sexta-feira, 1 de novembro de 2013

UM EREMITA EM TEMPOS DE COLETIVISMO


Em mundo mais globalizado, onde tudo leva para a formação de uma “aldeia universal”, a individualidade e o individualismo vão sendo rechaçado e reduzido a uma estereotipação maligna que causará terror a qualquer que ousar ser socialmente isolado.

Da mesma maneira, assim como acontece nas organizações de grupos sociais heterogêneos, se manifesta no campo das idéias e opiniões, no qual se aparecer um pensamento contrário ou diferente dos demais logo causam insegurança, medo, ódio e preconceito.

É difícil hoje em dia, uma pessoa viver e praticar suas crenças individuais numa sociedade mais compactada e coletiva. Esse fenômeno de agrupamento permite um controle mais forte de populações que dependam de “iluminados” que pensam saber o que é melhor para todos; assim se finda os direitos de liberdade de criticar e expor novos pensamentos.

Antagonicamente, num mundo onde há clamores por liberdades, não há espaço para um discordante sequer; os verdadeiros debates cessarão, a linguagem e suas expressões estão se reduzindo, e com ela as consciências desencadeando em castas e tribos modernas de histéricos comandados por ideólogos do comportamento... são esses que lutam contra os visionários.
Mais e mais as individualidades vão sendo sacrificadas pela falsa retórica de “igualdade”, mais querem nos impor engajamentos sem sentidos, para causas que não são nossas e para ajudar pessoas que não conhecemos. Cada vez mais se instala novas formas de ditaduras em nome dos direitos humanos e novas formas de controle de opinião cheia de fobias... e assim, aos poucos são esvaziada as liberdades pessoais.

Ah se houvesse a possibilidade de hoje, de se viver em lugares ermos, para os desejosos da reflexão, para os amantes da sabedoria e para os oráculos de plantão. Onde há liberdade para ser, de forma literal, uma voz que clama no deserto e criticar com veemência o novo sistema de coisas que está emergindo no mar das multidões... multidões essas que se aprisionam num hipnótico e escravizante coletivismo tribal; cujo a expressão mais espontâneo que possa haver é a expressão: Sim senhor!


EZEQUIEL DOMINGUES DOS SANTOS

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