segunda-feira, 30 de abril de 2012

Missão x Omissão

"Então disseram uns para os outros: Não fazemos bem. Este dia é dia de boas novas, e nos calamos. Se esperarmos até a luz da manhã, algum castigo nos sobrevirá." 2ª Reis 7:9
Um dos grandes erros que um homem pode cometer é saber que pode fazer o bem e não faz caracterizando num grande pecado que não é mais leve que os outros e é tão digno de maior punição, esse pecado é o da omissão.

Dos vários significados que tem essa palavra, o que mais deixa em vigor a sua essência é a "negligência"; nada pior do que o negligente, aquele que tem potencial, tem futuro, sabe e entende o que faz e que por medo, descuido, desleixo não faz nem o que lhe é mandado; sem deixar de notar a quem é assemelhado e de que lado faz parte,
"O negligente na sua obra é irmão do destruidor." Prov 18:9.


E quanto mais em se tratar de uma religião missionária transcultural como o cristianismo com a grande comissão dada por Jesus no seu "Ide", é de se entristecer que ao invés de dizermos "grande comissão" deveríamos às vezes dizer "grande omissão" pelas muitas vezes em que negamos o precioso nome de nosso Senhor no momento em que calamos em lugar de dizer com coragem o motivo de nossa esperança e a quem cremos, pois, para fazer uma negação não é preciso palavras, basta omiti-las.

Um bom retrato de omissão; ainda que houve um despertar em tempo, é o caso de quatro leprosos que tiveram a regalia de saquear despojos de um exército desbaratado por Deus.

Essa história se deu em aproximados 896 a.C. no reinado de Jorão, filho de Acabe e Jezabel em Israel, mais precisamente em Samaria; era uma época turbulenta e complicada, pois Israel havia se apostatado há muito tempo mesmo com os protestos de muitos profetas entre eles, Eliseu no que se refere a história mencionada.

Eliseu havia profetizado que Samaria seria cercado por Ben-Hadade rei da Síria, e que por esse cerco atrapalharia todo giro econômico de seu reino que haveria fome em demasia; e tal foi essa fome que as mulheres brigavam para dividir os filhos para comer (2ªRs 6:28, 29) até que, furioso, o rei ímpio decidi matar o profeta que ao chegar no local recebe uma nova profecia de que estaria para acabar tanto o cerco quanto a fome.

De fato se concluiu o predito, mas Israel tomado pelo medo e pela fome que já havia dizimado muitos não se deu conta que Deus já havia operado em favor deles, e justamente quem descobriu isso foram míseros mendigos leprosos isolados da sociedade.

Eles pensavam:
Se continuarmos aqui nas portas da cidade morreremos; se entrarmos na cidade onde as pessoas estão morrendo antes que nós até, de nada vai adiantar; mas se nos rendermos aos sírios e eles não quiserem nos ajudar e nos matar tão logo morreremos.


Com esse pensamento foram ao arraial dos siros e viram que todos tinham fugido, pois chegara terror da parte de Deus sobre esse exército que largaram mão de tudo para salvar suas vidas, e os despojos estavam agora na custódia desses leprosos bem aventurados.

Verdadeiramente foi uma vida de "marajá" que os leprosos estavam vivendo; comendo, bebendo e escondendo as mercadorias deixadas pelos soldados; esses ganhadores da loteria estavam extasiados por se verem livres da morte por escassez de comida e gozando da grande e divina Providência até que a consciência deles ficaram martelando em saber que, enquanto eles estão numa boa, sua nação está numa situação catastrófica e a beira de sumir do mapa tão somente por causa da fome.

Foi então que decidiram não levar em conta os ressentimentos passados por haverem sidos excluídos e marginalizados pela sociedade por causa da lepra, e quebraram a barreira das diferenças sociais e saíram da omissão para trazer as boas novas salvando o reino de Jorão da extrema fome que os assolavam.

Percebesse que esses leprosos podiam muito bem ficarem calados, pois outrora, foram expulsos de suas famílias a quem tanto amavam, sofreram injúrias por serem impuros e foram aos olhos de todo o povo, acometidos por toda sorte de maldições vindas de Deus, no entanto, mesmo assim houve temor e compreensão suficiente para da parte deles em querer compartilhar as graças que estavam vivendo no momento.

Esse é o exemplo que com plena certeza e convicção espiritual se encaixa para conosco no que diz respeito à propagação das boas novas do evangelho; todo cristão verdadeiro faz parte do "ide e pregai", e deve-se considerar culpado por havermos estar desfrutando das riquezas das graças e não levarmos essa notícia aos que estão famintos espiritualmente e arrebatar de tão grande morte eterna.

Assim como os leprosos, poderíamos ficar calados e guardar para nós o que encontramos; ou melhor, que fomos encontrados por Deus, já que fomos injuriados e excluídos de nossos círculos ao decidir por uma vida santa em conformidade com o evangelho; assim como os leprosos, estávamos excluídos no outro lado do muro dos nossos relacionamentos devido nosso modo de viver, até que encontramos as boas novas capaz de não salvar a nós mesmos, mas salvar os do outro lado do muro da fome da e miséria espiritual.

Note-se que também esses leprosos eram conhecedores da justiça divina, o que demonstraram muito temor ao dizerem
"Se esperarmos até a luz da manhã, algum castigo nos sobrevirá." (vs 9b), como eles, devemos ter zelo ao falar sério das coisas de Deus, entender que assim como o Senhor se compadeceu nós, pode também estender essa compaixão a muitas outras pessoas, inclusive nossos maiores opositores.


Também como eles devemos ter pressa! "Se esperarmos até a luz da manhã..." quem sabe o que deve fazer, quem sabe e entende para onde vai, quem conhece as verdades eternas a respeito do grande dia do juízo e quem sabe da grande iniqüidade que é a omissão tem pressa de cumprir o seu chamado, assim como é difícil o raio cair duas vezes no mesmo lugar, é difícil a morte chegar com ímpeto e dar a segunda chance, por isso, é necessário pressa ao falar sem rodeios dos dois caminhos que estão diante de todos nós, todos os dias; só não terá pressa aquele que não entendeu que quem é servo não deve ficar no trono do seu "eu" e lançar a mão no arado!

"Assim, vieram e bradaram..." (vs10) bradar, bradar e bradar! Milhões estão descendo à chamas do Hades sem chance de voltar para se arrependerem, muitos nesse momento estão clamando misericórdia sem mais poderem ser ouvidos; nunca é motivo de orgulho conhecer a salvação de Cristo Jesus, aliás, muito pelo contrário, é motivo de reconhecer as misérias em que nos encontrávamos e em que muitos atualmente se encontram pensando que são felizes, mas estão a ponto de serem peneirados como trigo nas mãos do inimigo de nossas almas!

Por isso, como não somos chamados para impor nossa mensagem, mas, expor faça o que esses leprosos samaritanos fizeram de mais importante para salvar milhares de vidas sem ligar para o seu estado; saíamos da grande omissão para a grande comissão e antes que chegue a luz da manhã nesse fim dos dias... bradamos!

                                                                       Ezequiel Domingues dos Santos

sábado, 28 de abril de 2012

Indo para casa







Depois de 4 dias de atraso devido a minha desatualização na web, fico sabendo de tão triste notícia do falecimento do Fundador da Igreja Batista do Morumbi pastor Ary Velloso nesta última quarta-feira dia 25, ele também foi mestre em teologia nos EUA e bacharel em teologia na Faculdade Teológica Batista de São Paulo-SP.
Fez uma grande jornada terrena glorificando a Deus e trabalhando em pró do seu Reino; não pertenço ao seu ministério mas tive o privilégio de receber seus estudos via e-mail e conhecer um pouquinho de seu trabalho,por isso, deixo aqui neste recato blog a homenagem ao servo que agora está no seu lugar, ao lado de Deus !!!

                                                                                    Ezequiel Domingues dos Santos

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Vida após a Morte

Desde a Antigüidade, o homem se inquieta para descobrir o que acontece após a morte. De forma explícita ou não, todos têm sede de desvendar o mistério ou mesmo desejam se sentir mais seguros sobre o real sentido da vida e da morte. Diante desses anseios, muitos se empenham em uma procura constante, seja de religião em religião, de ritual em ritual, de profeta em profeta. Mais do que nunca, a sociedade, quase freneticamente, recorre à inúmeras alternativas para escapar da angústia da não revelação sobre a vida após a morte. No livro de Deuteronômio 29:29, a Bíblia diz que
“Há coisas que não sabemos, e elas pertencem ao Senhor, nosso Deus; mas o que ele revelou, isto é, a sua Lei, é para nós e para os nossos descendentes, para sempre. Ele fez isso a fim de que obedecêssemos a todas as suas leis” Deuteronômio 29.29


Essa é a exortação para uma não investigação sobre aquilo que Deus ainda não permitiu que as pessoas soubessem. Muitos que se enveredam por esse temerário caminho acabam se envolvendo com heresias e apostatando da fé. No entanto, é lícito tentar descobrir, sempre a luz da Bíblia, o trajeto que aguarda o homem quando o fôlego de vida faltar.
Definitivamente, a morte não era plano de Deus para a Humanidade, já que a própria Bíblia afirma ser ela o salário do pecado (Efésios 6:23). Por isso, é tão difícil para o homem lidar com esse fato. Luiz Sayão explica que desejar descobrir o que acontece após a morte é uma curiosidade natural. “A morte representa o maior enigma da vida humana. Além disso, Eclesiastes 3:11 afirma que Deus pôs o anseio pela eternidade no coração do homem. Não é possível que a morte seja o fim de tudo”, ensinou Sayão, que é coordenador de Tradução da Nova Versão Internacional da Bíblia e consultor teológico da Editora Vida. Darci Dusilek, diretor da Escola de Teologia da Unigranrio, afirma que tudo aquilo que o homem desconhece fascina e impulsiona à descoberta. “O ser humano é um ser transcendente, não se esgota apenas no aparente, concreto e palpável, como no reducionismo científico. O ser humano ultrapassa todas as tentativas de definição que, geralmente, são imediatistas e deficientes”, disse. Para os cristãos, há esperança da vida eterna com Cristo nos céus. Mesmo assim, o fato de não saber exatamente o que acontece depois que se morre, oferece não apenas um misto de esperança e inquietude, mas também perigo para a fé, face a tantas opções de crença disseminadas atualmente.
É nessa fragilidade humana que se encaixam as heresias, ou seja, doutrinas que não possuem base bíblica. A mais difundida é a doutrina da reencarnação, seguida por milhões de pessoas, que buscam uma continuidade para a vida aqui na terra. Apesar de Hebreus 9:27
“E, assim como aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo, depois, disto, o juízo” Hebreus 9.27
combater enfaticamente essa idéia, os reencarnacionistas continuam fazendo prosélitos em todos os cantos do mundo. A reencarnação seria a possibilidade de uma alma poder voltar a viver na terra várias vezes, ligada a um novo corpo.
A Igreja Católica ensina a existência de céu e inferno, baseando-se na Bíblia. Porém, incluiu o purgatório, um local de sofrimento, onde as almas não aprovadas para irem direto para o céu sofreriam uma espécie de “pena”, até que se purificassem. Além disso, a doutrina romana ainda divulga a existência do limbo, local destinado a receber bebês que não foram batizados e que seriam, então, pagãos. Recentemente, o Vaticano demonstrou a intenção de retirar o limbo do dogma católico.
Há também o aniquilacionismo, que é a idéia de que os ímpios (pessoas que não crêem em Deus) não passariam pelo julgamento e jamais seriam punidos de forma perpétua no inferno. Esses, simplesmente, seriam aniquilados, ou seja, deixariam de existir. Esta tese é defendida pelos adeptos da Igreja Mundial de Deus, Adventistas do Sétimo Dia e Testemunhas de Jeová. Existe ainda o universalismo, idéia não muito popular, mas que afirma que todos alcançarão a completa salvação e ninguém será reprovado. Neste caso, Deus reconciliaria consigo todos os seres humanos, independentemente das obras, méritos e intenções de cada um.


Confiança nas Escrituras

Mas afinal de contas, para onde vamos? O que é verdade, em meio a uma infinidade de doutrinas, conceitos e filosofias que são misturados a sentimentos de incerteza e medo do futuro? Aos cristãos, evidencia-se a fé na Bíblia Sagrada, com uma postura de humildade e submissão àquelas realidades não compreensíveis. Este é também o pensamento do pastor presbiteriano Luiz Longuini Neto, professor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (STBSB). “Na realidade, acho que ninguém sabe exatamente para onde vamos. Existem especulações. A Bíblia não fala muito nisso, que é um mistério. Nós, cristãos, cremos numa vida após a morte, mas devemos nos contentar que há coisas que são mistérios, temos que ser honestos e reconhecer que para algumas coisas a Bíblia não tem resposta. Ela não fala sobre todos os assuntos”, afirmou.


Crentes: Sempre Salvos?

A crença no arrebatamento, baseada em 1 Tessalonicenses 4:15-17, afirma que Jesus pode arrebatar a igreja a qualquer momento, devendo, então, os cristãos estarem preparados para esse fato. De acordo com Eliseu Pereira Lopes, pastor e professor de Escatologia, o crente que morre hoje é elevado aos céus pelos anjos e se encontra imediatamente com Jesus. Mas, “quem não se converteu, apesar de eu não poder dar um veredicto, teoricamente, iria para o inferno. Não acredito que todos que estão na igreja irão para o céu”, opinou Carlos Alberto Pires, professor de Filosofia da Religião.
No entanto, será que alguém pode determinar aquele que estará no céu e aquele que estará no inferno? Lopes é contundente: “Nem todo crente será salvo, pois há um julgamento sério para a igreja e estamos vivendo a época da igreja de Laodicéia (Apocalipse 3:14), exemplo de uma igreja morna, preocupada com as coisas terrenas e com a prosperidade. Quem concorda é Russel Shedd, editor da Bíblia Vida Nova e especialista em Novo Testamento. “O texto é muito claro em Mateus 7:21. Pessoas que buscaram apenas o poder de Deus, sem buscar mudança interior e santidade não serão salvas”, explicou. Para o especialista, o que garante a salvação do cristão é a regeneração e a entrega da pessoa a Jesus.
Sobre a necessidade do batismo nas águas, ressaltada em Marcos 16:15, Luiz Sayão diz que “se a pessoa for apenas batizada, sem conversão real, de nada valerá. Uma pessoa que não pôde ser batizada e é convertida, será salva. Todavia, não creio na salvação de alguém que recusa o batismo por não querer compromisso”. Esse debate lembra a polêmica sobre aqueles que morrem sem nunca aterem ouvido falar de Jesus. Mas Shedd responde: “Deus é justo (vide Salmo 25:8). Ninguém vai para o inferno injustamente. Há pessoas que nunca ouviram falar do Evangelho, mas buscam a Deus. Não será salvo somente aquele que não abriu o coração para Deus”.


Vamos nos Reconhecer no céu?

Segundo o professor Lopes, haverá reconhecimento entre salvos no céu. Mas isso acontecerá no nível da personalidade e não das lembranças físicas. Para comprovar esta tese, ele usou o exemplo dos apóstolos que reconheceram Moisés e Elias no Monte da Transfiguração (Marcos 9:2-8). Por estarem envolvidos na atmosfera celeste, os apóstolos os reconheceram, mesmo sem terem sido contemporâneos entre si. Na opinião de Russel Shedd, as pessoas irão se lembrar desta vida terrena quando estiverem no céu. “Já que haverá julgamento, teremos lembrança da vida na terra. Creio que o que não haverá é relacionamento humano no céu. Sendo assim, não vamos estar sujeitos a sentimentos humanos”. Complementando, Dusilek disse que “no céu não haverá pranto, nem lágrimas, nem dor, pois as primeiras coisas já são passadas. Vamos nos conhecer no céu, mas não teremos lembranças amargas que possam tirar a nossa bem-aventurança”. Em contrapartida, a opinião de Sayão é outra: “A identidade de uma pessoa tem a ver com a consciência. Não faz sentido estar no céu sem ter lembrança de nada que aconteceu na terra”.


Animais Também Irão Para o Céu?

Com relação a entrada de animais no céu, a reportagem encontrou bases para uma resposta afirmativa e negativa. “O Apocalipse fala da Nova Jerusalém que desce dos céus à terra (caps. 21 e 22) e do ser humano remido, que estará em completa harmonia com a natureza, segundo Isaías 11:8. Pensando que o céu pode ser apenas uma dimensão diferente da terra, entendo que teremos animais no céu. Mas não temos detalhes sobre isso, além de poucas referências simbólicas”, explicou Dusilek. Na concepção de Shedd, que também toma como base Isaías 11:8, há muitas pessoas que afirmam ter recebido revelações e visões do céu, onde existiam animais. No entanto, é sabido que animais não têm espírito, apenas alma e que o que nos ligaria a Deus seria o espírito. Então, como o animal poderia estar no céu, em uma dimensão espiritual? Baseado nisso, o pastor Lopes não acredita que no céu haverá animais.


Quero o meu Galardão!

Segundo o dicionário Michaelis, galardão significa “recompensa de serviços importantes, honra, glória e prêmio”. Aparece pela primeira vez nas Escrituras em Gênesis 15:1, quando Deus diz a Abrão que o seu galardão seria grande. Seria o galardão uma coroa “cheia de pedrinhas”, como muitos acreditam? “Eu creio que esse tipo de galardão seja a nossa alegria e satisfação, segundo o que fazemos para o Senhor neste mundo. A medida em que nos comprometemos com o Senhor aqui na terra, teremos mais alegria lá no céu”, disse Pires. Já Shedd, afirmou que galardão seria a capacidade desenvolvida por cada pessoa aqui na terra, de gozar mais da presença de Deus no céu. Quanto mais a pessoa fosse apaixonada por Jesus, mais ela se alegraria no céu e se diferenciaria das demais. Porém, Dusilek é taxativo na sua opinião: “galardão não pode significar que no céu existirá uma sociedade discriminatória como na terra. A linguagem que fala dos galardões é uma linguagem essencialmente econômica e procura levar os crentes a fazer um depósito em vida para garantir a sua previdência na eternidade. Não concordo com esta idéia. Mas entendo que o galardão maior do crente será contemplar o Cordeiro assentado junto ao trono de Deus e que não devemos ceder à tentação de quantificar esse galardão”.


Ruas de Ouro de Verdade?

A descrição do livro de Apocalipse gera muita polêmica entre os acadêmicos de Teologia. Alguns acham que ruas de ouro, muros de jaspe e portais de pérola são figuras de linguagem usadas pelo apóstolo João ao se deparar com tamanha majestade e glória de Deus. Esta é a concepção de Shedd: “O livro de Apocalipse requer uma interpretação simbólica. Sem dúvidas, não podemos interpretar literalmente, pois essa descrição é uma tentativa de passar o valor e a riqueza da vida futura”. Para o pastor Longuini, a descrição é metafórica e tenta fazer uma comparação com a majestade e a grandeza do Império Romano, referência de glória terrena até então conhecida. Mas há quem creia que a descrição da Nova Jerusalém é exata. “Eu creio que a descrição é literal da Nova Jerusalém”, diz o professor Lopes, que afirma ainda que lá no céu “todos vão receber uma porção de servir ao Senhor, mas sem ciúmes e inveja. Não sabemos exatamente o que cada um vai fazer. Só sabemos de uma coisa: o louvor será constante”.


Inferno: Uma Contradição Com o Amor de Deus?

Uma das tendências humanistas da pós-modernidade é crer na impunidade do homem diante de Deus. É a famosa concepção de que Deus é bom e vai entender as fraquezas humanas, isentando o homem de um juízo segundo as suas obras. Por outro lado, pagãos e adeptos de outras crenças afirmam que o Cristianismo apresenta um Deus um tanto malvado por enviar pessoas ao inferno, ao invés de perdoá-las. Como cristãos, não se pode duvidar da identidade do Criador, pois 1 João 4:8 afirma que “Deus é amor”. “É importante que falemos de Deus no conjunto do seu ser e da ação dos seus atributos. É claro que Deus é amor. Mas devemos lembrar que Ele também é justiça. A imagem que algumas pessoas têm de um Deus bonachão que passa a mão sobre a cabeça das pessoas é pagã e não-bíblica. Na verdade, Deus não manda ninguém para o inferno. Se alguém vai para o inferno, o faz em decorrência de sua própria escolha (João 12.47-50)”, ensinou Dusilek. Lopes afirma que a chance de ser salvo acontece enquanto estamos em vida. “Todos têm a chance de serem salvos, segundo a graça salvadora (Tito 2:11), que se manifestou a todos os homens. Todos os homens tiveram a mesma chance de se salvar”.
Para Pires, a sociedade vive um momento muito difícil, onde o homem trabalha em cima de uma subjetividade. “Ele manipula as coisas de tal forma que quer que tudo aconteça, segundo seus desejos, difundindo uma pluralidade e um misticismo muito grande. Essa é uma confiança pós-moderna e o tempo de instabilidade e insegurança afasta o homem das realidades espirituais”, afirmou. De acordo com o estudioso, Deus permite a existência de outras doutrinas, para que o verdadeiro cristão se fixe somente Nele. Endossando o que o professor disse, pode ser citado o livro de 2 Timóteo 4:3-4
“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres, segundo os seus próprios desejos, e desviarão os ouvidos da verdade”. 2 Timóteo 4.3-4


Mais da Metade dos Americanos Crê Que Vai Para o Céu

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Barna, nos Estados Unidos, revelou que 81% dos americanos acredita em vida após a morte de alguma forma. O estudo mostrou também que 79% do percentual entrevistado crê que após a morte só há dois caminhos: viver na presença eterna de Deus ou na separação eterna Dele, 76% acreditam na existência do céu e 71% responderam que acreditam em inferno. Outra realidade que a pesquisa mostrou é que 64% dos americanos acham que vão para o céu. Essa pesquisa foi realizada em outubro de 2003 e foram entrevistadas mil pessoas, entre homens e mulheres, de diversas faixas etárias.


O Que Ensina as Principais Religiões do Mundo

  • Cristianismo (2,1 bilhões de seguidores) - cristãos protestantes crêem na existência de céu e inferno, enquanto os católicos afirmam existir céu, inferno, purgatório e limbo.
  • Islamismo (1.3 bilhões de seguidores) - crê na existência do céu e do inferno. Alah julgaria cada ser humano pelas ações que praticou. Aqueles que não tiverem pecado vão para o paraíso, enquanto os pecadores permaneceriam algum tempo no inferno antes de entrar no Paraíso. Apenas os hipócritas religiosos vão permanecer no inferno.
  • Hinduísmo (851 milhões de seguidores) - Segue a lei da reencarnação e do karma: o bem e o mal que a pessoa faz determinará como ela virá na próxima reencarnação. Esse ciclo duraria até o hindu chegar no estágio de se transformar no inexistente, vindo a ser parte do universo.
  • Judaísmo (15 milhões de seguidores) - Os obedientes viverão para sempre com Deus e os injustos sofrerão no inferno. Neste ponto se assemelham aos cristãos, mas os judeus não crêem que Jesus foi o Messias.
  • Espiritismo (13 milhões de seguidores) - embora tenha diversas ramificações, o ensino comum sobre vida após a morte é a reencarnação. Uma alma que viveria aqui na terra muitas e muitas vezes, em estágios de sua evolução.
Fonte: Dicionário Virtual Wikipédia e Centro Apologético Cristão de Pesquisas


Reencarnação em Alta na Rede Globo

Nos últimos anos a reencarnação tem sido um tema largamente explorado pelas novelas da Rede Globo. Dentre elas, destacam-se três: “A Viagem”, “Alma Gêmea” e “América”. A primeira conta a história de um jovem que morre, vai para o purgatório e de lá consegue atormentar pessoas na terra. No final, acaba voltando à terra em um outro corpo. Atualmente, a novela está sendo re-exibida pela emissora. “Alma Gêmea”, que está no ar, também fala sobre o assunto: um homem viúvo, que encontra numa jovem a reencarnação da sua amada falecida anos antes. A terceira, “América”, exibida em 2005, contou a história de um peão que, em estado de coma, perambula em lugares sombrios, que seria o purgatório. Ele acaba voltando para o corpo e retomando a sua vida normal.


Testemunho: Da Morte Para a Vida

“Nasci num lar cristão, mas na adolescência me afastei do Senhor. Acabei me envolvendo com drogas como heroína, cocaína e LSD. Aos 21 anos, já tinha sofrido 17 overdoses. Na última delas, eu já havia contraído pancreatite, úlcera no duodeno, cirrose e ainda uma infecção hospitalar no Hospital Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, onde estava internado. Permaneci no hospital por três meses e foi neste período que eu me arrependi e voltei para Deus. Mas acabei morrendo.
Pude ver tudo quando saí do meu corpo. Vi a Junta Médica falando sobre minha morte. De repente, vi o teto do hospital se abrindo e um carro descendo do céu. Dele, saiu um anjo, vestido de roupas brancas e tinha cabelos dourados. Ele me pegou pela mão e me levou para o céu. Lá, vi um coral de salvos cantando, e tudo era muito lindo. Perguntei ao anjo, que se chamava Benção, se eu havia morrido e ele me disse que não, que quem estava em Cristo não morria, mas passava da morte para a vida.
O chão daquele lugar era como de pedras preciosas, pois brilhava e minha pele havia sido transformada, pois estava translúcida. Pude ver naquele lugar um exército poderoso de anjos marchando. Perguntei ao anjo quem eram e ele me respondeu que era um grupamento que descia todos os dias à terra para pelejar pela igreja. Vi também um rio cujas águas saltavam. Era um rio de águas vivas, que segundo o anjo que me guiava, era derramado nas igrejas para enchê-las do Espírito de Deus.
Depois de caminhar por um tempo, chegamos a um altar. Havia sete degraus e 12 tronos de cada lado e desses tronos saiam vozes que glorificavam a Deus. No meio, havia dois tronos que brilhavam como a luz do sol. Chegamos perto desses tronos. Jesus estava em um deles, mas não pude vê-lo, apenas ouvi a sua voz. Ele me disse que me amava e que sempre teve um plano para a minha vida, mas que eu não o tinha levado a sério. Eu pedi perdão a Ele, e sentia o amor Dele por mim. Depois disso, Ele me mostrou a terra, um estádio lotado de cristãos adorando-o, mas entre eles havia muralhas grandes. Isso mostrava a divisão entre as igrejas. E Jesus afirmava que ia unir a sua igreja na terra. Ele também me mostrou demônios arrastando pessoas para um abismo. E, chorando, afirmou que aquelas eram pessoas que não aceitaram a sua Palavra. E me disse mais, que havia poucas pessoas na terra pregando a sua Palavra e afirmou que eu voltaria para realizar a sua vontade: ser seu ministro da Palavra.
Após isso, voltei ao meu corpo, que já estava no necrotério do hospital. Afinal, já havia passado oito horas que eu havia sido dado como morto. Levantei do leito e comecei a glorificar a Deus. Minha mãe e os outros que estava ali ficaram assombrados. Demorei ainda nove meses para me recuperar, principalmente quanto à cicatrização da minha barriga, que havia ficado muito tempo aberta no período em que estive morto. Depois de me recuperar, passei a servir a Deus, ministrando a sua Palavra.
Essa história aconteceu em 1981 e eu recebi uma marca de Deus, que comprova o poder de Deus na minha vida: vivo com três temperaturas em meu corpo, o que, segundo a medicina é mortal. Hoje, sou casado, tenho duas filhas e sou pastor da Associação Evangélica Missionária Ministério Vida.” Bispo Salomão dos Santos

Lugar dos Mortos no Antigo Testamento



                                                                                                Autor: Ariane Azeredo

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Não tenho fé suficiente para ser ateu (parte 2)


Um pouco sobre as descobertas no Mar Morto




Em 1947 um pastor estava procurando uma cabra perdida na região de Qumram a distância de 35km de Jerusalém e ocasionalmente encontra uma caverna com vasos de cerâmica contendo vários pergaminhos, ao que, vendido por certo preço inicia-se um dos maiores descobrimentos do último século.

Os manuscritos de Qumram pertencia a seita judaica chamda de Essênios, que viviam com hábitos rigorosos no deserto a esperança do Messias (caráter de uma seita apocalíptica); a existência desse grupo se dá desde o século II a.C. até o século I d.C. Eles fizeram muitas obras literárias como comentários bíblicos, textos apócrifos, livros de regras e disciplinas entre eles, e também compilaram muitos textos pertencentes a Bíblia Hebraica dando assim, muitíssima credibilidade para os textos do Antigo Testamento da Bíblia Cristã confirmado no cânone sagrado (escrituras divinamente inspiradas).

Antes da descoberta desses rolos, os manuscritos mais antigos das escrituras hebraicas datavam no século IX e X da éra cristã, porém esses, passam da casa dos dois mil anos e ainda por cima, esses rolos revelam que bíblia que usada hoje não sofreu mudanças significativas, só não foi encontrada em Qumram textos pertecentes ao Livro de Ester e de Neemias, mas o que foi achado manteve o mesmo conteúdo e informação revigorando ainda mais a veracidade das Escrituras.

Vejam essas descobertas:
Um manual de disciplina

Um comentário de Habacuque

Um apócrifo de Gênesis

A regra da guerra

30 Hinos de ações de graças

Um rolo de 7 metros escrito em aramaico, o livro de Isaías

Isaías A e B

36 exemplares de Salmos

29 exemplares de Deuteronômios

21 exemplares de Isaías

Na gruta 3 foram achados duas metades de um rolo de cobre que dava instruções sobre como achar tesouros escondidos em 60 ou mais lugares diferentes em Jerusalém e regiões circunvizinhas.

Na gruta 4 acharam um fragmento de Livro de Samuel que é tido como o mais antigo trecho de hebraico bíblico conhecido o qual data do século IV a.C.

Na gruta 5 Foram encontrados alguns livros bíblicos e apócrifos em avanço estado de deterioração.

Na gruta 6 Foram achados fragmentos de rolos estranhamente em maiores quantidades de papiro do que em couro.

Na gruta 11 foi a gruta em que acharam os salmos inclusive um salmo apócrifo de 151.

Também foi encontrado um rolo que continha parte de Levítico e um Targum (paráfrase) aramaico de Jó.

Foram achados também, rolos que continham os Livros dos profetas Joel e Ageu.

Com relíquias como essas que datam centenas de anos antes de Cristo é digno de muito espanto a conservação desses fragmentos e também a harmonia em que esses achados arqueológicos se encontram na Bíblia Sagrada usada pelos cristãos.

Enfim, mesmo que não houvesse qualquer evidência cientìfica, nossa fé sempre terá o respaldo e a perfeição de vários livros sintetizados em um só, a Bíblia Sagrada, que tem se mostrado como uma grande fonte histórica para estudo e implicitamente de muitos ramos da ciência.

                                                    
                                                               Ezequiel Domingues dos Santos
 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Legalização do aborto de anencéfalos


No dia 11/04/2012 o Supremo Tribunal Federal  (STF) decidiu por 8 votos a 2 a descriminalização do aborto em caso de fetos anencéfalos (gerados sem cérebro), com certeza é uma decisão que causa muita polêmica na sociedade até mesmo houve reunião com o conselho de medicina à respeito para que haja regras para impedir oportunismo para tal ato.
Com plena certeza as entidades religiosas e movimentos contra aborto se puseram contra essa decisão, ainda que sem muita expressão, defendendo a proteção da vida inocente com ou sem anomalia, mesmo encapado pelo nome “antecipação terapêutica de parto”.
Longe de discorrer sobre este assunto ético, nem sobre essa decisão ser feita por um órgão do governo; a saber, STF, em que seus membros não são elegidos pelo povo e nem sobre o possível condicionamento que pode haver nas mentes das pessoas em tal conceito, começo a pensar o quanto as pessoas tentam se esquivar das dores e fugir do medo que o espetáculo da vida apresenta.

Quando acontece um acidente em que o infrator é punido a pagar tal valor à família da vítima por danos morais ou que quando para o ladrão se safar basta pagar uma fiança e assim se esquece do perigo que ele representa para a sociedade, vemos que as pessoas sempre tentam aliviar de uma forma ou outra as dores da injustiça e dos problemas que nos vem trazendo perdas e frustrações, na maioria das vezes com dinheiro em forma de restituição por danos morais, como se nossa moral tem um preço ou se a vida da pessoas amada que se foi tivesse algum valor.

No caso referido ao tema, é mais uma amostra da sempre tentativa humana de ser mais esperto do que os dramas da vida, como que se o prejuízo fosse menor para mulher, se os médicos matem legalmente uma pessoa da mesma forma que os médicos pesquisadores de Hitler faziam na Segunda Guerra Mundial (Obs: não é comparação) cortando o ciclo natural da mulher.

Dores todos os seres humanos passam durante sua existência terrena, mas pode ser mais doloroso evitar a própria dor causando outra em um ente sem a chance de se defender, e mais ainda, viver perpetuamente com uma dor incurável – o da consciência, mesmo que a criança morrerá depois, mas tem sua execução autorizada pela que a gerou;  tecnologia tem ajudado a saber como será a saúde e a forma de um futuro morador deste planeta e agora se aproveita para usar dessa mesma tecnologia para não enxergar e fingir que não existe a aflição nesta vida criando mais abismos na psique humana.



                                                                           Ezequiel Domingues dos Santos

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Não tenho fé suficiente para ser ateu (parte 1)

                      Um pouco sobre a veracidade dos evangelhos




Jesus tem quatro relatos biográficos sinóticos: o de Mateus, Marcos, Lucas e João.
Eles escreveram baseados num processo de investigação acurada de pessoas que conviveram pessoalmente com Cristo.
Esses evangelhos não são biografias no sentido clássico, como as que conhecemos hoje. Porém, como os evangelhos retratam a história de Jesus, podemos dizer que representam a sua biografia.
Todo investigador, de suma, é um aventureiro no caminho do desconhecido e um questionador de tudo que se ouve e vê, se todas as pessoas que desejam conhecer as verdades dos fatos e denunciar as mentiras e faucatruas é necessário ter um espírito crítico sem visões pré-concebidas do que está analisando.
Existem 5686 manuscritos do Novo Testamento e se levarmos em conta em outros idiomas antigos como o aramaico, copta, árabe, latim e outras línguas, há mais de 9000 cópias juntando ao todo, mais de 14000 cópias do Novo Testamento, o que o torna o mais bem-documentado dos escritos antigos. Muitas cópias foram feitas numa data próxima dos originais. Há aproximadamente 75 fragmentos datados desde 135 d.C. até o século VIII. Observação: se compilarmos as milhares de citações dos pais da Igreja (primeiros líderes cristãos após os apóstolos) podemos reconstruir todo o Novo Testamento com exceção de 11 versículos.
Todos esses dados, acrescidos do trabalho do trabalho intelectual produzido pelos estudiosos da paleografia, arqueologia e crítica textual, nos asseguram que possuímos na Bíblia Sagrada um texto fidedigno do Novo Testamento.
Enfim, como muitos erroneamente pensam, fé não é um mero sentimento, mas sim, crer em fatos, e fatos deixam suas marcas no tempo e no espaço com evidências concretas e é justamente isso o que sido preservado por séculos.


                                                                      Ezequiel Domingues dos Santos

domingo, 15 de abril de 2012

Milagres, até quando posso crer?


Quando criança ouvia muitas histórias que circulavam nas igrejas locais quando Deus operava de modo prodigioso; era expulsão de demônios, cura de enfermidades, dons de maravilhas e coisas de causar espanto, e, como criança nascido em lar cristão, já estava habituado a esse tipo de assunto de modo que cria e não fazia objeções e nem demonstrava a menor incredulidade, pois já era intrínseco em mim o fato de Deus operar grandemente no seio da igreja.

É comum para todo o que crê em Deus crer em milagres (exceto os deístas), até mesmo para o mais frio dos crentes sabe que nada é demasiadamente difícil para o Deus que criou o universo fazer algo que aos olhos humanos é milagre, sendo que para Ele pode ser pouca aos olhos.

No entanto, conforme a nossa peregrinação nessa Terra vai se chegando a certo ponto, por mais que estamos firmes na palavra, tendemos a fazer perguntas; Deus pode fazer isso? Ou melhor, dizer, Deus quer fazer isso, é vontade de Deus que seja feito esse meu desejo, aquele que não fez pelo menos uma dessas perguntas considere-se um varão ou varoa perfeitos diante de Deus e dos homens ou não está sendo sincero consigo mesmo, haja vista que o próprio João Batista que foi louvado pelo Senhor que disse que ninguém nascido de mulher é maior do que ele (Mt 11:11) passou pelo vale da incredulidade e insegurança ao temer se Jesus era quem devia ser esperado (Mt 11:3), detalhe! João foi o mesmo que o batizou que disse: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1:29) e viu o Espírito vindo sobre Jesus em forma corpórea de pomba.

Todos nós temos momentos em desfalecemos e vacilamos na confiança em Deus, nossa natureza é tão decaída que mesmo ao vermos o mar se abrindo somos capazes de murmurar por só comer o pão vindo do céu, ou mesmo inconscientemente somos contaminados por esse mar de ceticismo causados por de escândalos de pessoas que diziam fazer milagres em nome de Jesus e assim é criado um rótulo sobre os "milagreiros".

Pode ser fácil crer nas profecias que estão se cumprindo, por crer que Jesus está voltando e que todas as coisas estão sob o controle de Deus; porém como é necessário crer no milagre a coisa fica estreita, e ainda quando a causa é urgente, impossível e no âmbito individual o milagre parece mais uma andorinha voando em tarde de inverno.

O tempo passa com insistências nas orações e jejuns à espera do tão precioso milagre que desejamos e quando recebemos o "não" de Deus é amargoso e quando temos o silêncio Dele é desesperador! e o tempo passa mais e com ela o medo de que vamos para a sepultura sem ver o resultado de nossas madrugadas de clamores.

O que será necessário para que alcancemos o milagre? a paciência, a espera do tempo de Deus? difícil é para nós, seres humanos limitados ao tempo e espaço entender a soberana vontade do Criador mesmo quando temos o "não" da parte Dele; mas, bem-aventurado são os que permanecem mesmo não tendo o que querem, louvados seja a fé dos que insistem mesmo com o tempo criando mofos nos pedidos de oração com as letras no papel já se apagando, bendito seja o Deus daqueles que crêem no fenômeno considerado obsoleto chamado "milagre" e oxalá nesses tempos de apostasias vermos pessoas se sustentando na grande verdade que "Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente" Hb 13:8.

                                  

                                                               Ezequiel Domingues dos Santos

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Páscoa




Passou-se mais um feriado após o carnaval em que as pessoas vão descansar dos
 seus trabalhos, vão viajar e curtir a tão sagrada data (sagrada devido ao fato de não
trabalhar), os mercados e comércios de chocolates estarão “bombando” em suas
vendas com suas mais variedades de ovos da páscoa e com um indivíduo fantasiado de
coelho na frente da loja agradando a criançada e assim, desde já, começa a entrar na
mente da criança o errôneo significado desta data que, para grande parte das pessoas
representa simplesmente um feriado (o que não deixa de ser) com a oportunidade do
mercado de doces faturar mais do que o resto do ano; mas, para outras pessoas e para
um certo povo tem um significado mais excelente, pois dela dependeu sua existência.
No entanto, ao passar o tempo, não só foi se descaracterizando a comemoração como
os símbolos dela foram deturpados. A Páscoa é comemorada entre 22 de março e 25
de abril no calendário cristão (que é solar) o que corresponde ao primeiro domingo
seguinte à primeira Lua cheia da primavera que cai na data judaica do décimo quarto
dia de Nisã (que é lunar) com o culto a esse evento aprovado pelo Concílio de Niceia
em 325 d.C., suas deturpações foram essas:
Ovos de Páscoa: Em algumas civilizações eram objetos de presentes uns aosoutros como na China antiga, no Egito e na Pérsia no qual eram pintados em
cores alegres (da primavera), na Europa em torno do século XVIII os católicos
benziam ovos coloridos e oferecidos aos fiéis, visto que adotaram o ovo como
símbolo de uma nova vida e renovação, até na Europa pagã isso era
reconhecido no qual ofereciam ovos em cestos em formato de ninhos à Eostre,
deusa pagã da primavera.

Coelho da Páscoa: O coelho com sua incrível fertilidade representa o
renascimento da vida; essa idéia veio a nós pelos alemães já na idade moderna,
mais precisamente no século XVIII, com estórias de que ovos são deixados
pelos coelhos para crianças na manhã desse dia (mesmo sabendo que coelhos
não botam ovos!), essa ideia de ovo de coelho já vinha sido alimentada pelo
caráter pagão citado no item acima no conceito de renovação de vida (ovo) e
da fertilização (coelho) e se faz uma mistureba de tradições e fábulas que se
torna o que vemos hoje.

Porém, a Páscoa não tem nada disso que muitos pensam ser; o termo no seu original
significa “Passar por cima” ou “Passar por sobre” e tem como cenário o povo de Israel
subjugada pelo Faraó no Egito (Êx 1:13), até que, em aproximadamente no ano de
1445 a.C., após quatrocentos anos de escravidão, Deus desceu para livrá-los das mãos
opressoras dos egípcios por meio de Moisés seu intermediário para os israelitas e seu
porta-voz para com Faraó, que, devido sua dureza de coração (colocado pelo próprio
Deus), não permitiu a saída destes no qual resultou nas famosas dez pragas no Egito.

Dentre essas pragas, a última era a praga sobre os primogênitos do Egito, não só o
primogênito das pessoas, mas também dos animais sem exceção e sem acepção de
pessoas (Êx 11:5) seriam mortas pelo Anjo destruidor que a meia-noite ia “passar por
cima” de todas as casas no Egito, mas para que os israelitas não sofressem esse juízo
teria uma condição, eles teriam que se identificar para que o Anjo visse que faziam
parte do povo de Deus, apesar de Deus sempre saber quem eram seus (Êx 11:7b), mas
para que houvesse o princípio de obediência a seus mandamentos e a disciplina
mental para com as ordens de seu Deus reconhecendo-O como Senhor.
Todos os hebreus tinham que matar um cordeiro ou cabrito de um ano, macho e sem
defeito em cada família, se a família fosse pequena, poderia juntar-se ao vizinho na
partição desses rituais para memória perpétua e em Tipologia para a futura Aliança.
O cordeiro deveria ser assado para comer com pães asmos e ervas amargas (Êx 12:8) e
passar o seu sangue nos umbrais das portas para que o Anjo destruidor ao passar
vesse o sangue nas portas, não destruísse aquela casa (Êx 12:23) e isto deveria ser
guardado por estatuto para sempre (Êx 12:24), até que sucedeu assim, todos os
primogênitos do Egito, desde o filho de faraó até o mais insignificantes dos animais
foram mortos pela praga que ocasionou a libertação dos hebreus no Egito.
Essa é a Páscoa comemorada pelos judeus que fazem essas cerimônias até o dia de
hoje para memória de sua origem e o que fez em favor deles o Deus de Israel.
E ao mesmo tempo em que o Senhor trabalhava com eles dessa forma atuando na sua
maravilhosa graça, estava por meio de símbolos mostrando o que havia de vir para nós
cristãos (Col 2:17). Jesus é o nosso Cordeiro (Jo 1:29), Seu sangue além de nos purificar
nos livra da ira (1ªJo 1:7b), (Ef1:7),(1ªTe 1:10) e nos reconcilia com Deus (Col 1:20).
Assim como aconteceu com o povo de Israel, para a Igreja Jesus Cristo nos libertou da
escravidão do pecado (Hb 2:15) e nos tirou debaixo do jugo de “Faraó” que é a
representação de satanás (At 26: 18).
A verdadeira Páscoa é muito mais superior do que a dos judeus (que teve sua validade
até o tempo determinado) e dos mercantilistas usando o coelho e chocolate, nossa
páscoa é o próprio Cristo.
“... Pois Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.” 1ªCoríntios 5:7b

                                                                               Ezequiel Domingues dos Santos