quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Não tenho fé suficiente pra ser ateu (Parte 9)

Abaixo está a pregação do pastor Silas Malafaia que tópico a tópico confronta a teoria da evolução das espécies de Charles Darwin e suas possíveis consequências no mundo hodierno.
A pregação não está focada simplesmente na existência de Deus, mas está explicando por a mais b o quão sutilmente a comunidade científica tendenciosamente implantou essa teoria como objeto de crivo para toda pesquisa científica, haja vista, que o próprio Darwin repudiou os que acreditam na sua tese dogmaticamente.

Deus abençoe




Criação X Evolução



Ezequiel Domingues dos Santos

sábado, 27 de outubro de 2012

A NOVA ESTRATÉGIA MUNDIAL DO ABORTO


Bebê abortado com 8 semanas de gestação



SUMÁRIO

- Apresentação.
- Objetivos deste documento.
1. Introdução.
2. As três estratégias da Cultura da Morte.

- A primeira estratégia: os serviços de planejamento familiar e a legalização do aborto.
- A segunda estratégia: os direitos sexuais e reprodutivos.
- A terceira estratégia: a redução de danos e os serviços de aborto seguro.
3. O papel das grandes fundações.
4. A nova política do governo brasileiro para implantar o
aborto no país.
5. As origens da nova política.
6. O protocolo de atenção pós-aborto.
7. As Iniciativas Sanitárias no Uruguai.
8. O Consórcio Internacional para a Contracepção de Emergência.
9. O Consórcio Internacional para o Aborto Médico.
10. A promoção do aborto no segundo trimestre.
11. A pressão internacional para que o governo brasileiro
permita o livre acesso aos medicamentos abortivos.
12. A Organização Mundial da Saúde coloca os abortivos na
lista de medicamentos essenciais.
13. O Instituto Bill e Melinda Gates de População e Saúde Reprodutiva.
14. O governo brasileiro inicia a ofensiva internacional.
15. Conclusão.

MAIO DE 2012,
A NOVA ESTRATÉGIA
MUNDIAL DO ABORTO

APRESENTAÇÃO.

O governo brasileiro está na iminência de iniciar uma nova política para promover o aborto no país. No entanto, as novas medidas que estão sendo anunciadas são apenas o ponto de partida de um golpe contra a vida humana, que começou a ser planejado há cerca de dez anos, para desencadear, de um modo fulminante e simultâneo, o estabelecimento da Cultura da Morte em toda a América Latina.
O objetivo deste documento é mostrar como, neste ano de 2012, a Cultura da Morte pretende desencadear, internacionalmente, uma nova estratégia para promover o aborto.
A promoção do aborto é um atentado criminoso contra o mais fundamental dos direitos humanos. Promover o aborto é promover o homicídio de vidas inocentes. Pela preservação da democracia, estude e divulgue este documento.
24 de agosto de 2012

OBJETIVOS DESTE DOCUMENTO.

A implantação mundial do aborto segue uma agenda inaugurada em 1952, quando o mega-bilionário John Rockefeller III fundou, em Nova York, o Conselho Populacional, com a finalidade de implementar políticas internacionais de controle de crescimento populacional, hoje não apenas ainda em vigor como também mais ativas do que naquela época.
Mas, ao mesmo tempo, mais do que apenas o controle demográfico, estas políticas representam o início da instalação de uma nova ditadura mundial que terá como base a destruição da distinção entre direitos humanos e legislação positiva. Isto é o que se chama, comumente, de Cultura da Morte.
 
Um dos princípios básicos da democracia moderna está no reconhecimento da diferença essencial entre os direitos humanos e a legislação positiva, inclusive a legislação constitucional. Uma vez que esta diferença seja abolida, estarão instalados os princípios de um estado totalitário, que não reconhece a existência de direitos humanos anteriores à própria constituição do Estado, que pode modificá-los e impô-los segundo seu próprio arbítrio. A democracia somente pode ser florescer onde os direitos humanos sejam reconhecidos como tais por si mesmos, e não como concessão do governo, como resultado do consenso dos legisladores, ou como fruto de uma decisão popular tomada em plebiscito. A implantação do aborto não significa apenas um avanço no controle do crescimento populacional, mas também o passo mais decisivo para a transformação gradual dos direitos humanos em legislação positiva. O efeito de uma legislação deste tipo, que está sendo introduzida de caso pensado, será que outras mais terão que ser sucessivamente criadas para justificar os erros das anteriores. Com isto, porém, estará virtualmente instalada a destruição do ideal democrático e, pelo caráter internacional da agenda que a impulsiona, inaugurada uma forma inteiramente nova de ditadura global.

Os autores da Cultura da Morte traçaram sua primeira grande estratégia em 1952, por ocasião da fundação do Conselho Populacional, em Nova York, por iniciativa de John Rockefeller III. A estratégia consistiu essencialmente na disponibilização, em escala mundial, dos serviços de planejamento familiar e da legalização do aborto.
A segunda estratégia iniciou-se em 1990 quando a Fundação Ford criou, naquele ano, a política mundial dos direitos sexuais e reprodutivos.
A terceira estratégia foi planejada, durante pelo menos uma década, e foi concebida para produzir um resultado fulminante e simultâneo em todos os países que, não obstante a primeira e a segunda estratégias, atualmente continuam a recusar-se em aceitar a implantação da Cultura da Morte. A nova estratégia consiste essencialmente em uma falsa política de redução de danos e na implementação, dentro dos serviços já existentes de planejamento familiar, de novos serviços de aborto seguro, seguindo o mesmo esquema pelo qual os seus idealizadores implantaram, na última década do século XX, em todo o mundo, a contracepção de emergência.
A descrição da origem, da evolução e do modo como se pretende instalar esta terceira estratégia no Brasil e na América Latina é o principal objeto deste documento.
O governo brasileiro é, no momento, um dos principais atores desta infame agenda imposta desde o estrangeiro a todo o nosso continente. O povo brasileiro é maciçamente contrário ao aborto. Os níveis de rejeição ao aborto no Brasil são altíssimos e crescem ano após ano. Os dados do Ministério da Saúde sugerem também que a própria prática do aborto tem diminuído, nos últimos cinco anos, a taxas da ordem de 12% ao ano, a cada ano. Apesar deste quadro, que o Brasil compartilha com vários outros países da América Espanhola, nosso atual governo aparelhou vergonhosamente toda a estrutura pública para promover o aborto como em nenhum outro país da América Latina.
Contrariando as promessas de governo da presidente Dilma Rousseff que, para poder eleger-se em 2010, teve que prometer por escrito que nada faria para promover o aborto no país, o governo brasileiro anunciou, em junho de 2012, uma série de medidas que, sob a falsa aparência da redução de danos, inaugurarão de fato uma nova política para promover o aborto no Brasil. Segundo as novas medidas, apresentadas como se fossem uma política de origem nacional, o governo não considera crime orientar uma mulher sobre como praticar o aborto e está preparando um programa pelo qual o Sistema de Saúde Brasileiro passará a orientar as mulheres sobre como usar corretamente os métodos existentes para abortar. Além disso, o Ministério da Saúde está também preparando uma cartilha para orientar as mulheres que desejam abortar e uma nova Norma Técnica que servirá de base para um programa de aconselhamento para mulheres que enfrentam uma gravidez indesejada. Finalmente, o Ministério também está considerando liberar a venda de remédios abortivos para o público. Todas estas medidas serão tomadas independentemente do fato de que a lei estabeleça ou não que a prática do aborto seja um crime.
Logo após o anúncio de tais medidas, os grupos que trabalham em defesa da vida no Brasil denunciaram que a origem da nova política estava claramente documentada no Diário Oficial da União. O periódico governamental registrava que o Ministério da Saúde havia assinado, com a Fundação Oswaldo Cruz, uma seqüência de cinco contratos, praticamente idênticos, datados de dezembro de 2009, outubro de 2010, dezembro de 2010, dezembro de 2011 e janeiro de 2012, para formar grupos de estudo sobre o aborto no Brasil. O primeiro dos contratos da série menciona explicitamente que a finalidade do trabalho seria planejar a legalização do aborto no Brasil. No final de 2011, o Diário Oficial da União também menciona várias viagens de funcionários do Ministério da Saúde ao exterior para participar de reuniões sobre estratégias e processos em

andamento para melhorar o acesso da população a medicamentos abortivos. O anúncio, em junho de 2012, da nova política para o aborto do governo brasileiro, não seria nada mais do que o resultado planejado destes contratos e destas viagens.
A reação não tardou a esperar. No final de junho de 2012 vinte e sete deputados federais protocolaram os requerimentos RIC 2380/12 e RIC 2381/12, endereçados ao Ministério da Saúde do Brasil, solicitando a apresentação de toda a documentação pertinente e das cópias completas dos cinco contratos assinados pelo ministério, além dos relatórios de trabalho das viagens empreendidas. O teor dos requerimentos pode ser lido nos seguintes endereços do Congresso Nacional:
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=549777
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=549778
Segundo informações do Congresso Nacional, a documentação solicitada somente foi apresentada à Câmara na quarta feira, dia 22 de agosto. O prazo de 30 dias, estabelecido por lei para o cumprimento da requisição, sob pena de crime de responsabilidade, havia-se esgotado no dia 10 de agosto, sem que o Ministério houvesse encaminhado qualquer satisfação aos parlamentares. Até o momento em que este texto estava sendo redigido, não havia informações disponíveis sobre o teor da documentação.
Mas, enquanto isto, em todo o continente, vários grupos em defesa da vida, que se dedicam ao estudo destas questões, rastrearam a verdadeira origem desta política. Os dados mostram que a nova iniciativa do Ministério da Saúde brasileiro não se iniciou em 2009, nem partiu de brasileiros. Tratava-se apenas do ponto de partida visível para desencadear uma nova estratégia, muito mais ampla e ambiciosa, para a promoção do aborto. Os dados estão, no momento, circulando entre os grupos que trabalham em defesa da vida. A história parece iniciar-se em 2002, e trata-se, ao que tudo indica, do início da terceira grande estratégia para implantar a Cultura da Morte a nível internacional, idealizada, desta vez, principalmente para os países que resistem crescentemente à implantação do aborto, em particular na América Latina.
A questão é gravíssima.
Pela preservação da democracia, estude com atenção este documento. Divulgue-o para todos os seus conhecidos.
Para facilitar impressão, estudo e envio pela internet, uma cópia deste documento pode ser encontrado, em arquivo pdf, neste endereço:
http://www.documentosepesquisas.com/maio2012.pdf
A promoção do aborto é um atentado criminoso contra o mais fundamental dos direitos humanos. Promover o aborto é promover o homicídio de vidas inocentes.
Como ficará visível neste texto, o problema transcende as fronteiras individuais dos países e faz parte de um plano pesadamente financiado por organizações internacionais que investem na promoção do aborto em todo o mundo. Agora, mais do que nunca, estamos todos juntos, no mesmo barco.

1. APRESENTAÇÃO.

Em junho de 2012 o Ministério da Saúde anunciou que estava estudando a possibilidade de introduzir no Brasil serviços de aconselhamento às gestantes que tencionam abortar, ensinando-as a praticar o aborto de modo seguro. Uma norma técnica estaria sendo redigida para orientar o sistema de saúde a prestar este tipo de assistência às mulheres, a venda de medicamentos abortivos seria liberada nas farmácias e uma cartilha distribuída à população mostrando como praticar o aborto.
Este documento, apoiado em diversas referências, contextualiza o alcance destas afirmações do Ministério da Saúde do Brasil em uma perspectiva histórica e internacional.
Para os que não dominam completamente o assunto, recomenda-se a leitura integral do Relatório Reece, da Estratégia Ford de Direitos Reprodutivos de 1990 e do Relatório de Trabalho da Fundação MacArthur no Brasil, que podem ser encontrados nestes endereços:

Relatório Reece, resumo em português:
http://www.documentosepesquisas.com/relatorioreece.pdf

Estratégia Ford de Direitos Reprodutivos de 1990, resumo em português:
http://www.votopelavida.com/fundacaoford1990.pdf

Estratégia Ford de Direitos Reprodutivos de 1990, original em inglês:
http://www.votopelavida.com/fordfoundation1990.pdf

Lessons Learned – o Relatório de trabalho da
FundaçãoMacArthur no Brasil:
http://www.votopelavida.com/macarthurlessonslearned.pdf

Os demais documentos citados ao longo do texto poderão ser lidos conforme a necessidade de aprofundamento do tema desenvolvido.

2. AS TRÊS ESTRATÉGIAS DA CULTURA DA MORTE.

Tudo indica que estamos na iminência da inauguração de uma terceira estratégia global para a implantação do aborto e da Cultura da Morte.
A primeira estratégia vigorou desde 1952 até 1990.
A segunda estratégia, ainda que em preparação desde meados dos anos 70, foi inaugurada em 1990 e continua em execução nos países em que o aborto já é legalizado.
A terceira estratégia, preparada desde 2002, pretende ter-se inaugurado, a nível mundial, em maio de 2012, e deverá ser implementada nos países que estão recusando a dobrar-se diante da Cultura da Morte.

(A) A primeira estratégia: os serviços de planejamento familiar e a legalização do aborto.

A primeira estratégia foi desenhada em 1952 quando John Rockefeller III fundou o Population Council, a organização que, juntamente com a Fundação Ford, com a qual se associou logo em seguida, coordenou até 1990 o movimento de contenção do crescimento demográfico no mundo.
A estratégia consistia em três etapas, cada uma das quais durou pouco menos de uma década.
A primeira etapa foi o estabelecimento de uma rede mundial de especialistas e centros de estudos de demografia, que pudesse dar apoio às fases seguintes. George Martine, presidente da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, em um extenso documento intitulado “O papel dos organismos internacionais na evolução dos estudos populacionais no Brasil”, relata, na qualidade de testemunha ocular, o efeito que os recursos das organizações Rockefeller tiveram no redirecionamento dos estudos demográficos no Brasil a partir dos anos 50. O mesmo fenômeno ocorria simultaneamente, nos cinco continentes, pelas mesmas causas, em vários outros países considerados como estrategicamente relevantes:
“Na década de 50 imediatamente começaram a surgir recursos, fundações, institutos e organismos internacionais, cada qual à sua maneira, a combater a ameaça do rápido crescimento demográfico. O caudal dos que promoviam o controle populacional foi sendo engrossado por gente poderosa como John D. Rockefeller, o que acabou gerando uma cruzada mundial a favor da redução da fecundidade. Foram inventados e apresentados, ad nauseam, vários modelinhos destinados demonstrar ao mundo a desgraça que ocorreria se os países pobres não conseguissem reduzir rapidamente o seu crescimento. Embora tenham aparecido, imediatamente, sólidos argumentos econômicos que relativizavam as ameaças preconizadas, esta segunda linha de argumentação nunca conseguiu neutralizar a simplicidade atraente da tese controlista. Isto estimulou uma expansão muito rápida de demografia. Ao longo das últimas décadas foram disponibilizados muito mais recursos fáceis para trabalhar questões de população do que para analisar outros temas sociais igualmente importantes como nutrição, delinqüência, marginalidade, analfabetismo e outros. [...] Adicionalmente Rockefeller forneceu recursos para a área de biologia reprodutiva no Brasil, cujos principais beneficiários foram o Cemicamp, cuja figura central era Aníbal Faúndes, e a Universidade Federal da Bahia, no centro coordenado por Elsimar Coutinho”.
http://www.scielo.br/pdf/rbepop/v22n2/v22n2a04.pdf

A segunda etapa foi o estabelecimento de programas de planejamento familiar nos países de terceiro mundo.

A terceira etapa consistiu em um lobby junto ao governo federal dos Estados Unidos para que este reconhecesse o problema populacional mundial como questão de segurança interna dos Estados Unidos. Os programas de planejamento familiar, a esta altura já implantados em grande parte dos países do terceiro mundo, serviriam de vitrine para fundamentar as exigências apresentadas ao governo americano. Esta terceira etapa, logo em seguida, estendeu-se à cooptação da ONU para que esta reconhecesse a necessidade de conter a explosão populacional, o que começou a suceder de fato com o reconhecimento das Nações Unidas, por ocasião da Conferência Internacional de Direitos Humanos de Teerã, realizada em 1968, do planejamento familiar como

direito humano e a com a fundação, no final dos anos 60, do FNUAP (Fundo das Nações Unidas para Atividades Populacionais), fruto em grande parte do trabalho desenvolvido pessoalmente pelo próprio John Rockefeller III..
O meio fundamental através do qual pretendia-se obter o controle populacional na perspectiva desta primeira estratégia consistia na legalização e na implantação de serviços de saúde, entre os quais o planejamento familiar e também o aborto.
Importa ressaltar, para as finalidades destas notas, que para executar a etapa do estabelecimento de programas de planejamento familiar nos países do terceiro mundo, o Conselho Populacional decidiu desenvolver e difundir o uso do DIU em todo o mundo. A parte mais importante dos serviços de planejamento familiar implantados sob orientação do Conselho Populacional consistia em inserir DIUs nos úteros femininos.
Deve-se notar, entretanto, que os DIUs já eram conhecidos desde os anos 20, mas a repentina e maciça difusão mundial destes dispositivos somente foi possível como conseqüência imediata do trabalho do Conselho Populacional.
Os primeiros dispositivos intra-uterinos foram inventados nos anos 1920 por Grafenberg na Alemanha e Haire na Inglaterra, e consistiam de serpentinas de prata de 18 milímetros de diâmetro. Inseridos através da cérvix dilatada sem anestesia, os anéis de Grafenberg freqüentemente levavam a infecções com inflamações pélvicas, endometrite, septicemia e peritonite. Na metade da década de 1930 estas complicações levaram ao abandono completo do anel de Grafemberg na Europa.
Após a segunda guerra mundial, o Japão, que havia embarcado em um intensíssimo esforço de controle de natalidade, conforme será dito mais adiante, além de legalizar o aborto de forma bastante ampla e facilitada, estimulou pesquisas sobre contraceptivos e DIUs feitos de nylon e polietileno. Estas pesquisas atraíram as atenções dos norte americanos em geral e do Conselho Populacional em particular.
As pesquisas iniciais do Conselho Populacional com o DIU foram realizadas nos Estados Unidos para evitar “a alegação de que os americanos estariam utilizando outros povos como cobaias”. Subseqüentemente os DIUs foram entregues a comissões locais de diversos países para que fossem ali examinados e a decisão de utilizá-los partisse das próprias autoridades do lugar, para que o DIU “fosse aceito como seu próprio método, e não apenas como um método importado dos Estados Unidos”. O Conselho Populacional, em parceria com a Fundação Scaife, obteve tanto sucesso com a difusão dos DIUs que em pouco tempo não havia mais oferta para a demanda criada. Então, com a cooperação de Lippes e Margules, os inventores do DIU, e a Ortho Pharmaceutical Company, que detinha os direitos das patentes, o Conselho Populacional obteve o direito de conceder licenças para o estabelecimento de fábricas internacionais de DIUs para a utilização de programas de planejamento familiar de grande escala em países subdesenvolvidos. Foram instaladas fábricas na Coréia, Taiwan, Hong Kong, Paquistão, Índia, Turquia e Egito. Em pouquíssimo tempo o DIU disseminou-se, praticamente sem oposição, sobre toda a Terra.

(B) A segunda estratégia: os direitos sexuais e reprodutivos.

Em 1990 a Fundação Ford reconheceu que a legalização do aborto e o oferecimento de serviços de saúde era insuficiente para zerar o crescimento populacional do planeta, porque a maior parte das pessoas ainda sonhavam em formar uma família e ter filhos. O problema agora era, mais do que legalizar o aborto e disponibilizar serviços planejamento familiar, desmotivar as pessoas do desejo de ter filhos. Para isto seriam necessárias, mais do que a simples propaganda, alterações

estruturais da sociedade, entre as quais a emancipação da mulher para o mercado de trabalho, a alteração da moralidade das relações sexuais, a introdução da idéia do aborto como um direito. Estes objetivos não poderiam ser alcançados pelo financiamento da pesquisa médica. Seria necessário, em vez disso, e em primeiro lugar, financiar pesquisas na área das ciências sociais e, em vez da oferta de serviços de saúde, seria necessário, como conseqüência, financiar o movimento feminista. Foi criada, deste modo, conforme denominado pela Fundação Ford e consta oficialmente de documentos de 1990, a nova estratégia de direitos sexuais e saúde reprodutiva. Graças ao trabalho dos grupos feministas, financiados pela Fundação Ford e coordenados pela socióloga Adrianne Germain, integrante do quadro da Fundação, a ONU aderiu ao programa estabelecido pela organização através das Conferências do Cairo em 1994, de Pequim em 1995 e de Glen Cove em 1996.
A estratégia de direitos e saúde sexual e reprodutiva funcionou satisfatoriamente praticamente em todo o mundo onde o aborto já era legal. Mas não funcionou na América Latina, onde as taxas de rejeição ao aborto, não obstante o trabalho dos grupos feministas, cresciam em vez de diminuirem. Também não funcionou na África sub-saariana, onde havia pouca infra-estrutura para o trabalho organizado das ONGs financiadas pelas grandes Fundações e um grande apego aos valores tradicionais da família.
 
          do Blog "O conhecimento dos santos" de Wagner Souza
 

Epitáfio dos Mártires - 3



Se vermos injustiças no mundo contra inocentes já é motivo de nos indignarmos, imaginem contra criancinhas que não escolheram época lugar para viver.
Entre a nuvem de testemunhas de irmãos em Cristo que deram suas vidas no princípio de nossa era ao martírio estão pessoas de pouca idade, pessoas que passaram essa vida sem ter infância digna, não conheceram o que a vida pôde oferecer, mas, no pouco que viveram fizeram muito pra Deus, a ponto de darem suas vidas como libação não fazendo caso da vida.
Na realidade, a lista de mártires infantis é enorme: de crianças que sozinhas enfrentaram leões com bravura, donzelas adolescentes que não temera a espada de gladiadores e até crianças de peitos que foram mutilados em nome do paganismo; mas, abaixo escrevi apenas alguns epitáfios de crianças que foram sepultadas nas catacumbas de Roma pelo seus pais, que, com o consolo da fé, perceberam que essas crianças apenas nasceram nesse mundo para nos mostrar que não pertencemos a ele.
O que traz regozijo ao ler essas curtíssimas histórias é o fato de que agora, esses pais e filhos estão no mesmo local, local de gozo, esperando feliz, a nossa chegada também



"ADEUS, OH SABINA. ELA VIVEU OITO ANOS, OITO MESES E VINTE E DOIS DIAS. QUE VIVAS TÃO DOCEMENTE COM DEUS".

"EM CRISTO, MORREU O PRIMEIRO DE SETEMBRO, POMPEJANO O INOCENTE, QUEM VIVEU SEIS ANOS E NOVE MESES COM OITO DIAS E QUATRO HORAS. ELE DORME EM PAZ".

"A SEU DIGNÍSSIMO FILHO CALPÙRNIO, LEMBRANÇA DE SEUS PAIS: ELE VIVEU CINCO ANOS, OITO MESES E DEZ DIAS, E PARTIU EM PAZ O TREZE DE JUNHO".

"RESPECTO, QUEM VIVEU CINCO ANOS E OITO MESES, DORME EM PAZ".

"SEUS PAIS A LAURINA, MAIS DOCE QUE O MEL, DORME EM PAZ".

"À SANTA ALMA DE INOCENTE, QUE VIVEU COMO TRÊS ANOS".

"DOMICIANO, UMA ALMA INOCENTE, DORME EM PAZ".

"LOURENÇO, A SEU DOCÍSSIMO FILHO SEVERO. FOI LEVADO PELOS ANJOS NO SÉTIMO IDUS DE JANEIRO".



   Ezequiel Domingues dos Santos - extraído do livro "O mártir das catacumbas
 


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A gênese de um Califado Universal




Ao contrário dos que muitos pensam e que chegam a achar impossível, são que, os inúmeros fenômenos sociais tantos mundiais quantos nacionais de caráter revolucionários nas esferas, políticas, sociais, econômicas, religiosas e morais não são processos naturais a mercê do acaso; são projetadas ideologicamente com paciência e profundidade engenhosa no qual tendem a mudar o conceito de história e opinião púlica.
Se observarmos o contexto social europeia, veremos uma certa islamização em toda parte: a França está perdendo sua identidade cultural através da miscigenação àrabe, a Inglaterra retirou o currículo escolar o estudo do Holocausto judeu (para não ofender as criancinhas mulçumanas) e seu parlamento favorece a comunidade islâmica de modo extravagante.
Já nos EUA a coisa é mais visível aos olhos de qualquer leigo: Barack Obama é suspeito de não ser legitimamente americano ( e pra variar impede as investigações de suas origens), seus estudos foram patrocinados por um princípe saudita (esse todos sabem), foi o presidente que mais ajudou a fraternidade islâmica na primavera àrabe, com sua ajuda Israel está ficando cada vez mais cercada  sem defesas politicamente falando e, por fim, assim como os homossexuais, os mulçumanos é a classe mais privilegiada nos EUA de modo que até imigrante ilegais são tratados como mero cidadãos !

Pode isso ser apenas um relaxamento, liberalismo diplomático ? é normal a ascensão de uma cultura sobrepondo as outras aparentemente superiores ? e em escala global e continuidade histórica e com todas legislações se submetendo a seu favor?

Abaixo extraí de um artigo do filósofo Olavo de Carvalho sobre o assunto que é explicado de modo plausível com evidências históricas de que por trás da cortina de todos os acontecimentos há jogo de poder, de mentes intelectualmente privilegiadas à serviço de um ideal.

Espero que entendam e gostem !

                                                                      Ezequiel Domingues dos Santos






O segredo da invasão islâmica


"Muito bem. A dúvida do Nahum é a seguinte: Como é possível um movimento de envergadura mundial sem um centro de comando, como se fosse uma coisa espontânea se espalhando pelo mundo pela simples força do automatismo? De fato isso parece um enigma. E esse é um enigma que os comentaristas políticos e os analistas estratégicos do Ocidente não vão entender jamais. Eles não têm a menor condição de entender como é o processo profundo da guerra de civilizações, porque para isso seria preciso estudar o Islam até às últimas fontes da espiritualidade islâmica, que estão bem remotas da política diária. Então esse pessoal de formação mais ou menos materialista – e mesmo o pessoal religioso – não têm, no Ocidente, uma visão dessa profundidade, não conseguem conceber como é que funciona realmente o Islam. Eles vêm que existem mesquitas, que existe o culto popular, que existem ali alguns funcionários das mesquitas, que são as lideranças religiosas aparentes, e que existe, por outro lado, a estrutura dos Estados, mas, procurando em tudo isso, eles não enxergam o centro. Para achar esse centro você precisa cavar além da superfície. Não se pode esquecer que o Islam está povoado de taricas. Taricas são organizações esotéricas estruturadas mais ou menos como ordens religiosas, que se dedicam a exercícios espirituais em acréscimo às praticas rituais obrigatórias do Islam. São práticas ditas supra-rogatórias, não são obrigatórias pela lei religiosa, são uma devoção especial que o indivíduo faz se quiser. As taricas remontam ao próprio tempo de Maomé. Havia um grupo que se reunia para fazer recitações dos nomes de Deus. Alguém perguntou a Maomé o que ele achava disso e ele disse que eram excelentes pessoas, mas que estavam fazendo algo que não era obrigatório, que eles mesmos tinham oferecido aquilo a Deus. Daí se originou uma multidão de organizações esotéricas que se ramificam por todo o Islam. Se você entra numa mesquita e ali há mil pessoas, você pode ter certeza que pelo menos metade delas pertence a alguma tarica. As taricas não se dedicam à atividade política, mas elas são a fonte profunda da unidade espiritual e, portanto, cultural do Islam. E evidentemente é lá que tudo começa.
"No Ocidente as pessoas só percebem a guerra cultural quando ela se traduz em manifestações públicas, quando se traduz numa expressão politicamente visível, mas na verdade essa guerra começa muito antes, vindo de dentro das taricas. As taricas são chefiadas por mestres espirituais chamados Sheikhs. Sheikh é um título honorífico, que quer dizer apenas uma pessoa mais velha, mas na verdade os sheikhs das taricas são como um cargo hereditário que é passado não necessariamente para um filho, mas por uma herança espiritual, cada sheikh nomeia o seu sucessor...
"A força que essas organizações representam no Islam não tem nada de comparável no Ocidente. Mesmo se você for investigar as sociedades esotéricas e secretas aqui, elas existem, é claro, mas não têm essa profundidade, não têm, sobre a totalidade da população, a autoridade espiritual tremenda que as taricas têm. [No Islam shiita, a coisa é mais complicada ainda porque há outras redes de organizações esotéricas, independentes das taricas, com uma filosofia messiânica própria.] Então é dessas taricas [e similares] que vem o comando, mas não de uma maneira direta. Não há um comando estratégico que diz 'faça isso' ou 'faça aquilo', mas é dali que surgem as idéias e as tendências e, no plano das guerras espirituais e culturais, evidentemente a ação provem das taricas. Por exemplo, eu estou seguro de que não é possível explicar a história do século XX, em absolutamente nada, sem levar em conta a ação de enviados de organizações islâmicas que agem no Ocidente há mais de um século exercendo uma influência muito sutil sobretudo na elite intelectual. Antes de vir esse ataque por baixo, que é a imigração [como arma de guerra cultural], essa agitação toda e o próprio terrorismo, muito antes disso havia uma ação por cima, através da dissolução da elite intelectual ocidental, [seguida pela] sua reorganização em termos islâmicos.
"Muita gente pode ter ouvido falar do famoso Georges Gurdjieff, aquele líder espiritual armênio. A função do Gurdjieff no Ocidente foi simplesmente bagunçar a elite intelectual. Quando Gurdjieff chega ao Ocidente, no começo do século, ele se apossa de inumeráreis líderes intelectuais e simplesmente os destrói espiritualmente, os deixa completamente desorientados, abrindo um rombo na carapaça da cultura ocidental moderna, cientificista e materialista, abrindo as portas para a entrada da influência oriental, que depois mais tarde se tornaria popular com o movimento da Nova Era nos anos 60. A Nova Era jamais teria sido possível se Gurdjieff não tivesse aberto essa brecha meio século antes. Um continuador dessa obra de destruição foi um indivíduo chamado Idries Shah, um inglês de origem indiana, que prosseguiu o trabalho de decomposição da elite intelectual ocidental num nível de profundidade que não chama a atenção dos analistas políticos. Por que um analista político vai se interessar por assuntos esotéricos, ocultistas, etc.? Há gente que se faz de superior a isso justamente porque não entende – não entende a profundidade do efeito dessas armas na guerra cultural.
"Ao mesmo tempo em que as taricas mandavam esses agentes para fazer o serviço destrutivo, mandavam outros para reconstruir, recolocar em ordem a cabeça dos intelectuais, [mas agora] já em termos islâmicos. E nisso se destacaram duas pessoas, René Guénon e Frithjof Schuon. Guénon é o sujeito que propõe já em substituição à cultura européia uma construção integral baseada em doutrinas orientais [as doutrinas oficiais da sua tarica]. Quando Guénon começou a falar dessas coisas por volta de 1920, ninguém prestou a mais mínima atenção. Ele fez até uma conferência na Sorbonne com o título de A Metafísica Oriental, havia umas dez pessoas lá. Passados quarenta anos, o pensamento do Guénon era o dono, o proprietário absoluto do Departamento de Estudos Religiosos da Universidade de Paris, proliferando a sua influência numa escala que, no começo, seria inimaginável.
"Aí é que está a guerra cultural profunda, mas eu nunca vi algum analista ocidental, mesmo entre os melhores – um Bernard Lewis, por exemplo – dar um tratamento a isso com a profundidade que deve.
"Por exemplo, o Gurdjieff. Você tem vários movimentos artísticos no modernismo que dão a impressão de ser criações puramente ocidentais, mas que não foram nada disso: era o dedo do Gurdjieff que estava lá. Aqui nos EUA, por exemplo, o arquiteto mais influente, que foi o Frank Lloyd Wright, o sujeito que revolucionou a arquitetura americana, era um discípulo do Gurdjieff, obedecia a instruções diretas dele. Gurdjieff conseguia criar estilos artísticos como quem preenche um cheque, ele criava um atrás do outro. É um tipo de capacidade que as pessoas normalmente não imaginam. Isso não quer dizer que eu goste muito desse Gurdjieff não, mas tenho de reconhecer a sua força tremenda.
"Então é nesse nível, da unidade espiritual da tradição islâmica, que se tem que encontrar a tal da autoridade humana pela qual pergunta com muita razão o Nahum Sirotsky.
"Mas, quanto mais o tempo passa, mais vejo que a incapacidade de fazer as perguntas corretas é a grande falha da classe falante: falam, falam, mas às vezes o problema está na frente deles e eles nem percebem que existe o problema, não percebem a questão. E, não fazendo a pergunta, evidentemente não têm as respostas. Então, o mistério desse movimento tremendo, avassalador, aparentemente sem cabeça, sem comando, que vai tomando conta do mundo, até hoje não suscitou a pergunta correta porque as pessoas procuram [uma resposta] no nível do comando político ou, no máximo, religioso no sentido mais externo da coisa, e não no sentido do comando espiritual que unifica uma civilização."
Ainda voltarei a este assunto tremendamente complicado. Reproduzi a resposta só para dar ao leitor uma primeira idéia de como as coisas que ele lê na mídia a respeito da invasão islâmica são superficiais e incapazes de explicar os fatos.


                  Olavo de Carvalho - Diário do Comércio de 12 de março de 2007

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O stress de Elias hoje


"Elias teve medo, e correu para salvar sua vida. Quando chegou a Berseba, que pertence a Judá, deixou ali o seu moço." 1ªReis 19:3

Se você é um homem ou mulher emocionalmente vigorosos, independentes e bem respaldados psicologicamente falando, diga-me em que planeta você veio !

 Esse Elias citado no começo é o mesmo que desafiou centenas de profetas de deuses semíticos os quais matou, desafiou centenas de soldados da guarda real com a ajuda da parte de Deus com, simplesmente, fogo do céu! quer mais proteção do que estar ao lado do Altíssimo e com muitos de seus sinais de forma que já ressucitou uma pessoa, não passava fome em tempos de crise, porque, quando não era viúvas, eram corvos trazendo pão que sustentava !

Pode um ser humano com esses “privilégios” sentir medo de algum ser mortal por mais poderoso que seja?

É isso o que eu digo, se ele é ser humano, uma hora ou outra pode fechar todas as janelas de seu intelecto e somente suas emoções tomarem posse da alma fazendo conhecer o terrível e angustiante sentimento que já pairou sobre todos os habitantes da Terra, o medo. Mesmo com poder sobre os fenômenos da natureza, a chuva a seu dispor e tudo mais; se tem um coração que pulsa nele, veias que correm sangue e pele para sentir calafrios, é um candidato fortíssimo para se abater e desanimar diante de situações que não estão favoráveis (mesmo sabendo que Deus está ao seu lado).

Mas para ele sentir medo e desânimo, tinha que ser por uma pessoa só? E por cima de tudo, mulher? (sem machismo)

O medo e a contemplação do fracasso não vem somente na derrota de um grande exército, nem no mais valente dos guerreiros e gigantes, mas tem muito mais poder quando se mostra na aparente fragilidade e artimanha de quem menos se espera, porque não é nem o tombo que te machuca, mas sim, quem te dá ou a maneira que dá esse tombo !

Era necessário deixar o seu moço?

Se tem uma coisa em que devemos ficar cientes, é que o medo não gosta de andar sozinho, com absoluta certeza ela tráz companheiros, e companheiros muito mais fortes do que ela como o isolamento, a insegurança, a depressão, e, em seu último estágio já crônico e numa ânsia psicótica de se livrar desses sentimentos, o desejo de morrer (1ªReis 19:4c). Uma pessoa que se suicida não decidiu deliberadamente tirar sua vida, mas passou por esses caminhos: o desânimo, o medo de passar novas frustrações e o isolamento que alimenta suas desesperanças.

Se um homem que não conheceu a morte (Elias) passou por essas sombras e vacilou, quem dirá nós ! (de sorte que Deus não faz essa acepção), assim como esse profeta hebreu, podemos também nos desesperar e correr de medo das "Jezabeis" que querem arrancar nossas esperanças, que eram iguais a de Elias que era ver um mundo menos corrompido, podemos deixar nossos "moços" e nos trancafiar a sós em nossos quartos não querendo falar com ninguém e muito menos nos relacionar com medo de nos machucar e ter mais desânimo e podemos percorrer o deserto da ansiedade sem orientação e com a vontade de superação a nível zero.

Quando enfrentamos esse período de trevas e passamos por ele, vemos que somos tão humanos e complexos quanto o nosso infinito universo que é lindo porém nebuloso de respostas.
Mas antes de querer se jogar da ponte ou do último andar de um prédio, quando desejar que o caminhão mais pesado passe pra se jogar na frente, se desanimar e tiver medo de encarar o desconhecido campo de batalha; entre em uma caverna... não na caverna do medo e do ostracismo, mas, na caverna da sua interiorização, não para se isolar, mas fugir dos ruídos que atrapalham o seu pensar e que você perceba que pra cada ser humano existe uma luta e vitória específica; não de ouvidos para o terremoto querendo te amedrontar, nem do vento forte que te impede de caminhar, nem do fogo que ao se manifestar revela sua pequenez; mas, para ouvir uma voz calma e suave; aquela mesma que chamou a sua existência, para te dizer : "Vem para fora, e põe-te neste monte..." (1ªReis 19:11) o resto fica com essa voz. 


                                                                                       Ezequiel Domingues dos Santos


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Epitáfio dos Mártires - 2


Afligidos, perseguidos, proscritos e humilhados são os cristãos de quase todas as épocas; mas a época do império romano foi marcado por perseguições com requintes de barbáries animalescas de forma que não se reconheciam os corpos dos irmãos em Cristo; ou estavam dilacerados, serrados, mastigado pelas feras, triturados, betumados, carbonizados etc. Os mártires das catacumbas vinham às escuras da noite, e com alguns favores de guardas entravam no Coliseu e em alguns patíbulo para pegarem os corpos para sepultarem com dignidade, ao levarem, deixavam escritos a sua memória que correu por milênios; e, atráves de curtas mensagem e descrições dessas vidas ancestrais, vemos que os tempos mudam, mas a fé pode ser vivida e praticada por todos os séculos.


                    
   Esse epitáfio é de um provável cristão romano da alta classe social romana:

       "EM CRISTO, ALESSANDRO NÃO ESTÁ MORTO, SENÃO QUE VIVE ALÉM DAS ESTRELAS, E SEU CORPO REPOUSA NESTE TÚMULO. ELE RENDEU SUA VIDA SOB O IMPERADOR ANTONINO, QUEM EMBORA PUDESSE TER PREVISTO QUE GRANDE BENEFÍCIO LHE RESULTARIA DE SEUS SERVIÇOS, SÓ LHE OFERECEU ÓDIO EM VEZ DE GRAÇA, PORQUE ENQUANTO ESTAVA SOBRE SEUS JOELHOS, JÁ PARA OFERECER SACRIFÍO AO DEUS VERDADEIRO, FOI TIRADO PARA SER EXECUTADO. OH, TEMPOS TRISTES AQUELES NOS QUAIS AINDA ENTRE OS RITOS E ORAÇÕES SAGRADAS, NEM AINDA NAS CAVERNAS PODÍAMOS ESTAR SEGUROS ! O QUE PODE SER MAIS MISERÁVEL QUE UMA VIDA TAL? E QUE MORTE PIOR QUE AQUELA EM QUE NÃO PODEM SEM SEQUER SER SEPULTADOS PELOS AMIGOS E PARENTES? NO FIM ELES BRILHAM NO CÉU. APENAS VIVEU QUEM VIVEU EM TEMPOS CRISTÃOS".

Às vezes, as perseguições ficavam mais ferrenhas contra os cristãos que muitas vezes não davam para dar devida atenção a cada corpo como queriam por causa de grandes matanças, então eram colocados muitos corpos na mesma caixa mortuária por causa do tempo curtíssimo, e nos epítáfios era representado por apenas um nome, mas todos tinham seus nomes no Livro da Vida:

         "MARCELA E QUINHENTOS E CINQUENTA MÁRTIRES DE CRISTO".

Também há lindas histórias de soldados romanos que se convertiam e já tinham chamado para receberem a coroa do martírio:

          "EM CRISTO, NO TEMPO DO IMPERADOR ADRIANO, MÁRIO, UM JOVEM OFICIAL MILITAR, QUE VIVEU O SUFICIENTE, DERRAMOU SEU SANGUE POR CRISTO E MORREU EM PAZ. ESTE É UMA LEMBRANÇA DE SEUS AMIGOS COM LÁGRIMAS E TEMOR".

                                               
                                                   

                                           Fonte por meio do livro: O mártir das catacumbas
                                                                      
                                                         Ezequiel Domingues dos Santos