segunda-feira, 25 de março de 2013

POR QUE A CULTURA JUDAICO-CRISTÃ É UM BEM PARA TODOS




Enquanto no Estado pagão de Roma e periféricos helênicos o pobre e o indigente era encarado como indivíduo de má sorte, desprezado pela deusa Fortuna,  enquanto por esses lados era impensável que os deuses pudessem ou quisessem proteger os pobres; em Israel  Javé era o defensor do pobre e do injustiçado.

Enquanto no mundo bárbaro as viúvas tinham que se prostituir para sobreviver (em algumas culturas antigas elas era cremadas vivas com os maridos mortos),quando muitas eram marginalizadas pela sociedade, consideradas amaldiçoadas pelos deuses e pelo destino; em Israel o Senhor dos exércitos é o marido das viúvas.

Em alguns lugares, os órfãos eram aproveitados como escravos ou para servirem ao exército; mas em outros lugares eles eram sacrificados aos deuses; que, além do aspecto religioso desse ritual, também servia como controle populacional para a diminuição da plebe; enquanto não havia perspectivas para esses, o Deus de Israel é o pai dos órfãos.

No mundo em várias de suas épocas, criava-se uma bela imagem dos grandes aristocratas e governantes mesmo sendo corruptos e lançava o estereótipo de ocioso e vagabundo a qualquer cidadão de classe baixa por mais que tivesse boa índole e moral. Enquanto o mundo estava nessa podridão social, em Israel os profetas lutavam veementemente contra essas mazelas denunciando os opressores e ainda pronunciavam juízos vindouros por esses motivos. Somente nesse pedaço do mundo se ouvia falar com esperança na palavra ‘’direitos humanos’’.

A igreja cristã trouxe a continuidade dessa maravilhosa obra; pois, enquanto os judeus atentavam pela sua conservação étnica, os cristãos expandiram a caridade para o mundo. O cristianismo trouxe a educação para o Ocidente; criaram os orfanatos, escolas e ‘’civilizacionou’’ a sociedade anárquica vinda de tempos anteriores, além de assistência aos pobres e muitas ordens religiosas que fazem trabalhos de inclusão social.

O mundo contemporâneo devia ser grato por todas essas condutas herdadas da cultura judaico-cristã  (que está anos-luz a frente do movimento cínico-estóico que trouxe a ideia de fraternidade humana em meio a opressão, o que caracteriza uma saída ‘’filosófica’’ para este mal) mas foi a tradição judaico-cristã que influenciou todo o ocidente como a idéia de ‘’justiça social’’ e com o mandamento do amor incondicional, assunto que nem era tocado nos impérios e outras culturas. Hoje se protestam por estados laicos (como se assim mudasse a estatísticas de uma maioria religiosa), mas o que fazem é degolar o aio de uma sociedade moderada, sadia e democrática e levar as consciências numa areia movediça de relativismo, amoralidade, desordem em um mundo sem Deus e bondade (bondade essa que é reivindicada pelos neoateus como extrínseca da religião, mas na verdade também foi herdada do cristianismo).

‘’Seguindo os exemplos de Jesus de Nazaré, o cristianismo ampliou o horizonte da caridade para mais além dos limites do judaísmo. Como é suficientemente conhecido, o amor cristão deve ser incondicional e ilimitado, abrangendo o ‘’inimigo’’.

Em suma, judeus e cristãos diferiam do mundo pagão greco-romano em suas atitudes a trato para com os pobres quanto ao grau de preocupação por eles e quanto as suas razões e motivações. Para o judeu e para o cristão, justiça era sinônimo de misericórdia, como a de Deus para com o homem, e portanto ela se exige do rico com referência ao pobre. Para o grego e o romano, justiça era antes dar a cada um ‘’o que lhe corresponde’’, entendo isso como trato entre pessoas socioeconomicamente iguais, e expressava-se primordialmente por meio de atos de benevolência para com a pátria e a cidade. A ajuda personalizada orientava-se para os parentes, os amigos e as autoridades, mas não tinha presente o pobre. A contraposição rico-pobre era para o rico tão natural como a posse de escravos para seu serviço. A misericórdia para com o indigente não tinha cabimento no horizonte conceitual e afetivo daquele mundo.

Para judeus e cristãos, a religião desempenhava papel fundamental quanto ao trato que davam aos pobres, começando por lhes dar atenção. Para os pagãos greco-romanos não era assim, pois sua religião era essencialmente personalista e utilitária.

...Outro grande fator de não pouco peso era a mencionada convicção de que o pobre e o marginalizado eram protegidos por Deus; no mundo greco-romano o protegido dos deuses era o rico.’’ – Retirado do livro: Ásia Menor nos tempos de Paulo, Lucas e João (quem quiser o livro em pdf peça no comentário deixando o e-mail)

Toda essa escala de virtudes que visa o bem comum individual e coletivo é personalizado naquele que transferiu essa idiossincrasia para todo o planeta, logo, não é nenhum erro em dizer que a solução para a humanidade é o Senhor Jesus Cristo, tanto como um exemplo perfeito a ser seguido como suas palavras a serem guardadas e proclamadas.


EZEQUIEL DOMINGUES DOS SANTOS

2 comentários:

  1. Gostei do estilo do seu blog! Obrigado por visitar e comentar no meu. Abraço!

    estantedore.blogspot.com

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  2. Bom dia!!! Sou a autora do blog de divulgação AGENDA DOS BLOGS e estou aqui para comunicar que á divulgação do seu blog sairá nesta segunda-feira dia 01/04/2013 á noite.Peço que você possa retribuir todas ás visitas que chegarem até aqui.Seu blog já está na listagem de blogs na AGENDA, veja clicando na página CADASTRADOS.Se por um acaso você tiver á VERFIFICAÇÃO DE PALAVRAS NO SEU BLOG, peço que retire, pois ás visitas tendem á cair por causa desse recurso.É um prazer ter você conosco!!! Bjs!!!

    Agenda dos Blogs

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