sábado, 2 de março de 2013

A VONTADE DE QUEM ?






''Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.''  Mateus. 6:10

A medida em que erramos na submissão de um fatalismo extremo, podemos errar em um ativismo auto-confiante e prepotente em qualquer situação.
Se analisarmos a profundidade do termo ''vontade'' em seus muitos aspectos, ficaríamos titubeantes ao fazer com a maior sinceridade possível a oração acima; quanto mais, se levarmos em conta não só a nossa vontade mas também a vontade do nosso Ser Supremo. Imagine-se tentando compreender o significado, intensidade, o zelo, a inclinações para ação de vontades não nos termos humanos mas de Deus!

Até quando nossas vontades são meras necessidades humanas sem ultrapassar os limites que o separa da extravagância, do egoísmo e do hedonismo? Existe um dilema humano sobre em qual vontade devemos buscar e seguir?

Um nômade mulçumano se perde nas imensas dunas do deserto e seus companheiros ao perceberem sua ausência e notarem que aconteceu algo de grave aconteceu, dirá ''É a vontade de Alá'' sem ao menos tentar procurar.

Se escolhermos o fatalismo de somente e unicamente aceitar a vontade de Deus sem agir, sem lutar por objetivos e sermos passivos na vida deixaríamos de lado o verso que diz ''Os céus são os céus do Senhor; mas a terra ele deu aos filhos dos homens.'' Salmos 115:16

Se decidirmos pelo nosso próprio braço e confiarmos em nossas habilidades sem o auxílio divino negaríamos o verso que diz ''Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará.'' (Salmo 37:5) até mesmo ficaria sem lógica chamarmos o nosso Deus de Senhor!

Sabemos que Deus deseja nossa submissão (Tiago 4:7) e ainda sim quer que sejamos pró-ativo (Mateus 6:33 [devido ao verbo buscar]); por isso, cabe aí a moderação entre o agente e o arquiteto do acontecimento, não uma disputa de interesses,mas uma colaboração... é verdade que haverá casos em que a soberania falará por si mesmo; mas também, haverá casos que dependerá somente do esforço e da vocação dada por Deus ao homem de escolher e também de errar. O fato do erro ter uma conotação negativa leva a pensar que sempre será prejudicial ao nosso bem-estar; isso acontecerá se tão somente não levarmos em conta que o erro pode ser sido a vontade soberana de Deus, permissão Dele para algum propósito específico ou mero erro humano mesmo, o bom é lembrarmos de ''todas as coisa cooperam para o nosso bem'' Romanos 8:28.

Voltando as ''vontades''. Devido nossas infinidades de oscilações durante a vida, muitos fenômenos de nossa alma  resultará em novas vontades, muito delas fora ou contra a vontade de Deus; é impossível sempre estar alinhado com Aquele que é a Perfeição, isso nunca acontecerá o que a  normalidade de nossas imperfeições.

A medida que conhecemos mais a Deus e nos aperfeiçoamos mais em comunhão, as desigualdades entre os interesses de Deus e seu servo vão diminuindo o que caracteriza a aproximação da estatura de varão perfeito diante do Senhor (ressaltando que o sentido perfeição aqui é diferente do que o senso comum). No entanto, quando há o conflito entre as vontades ou não sabemos se é ou não é de Deus, recorreremos a sua Palavra onde diz respeito tudo sobre a vida e a piedade (2ªPedro 1:3) e também podemos apelar para a relação com Deus; buscando a sensibilidade de ouví-lo e receber suas orientações; sendo assim, além de nos deleitarmos na contemplação da glória de Deus ainda podemos ou não receber o que foi pedido.

Uma coisa eu sei... que uma das vontades de Deus é que saiamos do automatismo de dizer ''seja feita a tua vontade'' para dizê-lo na sua forma sincera, solene e eficaz.

Deus seja Louvado !

EZEQUIEL DOMINGUES DOS SANTOS

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