sábado, 23 de junho de 2012

As Consequências do Fracasso Espiritual





Anos atrás, quando ainda tinha pouco tempo de convertido, eu estava obviamente ansioso para aprender a viver como um cristão, e um crente mais antigo me disse que o segredo para uma vida cristã vitoriosa era confiar inteiramente no Senhor em todos os momentos, como fez Josué.
        “Mas, então”, eu perguntei, “e o que acontece se, depois de uma semana, eu fraquejar e cair? Isso significa que perdi a bênção de Deus? Agora, só vou conseguir uma bênção de segunda categoria, e não o melhor que Deus tem para mim?”
         Do mesmo modo como aconteceu comigo, muitos cristãos estão confusos a respeito das conseqüências de um fracasso espiritual em seu relacionamento com Deus. Ou, para ser mais claro, eles estão confusos sobre o pecado. Eles se perguntam: “Como posso ter comunhão com Deus e ser abençoado, se ainda sou pecador e ainda falho?”
         Os israelitas enfrentaram o mesmo dilema. O que significa ter um relacionamento com Deus através de uma aliança que envolve dois aspectos: por meio dela Deus promete abençoar (Aliança Abraâmica, Gn 12.1-3) e, ao mesmo tempo, espera que você demonstre a Ele a sua fé, ou então será disciplinado por sua falta de fé (Aliança Mosaica, Êx 20-24)? A resposta é mostrada na história de Israel.
         O livro de Números conta a história da incredulidade e do fracasso da primeira geração de israelitas (libertos do Egito no Êxodo). Essa geração era composta pelos que voltaram atrás em Cades-Barnéia e morreram no deserto. Seus filhos, a segunda geração, são os que Josué levou à vitória.
         Mas será que Josué foi sempre vitorioso? O livro de Josué nos mostra que a estrada que leva à vitória é acidentada, e que aprender a viver pela fé não é fácil. Entretanto, Deus é fiel e cumpre Suas promessas.

Derrota e Vitória em Ai

         A história das batalhas dos israelitas em Ai é, na verdade, uma continuação da batalha de Jericó. Jericó foi um ponto alto na fé que os israelitas depositavam no Senhor e na Sua operação milagrosa em favor deles. A lição central desse acontecimento é que, apesar da desvantagem em que Israel se encontrava (Jericó era militarmente forte), Deus lhe deu a vitória, quando o povo confiou nEle e obedeceu à Sua Palavra.
         O Senhor também havia ordenado aos israelitas que não tomassem nenhum tesouro de Jericó, porque a cidade estava sob maldição (hebraico, cherem). Como o Senhor era o verdadeiro Conquistador, todos os tesouros deveriam ir para Ele (Jo 6.17-19).
         Mas, ao ver uma bela capa de Sinar, duzentos siclos de prata e uma barra de ouro de cinqüenta siclos, Acã deve ter pensado: “Acertei na loteria! O Senhor me abençoou com uma aposentadoria antes do tempo”. Para infelicidade de Acã, apropriar-se das riquezas do Senhor foi um ato de incredulidade e desobediência.
         Josué e os outros israelitas não sabiam o que Acã tinha feito, quando atacaram Ai pela primeira vez. Como Ai era uma cidade pequena, em comparação com Jericó, os israelitas nem se preocuparam em enviar o exército inteiro; mandaram apenas alguns milhares de homens. Imagine qual não deve ter sido a surpresa deles quando foram derrotados.
        De início, eles puseram a responsabilidade no Senhor, dizendo que Ele os havia abandonado. Mas o Senhor não era infiel. Israel, ou, mais especificamente, Acã, é quem tinha sido infiel. Quando foram lançadas as sortes Acã foi o escolhido, e acabou confessando seu pecado. Os tesouros roubados foram encontrados. Acã e sua família foram apedrejados até a morte, e todos os seus bens foram queimados. Depois que a questão do pecado foi tratada e a justiça do Senhor foi satisfeita, Josué escreveu: “O Senhor apagou o furor da sua ira” (Js 7.26).
         O Senhor, então, orientou Israel a atacar Ai novamente. Dessa vez, Josué não quis correr nenhum risco. Ele não só levou o exército inteiro, como usou muita estratégia militar para derrotar os homens de Ai e conquistar a cidade. Os habitantes de Ai foram mortos e a cidade incendiada; e Israel venceu novamente. Assim, a derrota transformou-se em vitória.

Lições Espirituais de Ai

         A experiência dos israelitas em Jericó e Ai ensina muito sobre a responsabilidade de cada um de nós diante do Senhor, e sobre as conseqüências do pecado quando estamos em aliança com Ele.
        1. As ações de Acã retratam com clareza o processo do pecado. O próprio Acã confessou o que sentiu quando viu a capa, a prata e o ouro: “Cobicei-os” (Js 7.21). Essa foi uma violação direta, não só da ordem que o Senhor tinha dado aos israelitas em Jericó, mas também do décimo mandamento (Êx 20.17). Assim como ocorre com todo pecado, o comportamento de Acã foi um ato de incredulidade. Quando pegou os tesouros para si, Acã negou que pudesse confiar nos cuidados do Senhor para com sua vida.

        2. O pecado de Acã afetou toda a congregação de Israel. O Senhor não via Israel como um certo número de indivíduos, mas como uma nação com a qual tinha uma aliança. Portanto, quando um israelita pecava, toda a comunidade era punida.
         Embora nosso relacionamento com o Senhor, como Igreja, sob a Nova Aliança, seja muito diferente, o princípio de que o pecado de um cristão afeta toda a comunidade ainda se aplica. Como disse Paulo aos coríntios: “Um pouco de fermento leveda a massa toda” (1 Co 5.6). O pecado nunca é apenas uma questão individual e pessoal. Ele afeta todos os que estão à nossa volta. No caso de Acã, ele afetou toda a nação de Israel e acabou provocando a morte de sua família inteira.
        Uma advertência: precisamos ter o cuidado de discernir entre sofrer porque somos cristãos, o que é “normal”, e sofrer por causa do pecado. A aparente falta de “vitória” não se deve, necessariamente, ao pecado. Se duas escolas cristãs participam de um jogo de futebol e uma delas perde, será que isso significa que um dos jogadores do time perdedor era um “Acã no acampamento”?
         Talvez precisemos redefinir o que significa ser vitorioso. Depois que Paulo se referiu ao sofrimento por Cristo, ele disse que nós “somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Rm 8.37). Vencer significa dominar o pecado no nosso coração, e não mostrar para todo mundo que “chegamos no topo”.

        3. Embora o pecado de Acã tenha trazido conseqüências negativas para Israel, segundo a Aliança Mosaica, ele não afetou as promessas que Deus fez a Israel na Aliança Abraâmica.
         Assim, o pecado de Acã não cortou o relacionamento entre o Senhor e Israel. Ao contrário, a disciplina que Deus aplicou a Israel faz parte do relacionamento. Conforme escreveu o autor de Hebreus, citando Provérbios 3.12: “Porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe” (Hb 12.6).
         Deus castigou os israelitas com a derrota para ensinar-lhes uma lição sobre a gravidade do pecado e suas conseqüências, e para que eles pudessem ser “um povo santo”. O Senhor, como todo bom pai, não se afasta de Seus filhos quando estes pecam, mas procura trazê-los de volta ao bom caminho. Portanto, as conseqüências negativas do pecado, embora dolorosas, não são um mero castigo. Seu propósito é nos levar ao arrependimento e à fé.

Engano e Vitória com os Gibeonitas

         Ao contrário do que aconteceu em Ai, o fracasso dos israelitas diante dos gibeonitas não foi causado tanto por pecado, e sim por negligência.
         Os gibeonitas aprenderam alguma coisa, vendo o que tinha acontecido com os cananeus de Jericó e Ai. Eles sabiam que não podiam vencer o Deus de Israel pela força. Então, decidiram tentar enganar os israelitas para conseguir um acordo de paz, fingindo viver fora de Canaã e, portanto, não estar sujeitos ao banimento decretado por Deus.
         Seu plano deu certo. Josué registrou, com toda a sinceridade, que Israel não consultou o Senhor antes de fazer um acordo com eles (Js 9.14) e, assim, deixou de aproveitar o conhecimento do Senhor sobre a fraude dos gibeonitas.
         As conseqüências desse tratado são notáveis. Por um lado, embora os israelitas tivessem feito a paz por causa de uma fraude, eles ainda se sentiam obrigados a cumprir a palavra dada aos gibeonitas. Esse fato é demonstrado pela disposição de Israel em lutar para defender os gibeonitas dos outros cananeus que os atacaram por causa do tratado que tinham feito. Como Israel saiu em socorro dos gibeonitas, Deus lhe deu uma grande vitória sobre os cinco reis cananeus que atacaram Gibeão. Essencialmente, toda a metade meridional de Canaã foi conquistada como resultado desse tratado fraudulento. Poderíamos dizer que o Senhor transformou a negligência de Israel em vitória, um exemplo de que todas as coisas cooperaram para o bem (Rm 8.28).
         Por outro lado, embora os gibeonitas fossem cananeus, eles continuaram vivos, mas se tornaram servos de Israel (Js 9.21-27). Essa foi a melhor forma de resolver o problema de manter a aliança com os gibeonitas e, ao mesmo tempo, castigá-los pela fraude que cometeram. Mas essa política de permitir que os inimigos se tornassem servos abriu um precedente perigoso. Conforme é dito mais tarde, em Juízes 1.28, isso foi a ruína de Israel na terra, porque os israelitas pensaram que os cananeus já não representavam nenhuma ameaça depois de terem perdido seu poder militar. Infelizmente, eles não imaginaram quais seriam as conseqüências de violar o mandamento do Senhor (Dt 7), nem perceberam o poder da maldade contida na idolatria dos cananeus.

Lições Espirituais do Episódio com os Gibeonitas

         Assim como ocorreu com Acã, a experiência com os gibeonitas foi mais uma lição para os israelitas, dentro do aprendizado de como se tornar um povo santo. E aqui estão algumas lições para nós:

        1. Jesus disse que os crentes devem ser “prudentes como as serpentes e símplices [inocentes] como as pombas” (Mt 10.16). Isso significa reconhecer que Satanás também sabe o que os gibeonitas sabiam, isto é, que ele não pode derrotar os cristãos usando de força espiritual, mas pode nos enganar e nos levar a pecar.
         Paulo nos preveniu sobre “as ciladas do diabo” e nos disse como combatê-las (Ef 6.11-18). Paulo afirmou que nós, os crentes, devemos permanecer firmes na verdade das promessas de Deus para não sermos enganados, e que também devemos orar e vigiar. Só porque Cristo é o Vencedor e o resultado da guerra com Satanás já está definido, isso não quer dizer que a batalha acabou.

        2. Jesus também disse:
“Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o [...]. E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a” Mt (5.29-30).

         Com isso, Ele queria dizer que o pecado não pode ser domado. É impossível fazer com que ele nos obedeça. Ele precisa ser totalmente erradicado. Qualquer idéia de que um pecado consciente pode ser mantido sob controle na nossa vida mostra o engano do pecado. Como disse Paulo em Romanos 6.12-13, não se pode servir ao Senhor e ao pecado. Deus quer que sejamos libertos do domínio do pecado nos entregando ao Senhor para sermos usados como instrumentos de justiça.
         O viver cristão vitorioso significa concentrar nossa atenção no que Cristo fez por nós, e não nas nossas próprias experiências. João afirmou que os crentes vencem o mundo por causa da fé em Cristo (1 Jo 5.4-5).
Os crentes lutam com o pecado durante a vida inteira. Quando falhamos, mas confessamos nosso pecado, o Senhor está pronto para nos perdoar e nos purificar (1 Jo 1.9-2.2). Como Seus filhos, sabemos que Ele nunca nos abandonará.
“Mas permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum!” (Rm 6.1-2).

         O pecado, embora perdoado, sempre traz conseqüências negativas para nossa família, para nossos irmãos crentes e, certamente, para nós mesmos. E, embora haja restauração, os efeitos do pecado, assim como ocorreu com os gibeonitas, podem ficar conosco por um longo tempo.

Autor: Herb Hirt

domingo, 17 de junho de 2012

Escolas sul-coreanas removem Teoria da Evolução dos livros

As editoras irão remover qualquer menção ao evolucionismo de livros e apostilas

por Redação Galileu

Editora Globo
Figuras como essa, ou textos que remetam à evolução, não serão mais publicados // Crédito: Shutterstock
Editoras cederam à pressão de uma organização educacional e vão remover informações sobre a Teoria da Evolução na Coreia do Sul.
A movimentação começou no mês passado, quando uma petição para revisar textos sobre a evolução em apostilas foi aprovada pelo Ministério da Educação do país. Muitas publicações, que mostravam exemplos da teoria sobre ancestrais de cavalos, por exemplo, foram apontadas pela Sociedade de Revisão de Apostilas, que, por sua vez, quer “apagar” esse “erro” dos textos educativos. Quem faz parte dessa sociedade são professores de biologia e de ciências.
Conteúdo sobre a evolução dos humanos também deve ser removido – inclusive aquela famosa figura que mostra um ancestral muito parecido com um macaco se transformando em um homem, de Charles Darwin.
A teoria do criacionismo tem muitos adeptos na Coreia do Sul, onde quase um terço da população não acredita na evolução (de acordo com o documentário The Era of God and Darwin). As raízes dessa crença não são comprovadas, embora se acredite que elas se devam à popularidade do cristianismo no país.
Outro problema, segundo um cientista evolucionista da Universidade de Seul, chamado Dayk Jang, é a falta de professores especializados no assunto. De acordo com ele, no país existem no máximo 10 evolucionistas que dão aulas para o ensino médio ou em cursos de graduação – e a tendência, com a falta de material didático sobre o assunto, é que esse número fique ainda menor.

Via Nature

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Não tenho fé suficiente para ser ateu (parte 5)

                                         O darwinismo e sua "santíssima trindade"





O darwinismo em seu um século e meio de existência está, como ciência, cada vez mais débil e desacreditado no meio científico, contudo, como religião, está cada vez mais forte e pernicioso não apenas nesse meio, mas, principalmente, no meio da sociedade. A agressividade com que os evolucionistas agem é algo absurdamente assustador, e como muito bem definiu Margulis: "O neodarwinismo é uma pequena seita religiosa do século 20".
  Na realidade, poderíamos dizer hoje que o evolucionismo deixou de ser uma pequena seita religiosa do século 20, e se tornou uma grande seita religiosa do século 21; talvez mesmo a maior seita religiosa deste século. A escritora Nancy Pearcy, em seu livro "Verdade Absoluta", afirma que "o darwinismo funciona como religião alternativa", e na verdade, é exatamente o que tem sido o evolucionismo desde sua concepção no século 19.
 O deus dessa seita alternativa é, curiosamente, um deus trino, e as três "pessoas" dessa trindade chama-se: "Acaso", "Natureza" e "Seleção Natural". Para os fiéis membros do evolucionismo, essa trindade é o "deus criador" de todo o Universo e da vida, e funciona mais ou menos da seguinte forma:
  O Acaso é onipresente e onipotente, e por obra e graça dele, a Natureza veio à existência. Esta, por sua vez, usando seu próprio poder e com a ajuda do Acaso, sempre dará um jeito de gerar vida, não importa como. Em seguida, o Acaso dará a sua contribuição novamente fazendo com que as coisas funcionem coincidentemente com tal perfeição que o resultado será o surgimento de um organismmo vivo, complexo e capaz de se reproduzir. Finalmente, a "terceira pessoa" dessa "trindade evolucionista", a Seleção Natural, irá agir definindo aqueles seres vivos que são mais aptos a prosseguirem sa jornada em direção ao aperfeiçoamento da espécie. E o Acaso opera poderosamente, mais uma vez, podendo provocar alterações dráticas na genética de alguns seres vivos, gerando uma espécie mais evoluída.

                                                O poder do Acaso
É extremamente conveniente para os defensores do evolucionismo pregarem que a teoria da evolução é pura ciência, e que aqueles que não concordam com ela somente discordam porque são religiosos obtusos e preferem acreditar em lendas e mitos. Dizem que a questão entre os evolucionistas e os criacionistas é uma disputa entre ciência e fé ou ciência e religião, mas a verdade é que não existe nenhuma disputa entre ciência e fé. O que existe é uma batalha entre fé e fé, entre religião e religião, entre duas crenças em tão distintas assim, pois ambas creem na existência de algo ou de alguém que é responsável pelo surgimento do universo e de tudo o que nele há, inclusive o ser humano e demais seres vivos. No cristianismo, por exemplo, a fé é no Deus Criador de todas as coisas, e no evolucionismo a fé é no acaso, sem a qual nada existiria, como afirmou dogmática e vigorosamente o geneticista que ganhou o prêmio Nobel, Jacques Monod:

                    "O acaso e unicamente o acaso está na origem de toda inovação, de toda criação na biosfera. O puro acaso, absolutamente livre mas cego, na própria raiz do estupendo edifício da evolução: esse conceito central da biologia moderna já deixou de ser um entre várias outras hipóteses concebíveis. É hoje a única hipótese concebível, a única que se enquadra no fato observado e testado. E nada justifica a suposição - ou a esperança - de que, a esse respeito, nossa posição seja suscetível de revisão".

Está muito claro, pelas palavras de Monod, que o evolucionismo é algo que transcede a ciência. Sua posição dogmática de que o "acaso e unicamente o acaso" é responsável por toda a criação, e que isso é algo definitivo e não suscetível de revisão, somente revela uma crença cega nesse deus chamado "acaso", e que qualquer outra explicação para a existência da vida que não apresente o acaso como criador, deve ser colocada no limbo da ciência.

                                                          Por que sou cristão?
Todo complexo movimento dos planetas e dos demais corpos celestes, assim como a localização perfeita da Terra em um imenso universo, e seus movimentos de rotação e translação nas velocidades calibradamente ideais possibilitando a existência e manutenção de vida aqui no nosso planeta, somente confirmam a declaração do salmista há quase três mil anos: "Os céus revelam a glória de Deus, o firmamento porclama a obra de suas mãos". ( Salmo 19:1). Mas ainda não é essa a principal razão por que sou cristão, pois muitos brilhantes cientistas e muitos físicos muito mais competentes do que eu, veêm o mesmo universo, complexo e harmônico, e são ateus, pois creêm firmemente que tudo isso é obra da graça do puro acaso.
Também poderia ainda justificar minha fé cristão dizendo que a explicação darwinista para a origem das espécies é fisicamente tão ilógica, e matematicamente tão improvável, que prefiro o relato bíblico da criação. Por mais que alguns laureados biólogos, bioquímicos e geneticistas insistam em afirmar que a teoria da evolução é algo provado e comprovado, a verdade é que não existe nenhuma evidência realmente científica que prove que Darwin tinha razão. Muitos geneticistas evolucionistas costumam argumentar que as mutações sofridas por certas bactérias no organismo, tornando-se mais resistentes e imunes aos medicamentos que antes lhes exterminavam, são evidências inquestionáveis da evolução das espécies. Acontece que uma bactéria no organismo sempre foi e sempre será apenas uma bactéria no organismo, não mais do que isso. Por mais mutações que ela sofra, ela sempre será uma bactéria; e se a maior evidência de que o ser humano é fruto de milhões ou bilhões de anos de evolução é o fato de uma bactéria se tornar imune a anticorpos que antes a destruíam, sinceramente, prefiro não apenas continuar cristão - como são também cristãos os evolucionistas teístas - mas continuar crendo na narrativa bíblica da criação.
Enfim, eu poderia enumerar ainda mais meia dúzias de motivos lógicos do porquê sou cristão, mas na verdade, a minha fé cristã está firmada mesmo é sobre a Palavra Revelada de Deus, e nela eu encontro todas as respostas que a ciência não consegue me dar.
                                                                                     
                                        Roberto Ramos da Silva em seu livro "A religião de Darwin"

                                                           Ezequiel Domingues dos Santos

                                                                         

quinta-feira, 14 de junho de 2012

A lei de Murphy e a vida de Jó




"Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível."

"Porque aquilo que eu temia me sobreveio, e o que eu receava me aconteceu." Jó 3:25

Essa engraçada "lei" foi criada por Edward A. Murphy Jr. engenheiro da força aérea americana após longos experimentos para testar o quanto o corpo humano aguenta na aceleração da gravidade e tudo dar errado surgindo o primeiro e mais conhecido artigo desta lei (descrito no início). Foram criadas muitas outras no decorrer de suas frustrações, mas me apego a lei nº1 para parafrasear com uma frase dita pelo patriarca Jó (versículo também acima) revelando que ele apesar de ser um homem íntegro, reto, temente e que se desviava do mal (testemunho do próprio Deus) tinha seus medos e até quem sabe, fobia de acontecimentos ruins de modo que Jó vivia preocupado com a ira divina (Jó 1:5).

No entanto, o homem quase perfeito e que fazia de tudo para que nenhuma desgraça alcançasse sua família foi surpreendido com toda a plenitude, mesmo sem conhecer, pela primeira lei de Murphy. Em um só dia foi acometido por todas as espécies de males: perdas na família, amigos, financeiros, saúde e até a própria virando objeto de espanto.

Porém, apesar de tudo que aconteceu com Jó e também tudo o que ele sentia internamente mesmo antes de seus infortúnios, o que é de mais valia é sua reação diante de tudo aquilo não atribuindo a Deus coisa alguma... e nem mesmo ao diabo, mas ele nos seus limites e sem apegar-se a aprendeu a sofrer o seu mal de cada dia, coisa que não fazia mas vivia temendo o mal que nem existia, e quando se vive um mal que não existe, pode viver e sentir ela em dobro !!

Por isso, longe de mim ou de qualquer pessoa que põe em Deus a sua confiança, ficar temendo um mal que talvez nem bata na sua porta; nem se apegar a crendices e leis de desgraças como essa de Murphy que às vezes pode até aparentemente acontecer de verdade, o que vai determinar se a pessoa sairá vitorioso ou manco num inverno existencial ou nos dias más é entender que todas as coisas, mas todas as coisas mesmo pode contribuir para o bem daqueles que amam a Deus e pode ajudar a conhecê-Lo melhor assim como foi com Jó que disse: "Com os ouvidos eu ouvia falar de ti, mas agora te vêem os meus olhos." Jó 42:5

                                        Ezequiel Domingues dos Santos


Culto com serpentes


Quando nós achamos que já vimos de tudo, vem muito mais coisas aberrantes, escandalosos e vergonhosos, de grupos que se dizem cristãs.
O vídeo acima é a matéria da Record sobre igrejas no interior dos EUA que fazem cultos dançando com serpentes; já morreram dezenas no decorrer desse movimento inclusive o seu próprio fundador.
É triste ver quão decadente está a o senso dessas pessoas em relação à Deus em relação a igreja tirando textos isolados para montarem toda sorte de besteragem que só causam estranhezas e fogem da simplicidade de Cristo.
Toda e qualquer tentativa de pôr atrativos na igreja para chamarem pessoas que não seja a Palavra de Deus nunca deu certo em todos os cantos do mundo, e esse é só mais um, e o pior que está com muito aspecto demoníaco, pessoas fora de si; algo maligno como se estivesse camuflado somente para parecer igreja, o que menos ela é !
O chamado "pastor" citado no vídeo acima morreu pela picada da cobra preferida dele, e por incrível que pareça eles continuaram com essa prática que chamam de culto a Deus.

                                                                            Ezequiel Domingues dos Santos

sábado, 9 de junho de 2012

Dia dos Namorados


Dia de flores e beijos; de perfumes e bombons; de passeios de mãos dadas e corações em ritmo acelerado; de rostos enrubecidos e bocas perfumadas.  Ah, um dia muito feliz para quem namora.
         Mas há quem chore nesse dia.  São os que perderam um amor precioso, que enviuvaram, que romperam seus relacionamentos.  São aqueles que não conseguem de volta o que julgam ter sido a maior felicidade de suas vidas.  Então sofrem, choram, se isolam e lamentam.  Gostariam de dormir no dia onze e só acordarem no dia treze, para não terem que pensar, pois em cada pensamento uma dor, em cada lembrança um pedaço de si, na sensação de não ter mais nada.
         Já vivi os dois sentimentos.  Já fui muito feliz e já fui tremendamente triste.
         Namorei, ouvindo pássaros a cantarolar para nós dois, vi as rosas desabrocharem à nossa frente e senti na pele o arrepiar gostoso de quem está emocionado ao lado de seu grande amor.
         Mas também me escondi e chorei amargamente, como se o mundo tivesse acabado e eu tivesse sobrado.  Sentia o peso do meu corpo como se fosse em toneladas, os pés grudados no chão e o rosto queimando, de tanta dor e lágrimas emocionadas.  Parece que nesse dia os casais fazem desfiles à nossa frente; jovens namorados se beijam e sorriem, festejam e desfrutam de felicidade, enquanto o nosso coração arrebenta de dor, tristeza, saudade e sentimento de opróbrio.
         Mas a vida nos faz amadurecer e chegamos à conclusões tão preciosas, que teriam evitado tanta euforia por nada e tanta dor por tão pouco.  Sim, porque aqueles que buscam um romance para serem felizes nunca encontrarão a felicidade; e aqueles que pensam que um romance terminado será o fim da própria vida estão redondamente enganados.
         Hoje, já maduro pelo passar dos anos, posso dizer com segurança: um amor é coisa de grande valor, e é melhor ter amado um dia, do que nunca ter amado.  E mais: nem tudo se perde, porque com a experiência vem também a esperança, e o melhor ainda poderá chegar, mesmo que creiamos no contrário.
         A felicidade não está num outro ser, num relacionamento afetivo, mas em ter Deus como começo, meio e fim da própria vida, porque quando tudo terminar, somente Ele estará conosco.  Posso ser feliz amando e vivendo um grande amor; mas também posso ser feliz sem nada disso, contanto que tenha Jesus Cristo como o meu amigo fiel, verdadeiro, presente, constante e real.  "Quem tem Jesus tem tudo; quem não tem, não tem nada".
Hoje sou feliz.  Tenho uma maravilhosa esposa, serva de Deus, de extraordinários talentos, de formação intelectual elevada e de um coração tão dócil quanto o coração de Deus. Ela me encontrou, mas nós dois já éramos felizes antes, pois havíamos encontrado JESUS.  Hoje não buscamos a felicidade no outro, com o desespero de que "sem você não viverei"; hoje nós dividimos a felicidade que já temos em Cristo, e buscamos unir tal riqueza num amálgama de êxtase e paz, alegria e consagração.
         Quero lembrar aos solitários de hoje: vocês não estarão sós, se unirem as suas almas à de Jesus Cristo.  Só Ele pode preencher o vazio de seus corações e dar-lhes a riqueza de um amor infindo, inquebrável e eterno.  Busquem-no!  Quando menos esperarem, um novo amor surgirá no caminho de vocês, e então, cheios de experiência e de consolo poderão amar de novo, intensamente, e poderão repartir a felicidade que já possuirão em Cristo.
         Aos que namorados e casados, assim como eu, vale um conselho: depositem em Deus a sua segurança, felicidade, alegria, contentamento e planos.  Nossos planos são bons, mas os de Deus são melhores.  Aprendamos a estar satisfeitos em Cristo, e busquemos antes fazer nossa pessoa amada feliz e realizada, antes de correr atrás de nossa própria felicidade.  Dar é melhor do que receber; consolar nos faz sentir consolados; perdoar deve começar de nós, em nós e por nós; e amanhã será melhor do que hoje.
         Enfim, lá no dia 12 tenham um FELIZ DIA DOS NAMORADOS, tanto aos solteiros que buscam unir-se pelos votos sagrados do matrimônio, quanto aos casados, eternos namorados.  A minha sincera homenagem a vocês, e a mim também, que hoje desfruto da bênção do Senhor na santidade de seu amor.
         Aos que estão sós, saibam: isso vai passar.  Quando menos esperarem, descobrirão que já eram felizes por terem Jesus em seus corações, e então, felizes, poderão repartir com alguém essa bênção.

Deus abençoe a todos!

Autor: Wagner Araújo