quarta-feira, 28 de março de 2012

Cristãos da Europa na mira

Relatório mostra que eles sofrem mais ataques do que qualquer outra religião

Um novo relatório revela que os cristãos são alvo de ataques físicos, intolerância e discriminação por motivo religioso mais do que pessoas de qualquer outra fé na Europa.
Estatísticas mostram a amplitude do problema: 74% dos entrevistados no Reino Unido responderam que houve mais discriminação negativa contra os cristãos do que contra pessoas de outras fés, segundo relatório divulgado em 2011 pela organização Observatório da Intolerância e Discriminação contra Cristãos na Europa.
O relatório mostra que 84% do “vandalismo em rápida ascensão na França é direcionado a locais de culto cristãos. Na Escócia, 95% da violência com motivação religiosa tem como alvo os cristãos”.
Elaborado por Gudrun Kugler, cuja ONG pode ser encontrada em IntoleranceAgainstChristians.eu, o relatório destaca o fato de que os cristãos são atacados exatamente por serem cristãos.
“O termo ‘intolerância’ remete à dimensão social, e o termo 'discriminação' ao legal. O comportamento intolerante e discriminatório resulta da oposição a pontos específicos da fé cristã ou de posições morais que são parte intrínseca da fé cristã”, afirma o relatório. “O comportamento intolerante e discriminatório também é resultado de um viés negativo e categórico contra cristãos e contra o cristianismo como um todo. Esse comportamento faz com que vários setores da sociedade sejam usados como veículos de intolerância e discriminação contra cristãos. Dentre eles estão a mídia e as artes (por meio de estereótipos negativos e exibições profanas); o âmbito governamental (por meio de uma lei discriminatória ou uma decisão judicial enviesada); o âmbito político (exclusão da esfera pública, uma resolução do parlamento, etc.). Intolerância e discriminação contra cristãos também se tornam públicos no local de trabalho, na universidade e na esfera privada e social.
“’Cristofobia’ e ‘anticristianismo’ são termos comuns que descrevem o mesmo problema”, afirma o relatório.
O documento observa também que não existe uma estimativa no âmbito da Europa inteira, mas várias pesquisas locais fundamentam a preocupação quanto ao sentimento e às ações anticristãs.
Na Escócia, por exemplo, de 693 acusações agravadas por preconceito religioso, 2,3% foram contra judeus e 2,1% contra o islã. O restante foi contra católicos e protestantes.
Na França, 94% do vandalismo com ligações religiosas "foi direcionado a locais cristãos”, afirma o relatório.
Mais de dez organizações reconheceram a ascensão do problema e emitiram declarações, incluindo o Seminário do Parlamento Europeu, que declarou que “a intolerância anticristã ocorre de diferentes formas na União Europeia e, portanto, precisa de uma abordagem em várias frentes”.
De acordo com o Instituto Cristão do Reino Unido, cerca de 85% dos crimes de ódio na Europa são contra cristãos.
Kigler afirma: “Notamos também restrições profissionais aos cristãos: uma aplicação restritiva da liberdade de consciência faz com que profissões como juízes, médicos, enfermeiras, parteiras e farmacêuticos gradativamente se fechem para os cristãos. Já está na hora de um debate público para responder a essa realidade”, afirma Kugler. “Professores e pais enfrentam perigo quando discordam da ética sexual definida pelo Estado. Nossa pesquisa mostra que com uma abordagem mais complacente à religião e ao Cristianismo em particular, a Europa cumprirá com seu valor fundamental de liberdade”.
Na categoria Liberdade Religiosa foi listado um caso envolvendo um mosteiro na Turquia, cujas terras foram “expropriadas” pelo governo, decisão que foi mantida pelo judiciário do país. E na Espanha, um painel de vidro foi fixado para impedir os fiéis de entrarem na capela da Universidade de Valladolid. A direção da universidade disse aos alunos: “Vão rezar no pátio”.
Na Alemanha, uma mãe cumpriu pena de prisão de 43 dias por se recusar a matricular seu filho em uma aula de educação sexual explícita considerada obrigatória pelo governo, e um membro da equipe do Primeiro Ministro Britânico David Cameron exigiu a proibição de casamentos em igrejas cristãs até que eles celebrassem também “casamentos” entre pessoas do mesmo sexo.
Na categoria Liberdade de Expressão, um professor francês foi demitido por mostrar a seus alunos um vídeo sobre o aborto e por falar sobre as leis do aborto na França. Na Polônia, uma conferência terapêutica que visava ajudar pessoas que lutavam contra a atração pelo mesmo sexo teve negada a permissão de utilizar as instalações da Fundação Faculdade de Medicina em Poznan. Carteiros do Reino Unido se recusaram a entregar gravações do Livro de Marcos do Novo Testamento depois de o chamarem de “material ofensivo”. Um líder do Partido Nacional Escocês, Gordon Wilson, relatou que um “motim” o expulsou do conselho do Gabinete de Apoio ao Cidadão de Dundee por ter manifestado apoio ao casamento tradicional.
Em Liberdade de Consciência, pais adotivos no Reino Unido perderam o direito de ajudar crianças porque se recusaram a apoiar o homossexualismo, uma farmácia foi vandalizada na Alemanha depois que o dono se recusou a vender drogas abortivas, e juízes de paz da Holanda serão avaliados anualmente para garantir que facilitem o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo.
Alguns dos problemas mais relevantes vêm das políticas de “igualdade” que favorecem os homossexuais, de acordo com o estudo. Em um disparate na Croácia, um “professor de catecismo católico em uma escola primária de Zagreb foi acusado de homofobia por não dizer nada a não ser ensinamentos da Igreja Católica durante as aulas de catecismo”.
Internacionalmente, a Apple suprimiu a diversidade com a retirada de dois aplicativos cristãos do iPhone, e organizações católicas do Reino Unido foram ordenadas a facilitar as adoções por homossexuais ou então fecharem as portas.
Outros problemas vieram da intolerância social ao Cristianismo e da exclusão dos cristãos da vida pública, segundo o relatório.
A difamação contra os cristãos se destacou em um caso na Polônia em que torcedores de futebol homossexuais demandaram assentos separados nos campeonatos de 2012.
Segundo o relatório, “O comentarista esportivo da Imprensa Associada, Terry Taylor, noticiou a respeito do pedido com o seguinte comentário: ‘A homofobia também continua profundamente enraizada na Polônia por causa do legado do comunismo, que tratava o homossexualismo como um tabu, e dos ensinamentos da igreja em um país predominantemente católico romano’”.
Acrescentou o jornalista com relação ao caso da Polônia: “Autoridades da embaixada americana sob o governo Obama reclamaram que os ensinamentos da Igreja Católica são uma das principais fontes de ‘homofobia’ no país de maioria católica”.
Foram citados também dezenas de casos de “ódio”, como o incidente na Bélgica em que uma autoridade católica foi alvejada com tortas, janelas quebradas na Áustria após um evento pró-vida, incêndio em uma igreja da Espanha e túmulos vandalizados na França.
“Os cristãos não deveriam ser marginalizados ou discriminados por serem herdeiros de um grupo religioso que teve no passado, e ainda tem, um papel importante”, conclui o relatório.
“A religião, e acima de tudo a fé cristã, é um bem valioso para a sociedade: As pessoas religiosas possuem um estilo de vida mais saudável e expectativas de vida mais longas; possuem chances menores de sofrerem de depressão, têm casamentos mais estáveis, são menos propícios a cometerem atos criminosos e são mais generosos na contribuição para o bem comum A religião deveria ser promovida e estimulada, e não restringida e oprimida”.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo do WND: “Bull's-eye placed on European Christians

segunda-feira, 26 de março de 2012

Como morreram os apóstolos de Cristo

Estevão

Este foi o primeiro a padecer. Sua morte foi ocasionada pela fidelidade com que pregou o Evangelho aos delatores e assassinos de Cristo. A fúria desses homens elevou-se a tal ponto que arrastaram Estevão para fora da cidade e o apredejaram até a morte. Conforme se supõe, o martírio de Estevão deu-se entre a Páscoa seguinte à da crucificação de nosso Senhor e o primeiro aniversário de sua ascensão, na primavera. Seguiu-se então grande perseguição contra todos os que professavam crer em Cristo como o Messias, ou profeta. Lucas relata que “fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da judeia e Samaria, exceto os apóstolos”. Cerca de dois mil cristãos, inclusive Nicanor, um dos sete diáconos, foi martirizado durante “a tribulação que sobreveio no tempo de Estevão”.

Tiago, o Maior

O próximo mártir mencionado por Lucas, em Atos dos Apóstolos, é Tiago, filho de Zebedeu, irmão mais velho de João e parente de nosso Senhor. (Sua mãe, Salomé, era prima de Maria.) Este segundo martírio aconteceu antes de se completar dez anos da morte de Estevão. Tão logo foi designado governador da Judeia, Herodes Agripa, com o propósito de reconciliar-se com os judeus, suscitou intensa perseguição aos cristãos. No intuito de dar um golpe eficaz, lançou-se contra os seus dirigentes. Não podemos deixar de mencionar o relato deum eminente escritor primitivo, Clemente de Alexandria. Conta-nos ele que, quando Tiago era conduzido ao lugar de seu martírio, seu acusador foi levado ao arrependimento e, caindo-lhe aos pés, pediu perdão e confessou-se cristão, decidindo ainda que o apóstolo não receberia sozinho a coroa do martírio. Juntos, foram decapitados. Assim, Tiago, o primeiro mártir apostólico, recebeu, decidido e bem disposto, aquele cálice, afirmara ele ao nosso Salvador, estava pronto a beber. Timão e Pármenas sofreram o martírio na mesma época; o primeiro em Filipos, e o segundo em Macedônia. Estes acontecimentos ocorreram em 44 d.C.

Filipe


             Nasceu em Betsaida, Galileia. Trabalhou diligentemente na Ásia Superior e sofreu o martírio em Heliópolis, na Frígia. Foi açoitado, lançado no cárcere, e depois crucificado em 54 d.C.

Mateus


Era cobrador de impostos, nascido em Nazaré, Galileia. Escreveu seu evangelho em hebraico, que depois foi traduzido para o grego por Tiago, o Menor. Os cenários de seu labor foram Pártia e Etiópia. Este último foi também cenário de seu martírio; foi assassinado com uma alabarda, na cidade de Nadaba, no ano 60 d.C.

Tiago, o Menor


Alguns supõem que se tratava de um irmão de nosso Senhor, filho de José e de uma mulher que ele teve antes de Maria. Isto é muito duvidoso e concorda em demasia com a superstição católica de que Maria jamais teve outros filhos além de Jesus. Escolhido para supervisionar as igrejas de Jerusalém, foi o autor da epístola que lhe leva o nome. Aos 99 anos foi espancado e apedrejado pelos judeus que, finalmente abriram-lhe o crânio com um garrote.

Matias

Dele, sabe-se menos que da maioria dos discípulos. Foi escolhido para preencher a lacuna deixada por Judas. Sofreu apedrejamento em Jerusalém e em seguida foi decapitado.

André


Irmão de Pedro, pregou o evangelho a muitas nações da Ásia. Ao chegar, porém, a Edesa, foi preso e crucificado. As extremidades de sua cruz foram fixadas transversalmente no solo. Daí a origem do nome Cruz de Santo André.

Marcos


Filho de judeus, da tribo de Levi. Supõe-se que foi convertido ao cristianismo por Pedro, a quem serviu como amanuense, e, sob a sua supervisão, escreveu seu evangelho em grego. Marcos foi arrastado e despedaçado pela população de Alexandria, na grande solenidade do ídolo Serapis, tendo terminado sua vida terrena em mãos implacáveis.

Pedro


Dentre muitos outros santos, o bem-aventurado apóstolo Pedro foi condenado à morte e crucificado em Roma, segundo escreveram alguns. Outros, contudo, não sem boas razões, duvidam disso. Hegespino conta que o povo, ao perceber que Nero procurava razões contra Pedro para matá-lo, rogou insistentemente ao apóstolo que fugisse da cidade. Persuadido pela insistência deles, Pedro dispôs-se a fugir. Ao chegar, porém, à porta, viu o Senhor Jesus Cristo que lhe vinha ao encontro. Adorando-o, Pedro indagou: “Senhor, para onde vais?” Ao que Ele respondeu: “Vou para ser de novo crucificado”. Pedro, ao dar-se conta de que era de seu sofrimento que o Senhor falava, voltou à cidade. Jerônimo afirma que foi crucificado de cabeça para baixo, por petição própria, por julgar-se indigno de ser crucificado da mesma maneira que o seu Senhor.

Paulo


Outro, que, por seu enorme e indescritível trabalho na promoção do Evangelho de Cristo, sofreu nessa primeira perseguição de Nero, foi o apóstolo Paulo. Conta Abdias que, quando se deliberou a respeito de sua execução, o imperador enviou dois de seus cavaleiros, Ferega e Partemio, para dar-lhe a notícia de que seria morto. Ao chegarem ao apóstolo, que instruía ao povo, pediram-lhe que orasse por eles para que cressem. Paulo garantiu-lhes que creriam em breve e seriam batizados diante de seu túmulo. Logo vieram os soldados e o levaram ao lugar das execuções, onde depois de haver orado, ofereceu o pescoço à espada.

Judas


Escritor de uma das epístolas universais, era comumente chamado Tadeu. Foi crucificado em Edesa, em 72d.C.

Bartolomeu


Pregou em vários países e, ao traduzir o evangelho de Mateus para um dos idiomas da Índia, propagou-os neste país. Por último, foi cruelmente açoitado e crucificado pelos conturbados idólatras.

Tomé


Chamado Dídimo, pregou o evangelho em Partia e na Índia, onde, ao provocar a ira dos sacerdotes pagãos, morreu atravessado com uma lança.

Lucas

Foi o autor do evangelho que leva o seu nome. Viajou com Paulo a vários países e supõe-se que tenha sido pendurado em uma oliveira pelos idólatras sacerdotes da Grécia.

Simão


De sobrenome Zelote, pregou o evangelho na Mauritânia, África, e até na Grã-Bretanha, onde foi crucificado em 74 d.C.

João

O “discípulo amado” era irmão de Tiago, o Maior. As igrejas de Esmirna, Pérgamo, Sardes, Filadélfia, Laodiceia e Tiatira foram fundadas por ele. Enviado de Éfeso a Roma, conta-se que foi jogado num caldeirão de óleo fervente, de onde escapou milagrosamente, sem dano algum. Domiciano exilou-o na ilha de Patmos, onde escreveu o livro de Apocalipse. Nerva, o sucessor de Domiciano, libertou-o. Dentre todos os apóstolos, foi o único a ter morte natural.

Barnabé


Era de Chipre, porém de descendência judaica. Supõe-se que a sua morte tenha ocorrido por volta do ano 73 d.C. A despeito das contínuas perseguições e dos severos castigos, a igreja crescia sem parar. Estava profundamente arraigada na doutrina dos apóstolos e era abundantemente regada com o sangue dos mártires.

                                                          Fonte: O Livro dos Mártires – John Fox

                                                                Ezequiel Domingues dos Santos

quinta-feira, 22 de março de 2012

Kony 2012


Joseph Kony é líder da LRA- Lord´s Resistance Army (Exército de resistência do Senhor), um grupo guerrilheiro de caráter religioso que se originou no Norte de Uganda.

Para o crescimento de seu exército, ele sequestra crianças que obrigam a matar seus próprios pais e usam as meninas como escravas sexuais; estima-se que Kony já sequestrou mais de 70 mil crianças e está sendo procurado desde 2005 com 33 acusações segundo o Tribunal Penal de Haia por crimes contra a humanidade, infanticídio, pedofilia, torturas e tudo o quanto tem se relacionado a seus atos nos últimos 20 anos.

O conhecimento dessa causa se deve a uma grande mobilização, mostrando a força e o impacto que a internet tem sobre milhares de pessoas ao redor do mundo em relação à comunicação, a troca de ideias e também quanto a levantamento de campanhas e ativismo como é o caso demonstrado acima.

Essa campanha se iniciou com uma ONG Norte Americana chamada Invisible Children (Crianças Invisíveis) liderado por Jason Russel, que usa a história de um ex menino-soldado chamado Jacob segundo a ONG que tinha sido sequestrado e que perdeu seu irmão pelas mãos de Kony mostrado num vídeo de 30 minutos e resumida história de todo esse alvoroço.

Esse vídeo foi mostrado aos Ugandeses que não gostaram do vídeo e manifestaram vaias e descontentamento devido ao caráter “pop-star e celebridade” que estão dando a um maléfico que merece ser punido, e que apesar de não ser a intenção do vídeo passa uma sensação de exaltação com seu nome em cartazes, fotos e até braceletes com o nome (Kony 2012).

Apesar de a intenção que pode passar no vídeo são as melhores, tem gerado polêmicas ela maneira e para quem é dirigido esse protesto (ao governo dos EUA) como se fosse o soberano mundial com autoridade para entrar em qualquer país para tirar as mazelas e punir criminosos internacionais e trazer paz ao mundo; coisa que não conseguiram demonstrar e nem provar com a histórica de invasões no Iraque e Afeganistão sob a alegação de que estariam sendo fabricadas armas nucleares nesses lugares e também sob pretexto de capturar Osama Bin Laden, o qual também deixou as nebulosas a sua “morte” e seu corpo.

Outro fato que me deixa intrigado é força da influência de redes sociais, o que mostra no vídeo com a totalidade jovem que são a faixa etária que mais acessam e passam a vida conectada nessa forma “social” de se viver; até aí vai bem como bom canal de comunicação; mas o problema que vejo é o nível de receptibilidade das massas por pessoas influentes na sociedade. A coisa tem tomado forma pelo apoio de celebridades como atores famosos e cantores pops da atualidade, e isso reflete em quem repousa a segurança da opinião da maioria como se pelo fato dos artistas se manifestarem contra isso seja a prova de que a coisa é digna de toda aceitação e cabível para uma reação; infelizmente é na imagem destes que muitos se refletem mesmo com tanto maus exemplos que os hollywoodianos mostram.

Também não se pode deixar de citar a participação política neste negócio com a simpatia de democratas e republicanos, que depois de tanta luta por parte da ONG, entraram num acordo com o Presidente Obama até que enviaram tropas para Uganda para reprimir a ações de rebeldes e tentar parar o homem mais procurado de todo o Continente Africano. Essa atitude é vista com não bons olhos por causa de contestações a respeito de invadir a soberanias de outros países dando a margem a um “neoimperialismo”, sem contar as muitas discordâncias do paradeiro de Kony que provavelmente não se encontra mais em Uganda; aí fica a pergunta, o que os soldados norte americanos estão fazendo em Uganda visto que Kony e suas milícias tem se alastrado por países vizinhos? Muitos pensam no fator político de Obama em querer mostrar ação como na morte de Bin Laden e muitas outras possíveis estratégias de marketing pela proximidade das eleições que acontecerão nos EUA.

Por fim, é impressionante nessa pós-modernidade, a força da globalização por meio da internet com pessoas de diversas partes do mundo se unindo por uma ou várias causas trazendo aos poucos a força da, aos poucos falada, “comunidade global” sustentada e fortalecida gradativamente pela fácil acesso as redes sociais; mas, ao caso Kony 2012 poucos se perguntam, quando pegar o indivíduo, o que farão depois? O que farão com as crianças e adolescentes já raptados? O que acontecerá no “Pós- Kony”?, Por que esse viral com mais de 60 milhões de acessos mostra mais a imagem do filho do autor e da história linda das pessoas se mobilizando do que do povo ugandês, das crianças e seus sofrimentos?. A pergunta fica, mas o tempo mostrará a resposta.



                                                 Ezequiel Domingues dos Santos


terça-feira, 20 de março de 2012

Juízes- o livro de nossos dias



O livro de juízes contida nas Sagradas Escrituras mostra várias histórias na quase conquistada Terra de Canaã, essas histórias são centradas nos libertadores levantados por Deus para livrá-los dos opressores e invasores que de tempos e tempos perturbavam o povo de Deus.

É interessante a fidelidade histórica do autor hebreu ao mostrar o porquê dessas invasões e opressões e em não ocultar as terríveis barbáries feitas pelo próprio povo; as apostasias e a situação caótica em que se encontravam diante de Deus, motivos pelas quais, o mesmo Senhor que os libertara do Egito também entregara nas mãos de seus inimigos para que reconhecessem suas iniquidades que os afastavam mais de Deus.

Praticamente esse tempo, apesar do Senhor sempre estar no controle dela, era tempo de confusão em todos os cantos onde as pessoas “faziam o que parecia direito aos seus próprios olhos”, incluía a todas as pessoas até mesmo os que foram usados por Deus como o famoso Sansão quebrando todos os preceitos de um nazireu – (Jz 14:3,8 e 16: 1,4) e também um juiz chamado Jefté que fez um voto precipitado – (Jz 11:31,39) e além de muitas inversões de valores o mais chocante é a coisificação da mulher mostrada na história da concubina do levita de Efraim – (Jz 19: 24-29).

Nesse livro vemos que, apesar desse povo conhecer quem era Deus e ás vezes o servir (Jz 2:5), até nisso chegaram a fazer o que parecia verdadeiro aos seus próprios olhos e se corromperam (Jz 17), sem base na Lei de Moisés consagravam templos e sacerdotes e prestavam um culto totalmente contrário ao que Deus determinava.

Comparando o tempo de juízes com o momento atual praticamente não se vêem diferenças, muitos da mesma forma querem servir a Deus de acordo com seus interesses e segundo as suas cobiças como se Deus tivesse que se adequar a nós e não nós nos adequássemos à vontade Dele, com isso, todo mundo se considera agraciados, todos irão para o céu (e se você disser que ela precisa mudar de vida corre o risco de ser processado por danos morais); também existem igrejas para todos os gostos, para homossexuais, com ringues de luta livre, com púlpitos em forma de prancha de surf e por incrível que pareça até púlpito em forma de caixão!, muitos acham que fazer qualquer coisa contanto que seja no nome de Jesus estará agradando a Deus.

Certa vez, fui convidado pra tocar em um casamento e aproveitei para vir de carona com o van que havia sido alugado para o pessoal que moravam perto de mim, acabado a festa todos voltamos e grandes partes das pessoas na van estavam embriagadas inclusive uma mulher que estava sentada ao meu lado o qual olhou pra mim e disse – sabe a coisa mais preciosa que um ser humano pode ter?  A presença de Deus, a vida de uma pessoa só tem valor se ela estiver com Deus! – e ela disse isso quase vomitando tudo o que havia ingerido.

Na outra ocasião eu estava vindo do meu trabalho quando veio a mim um rapaz que me pediu dinheiro para comprar algo que não lembro, e me disse que precisava de certa quantia ao passo que o ajudei com alguns trocados, e quando ele percebeu que eu tinha mais para dar, começou a puxar conversa comigo querendo se “enturmar” e no momento que notou que sou cristão, querendo ele me agradar para conseguir mais alguma coisa, começou a falar de Jesus pra mim de uma forma surpreendente e com uma ousadia tal que, quem ouvisse pensaria que ele professava a mesma fé que a minha, dois dias depois eu o vi com traficantes vendendo drogas. Muitas pessoas sabem que só Jesus salva, mas não levam em conta a sua bondade nem sua severidade.

Na igreja também há muitos que querem buscar a Deus a seu bel-prazer, e a cada dia com a "mundanização" de muitas igrejas instituições, está proliferando o número de cristãos “mornos”, com um pé na igreja e o resto do corpo no mundo e nem atentam a palavra do Senhor a respeito desse tipo de cristão que é digno de ser vomitado (Apoc 3:16) e se consideram amigos de Deus quando biblicamente são o contrário (Tg 4:4), são pessoas que por falta de ensinamento fazem tudo sem compromisso, pessoas insubmissas aos seus líderes que mais parecem “bodes” do que “ovelhas”.

Vivemos numa época em que tanto do lado de dentro quanto de fora estão fazendo o certo segundo as suas próprias convicções e não segundo os padrões Daquele a que pensam servir. Longe de eu lançar sentenças contra o meu próximo (1ª Cor 4:5), pois o nosso dever é se compadecer, orar e exortar para que haja mudanças, mesmo sabendo que é necessário que muitas dessas coisas aconteçam para que se manifestem os verdadeiros filhos de Deus. As poucas diferenças que temos em relação com o tempo de Juízes são que hoje ao contrário daquela época temos um Rei, a saber, Jesus Cristo; também não necessitamos do nascimento de outro “Samuel”, pois temos a Palavra de Deus com Sua vontade totalmente revelada e os juízos divinos não serão jogados sobre o seu próprio povo, mas sim, contra todo o mundo ímpio e isso também diz respeito aos ímpios dentro da igreja.

“Todavia, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e: Qualquer que profere o nome do Senhor aparte-se da injustiça.” 2ºTimóteo 2:19.   
                                                                  Ezequiel Domingues dos Santos

segunda-feira, 19 de março de 2012

Casamento de crianças, clamor dos inocentes


Enquanto em qualquer lugar do Ocidente as crianças estão sendo preparadas com educação e desenvolvimento para o futuro, enquanto recebem bonequinhas para brincar e estão para creches; num outro canto do mundo há crianças que nem chega puberdade e tem que obedecer decisões que mudarão pra sempre suas vidas que é casar-se forçosamente com uma pessoa que nunca viu.

Essa prática é comum em países islâmicos e muito mais em países hinduístas (onde o número de casamento com crianças chega a 200 mil por ano) tudo por questão financeira, tradição familiar, cultura ou religião e até como pagamento de dívidas; o seu direito de ser feliz e ao menos de viver como crianças são violentamente interrompidas por pessoas truculentas deixando marcas pra vida toda de uma criança.
                                      
É uma abominação, um crime bárbaro mascarado em forma de cultura satisfazendo mentes facínoras que se aproveitam de inocentes que não pediram pra nascer e muito menos pra se envolverem em relações dos quais nem capacidade fisiológica ainda têm. Dessa forma, privam-lhes do dom mais precioso que é o de viver a vida dignamente transformando-as em pior que vegetais, pois até os vegetais estão sendo bem tratados.
                   
Minha oração é que essas crianças, ao passar dos anos, de alguma forma ou de outra possam encontrar sua verdadeira identidade e que apesar de marca indeléveis no corpo e alma, possam encontrar a felicidade ou pelo menos contemplar ela mais de perto.

           Abaixo os 10 princípios dos direito da criança:
1º Princípio – Todas as crianças são credoras destes direitos, sem distinção de raça, cor, sexo, língua, religião, condição social ou nacionalidade, quer sua ou de sua família.
2º Princípio – A criança tem o direito de ser compreendida e protegida, e devem ter oportunidades para seu desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade. As leis devem levar em conta os melhores interesses da criança.
3º Princípio – Toda criança tem direito a um nome e a uma nacionalidade.
4º Princípio – A criança tem direito a crescer e criar-se com saúde, alimentação, habitação, recreação e assistência médica adequadas, e à mãe devem ser proporcionado cuidados e proteção especiais, incluindo cuidados médicos antes e depois do parto.
5º Princípio - A criança incapacitada física ou mentalmente tem direito à educação e cuidados especiais.
6º Princípio – A criança tem direito ao amor e à compreensão, e deve crescer, sempre que possível, sob a proteção dos pais, num ambiente de afeto e de segurança moral e material para desenvolver a sua personalidade. A sociedade e as autoridades públicas devem propiciar cuidados especiais às crianças sem família e àquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.
7º Princípio – A criança tem direito à educação, para desenvolver as suas aptidões, sua capacidade para emitir juízo, seus sentimentos, e seu senso de responsabilidade moral e social. Os melhores interesses da criança serão a diretriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar, aos pais. A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.
8º Princípio - A criança, em quaisquer circunstâncias, devem estar entre os primeiros a receber proteção e socorro.
9º Princípio – A criança gozará proteção contra quaisquer formas de negligência, abandono, crueldade e exploração. Não deve trabalhar quando isto atrapalhar a sua educação, o seu desenvolvimento e a sua saúde mental ou moral.
10 º Princípio – A criança deve ser criada num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes.




                                                                Ezequiel Domingues dos Santos

sábado, 17 de março de 2012

Cavalo de Tróia e a loucura de Benítez

J.J. Benítez O escritor de Pamplona
                                             

Foi lançado no fim de 2011, o nono e último volume da saga “Cavalo de Troia”, a ficção começou em 1984 e conta a história de dois pilotos da força aérea norte americana que viajam no tempo até a época de Cristo.

Em sua entrevista ao jornal Folha de São Paulo quando foi perguntado como ele teve acesso aos diários do piloto ele disse “Não posso contar isso”; daí já começa o que é praticamente a sua vida, cheia de “mistérios”.

Não se nega que ele é um grande e talentoso escritor, pena que percorreu por caminhos tortuosos segundo sua mente enfatuado considerando o “detentor das verdades bíblicas”, e que, como muitos escritos polêmicos a respeito da Bíblia, também esse é cheio de bases místicas sem respaldo algum, nem histórico e nem cultural a respeito da formação dos evangelhos, sobre a pessoa de Jesus e praticamente e de todas as verdades bíblicas por assim dizer.

Ele disse que há fatos ainda não revelados e que tornará público no momento adequado; dando assim, uma pitada de mistério sobre o enredo e também falou que os evangelhos estão mostrando uma péssima amostra do real pensamento de Deus e que os militares têm provas físicas da existência de muitas civilizações extraterrestres, mas que ocultam isso há 60 anos.

Como sempre, todos os grandes best-sellers que fascinam as pessoas sempre foram caracterizados com fatores ocultos, que mexem com o imaginário dos leitores e principalmente refutam, contradizem, malogram e deturpam a Bíblia Sagrada.

Estas investidas tem acontecido sempre, mas, mais recorrentemente nos últimos anos como o Código Da Vinci, Santo Graal, O nome da Rosa e entre outras obras que falam da formação e respectivos mistérios e conspirações da igreja como também questionar os fatores históricos e doutrinários da Sagrada Escritura.

Essa obra “Cavalo de Troia” é muito fantasioso, e que, o autor aproveitando-se da sua muita criatividade, insere suas ideias e seus interesses preconceituosos sobre as verdades bíblicas que até agora, não tem se contradito com as descobertas arqueológicas e descobertas científicas; visto que, essa obra como tantas o outras, só fazem opor-se contra a Palavra de Deus com as mesmas características de todos inimigos do cristianismo:

·         Ser portadores dos “segredos revelados” ludibriando os incautos

·         Usam de falsa interpretação das Escrituras

·         Fornece uma nova filosofia e novos ensinos

·         Como sempre, questiona a divindade de Jesus.

·         De práxis, deturpam ensinamentos essenciais a salvação do homem.

·         Pelo teor das obras, dizem-se serem “os certos” no quesito investigação enganando a todos dizendo ser imparciais na junção dos fatos.

Qualquer um que estudar meticulosamente a bíblia, os escritos dos Pais da Igreja, escritos antigos judaicos e a maior descoberta arqueológica do último século, os escritos de Qumran (fragmentos antigos encontrados na década de 40 e que datam aproximadamente 250 a.C. até 1º século da era cristã.) verão que as obras desse cunho são sempre tendenciosas contra a inspiração divina das Escrituras.

Se considerar o cunho de alguma das obras desse autor - Astronautas de Yaveh (1991), Rebelião de Lúcifer (1988), o testamento de São João (1992), O enviado (2011) e suas ideias ufólogas e defensoria da  “Teoria dos Astronautas Antigos”  podemos esperar qualquer coisa, pelo que vemos em suas próprias palavras.

BENITEZ— “Eu já vi objetos em São Paulo, na Espanha e no Mediterrâneo, mas não cheguei a falar com os tripulantes”. – em entrevista ao jornal O Globo.

BENITEZ –“ Que eu saiba só tive um encontro, quando era pequeno.” – em entrevista ao jornal Folha de São Paulo.



                                                                   Ezequiel Domingues dos Santos

  

quarta-feira, 14 de março de 2012

Primavera árabe = Portas abertas



Tudo começou em 17 de Dezembro de 2010 na Tunísia quando um fiscal de imposto corrupto apreendeu as mercadorias do vendedor ambulante de verduras Mohamed Bouazizi de 27 anos que também é analista de informática, e depois de ter suplicado ao agente do governo para devolver suas mercadorias é humilhado com um tapa no rosto; impedido de recorrer às autoridades o mesmo ateia fogo no próprio corpo em protesto contra esse fato e depois de 18 dias internado morre gerando indignação no povo tunisiano contra as mazelas provocada pela corrupção, pelo alta taxa de desemprego e pelos excessos da elite no governo de Zine El Abidine Bem Ali, ditador desde 1987 que praticamente não resistiu aos protestos das massas chamada de “revolução de jasmim” e renunciou seu posto em 14 de Janeiro de 2011 influenciando assim uma onda de protestos e revoltas populares em vários países ao redor nascendo a tão falada nesses últimos anos” Primavera Árabe”.


Influenciado pela vitória do povo na Tunísia alimentada também pela insatisfação do povo em regimes ditatoriais à décadas, o sopro desse movimento chegou ao Egito; que, organizado através de redes sociais na internet e até em mensagens de celulares por estudantes, donas de casas e várias classes de operários levantaram um protesto pacífico (apesar de haver 300 mortos) em 25 de janeiro perdurando por 18 dias de manifestações na Praça Tahrir no Cairo contra o regime de Hosni Mubarak que estava já a 30 anos no poder, o qual também não resistiu mesmo com muitas promessas de mudanças dando assim o poder a uma junta militar em 11 de fevereiro confirmando a segunda vitória do povo contra as forças ditatórias.


E da mesma forma que uma epidemia, o sentimento popular da luta pela liberdade e para melhoria social chega à Líbia do ditador Muamar Kadafi que estava no poder desde 1969; a Líbia com seu forte no petróleo nunca teve uma distribuição boa de renda, enquanto sua riqueza natural era exportada para Europa e outros países gerando mais riqueza a sua cúpula e o povo líbio estavam cada vez mais segregados, começa os protestos em 15 de fevereiro em Benghazi após a prisão de um advogado ligado á causa dos Direitos Humanos. Na Líbia os protestos foram mais violentos, virou uma guerra civil com mais de 25 mil mortes e um caos total, pois envolveu forças militares, tomadas de territórios por rebeldes com a ajuda da oposição e da OTAN com sua força aérea; e depois de oito meses e oito dias Muamar Kadafi é pego num bueiro e morto com direito a exposição de seu corpo por três dias para a população como um troféu, apesar de muito criticado agir da ONU a respeito do combate contra Kadafi, ao povo líbio cabe se levantar e aprender a andar com suas próprias pernas.

E no dia 18 de março de 2011, na Síria o presidente Bashar Al Assad usou tanques de guerra para intimidar os protestos que começam em seu país, o que recebeu a crítica do secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-Moon como “inaceitáveis”. Infelizmente de todas as manifestações essa é a pior, com mais de 8.500 mortos com grande maioria de civis até o dia de hoje, a Síria estão colapsos economicamente e socialmente falando; recebendo várias sanções internacionais Bahsar Al Assad presidente desde 10 de Julho de 2000, não cede as pressões internacionais deixando “seu povo” na mais absoluta miséria, sem ajuda comunitária, sem abastecimento e sem perspectiva, apesar de ele tentar minimizar a imagem do que acontece na Síria, até mesmo com uma falsa votação para uma mudança na constituição e acusando a ONU de parcialidade; a situação na Síria está catastrófica.

Essa onda de revoluções têm se alastrado não só nesses países, mas em vários como: Argélia, Bahrein, Iraque, Jordânia, Omã, Iêmen, Marrocos, Arábia Saudita, Saara Ocidental, Sudão, Mauritânia, Líbano e Kuwait.

As estruturas desses regimes estão sendo abaladas, as pessoas não querem mais um soberano cujo deus é o próprio ventre, e o povo veem que há esperança de mudanças.

Esses países apesar de nem todos serem árabes têm seus governos aliados, senão submissos à religião islâmica que tem, (a força) conquistado terreno em todo o Oriente Médio e até com boas disseminações na Europa, cabe lembrar, que esses países, pelo seu radicalismo e em fidelidade a sua crença não permitem liberdade de expressões a outras crenças senão a do islã, bem como um sistema machista (nem todos) não permitam a dignidade e liberdade feminina na sociedade e; pra assim dizer; num sentido mais amplo, estão na sua época de obscurantismo mulçumano, de tal modo que eles vêm de seus países ao ocidente montam as suas mesquitas, querem liberdade para expressar sua fé, mas quando algum cristão ou outra religião minoritária nesses países querem ter sua liberdade de culto e de opiniões contrárias, são duramente perseguidos e afligidos com privações e muitos deles punem com violências.

São muitos os casos que a mídia não propaga de prisões de pastores e missionários nesses lugares, destruições de igrejas, sentenças judiciais injustas contra pessoas inocentes, mutilações contra mulheres, apedrejamentos, pouca causa para com a criança de classe pobre e toda a sorte de injustiça que visam os interesses de alguns extremistas.

Visto que essas coisas continuam a acontecer e logo teremos mais notícias, mais levantes populares, eu olho para isso e vejo que estamos vendo um grande marco na história da humanidade, uma grande evolução do pensamento humano para com a igualdade para com todos, quer ricos ou pobres, grande e pequenos.

Com a abertura desses países, também nasce a abertura para a liberdade de entradas de nós cristãos a continuar o que com muito e árduo trabalho tem cumprido o mandado de Cristo a todas as nações Mt: 28.19 e implantando nesses lugares o mandamento que tem influenciado a todo o Ocidente quer ateu ou não, que é o mandamento do amor ao próximo, a solidariedade com seu semelhante e o amor a um Deus de amor e justiça.

Com o enfraquecimento dessas forças que tem dominado esses países e com o aumento da liberdade nesses lugares, aumenta mais e mais a oportunidade de enviar o antídoto para todo ser humano que é o evangelho de Cristo que está por enquanto acessível e fácil a todos contando com a plena ajuda do Espírito Santo que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo.

Nossa geração está vivendo um grande momento escatológico de proporções bíblicas, o começo de fácil acesso para a entrada da Palavra de Deus em países antes fechados para isso, para não só cumprir o que foi dito por Jesus, mas também para preparar a sua vinda, pois ele mesmo profetizou “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.” Mt: 24.14.

                                                          Ezequiel Domingues dos Santos

sexta-feira, 9 de março de 2012

Toda humanidade veio de um só casal?




Muitos que estudam as Escrituras  começam a questionar a veracidade das palavras contidas na Bíblia ao ver o relato da criação da humanidade a partir de um só casal e a observância de diversos tipos de etnias e culturas.

Colocarei aqui quatro argumentos apresentados por Strong aliançado com o consenso de estudiosos no assunto a respeito da unidade da raça.

1)      A partir da História: Até onde se pode delinear a história das nações e tribos nos dois hemisférios, a evidência aponta para uma única origem e um só ancestral na Ásia Central.
                       Reconhece-se que as nações europeias vieram de Ásia em ondas migratórias. Os etnólogos modernos geralmente concordam que as raças de índios da América derivam de fontes mongólicas da Ásia Oriental, da Polinésia ou das Ilhas Aleutas.


                 2)      A partir da língua: A filologia comparativa aponta para uma origem comum de todas as mais importantes línguas e não fornece nenhuma evidência de que as menos importantes também não sejam derivadas.


               3)      A partir da psicologia: A existência de características mentais e morais comuns entre as famílias da humanidade evidenciadas em máximas comuns, tendências e capacidades na predominância de tradições semelhantes e na aplicabilidade universal de uma filosofia e religião, explica-se mais facilmente com base na teoria de uma origem comum.


4)      A partir da fisiologia: É juízo comum entre os fisiólogos que o homem é uma só espécie. As diferenças que existem devem ser consideradas como variedades dessa espécie. Como prova dessa afirmação argumentamos:

a)      As inúmeras gradações intermediárias que estabelecem conexão entre as assim chamada raça uma das outras.

b)      A identidade essencial de todas as raças características cranianas, osteológicas e dentais.

c)      A fertilidade de uniões entre indivíduos dos mais diversos tipos e a continuada fertilidade do produto destas uniões.

Os motivos que provocaram as diferenças existentes entre as raças como cor, forma de rosto e cabelos são motivos de fatores climáticos e ambientais, visto a grande capacidade humana de se adequar ao ambiente.

Por fim temos uma lógica descrito e abalizado com pesquisas de cientistas nos respectivos assuntos, podemos acrescentar as muitas descobertas arqueológicas no Oriente Médio e regiões aproximados das primeiras grandes civilizações que só vieram a confirmar o que já temos em mãos através da maior riqueza literário – histórica influenciadora da humanidade que é a Bíblia Sagrada que diz que “de um só fez toda a raça humana para habitar sobre a face da terra “ Atos 17:26.



                                                      Ezequiel Domingues dos Santos