quarta-feira, 12 de junho de 2013

INTOXICAÇÃO ESPIRITUAL




Vindo, pois, de Damasco o rei, viu o altar, chegou-se a ele e nele sacrificou.”  2ªReis 16:12

O desejo de amar e se submeter a um ser ou algo superior para adorá-lo é uma inclinação natural do ser humano visto sermos os mais mortais dos mortais, pois diferentemente dos animais, temos a consciência da nossa própria morte; então de forma autônoma o homem recorre aos cuidados da transcendência toda a sua vida até o fim e o pós também.
O rei de Judá, Acaz, não foi um bom rei como seu ancestral Davi; entregou-se a várias rebelias e abominações se afastando mais do Deus de Israel; aliás, pelo que se tem nos registros da bíblia, ele nunca se aproximou.

O reino de Acaz sofreu uma crise chamado crise sírio-israelita em 735/734 a.C. via conflitos e revoltas de Peca , rei de Israel, com aliança de Rezim, rei da Síria; tudo isso aconteceu devido à recusa de Acaz em se aliar aos mesmos contra o reino da Assíria do famoso Tiglate Pileser III, isso trouxe muitos atritos de ordem diplomática, social e econômica o que gerou a história em questão.

A passagem bíblica diz que o rei de Israel e Síria se juntaram para atacar Acaz, entretanto o rei de Judá em vez de recorrer à Deus, pediu socorro ao rei Assírio dando-lhe como tributo os tesouros da Casa do Senhor (2ªReis 16:8). Tiglate veio e socorreu Acaz contra os seus desafetos, essa aliança deixou o abismo em que Acaz se encontrava em um abismo ainda maior: virou um aliado subserviente e vassalo do rei da Assíria, perdeu toda a sua autonomia como rei soberano em seu Estado, perdeu também sua falida “liderança’’ espiritual em Judá (2ªReis 16:18) além de aderir-se ao deus pagão-semítico Assur- deus nacional da Assíria, se rebelando ainda mais contra o Deus que sempre amou sua nação.
Assim como foi a vida de Acaz, um abismo chamando outro, entre erros e mais erros, progressivo distanciamento de Deus, assim é o caminha na vida de quem se firma mais a alianças terrenas e malignas do que com o Eterno  culminando o seu depósito de confiança total e hipnótica em divindades que hão de se revelar quem realmente são futuramente. A aliança com o mal só funciona quando você é conveniente a seus interesses, ou seja, não existe !

O versículo citado no início mostra que o afastamento de Deus, suas crescentes formas de degradações e intoxicações espirituais sempre percorre pelo mesmo caminho de sempre, desde Adão até hoje: a percepção inversa do “mau bonzinho’’ ou “ruim gostoso”.
Isso acontecerá se cada vez mais firmarmos alianças que não seja com Deus, quanto mais nos firmamos em alianças mundanas, mais nos afastamos da aliança com o Pai! Que Deus possa conservar são todos os sentidos que dirigem nossas almas para que não venhamos, não vejamos, não nos chegamos e nem nos danamos em sacrificar a deuses alheios totalmente intoxicados com alianças subservientes perante o príncipe deste mundo.


EZEQUIEL DOMINGUES DOS SANTOS

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