segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

FINDANDO O "ANO MORTAL" PARA OS CRISTÃOS PAQUISTANESES

                                                   memorial dos ataques em Peshawar

Após um ano turbulento, violento e de morticínio por parte de muçulmanos contra os cristãos paquistaneses, essa corajosa minoria - que representa 2,4% da população (4,5 milhões) - desejam celebrar o natal mesmo em meio à inseguranças e ansiedades.

Nos últimos anos a segurança do Paquistão deteriorou, principalmente quando começaram a surgirem ataques suicidas contra igrejas cristãs. 

                                                       carnificina na igreja All Saints Church 

Está virando senso comum no Paquistão associar qualquer coisa pejorativa e inferior às coisas cristãs - o que reflete no cotidiano das pessoas -, lá os cristãos não podem ter bons empregos, bons serviços públicos, facilidade de acesso em estabelecimentos comerciais e etc; pior ainda com a lei de blasfêmia nesse país.

Diz o ativista cristão Romana Bashir : "Nós amamos celebrar o Natal, as pessoas querem ir à igreja, mas estão todos inseguros pois estão conscientes do perigo. O Estado não consegue controlar os ataques suicidas, e o que podemos fazer? Apenas rezar."

Diz também um ativista que não quis ser identificado: "Os militantes podem fazer qualquer coisa; o governo não faz nada. Eles têm total impunidade."

Diz um pregador que não quis ser identificado: "É uma ideologia agora ver os muçulmanos como superior, enquanto o resto são pagãos, infiéis e pessoas impuras. Esses são alvo de discursos de ódio e são demonizados aos olhos dos muçulmanos moderados."

Contudo, descobriu-se através de Bashir e Arif que, mesmo com um ano conturbado para os cristãos, houve não pouca solidariedade por parte de alguns muçulmanos... nem tudo está perdido!

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Nesse ano, além da Síria, o Paquistão é o país onde mais se acentuou a perseguição anticristã ferrenha e declaradamente.

Fonte: WORLD WATCH MONITOR

EZEQUIEL DOMINGUES DOS SANTOS

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