segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A VONTADE DO HOMEM X A VONTADE DIVINA OU O CHOQUE DA TEORIA NEFASTA COM SUA PRÁTICA



Desde a queda do homem, este sempre se rebelou contra o Criador de várias formas; a pior delas é quando essa rebelião não é movida por inveja, mas sim, por desejo de poder revestido de “bons sentimentos” – que dão caráter messiânico a seus idealistas colocando-o num pedestal acima dos homens.

Esse desejo de poder nem sempre fica sempre no mero campo político, mas também  permeia a vida individual de cada um; visto que, o próprio pecado, significando  transgressão a vontade de Deus ao fazermos nossa própria vontade, denota sim, o espectro do “desejo de poder” que borbulha no ser humano (por mais que seja negado). Por isso resulta na desgraça para o indivíduo que se entrega de corpo, alma e espírito suas vontades que são satisfeitas em detrimento da vontade divina para sua vida pessoal. Não há cumplicidade entre vontade do homem e a vontade Soberana; quando há o desejo de poder, mesmo que seja apenas sobre si mesmo, já se caracteriza “autodivinização”, e não existe repartição de glórias divinas.

No campo da coletividade é a mesmíssima coisa desde os tempos da Torre de Babel, dos impérios sangrentos e despóticos até as ideologias de massas; ou seja, praticamente todos os fenômenos mundiais passaram por intermédio redução da divindade do Eterno e da eternização do homem mortal.

 Na gênese das civilizações, o homem usou de sua autoridade política para unificar os homens “juntando forças” e enfrentar diretamente os céus, o qual resultou nas divisões de línguas e formações de povos.

 No andamento dos governos humanos, a direção da rebeldia se voltou contra seus próprios semelhantes como forma de atacar o seu Criador – sabendo que Deus se importa com os oprimidos e injustiçados – promovidos por reis tiranos e megalômanos.

 O terceiro a é síntese de todos; de forma sutil e sedutora, pensamentos complexos que nunca funcionariam na sua prática transcenderam o mero campo do idealismo. Projetos transformações coletivas (como o marxismo, por exemplo) visaram transformar o mundo à força e produziu tudo o que é de mais depravado e sanguinário em pouquíssimo tempo. Coisas que nem passaram na cabeça de Nabucodonozor, Anibal, Átila, Nero, Gengis Khan e Hitler essa  ideologia (a do exemplo) foi capaz de fazer ... mais desgraças do que todos juntos em toda a história da humanidade, pois é o resultado de todas as rebeldias: Mudar o mundo contra o livre-arbítrio de cada um, a negação completa de Deus, a “messianização” de seus líderes (ex: pai dos pobres, líder popular, e etc.), em nome da paz produziu guerras, em favor dos pobres matou milhões de outros pobres gerando mais pobreza e miséria, em nome da união coletiva produziu barbarismos sem precedentes e em nome da justiça produziu os governos mais corruptos e mafiosos como nunca houve na terra.

 A teoria mais mirabolante e surreal, quando posta em prática, produz o seu efeito extremamente oposto; pela inspiração percebe-se a essência satânica – o mesmo que prometeu os reinos do mundo a Jesus no deserto¹.  

Seria a vontade soberana tão inepto a ponto de a humana superá-la? Não! A vontade divina não é imposição, o governo celestial não é autoritário, as Leis divinas não são mordaçantes e sua Justiça não é parcial. Essa é a explicação porque em toda a história humana só houve desgraças, morticínios e nunca temos acertado mesmo Deus contemplando tudo! Os céus são do Senhor nosso Deus, mas a Terra ele deu aos filhos dos homens²; no entanto os homens fizeram um péssimo trabalho.

Por isso quando vierem discursos de pessoas prometendo um “admirável mundo novo” fuja o 
quanto antes; rechacem toda e qualquer ideologia que visa  um “ mundo melhor” ou “paraíso terrestre” pois isso, se colocarem em prática, com certeza entrará em choque com a promessa de Deus de novos céus e nova terra, e nessa zona de tensão o resultado é sempre o mesmo: genocídio, injustiças, fomes, guerras e toda a sorte de distúrbios coletivos.

A única promessa válida e digna de toda aceitação para um mundo melhor é feita por Jesus Cristo quando disse “eis que faço nova todas as coisas”³; esse sim é a Ordem Natural de tudo, a era de paz, tranqüilidade e alegria sem sofrimento, sem doença e genocídio por toda a eternidade... Muitos podem perguntar: Mas essa não é uma promessa igual as outras? Por que logo essa seria diferente? E eu respondo: Por que diferentemente das outras, essa transformação do cosmos será feita pelo próprio Senhor do universo e não terá as mãos sujas e pecaminosas de ideólogos possessos pelo demônio e dos políticos servos seus.

EZEQUIEL DOMINGUES DOS SANTOS

¹ Mateus 4 :1-11, Marcos 12:12 e Lucas 4:1-13
² Salmo 115:16
³ Apocalipse 21:6

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