meio de uma fé prática, pautada na mais sincera obediência à Sua palavra.


Mensagem enviada por Sòstenes Barrote Revoredo – Santos (SP)
Muitos não-cristãos se ofendem com a "exclusividade" do Cristianismo. Como pode um Deus suposto criador de todo o universo ser propriedade apenas de uma religião?

Querido Sóstenes, suas considerações requerem uma resposta elaborada e dividida em tópicos.

A) O cristianismo é "universal" no sentido em que Jesus convida todas as pessoas em todos os lugares para receberem o dom da vida eterna possível, graças à Sua morte na cruz.

B) Uma vez que muitos princípios básicos de diferentes religiões são contraditórias, alguém tem que estar errado.

C) Exclusividade parece inevitável. Quem quer embarcar em um avião comercial em que o piloto não é exclusivamente comprometido com um pouso seguro? "O pluralista não acreditaria exclusivamente que várias religiões fornecem caminhos aceitáveis ​​para Deus?" A exclusão da exclusividade também é exclusiva.

D) A singularidade do cristianismo não surge a partir da mente estreita de cristãos individuais, mas das afirmações extraordinárias de Jesus Cristo, atestadas por aqueles que foram testemunhas oculares da Sua vida, morte e ressurreição. Prova disso é que até as explicações das parábolas eram feitas apenas ao restrito grupo dos apóstolos.

Herberth Cícero – Por Alegre (RS)
Meu caro Pr. Reinaldo, eu adoraria saber como vocês cristãos podem se sair da seguinte questão. Sua teologia afirma que Deus existe e que Ele é o criador de todas as coisas. Ora, se tudo que existe tem uma causa anterior, então já que Deus existe, qual seria a causa anterior a Ele? Se o Universo tem uma causa, então Deus também deve ter uma causa, afinal tudo o que existe tem uma causa. Ou seja, quem criou Deus?

Resposta

Querido Herberth obrigado por sua pergunta. A questão não é tão embaraçosa como você presume e se você se concentrar em minha resposta terá o esclarecimento que solicita.

 Primeiro é importante ressaltar que do nada, nada se cria, pois o nada não existe. Em segundo lugar tudo o que passa a existir têm uma causa. O Universo tem uma causa, não pode simplesmente ter acontecido do nada e, por fim, esta causa tem que ser não causada, atemporal, aespacial, imaterial, poderosa e pessoal.  Logo, podemos concluir de longe que a explicação mais plausível para a origem do Universo é Deus.

O erro fácil de ser cometido assim como é fácil de ser encontrado. Basta reler o argumento. A questão se refere à segunda premissa do argumento. A premissa diz que "tudo o que passa a existir tem uma causa", ou seja, tudo o que começa a existir tem uma causa, ou ainda, tudo o que um dia vem a existir tem uma causa.

A confusão é feita exatamente nessa premissa. O neo ateu se engana pensando que a premissa diz que "tudo o que existe tem uma causa" quando, na verdade, ela diz que "tudo o que passa a existir tem uma causa". Dessa maneira fica muito mais fácil de responder à pergunta inicial.

Deus é o que chamamos de "causa incausada", no caso do Argumento Cosmológico. Deus é eterno, então não pode ter um início, Ele sempre existiu, sempre esteve lá. Não há sentido lógico algum em questionar a causa de algo que sempre existiu. Na Bíblia encontramos a seguinte passagem no Evangelho segundo São João: "No começo a Palavra já existia: a Palavra estava voltada para Deus, e a Palavra era Deus" (Jo 1,1).

É comum os ateus não aceitarem nenhum tipo de resposta aos seus argumentos, mas espero que essa explanação tenha servido pelo menos para desfazer sua ideia de que o povo de Deus sustenta sua fé sem uma lógica racional. Que Jesus te abençoe!

Telio Alfenas – Palmas (TO)
Engraçado ouvir vocês cristãos falarem que Deus existe e que deu livre arbítrio para todos. Se é assim, então porque ele deixou um livro de 2.000 páginas para serem seguidas, senão vocês irão para o inferno? Que livre arbítrio é esse?

Resposta

Meu amigo Telio, obrigado por sua mensagem e pergunta. Vamos á resposta.
O livro a que você se refere é a Bíblia. Entretanto, faltou um pouco de atenção por parte do amigo, pois a Bíblia não é um livro, mas um conjunto de livros. A Bíblia não surgiu pronta assim como a temos hoje. Inicialmente ela era transmitida oralmente, quando ainda não havia a escrita. Cada livro foi escrito em uma época diferente, num contexto social, político e religioso diferente, depois ela foi compilada, organizada em capítulos e versículos, traduzida e disseminada. Isso hoje dá a oportunidade de qualquer pessoa ter uma Bíblia em sua casa. Feito esse primeiro esclarecimento, vamos ao que importa.
Um aspecto falho desse argumento é o fato de que a existência da Bíblia não contradiz em ponto nenhum o livre arbítrio, da mesma maneira que as Leis não tiram a sua liberdade de cidadão. Deus nos deu o livre arbítrio e a Bíblia, porém um não anula e nem contradiz o outro. Fazendo uma analogia simples: "Você tem a liberdade como cidadão, mas também tem milhares de Leis pra você seguir se não quiser ir para a cadeia." É exatamente esse o raciocínio que se deve aplicar à questão que você levantou.


Realmente, Deus nos deu a Bíblia para que sigamos suas diretrizes, mas a liberdade é sua de seguir ou não o que ela orienta. Aliás, esse é um ponto a ser ressaltado: a prática religiosa não obriga, mas aconselha. A Bíblia não obriga, mas aconselha o que vale a pena ou não e ainda explica o por que. No entanto, a palavra final será sempre nossa em aceitar o aconselhamento ou dispensá-lo.

O inferno também é resultado de uma decisão pessoal. Somos nós que decidimos se queremos ir para lá ou não. É inválido e injusto atribuir a responsabilidade de nossas escolhas a Deus. Somos nós que fazemos nossas escolhas e também somos nós que devemos arcar com as responsabilidades e as consequências decorrentes.

E é para isso que existe a Bíblia, que é a orientação de Deus para termos uma vida melhor. Para que possamos aprender a fazer sempre as melhores escolhas, nos direcionando sempre para um caminho de vida. Cabe a nós optar por segui-la ou não, afinal somos livres para escolher isso também. Que Deus o abençoe!

Prof. Onésimo Arouche – Oklahoma (EUA)
Prezado pastor sua inteligência é notável, mas seus argumentos não invalidam os fatos históricos. O cristianismo é uma religião e como toda religião, o seu objetivo é político e imperialista. Nem mesmo os criadores acreditam no que pregam. Seu objetivo é obter vantagens e exercer domínio sobre as mentes fracas. A Religião foi feita somente para ser um instrumento de dominação social e todo sangue que já se derramou em nome de Deus, e ainda se derrama, prova o que digo.

Resposta

Obrigado por suas considerações querido professor, mas, por favor, me permita discordar de sua argumentação, apenas no que tange á fé em Cristo, basicamente por se tratar de uma tentativa de invalidar uma crença a partir de como se chegou a acreditar nela, e acerca disso eu me explico.

São vários os erros contidos nessa argumentação, quando a aplicamos à fé cristã.

O primeiro erro está em ignorar um fato histórico. Se o objetivo dos primeiros líderes cristãos era dominar o povo e se aproveitar de sua boa fé, sinto dizer, mas eles eram bem ruins nisso, pois fizeram exatamente o oposto. Citando Jesus Cristo, Paulo de Tarso e Simão Pedro, os primeiros principais líderes do cristianismo, todos eles morreram de forma trágica. Jesus foi cruelmente crucificado (todos sabem bem), Paulo foi decapitado e Pedro foi crucificado, de cabeça para baixo. Acredito que ninguém seria capaz de morrer por uma mentira que tenha inventado. Paulo e Pedro não iriam morrem à toa, por uma mentira, e é muito difícil se provar o contrário. Vale ressaltar também, que se Paulo quisesse ser um Líder, bastava continuar como judeu. Pois Paulo tinha boa posição no judaísmo e teria sem dúvidas, em termos de poder político, um poder maior do que teve como cristão.

Você menciona o que parece ser uma crítica ao totalitarismo e atrocidades praticadas em nome da fé. Obviamente não posso negar que até mesmo a maldade mais atroz já se praticou em nome da fé religiosa, mas a tentativa de anular uma crença apontando suas consequências desagradáveis é algo profundamente infundado e retira do homem, como ser histórico e livre, a culpa e responsabilidade por seus atos.

E ainda posso citar outras controvérsias presentes nesse argumento. Por exemplo, os EUA é um país com maioria religiosa e é um país onde não se pode dizer que há um "controle de massas". A Itália é um país com maioria esmagadora de Católicos, e duvido que alguém diga que é um país onde há dominação social. Em contrapartida vemos países como China, Coréia do Norte, Cuba e Venezuela que controlam jornais, TV, internet e mantém forte repressão sobre o povo. Proíbem inclusive a manifestação religiosa, são nações declaradamente ateias. E dentre estes quem é o povo reprimido e controlado?!

Descartando a atuação dos lunáticos, o protagonismo dos impostores da fé e a famigerada proliferação dos comerciantes de Cristo (os quais a Cristo nunca conheceram de fato), basta um pouco de estudo filosófico e histórico para compreender que esse argumento é incapaz de invalidar a crença cristã.


Mensagem enviada por P.C Anibal (Kioto – Japão)
Olá Reinaldo Ribeiro. Dentro de um mundo racional, são as experiências físicas e visíveis que comprovam a existência ou não de tudo aquilo que devemos crer. Diante disso eu até tento me esforçar para ver mais do que ingenuidade em vocês cristãos por defenderem teorias com unhas e dentes e que se baseiam apenas num livro. Ora, que religião não possui seu livro sagrado? Que diferença haveria entre a bíblica e qualquer outra fábula literária? Você não acha que um homem de sua notável inteligência não seria mais útil produzindo ciência em vez pregando mensagens religiosas?

RESPOSTA

Meu querido Anibal, muito obrigado por sua mensagem e pela oportunidade que você me dá de propor um esclarecimento a essa sua equivocada visão acerca da Bíblia.

Você faz uma apologia da ciência que me leva a presumir que a tem como uma única resposta confiável às dúvidas da curiosidade humana. E por outro lado, lança uma comparação infundada entre a Bíblia e literatura religiosa diversa, desmerecendo assim as sagradas escrituras dos cristãos.

Quero crer que assim você o faça não por voluntária maldade, mas por pura ignorância. E para ajuda-lo a se tornar um homem mais culto do que já é, passarei a lhe apresentar provas bíblicas de que a própria Bíblia não é um livro simplesmente, não possui inspiração humana e está perfeitamente alinhada com todas as mais sérias descobertas e verdades do mundo científico. Eu o convido a me acompanhar...

PROVAS DA INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA

Se você pensa que a Bíblia é como qualquer outro livro que jamais foi escrito – continue lendo. Quando terminar este texto... VOCÊ RECONHECERÁ QUE AQUELE LIVRO É ATORDOANTEMENTE MARAVILHOSO! Mas a Bíblia foi escrita milhares de anos atrás. E nós estamos no século 21! Temos visto o homem ir à lua. Temos visto a humanidade dar grandes passos na conquista dos mistérios mais escondidos do universo. A Bíblia foi escrita milhares de anos atrás por homens com um conhecimento muito mais limitado que o nosso. Com seus limitados conhecimentos, como poderiam eles ter sabido de certas coisas?  
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LUCAS 17:30-34: "Assim será NO DIA em que o Filho do homem se há de se manifestar...NAQUELE DIA, vos digo, NAQUELA NOITE..." Ninguém nos dias de Lucas pensou que poderia existir dia e noite ao mesmo tempo! Eles pensavam que a terra era plana! Lucas foi escrito em torno do ano 65 d.C. Como sabia Lucas de algo que os cientistas não souberam até o século 16? 
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ISAÍAS 40:22: "Ele é o que está assentado sobre o CÍRCULO DA TERRA”. Como, no ano 700 a.C., sabia Isaías que a terra era redonda? Os cientistas dos dias de Isaías pensavam que a terra era plana. Não descobriram que a terra era redonda até o princípio dos anos 1500, quando Magalhães navegou ao redor do mundo. Como é que Isaías sabia de algo mais de 2000 anos antes da ciência?
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JÓ 26:7: "... e suspende a terra sobre O NADA”. Durante o tempo de Jó, era crido que um deus chamado Atlas sustentava a terra sobre os seus ombros! Ninguém acreditava que a terra “pairava sobre O NADA!" Jó é o mais antigo livro na Bíblia! Foi escrito há mais de 3500 anos atrás! Como é que Jó soube de algo IMPOSSÍVEL saber durante os seus dias?
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GÊNESIS 2:7: "E formou o SENHOR Deus o homem do PÓ DA TERRA, e soprou em suas narinas o fôlego de vida; e o homem foi feito alma vivente". ”. Seguramente, você não toma Gênesis seriamente, toma? Em novembro de 1982, Seleções do Reader's Digest incluiu um artigo com o título “Como a Vida na Terra Começou”. Este artigo declarou que os ingredientes necessários para fazer um ser humano podem ser encontrados NO BARRO. O artigo disse, ainda, “O cenário descrito pela Bíblia quanto à criação da vida vem a ser NÃO MUITO DISTANTE do alvo". Não, a Bíblia não passou "não muito distante do alvo" – ela atingiu exatamente o alvo! Os cientistas têm rido da possibilidade de Gênesis ter qualquer credibilidade científica, todavia - quanto mais aprendemos, mais descobrimos que a Bíblia é CIENTIFICAMENTE EXATA!
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GÊNESIS 2:7 - E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.
Pó da terra = sódio (Na+), potássio (K+), cloreto (Cl-), cálcio (Ca2+), magnésio (Mg2+), bicarbonato (HCO3-), fosfato (PO42-), sulfato (SO42-), Ferro (Fe).
Corpo Humano = sódio (Na+), potássio (K+), cloreto (Cl-), cálcio (Ca2+), magnésio (Mg2+), bicarbonato (HCO3-), fosfato (PO42-), sulfato (SO42-), Ferro (Fe).
Como pode, os mesmos componentes. COINCIDÊNCIA????
Quando morremos nosso corpo não desaperece como alguns pensam, nosso corpo volta ao pó, vira pó novamente.
Planeta Terra = 70% de Água
Corpo Humano = 70% de Água
SERIA ESSA TAMBÉM OUTRA COINCIDÊNCIA?
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SALMO 8:8 "... tudo o que passa pelas VEREDAS DOS MARES”. Depois de ler Salmo 8:8, Matthew Maury, um oficial da Marinha dos Estados Unidos, lançou-se ao empreendimento de localizar estes curiosos “caminhos nos mares”. Descobriu que os oceanos têm caminhos que fluem através deles. Maury se tornou conhecido como "o descobridor das correntes marítimas". Como é que Davi (o escritor do Salmo 8) soube, há mais de 2000 anos atrás, que havia “caminhos nos mares”? Davi, provavelmente, nunca sequer viu um oceano! COMO É QUE ELE SOUBE?
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ECLESIASTES 1:7: "Todos os rios vão para o mar e, contudo, o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr." Como é que o escritor de Eclesiastes sabia do ciclo de condensação e evaporação da água? O sol evapora a água do oceano, o vapor da água sobe e se transforma em nuvens, a água nas nuvens cái de volta para a terra como chuva, se ajunta formando rios, e estes correm de volta para o oceano. Isto não foi conhecido até ser descoberto por Galileu, em 1630! Como é que o escritor de Eclesiastes soube disto no ano 1000 a.C, 2500 ANOS ANTES QUE A CIÊNCIA OFICIALMENTE O SOUBESSE?
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LEVÍTICO 15:11: "Quando, pois, o que tem o fluxo, estiver limpo do seu fluxo, contar-se-ão sete dias para a sua purificação, e lavará as suas roupas, e banhará a sua carne em ÁGUAS CORRENTES, e será limpo". Deus disse para lavar a carne infectada em ÁGUA CORRENTE. A ciência não descobriu aquilo até surgirem dois homens chamados Pasteur e Koch, nos finais dos anos 1800. Todos os médicos de um hospital lavavam suas mãos em uma mesma bacia de água, dia após dia, e disseminavam os germes com a velocidade, facilidade e mortandade com que fogo se espalha num capinzal seco. Não foi até a invenção do microscópio e o surgimento da ciência da bacteriologia que os médicos começaram a lavar as mãos em ÁGUA CORRENTE. Levítico foi escrito em torno de 1490 a.C. A CIÊNCIA FICOU CERCA DE 3000 ANOS ATRASADA! Não é embaraçoso o quanto a ciência sempre se atrasa atrás daquele Livro que ela própria hoje atribui a mitos e fábulas?
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JÓ 38:19: "Onde está O CAMINHO onde mora a luz? E, quanto às trevas, onde está o seu lugar?”. Como é que Jó não disse onde É O LUGAR aonde a luz mora? Porque a luz está sempre se movendo. Como é que Jó soube de algo no ano 1500 a.C. que a ciência não soube até Einstein? Como podem os homens que escreveram a Bíblia, com o limitado conhecimento científico da época deles,... ESTAREM TÃO À FRENTE DA CIÊNCIA?
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ECLESIASTES 1:6: "O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta FAZENDO OS SEUS CIRCUITOS”. Como é que o escritor de Eclesiastes soube que o vento viaja formando circuitos? Como é que o escritor soube de algo que os aerologistas e os meteorologistas descobriram há tão pouco tempo? PENSE A RESPEITO DISSO! Como podem estes homens, com o limitado conhecimento científico da época deles, milhares de anos atrás, estar tão adiantados com relação à ciência?
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PROVÉRBIOS 6:6-8: "Vai ter com a formiga... na sega ajunta o seu mantimento..." Life’s Nature Library, em “Os Insetos” ao comentar sobre Provérbios 6, disse: "Um dos enigmas entomológicos do último século diz respeito a esta observação por Salomão. Não havia nenhuma evidência de que formigas, realmente, faziam colheitas de grãos. Em 1871, entretanto, um naturalista britânico mostrou que Salomão, afinal de contas, tinha estado certo..." Como Salomão soube aquilo no ano 1000 a.C.? Como Salomão, claramente, detalhou um FATO científico que era IMPOSSÍVEL que ele o soubesse no ano 1000 a.C.?
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PROVÉRBIOS 17:22: "O coração alegre é como o BOM REMÉDIO..." Um artigo no The Birmingham News, intitulado “Rir: Receita para Saúde”, disse que as mais RECENTES evidências médicas revelam que “A algum ponto durante o riso, seu corpo recebe UM MEDICAMENTO PRESCRITO, vindo da farmácia que está no seu cérebro”. Como é que o escritor de Provérbios soube daquilo – 3000 ANOS ANTES DA CIÊNCIA MÉDICA?
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LEVÍTICO 17:11: "Porque a vida da carne está no sangue..." Esta é a mais acurada declaração científica, jamais feita, a respeito do sangue!É o sangue que dá continuidade a todos os processos da vida, no corpo. É o sangue que causa o crescimento, constrói novas células, faz crescer o osso e a carne, armazena gordura, faz cabelo e unhas. É o sangue que alimenta e sustenta todos os órgãos do corpo. Se o suprimento de sangue for cortado de um braço, este imediatamente começará a morrer e apodrecer. É o sangue que repara o corpo, que cicatriza as feridas, que faz crescer nova carne, nova pele e mesmo novos nervos. É o sangue que combate às doenças. Quando uma vacina contra uma doença lhe é dada, aplica-se uma injeção na sua corrente sanguínea. Por milhares de anos, os médicos tratavam as pessoas com uma prática chamada de “sangria”. Pensavam que doenças poderiam ser curadas através da extração de sangue. Em 1799, George Washington foi, literalmente, sangrado até à morte. Os médicos sangraram o pobre George quatro vezes, da última vez tiraram mais de um litro de seu sangue! Eles não sabiam, mas estavam, literalmente, retirando a vida de George quando estavam extraindo o seu sangue. Não foi senão no início dos anos 1900 que um homem chamado Dr. Lister descobriu que o sangue provê o sistema imunológico aos corpos – A VIDA DA CARNE ESTÁ NO SANGUE! The Birmingham Post Herald, de 26 de fevereiro de 1988, contou a história de Mike Thomas. Ele estava trabalhando em um canteiro de construção civil, quando caiu de uma altura de 21 m. Enquanto caía, um cabo de aço se enrolou ao redor do seu braço e cortou-lhe fora a mão, poucas polegadas acima do pulso. Um colega de trabalho carregou para o hospital a mão que tinha sido separada do corpo. Por causa dos sérios ferimentos internos de Thomas, os médicos não puderam reimplantar sua mão naquele tempo. Ao invés disso, ligaram sua mão a vasos sanguíneos da parede do seu abdômen, para que pudessem “conservá-la viva”.Dois meses depois, os médicos removeram a mão do abdômen e a recolocaram de volta no braço de Thomas. De acordo com o relatório, UAB foi a primeira entidade médica da nação a realizar tal façanha! Exatamente, o que a Bíblia disse em 1490 a.C.! Continue alimentando aquela mão com sangue e ela continuará viva – A VIDA DA CARNE ESTÁ NO SANGUE! Você não acha isso estranho? Aquilo que Moisés escreveu em 1490 a.C , somente agora foi descoberto pelas mais brilhantes mentes que o homem pode produzir!
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A Bíblia diz que há fossos no mar (Gen. 7:11; Jó 38:16). "Por muitos séculos os homens consideraram a praia como pouco mais que uma extensão arenosa, baixia que vagava de um continente a outro. Então, em 1873, um grupo de cientistas britânicos desenvolvendo pesquisas no Oceano Pacífico descobriram um ‘recesso’ (fossa) de 35.800 pés de profundidade. Uma fossa é uma depressão longa, estreita no piso do oceano que parece um enorme talho com lados extremamente escarpados. A topografia e profundidade dessas fossas são usadas para distingui-las de outros vales e depressões nos oceanos. Os três principais oceanos têm fossas neles, mas o Pacífico é o mais renomado nessa questão. Extensos estudos foram feitos sobre a Fossa Marianas na costa de Guam. De fato, há vários anos uma equipe de pesquisa, usando o batiscafo Trieste viajou sete milhas abaixo em uma fossa. A Bíblia no entanto, mais uma vez continha esse conhecimento muito antes da humanidade tê-lo descoberto. Estudiosos bíblicos sabem que o uso da palavra hebraica tehom ("profundidade abissal - ver Gen 7:11) pode bem ser uma referência a tais fossas. Jó foi indagado por Deus: "Ou entraste tu até às origens do mar, ou passeaste no mais profundo do abismo?" (Jó 38:16) ...Sabemos agora, graças a anos de investigações científicas intensas e bem sucedidas - que tais ‘recessos’ realmente ocorrem nos oceanos do nosso planeta. Certamente, nosso conhecimento desses assuntos resultaram de importantes aquisições tecnológicas que cobrem muitas gerações. Mas onde o escritor do livro de Jó obteve essa informação? E como o salmista sabia usar uma palavra que retratasse as profundezas oceânicas? (‘Previsão Científica e Precisão Bíblica,’ Bert Thompson, Ph.D, Razão e Revelação, Outubro, 1993).
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Jó 28:25 diz que o ar tem peso. Só no século 17 Galileu descobriu que a atmosfera tem peso.
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A Bíblia diz que há fontes no mar (Jó 38:16). A ciência moderna descobriu que há milhares de fontes subaquáticas que acrescentam milhões de toneladas métricas de água nos oceanos a cada ano.
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A Bíblia descreve o caminho da luz e o lugar das trevas (Jó 38:19). Isto é cientificamente preciso. "A luz não está colocada num certo lugar ou situação. Nem ela simplesmente aparece ou desaparece instantaneamente. A luz viaja! Ela habita num ‘caminho’, sempre a caminho de algum outro lugar. Quando a luz pára de viajar, há trevas. Assim, a escuridão é estática, fica parada num lugar; mas a luz é dinâmica, habita um caminho. A ênfase nessas energias de luz, o espectro eletromagnético e a relação entre a matéria e a energia são todos os fenômenos do cosmos físico" (Dr. Henry Morris, O Notável Registro de Jó).
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A Bíblia descreve a partição da luz (Jó 38:24). Somente no século 17 foi descoberto que a luz passando por um prisma se divide em sete cores. Assim, "Isto deve se referir não apenas ao espectro da luz visível (vermelho a violeta) mas também aos sistemas físicos desenvolvidos em torno da entidade básica da luz" (Henry Morris).
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A Bíblia diz que a luz cria vento (Jó 38:24). Mas só em tempos recentes que a moderna ciência do clima descobriu que o vento é criado quando o sol esquenta a superfície da terra, provocando a subida do ar quente e a queda do ar mais frio, criando sistemas de clima.
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A Bíblia descreve o espantoso ciclo hidrológico (evaporação, circulação atmosférica, condensação, precipitação, escorrimento) (Jó 38:25-30; Ecl. 1:7). Isto foi criado no segundo e terceiro dias da criação (Gen. 1:6-10) e é um dos sistemas espantosos e importantes que permitem a procriação da vida na terra. E ainda o processo da evaporação e condensação só foi descoberto no século 17 e não completamente compreendido até o século 20.
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A Bíblia diz que os céus não podem ser medidos e as estrelas são inumeráveis (Gen. 22:17; Jer. 31:37).Antes da invenção do telescópio, os homens só podiam ver algumas centenas de estrelas no máximo. Ainda hoje sabemos que as estrelas são inumeráveis e o espaço parece ser infinito. Há 300 bilhões de estrelas só na nossa galáxia Via Láctea. Em 1999, observações feitas por astrônomos da NASA, usando o Telescópio Espacial Hubble, sugeriram que há 125 bilhões de galáxias no universo. A contagem mais atualizada de estrelas foi anunciada em Julho de 2003 como 70 sextilhões de estrelas observáveis (70,000,000,000,000,000,000,000). A equipe de cientistas que produziram este número incluiu Simon Driver da Universidade Nacional Australiana, Dr. Jochen Liske do Observatório Real de Edinburgh, Dr. Nicholas Cross da Universidade Johns Hopkins, Professor Warrick Couch da Universidade de New South Wales em Sydney, e Dr. David Lemon da Universidade St. Andrews University. O estudo, considerado dez vezes mais preciso que os anteriores, foi uma parte da maior pesquisa mundial sobre as galáxias, a Pesquisa Redshift do Campo Galático de Dois Graus. A equipe não contou as estrelas fisicamente. Ao invés, eles usaram os telescópios mais potentes do mundo para contar todas as galáxias em uma região do universo e então estimaram quantas estrelas cada galáxia continha medindo seu brilho. Então eles extrapolaram esses números para todo o universo visível através de telescópios. Este número massivo, claro, provavelmente cubra somente um pequeno percentual das estrelas reais.
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A Bíblia diz que as estrelas diferem em glória (1 Cor. 15:41). "J. Bayer, em 1603, inventou um método ou sistema para indicar seu brilho ou magnitude. Nenhum astrônomo hoje nega este fato. As estrelas, agora se sabe, diferem em tamanho, cor, luz emitida, densidade e calor. Nosso sol, que é uma estrela, é mais de 1.000.000 vezes maior que nossa terra, e ainda há algumas estrelas no mínimo um milhão de vezes maior que nosso sol e algumas menores que o planeta Mercúrio (Manual Mundial da Bíblia)
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Como pode aquele Livro maravilhoso, escrito milhares de anos atrás e por homens com conhecimento científico muito limitado, estar tão à frente do melhor que a humanidade pode produzir em 6000 anos? Para compreender o quão maravilhoso aquele Livro é, compare com o que os cientistas ensinavam quando ele foi escrito. Eles criam que os raios fossem projéteis lançados pelos deuses. O Vedas (livro sagrado hindu) ensinava que, para conseguir chuva, bastava se amarrar a uma árvore um sapo de boca aberta e repetir algumas palavras mágicas - e presto - chuva! Os egípcios acreditavam que estrelas eram as almas dos mortos que agora tinham se transformado em deuses.

Os gregos acreditavam que um deus chamado Atlas sustentava a terra sobre seus ombros. Alguns ensinavam que a terra repousava sobre as costas de vários elefantes grandes (muito grandes!). E os elefantes estavam apoiados sobre as costas de uma tartaruga grande (muito, muito grande!) E a tartaruga? Estava apoiada sobre uma cobra grande (muito, muito, muito grande!) E a cobra? Bem, você já tem a idéia. Mas aquele Livro maravilhoso não contém nada tão tolo! Apesar do que era ensinado e crido [pelos cientistas] durante os dias dos escritores! Aquele Livro maravilhoso diz: “E Moisés foi instruído em toda a ciência dos egípcios...” (At 7:22), todavia “a mitologia e as superstições” do Egito de modo algum estão em nenhum dos livros escritos por Moisés!

De fato, depois de 6000 anos de “descobertas e avanços” – a bíblia pode se erguer ao lado dos mais avançados livros disponíveis na medicina, na ciência e na história! Um assunto que separa aquele Livro maravilhoso de qualquer outro livro é profecia. Nenhum outro livro prevê o futuro como este faz. Suas profecias são absolutamente precisas. Muitas vezes elas foram dadas centenas e até mesmo milhares de anos antes dos acontecimentos. E, sem exceção,... Elas foram cumpridas – até seus menores detalhes! Uma profecia em Ez 26:1-6 diz: "... veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: ... Eis que eu estou contra ti, ó Tiro, e farei subir contra ti muitas nações ... Elas destruirão os muros de Tiro, e derrubarão as suas torres; e eu lhe varrerei o seu pó, e dela farei uma penha descalvada, no meio do mar virá a ser um enxugadouro das redes; porque eu o falei, diz o Senhor DEUS ..."

Três anos depois, Nabucodonozor da Babilônia cercou Tiro. Mas, antes que ele chegasse, o povo de Tiro escapou para uma ilha, distante da praia cerca de oitocentos metros. Depois de treze anos de cerco, os babilônios "destruíram os muros de Tiro" e "derrubaram as suas torres", destruindo a cidade que ficava no continente. Por aquele tempo, as pessoas que tinham escapado tinham reconstruído a cidade de Tiro sobre a ilha. E porque Nabucodonozor não tinha marinha, a cidade na ilha permaneceu intocada. Muito embora Nabucodonozor tenha destruído a cidade, ele não cumpriu totalmente a profecia de Ezequiel.

Mas, 250 anos depois, os soldados de Alexandre, o Grande, tomaram o monturo (que a destruição por Nabucodonozor tinha deixado), "varreram o seu pó" (a madeira, a rocha e o restolho da antiga cidade de Tiro, destruída), e construiu uma estrada feita de aterro, alta como "o topo de uma rocha". Eles marcharam sobre a estrada de aterro de entulho, para chegar até a ilha, e a destruíram. Hoje, se você viajar até o local da antiga cidade chamada Tiro – verá pescadores "espalhando as suas redes" para secá-las, sobre o local onde a grandiosa Tiro tinha existido! Exatamente, como Ezequiel tinha profetizado em torno do ano 586 a.C.! Mais de 2500 anos antes que acontecesse!

Existem mais de 300 profecias cumpridas na pessoa de Jesus Cristo. Aquele Livro maravilhoso tem muitas profecias que foram escritas milhares de anos antes de Jesus ter nascido! Profecias exatas e detalhadas tais como: onde Ele nasceria (Miquéias 5:2), como Ele nasceria (Isaías 7:14), como Ele morreria (Salmos 34:20), etc. E a história tem PROVADO, sem NENHUMA sombra de dúvida, que elas foram cumpridas EXATAMENTE como aquele Livro maravilhoso tinha profetizado, centenas de anos antes! Isto não é meramente evidência. É PROVA da inspiração da Bíblia por Deus, prova tão definitiva que o universo não é bastante grande para esconder sua evidência. Estes são uns poucos entre milhares de exemplos possíveis para provar, além de qualquer sombra de dúvida, que uma mão sobrenatural, muitíssima maior do que você ou eu podemos imaginar, estava guiando os homens que escreveram aquele Livro tão extraordinariamente maravilhoso.

Portanto meu querido amigo, rejeitar o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo é uma possibilidade assegurada em virtude do livre arbítrio de cada um e você pode continuar sendo um ateu, se é isso que prefere. Todavia, nunca mais desmereça as Escrituras Sagradas, comparando-as a mitos e fábulas ou negando sua coerência científica, pois o que você acaba de ler é prova suficiente do contrário. Que Deus o abençoe!


O analfabetismo teológico dos ateus


O ateísmo 

A palavra ateísmo em seus vários campos é de difícil definição, porém na sua etimologia a palavra vem do grego a, “não” e theos, “deus”, ou seja, é a descrença em deuses ou Deus, e também a descrença ou negação de qualquer realidade sobrenatural. Desde a Renascença, o termo passou a indicar a atitude de quem não admite a existência de uma divindade. Chamam-se ateus os que não admitem a existência de um ser Absoluto, dotado de individualidade e personalidade reais, livre e inteligente.

No Dicionário Teológico do teólogo Claudionor Corrêa de Andrade, temos a seguinte declaração mais ampla e direta acerca do ateísmo:

…O ateísmo é ainda a condição do homem que descarta a realidade do Único e Verdadeiro Deus (Rm. 1.28). No Antigo Testamento, temos uma referência a um ateísmo pragmático: não se preocupa com a essência, nem com a não existência do Todo-Poderoso; ensina que, na vida do ser humano, o Criador é perfeitamente prescindível (Sl. 10.4; 14.1). Os ateus, segundo os gregos, eram: 1) os ímpios; 2) os que não contavam com o concurso das forças sobrenaturais; 3) e os que manifestavam crença alguma nos deuses. (pág. 66 – 17ª Edição, 2008 – Ed. Cpad).


O ateísmo também fez raízes 

O agnosticismo e o ceticismo, por exemplo, de certa forma entram no âmbito do ateísmo, porque o agnóstico é alguém que crê e propaga a doutrina que defende a incognoscibilidade de qualquer ordem de realidade desprovida de evidência lógica satisfatória. O termo foi criado por T.H. Huxley (1825 – 1895), para expressar o seu desprezo em face da atitude de certeza dogmática simbolizada pelas crenças dos antigos gnósticos. Nega a possibilidade de um conhecimento racional e certo de qualquer realidade transcendente. Para o agnosticismo a razão humana não pode adquirir uma ciência certa, a não ser das realidades apreendidas pela experiência sensível; apenas afirma que isso não se pode conhecer com certeza por meio da razão. Como sistema teológico foi condenado pelos apóstolos e pela Igreja. Sob qualquer forma que se apresente, o agnosticismo deve ser considerado segundo o sistema científico a que se amolda e também os pressupostos da teoria do conhecimento que adota.


O analfabetismo teológico dos ateus

Trata-se do resultado obtido por meio do uso do método analítico e interpretativo, dentro do argumento e exposição teológica de grupos e pessoas atéias, cujo final é a clara evidência da falta de conhecimento e incapacidade da visão ateísta em sua tentativa de rejeitar a pura Verdade bíblica. O que restou disso foi a certeza de uma mera falácia por parte desses.

Partindo desse princípio a primeira coisa que encontramos é de fato a existência de seis tipos de ateísmo. Esses diferentes tipos revelam sua expansão de pensamento e atitude, além da não unidade de pensamento. São esses: O Ateísmo Tradicional, Mitológico, Dialético, Semântico, Conceitual e Prático.

Vamos explorar aqui apenas os tipos Mitológico e Dialético, desejando a abordagem dos demais num próximo e possível artigo.


O Ateísmo Mitológico. Os que defendem essa corrente acreditam que o mito “Deus” jamais foi um Ser, mas o modelo vivo pelo qual as pessoas viviam. Esse mito foi morto pelo avanço do entendimento e da cultura do homem. O mais destacado ateu dessa linha é Friedrich Nietzsche, nascido em Röcken (Alemanha) em 15 de outubro de 1844. Ele Faleceu em Weimar no dia 25 de agosto de 1900.

Nietzsche nasceu numa família luterana, filho de Karl Ludwig, seus dois avós eram pastores protestantes. O próprio Nietzsche pensou em seguir a carreira de pastor, entretanto, rejeita a fé durante sua adolescência, e prefere os estudos de filosofia afastando-se do estudo teológico. Ingressou no semestre de Inverno de 1864-1865 na Universidade de Bonn em Filologia Clássica.

Nietzsche baseou sua crença de que Deus jamais existiu em vários pontos fundamentais (Além do bem e do mal, pág. 23). Ele argumentou que o mal no mundo eliminaria ainda mais o Criador benevolente. Nietzsche julgou que a base para a crença em Deus era puramente psicológica, e exortou:

Rogo-vos, meus irmãos, permanecei fiéis à terra, e não creiais naqueles que vos falam de esperanças de outros mundos!”. Acrescentou: “No passado o pecado contra Deus era o maior pecado; mas Deus morreu, e esses pecadores morreram com ele. Agora pecar contra a terra é a coisa mais terrível. (Assim falava Zaratustra, pág. 125).

O Analfabetismo Teológico de Nietzsche. Analisando os principais pontos dentro do argumento de Nietzsche entendemos que sua apresentação acerca da não existência de Deus está totalmente equivocada (teológica e filosoficamente falando) e falha para o assunto em questão. Se Friedrich Nietzsche seguisse a linha de raciocínio coerente e sana, a raiz de sua ideia partiria justamente do detalhamento da morte psicológica de Deus. Para isso responderia as seguintes perguntas: 1. Se Deus de fato existiu de forma puramente psicológica (como afirmou) em que período isso ocorreu na mente humana? 2. Por que Deus morreu e seus efeitos psicológicos não morreram com Ele (se isso também era Deus)? 3. Quando Deus morreu? E como morreu? 4. Por que um Ser tão “insignificante e morto” ainda é lembrado até mesmo pelo ateísmo? (isso também é psicológico?) e 5. Como uma divindade que existiu apenas na psique humana pode permanecer influente de forma coletiva em pleno século XXI?

Infelizmente Nietzsche não pode nos responder a esses pontos, pois sua linha de raciocínio é deficiente e repugnante, e ficou mais particularizada do que compartilhada. Mas, contudo, chegamos à seguinte conclusão: Nietzsche como filósofo destacado, definiu erroneamente o termo “psicologia” quando procurou assim argumentar a não existência de Deus por esse caminho.

A Psicologia (do grego psykhologuía, de “psique, “alma”, “mente” e  lógos, “palavra”, “razão” ou “estudo”) é a ciência que estuda o comportamento (tudo o que um organismo faz) e os processos mentais através do comportamento. O principal foco da psicologia se encontra no indivíduo, em geral humano. Nietzsche ignorou ou talvez não alcançou o conhecimento de que paralela à psicologia científica aqui tratada existe também uma psicologia do senso comum ou quotidiana, que é o sistema de convicções transmitido culturalmente que cada indivíduo possui a respeito de como as pessoas funcionam, se comportam, sentem e pensam. A psicologia usa em parte o mesmo vocabulário, que adquire assim significados diversos de acordo com o contexto em que é usado. Assim, termos como “personalidade” ou “depressão” têm significados diferentes na linguagem psicológica e na linguagem quotidiana. A própria palavra “psicologia” é muitas vezes usada na linguagem comum como sinônimo de psicoterapia e, como esta, é muitas vezes confundida com a psicanálise.

O bem da verdade é a história da Psicologia se confunde com a Filosofia até meados do século XIX. Sócrates, Platão e Aristóteles deram o pontapé inicial na investigação da alma humana. Para Sócrates (469/399 a C.) a principal característica do ser humano era a razão – aspecto que permitiria ao homem deixar de ser um animal irracional. Platão (427/347 a C.) – discípulo de Sócrates, conclui que o lugar da razão no corpo humano era a cabeça, representando fisicamente a psique. Já Aristóteles (387/322 a C.) – discípulo de Platão – entendia corpo e mente de forma integrada, e percebia a psique como o princípio ativo da vida.

Dessa forma, se alguém como Nietzsche afirma que a base para a crença em Deus era puramente psicológica, está na verdade afirmando a existência real de Deus como parte da própria existência humana. O uso do pensamento filosófico para argumentar a inexistência de Deus com base no argumento psicológico só poderia resultar numa única verdade: Deus sempre existiu e ainda existe no coração, na mente e na experiência humana.

O Ateísmo Dialético. Norman L. Geisler em sua Enciclopédia de Apologética (Ed. Vida) diz que houve uma forma passageira de ateísmo Dialético defendido por Thomas Altizer que propôs que o Deus transcendente do passado morreu na encarnação e crucificação de Cristo, e essa morte foi posteriormente realizada nos tempos modernos.

Na década de 1960 Thomas J. J. Altizer propagou a “morte de Deus” em nossa Era (correspondendo ao século XX da recente época). Para isso ele criou a “morte divina” em três estágios:

1º. A morte na encarnação, onde, de acordo com Altizer, o próprio Deus morreu quando se encarnou em Cristo. Segundo acredita, o céu ficou vazio, e esse Deus ao se tornar carne, ao que parece, cometeu suicídio. 2º. A morte na cruz. Sendo Cristo o próprio Deus acabou morrendo quando foi crucificado na cruz. Altizer acreditava que Cristo se limitou aos poderes divinos e não conseguiu se livrar da morte. 3º. A morte nos tempos modernos. Finalmente Deus morreu nos tempos modernos na teologia de Thomas Altizer. Ele morreu na consciência humana, na nossa época.

O Analfabetismo Teológico de Thomas Altizer. O argumento ateísta de Altizer é muito mais vexatório que o anterior exposto, tamanha é a evidencia de seu flácido conhecimento teológico, já que o mesmo afirmou que “só o cristão sabe que Deus está morto” (O evangelho do ateísmo cristão – Altizer, p. 25) se comparando assim com os cristãos.

Não é difícil identificar o limite no conhecimento de Altizer, pois de início percebe-se que lhe falta uma exegese correta da visão trinitariana, causando assim uma interpretação errônea de quem realmente é o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Altizer não alcançou o conhecimento de que quando a Bíblia menciona a palavra “Deus” está se referindo á natureza, essência e substancia divina das três Pessoas distintas na trindade, e não um limite ás mesmas. Com isso é fácil o entendimento de que quando o Verbo se fez carne, o que aconteceu não foi a subtração da divindade, mas a adição da humanidade.

Outro erro argumentativo de Altizer é a criação dos estágios da morte de Deus. Se Deus morreu logo na encarnação como pode morrer novamente na crucificação? Logo, inconscientemente, Altizer mostra a sua fé em dois princípios doutrinários da Bíblia: 1º. Que houve uma encarnação. Sendo a encarnação de Cristo um milagre na esfera espiritual, Thomas Altizer acreditou nesse milagre (sem ele mesmo perceber), de acordo com seu relato. 2º. Que houve um dia uma crucificação, o que naturalmente vai gerar a ressurreição. Nenhum ateu pode acreditar na crucificação como realidade cristã sem aceitar a ressurreição como fato. O mínimo que poderia dizer é que “alguém um dia foi crucificado, não necessariamente o Cristo”.

Conclusão: O Rev. Dr. Alderi Souza de Matos, do Instituto Presbiteriano Mackenzie, em uma de suas contribuições literárias apresenta uma resenha traduzida, na argumentação de Lee Strobel, intitulada “Em defesa da fé” (Ed. Vida, 2002, p.363) onde inicia dizendo que um dos maiores desafios enfrentados pelos cristãos é a existência de certas questões espinhosas levantadas pelos céticos que parecem pôr em cheque algumas afirmações centrais da fé cristã. Isto vem acontecendo desde os primeiros tempos da igreja, como comprovam tanto os documentos do Novo Testamento quanto os escritos dos apologistas e polemistas, os defensores intelectuais do cristianismo no 2º e no 3º séculos.

Para Dr. Alderi o mundo contemporâneo, secularizado e pluralista, herdeiro do iluminismo e do racionalismo, continua a fazer formidáveis questionamentos à fé cristã, questionamentos esses que são um obstáculo para muitos descrentes e uma fonte de incertezas para um grande número de cristãos. Essas objeções concentram-se em torno de questões como a fidedignidade da Bíblia, a veracidade das alegações cristãs, bem como a natureza e o caráter de Deus.

O que propomos para o crente fiel à Palavra de Deus e o leitor da Bíblia é fazer uma análise a partir dos argumentos apresentados pelos céticos. Um estudo bíblico sistemático nos principais temas da fé revelará a falta de harmonia no argumento contrário às Verdades espirituais, e levará você ao crescimento e edificação. Busque interpretar a Bíblia respeitando os princípios e regradas da hermenêutica teológica. E para se manter na correta linha de análise, comece orando à Deus.

Há mais desses no site do REINALDO RIBEIRO

EZEQUIEL DOMINGUES DOS SANTOS


3 comentários:

  1. Está muito bom, só queria acrescentar uma coisa. Relativamente à pergunta "Como pode um Deus amoroso mandar pessoas para o inferno?" gostava de dizer: Pode muito bem ser que o inferno não seja criação d'Ele, em diversos exorcismos registou-se demónios assumirem a responsabilidade da "construção" do inferno. Se virmos bem, Deus não pode trazer a Ele pessoas que não queiram estar com Ele; após a morte deixamos a mutabilidade e passamos à permanecia, logo o estado em que morremos é o estado em que ficamos eternamente (deixa de ser estado) pois deixamos de de estar no domínio natural (espaço/tempo). Tendo isto em consideração, Deus não vai trazer para ele quem o rejeita (como a Deus tudo é possível, quem não o conheceu ainda pode alcançar a Deus na medida em que, se tivesse "conhecido" Deus, amá-Lo-ia). No fim o diabo limita-se a colher as almas danadas para a casa que construiu. Só uma ideia.

    Para saber mais alguma coisa sobre a questão dos exorcismos em que os demónios dizem ter construido o inferno leiam os livros do Pe. Gabriele Amorth.

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    1. Oi Gilberto tudo bem? Eu conheci essa linha interpretação há pouco tempo nos vídeos do Padre Paulo Ricardo. Eu sempre fico com o pé atrás com afirmações feitas por entidades - sendo o diabo o pai da mentira... também não considero o diabo arquiteto do inferno baseado em Mateus 25:41. A não ser que há algo que não entendi por completo - Abração

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  2. Ezequiel, bom dia!

    Excelente abordagem, eu também tenho exposto o tema, afim de refutar falácias neo-ateístas, mais especificamente falando sobre as famosas "contradições bíblicas": http://www.crtfoco.blogspot.com.br/2014/03/serie-contradicoes-biblicas.html

    Ps: Estarei "pegando carona" e reproduzindo em meu blog esses textos referentes ao assunto.

    Fique na Paz meu amigo! =)

    Blog Cristianismo em Foco

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