terça-feira, 9 de abril de 2013

A PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS EM GRANDE ESCALADA NO PAQUISTÃO


No Paquistão os extremistas costumam usar dois tipos de acusações contra os cristãos: difamações contra o profeta Maomé e queimar páginas do Alcorão; em quase totalidade desses casos não há investigações para provar essas acusações e já tomam medidas contra os cristãos acusados.

Na lei que corresponde a blasfêmia no Paquistão, não há nenhum artigo ou referência de punição contra os falsos acusadores ou falsos testemunhos, o que deixam as minorias - e principalmente os cristãos - de mãos atadas e impotentes diante das pressões que recebem nesse país. Desde 1990, mais de 65 cristãos foram mortos por ''blasfêmia'' e mais de 165 casos estão à espera de veredictos, essa situação dos cristãos paquistaneses estão colocando na lista de comunidades religiosas mais vulneráveis do mundo; onde são censurados, boicotados e perseguidos fisicamente e a polícia é tardia em ajudá-los: Vejam esse post onde relata extremistas queimando um bairro cristão.

Dando nomes: A maioria dos cristãos no Paquistão são identificados por Masih. Um pai cristão está no corredor da morte (não foi identificado); Asia Bibi - cristã com um filho de cinco anos - , foi acusada de blasfemar contra o profeta Maomé em 2010 e condenada por enforcamento; agora, uma absurdidade: Rimsah Masih, uma menina de 14 anos com deficiência mental foi presa em agosto de 2012 acusada por um clérigo local de queimar dez páginas do alcorão.

Entre essas, existem muitos outros processos judiciais contra pastores, desocupações forçadas de terras onde cristãos vivem há décadas sem contar que alguns mortos não são contados em registros ficando no esquecimento dos fatos. 

Em 2011, dois políticos cristãos paquistaneses tentaram revogar a lei de blasfêmia e foram assassinados, o único cristão governador e ministro de gabinete nesta nação foi morto pelo seu próprio guarda; Shahbaz Bhatti que é o Ministro de Assuntos Minoritários foi morto dois meses depois por um islamita.

Funcionários do alto escalão do Partido Popular do Paquistão (PPP) pediram a alteração do artigo 295 (C) no código penal do Paquistão que é a lei de blasfêmia, mas o governo cedeu as pressões de extremistas e não mexerá no caso.

Fonte: GATESTONE INSTITUTE

EZEQUIEL DOMINGUES DOS SANTOS

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