terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O grande sinal da volta de Cristo



Não há nada de mais fascinante na vida de um verdadeiro salvo em Cristo Jesus do que aguardar com grande expectativa a sua prometida volta e satisfazer o seu grande anelo de encontrar o seu Senhor face a face.

“Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.” – 2ªTimóteo 4.8

Essa expectativa vem acompanhando a igreja desde a sua formação e por que não assim dizer, desde o momento que os dois anjos disseram aos expectadores da assunção de Cristo: “Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir, assim como para o céu o vistes ir” – Atos 1.11 .

Grande foi o impacto dessa promessa, visto que crescia o número dos salvos de todos os cantos do império romano também crescia a esperança do grande retorno do "Nazareno”, os imperadores sentiam-se conspirados quando chegavam aos ouvidos de uma certa “superstição” de um morto que reviveu e que voltará dos céus sendo aclamado como Rei dos reis, e assim desencadeou com isso e por outros motivos as perseguições oficiais aos servos de Deus até o terceiro século d.C.

Mas, em se tratando desse assunto que tem sustentado a fé de muitos cristãos (mesmo que alguns a têm por tardia), como dizer que a sua vinda está próxima visto que não sabemos o dia nem a hora?, porque jogamos palavras a esmo como se fôssemos papagaios sempre dizendo que Jesus está voltando só por que ouvimos outros dizerem isso? (apesar de não se falarem muito nessa doutrina hoje em dia).

Verdadeiramente, assim como Deus faz com que todas as coisas convergem em Cristo, assim também muitos acontecimentos marcantes na história humana, mudanças de épocas e leis tem convergido para este desígnio divino preparando todo o cenário da consumação de todas as coisas, nem é necessário detalhar e comparar as profecias dada por Jesus com os acontecimentos em nosso redor e no mundo porque como a informação global é dinâmica nada nos é oculto.

Ø  “Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu, e enganarão a muitos.” –Mc 13.6 – Nem precisamos fazer contas de quantas pessoas se dizem ser “o chamado” com “novas revelações” e conseguem arrastar milhões por incrível que pareça!



Ø  “Quando ouvirdes de guerras e de rumores de guerras, não vos pertubeis. Tais coisas devem acontecer, mas ainda não é o fim.” –Mc 13.7 – Qualquer um poder refutar dizendo: Ora, sempre houve e mais guerras em toda a história da humanidade, ele estava dizendo o óbvio.- Porém eu digo que nunca houve guerras em nível mundial e por que haveria logo duas guerras justamente no final do segundo milênio e o pensamento de uma terceira guerra já não soa tão distante? Sem contar as constantes ameaças vindas do Oriente Médio envolvendo todas as potências mundiais o que vemos que são conflitos de escala global e sem considerar que hoje, com a tecnologia bélica, química, biológica e nuclear o homem pode destruir o mundo em poucas horas!... e devemos lembrar que ainda não é o fim.





“Haverá terremotos em diversos lugares, e fomes. Estas coisas são o princípio de dores.” –Mc: 13.8

22 de maio de 1960, Chile - Um terremoto de magnitude 9.5 atingiu Santiago e Concepción provocando maremotos e erupções vulcânicas. Quase cinco mil pessoas morreram e duas mil ficaram desabrigadas.

28 de março de 1964, Alaska - Um terremoto, seguido de tsunami, matou 125 pessoas e trouxe perdas de aproximadamente US$ 311 milhões. O tremor, de magnitude 9.2, foi sentido em uma grande área do Alaska e em partes do Canadá, no território de Yukon e na British Columbia.

26 de dezembro de 2004, Indonesia - Um terremoto de magnitude 9.1 atingiu a costa da província de Aceh, no norte da ilha de Sumatra, causando um tsunami que matou 226.306 em Sri Lanka, Tailândia, Indonésia e Índia.

27 de fevereiro de 2010, Chile - Um terremoto de magnitude 8.8 atingiu o Chile, destruindo milhares de casas, estradas e pontes. O governo estima que mais de 700 pessoas morreram.

28 de março de 2005 - Um terremoto de magnitude 8.7 próximo a Sumatra matou 1.300 pessoas, muitas na ilha de Nias, na costa oeste.

15 de agosto de 1950, Tibet/Índia - Duas mil casas, templos e mesquitas foram destruídos no terremoto de 8.6 graus. Ao menos 1.500 pessoas morreram na região.

12 de Janeiro de 2010, Haiti – Um terremoto de magnitude 7,0 na escala Richter atingiu o país destruindo a capital Porto e Príncipe deixando 250 mil pessoas feridas, 1,5 milhões de desabrigados e mais de 200 mil mortos.

Segundo registros das últimas décadas, houve em média 17 terremotos por ano de 7,0 e 7,9 graus por ano.

Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo, um bilhão de pessoas passando fome, 30 mil crianças morrem de fome a cada dia, 15 milhões a cada ano, um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento físico e intelectual, 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água potável, 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso. Uma pessoa a cada sete padece fome no mundo. A cada dia 275 mil pessoas começam a passar fome ao redor do mundo. Hoje está na casa dos bilhões que estão abaixo da linha de pobreza.

Ø   “E sereis odiados por todos por amor do meu nome; mas quem perseverar até o fim será salvo.”–Mc 13.13 – Se eu quisesse aqui contar por completo a infindável lista de mártires desde o apedrejamento de Estevão aos fuzilamentos de cristãos chineses comunistas, ou da famosa noite de São Bartolomeu marcada pela carnificina de protestantes em 1572 e as horríveis torturas promovido pela inquisição na época do obscurantismo ficaria por dias escrevendo, mas quero deixar exposto que muitos desses tipos de perseguições onde envolvem violência e execução ainda acontecem nos países islâmicos e hindus, mas por serem nações fechadas quase não é divulgado; e também temos, por que não, perseguições de ordem moral contra a maioria de nós no Ocidente quando somos chamados de ignorantes, fundamentalistas, retrógradas e preconceituosos pelo simples fato de nós confiarmos na Bíblia como regra de fé prática e denunciar como pecado os cânceres de ideias ditas como “quebra de tabu” na sociedade, mas não passam de desculpas para toda a sorte de licenciosidade e devassidão humana em que o ser humano consegue chegar.

Pois vemos que, apesar de não sabermos o dia nem a hora da segunda vinda de Jesus Cristo Ele nos deixou sinais que antecedem, portanto é evidente que não se trata de casos coincidentes ou corriqueiros, mas são partes de acontecimentos já previstos antecipadamente para que vigiemos e estejamos sóbrios fazendo todo o possível pois o juiz está a porta.

No entanto há um grande sinal relatado nas Escrituras Sagradas que é marco na história da humanidade, do Oriente e da igreja trazendo luz para sua escatologia, que é a volta dos judeus para a sua amada Terra Prometida retratada na formação do Estado de Israel pela sua independência em 14 de Maio de 1948 depois da reunião da ONU presidida pelo secretário brasileiro Oswaldo Aranha aprovando a formação do estado palestino.

Essa profecia sobre essa retorno está maravilhosamente expressa em Isaías 66.8 “Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisas semelhantes? Poder-se-ia nascer um terra num só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas Sião esteve de parto e já deu à luz seus filhos.” Também está  descrito na passagem do profeta Ezequiel no capítulo 37 no versículo 14 “E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis que eu, o Senhor, disse isto, e o fiz, diz o Senhor.”

Sabemos que desde seu estabelecimento em Canaã, Israel nunca teve sossego e no 70 d.C As tropas Romanas liderada pelo General Tito destruiu a nação Judaica ficando assim todos dispersos em territórios alheios, até que, com o profundo antissemitismo no século XIX e seu apogeu na forma de um partido político-filosófico chamado Nacional Socialismo (nazista) em que culminou na exterminação de seis milhões de Judeus, comovendo a opinião pública mundial nasceu as reações em prol do Estado Judeu.

Porém desde a retomada da sua pátria em 1948 até o dia de hoje, sempre houve confrontos e confusões com os árabes, dificilmente há paz nas notícias relacionadas a esses lugares, e vemos a tamanha importância de pequeno trecho de terra para todos os povos mundiais e assim percebemos que realmente ali está o termômetro de Deus para a humanidade, quando naquele lugar há tensão também há tensão no mundo todo e assim vai se cumprindo o que está em Zacarias 12:2-3 “Eis que eu farei de Jerusalém um cálice de tontear para todos os povos em redor e também para Judá, durante o sítio contra Jerusalém. Naquele dia, farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a erguerem se ferirão gravemente; e, contra ela, se ajuntarão todas as nações da terra.”

Assim vemos que como no relato bíblico a administração de Deus na humanidade teve grande início com Israel, terminará com Israel tomando as atenções do mundo; hoje o ódio impetuoso do Irã contra Israel é explícito para toda a humanidade com o seu desejo de fazer Israel desaparecer do mapa, vemos a tão falada primavera árabe feita pelas ações populares a países mulçumanos visto a bons olhos das potências ocidentais para a derrubada de ditadores, e se alguns inimigos de Israel hoje se levantam contra ela, já começa ficar em vermelho a bolsa de valores descabelando acionistas e banqueiros de todo o mundo.

O contraste realmente é grande visto que um lugar de apenas 8 milhões de pessoas prende o fôlego dos mais poderosos do mundo coisa que nem a grandes capitais mundiais conseguem, basta o tempo e os acontecimentos para dizerem por si só, no entanto, para quem é conhecedor da Palavra de Deus e das profecias bíblicas nada está acontecendo por acaso.

Fica então, o alerta de Jesus que após seu sermão sobre o fim de todas as coisas concluiu com a parábola de analogia a figueira com Israel.

“Aprendei, pois, a parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.” Mateus: 24-32,33,34 e 35.



                                                                         Ezequiel Domingues dos Santos

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Novos habitantes no céu





“Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras brancas, quem são e donde vieram?...” Apocalipse 7.13

É de fato motivo de regozijo ao saber, ainda que indignamente, o destino para aqueles que são salvos em Cristo Jesus!

Lendo e relendo as passagens esperançosas de apocalipse e de muitos trechos que norteiam as ideias futuras como a felicidade eterna e a vitória final do bem contra o mal, revigora a fé de todos aqueles que levam a sério o Reino de Deus e suspiram ao lembrar das palavras do Mestre dizendo “Na casa de meu Pai há muitas moradas”.

Qual cristão já não ficou se indagando de como seria o céu?, reencontrar aquele irmão que tinha partido há muito tempo para o Senhor e contemplar as miríades de anjos que sempre estiveram prestando serviços para nós sem nunca vermos suas face.

Detendo-me a pensar de em nosso relacionamento com essas hostes, de que, desde os tempos da criação e da história humana tem nos acompanhados; não sei se começo a ficar aterrorizado ao ver que alguns têm olhos em todas as partes do corpo e rodas em lugar de pernas como o profeta Ezequiel bem detalhou, ou se fico sem reação ao observar os serafins descrito pelo profeta Isaías com seis asas cada um, ou se fico pasmado ao contemplar o poder e a grandeza da entidade vista pelo apóstolo João capaz de pisar no mar e sobre a terra seca.

Realmente veremos e sentiremos coisas jamais pensadas nesta vida, coisas que nunca passou pela mente de nenhum ser humano.

Muitas vezes na infância, conversando com amigos na igreja após a escola dominical uns aos outros perguntávamos - será que no céu teremos asas?, o que conversaremos com o rei Davi?, e os anjos ?, imaginávamos as formas dos tais e falávamos que nós iríamos ficar admirando, admirando e estupefato com a glória dos anjos.

Mas agora já homem, e lembrando dessas infantis conversas me pergunto se será desta maneira. Antes, como criança era tudo motivo de alegria, era igreja e casa, casa e igreja e nunca via as realidades a volta, agora porém vejo que é necessário viver realmente o que creio e não apenas ficar meditando como quando era criança; enquanto criança não tinha as lutas que hoje como homem tenho.

Hoje constantemente somos tentados a negar a fé, somos coagidos por situações que querem corromper nossa vida cristã, somos bombardeados por uma explosão de ceticismo que querem apagar a grande esperança que sustentou o cristianismo por milênios que nossa partida para o céu.

Bem quisera eu voltar aos tempos de criança, enquanto materializa o céu pra mim num sentido até utópico, mas hoje tudo é real, o que na verdade me dá mais alegria, pois assim,  percebendo a realidades das coisas me alegro que o céu, como o fim objetivo para os servos de Deus, está tão perto tão acessível que muitos hoje em dia não querem saber dele como bem disse o apóstolo João “mas eles amaram mais as trevas do que a luz”. Notando a realidade de tudo isso, e voltando para as mesmas indagações que na infância tinha, me pego perguntando novamente se ficaria admirado com o exército do céu.

Minha conclusão é que será tudo ao contrário, pra começar eles desejariam pregar o antídoto para a humanidade “o evangelho”, mas essa honra foi dada a nós seres humanos; eles veêm a face de Deus o tempo todo desejando receber uma ordem somente para ouvir Sua voz chamando-lhes pelo nome, e nós nunca vimos Ele mas ouvimos sua voz e somos morada Tua. Nas Sagradas Escrituras nunca vimos anjos serem cheios do Espírito Santo não é? Pois é, eles não precisam pelo mero fato de não precisarem crerem, mas nós temos a plenitude do Espírito de Deus ! verdadeiramente foi bem dito as palavras do Apóstolo Paulo que através da sua igreja é “conhecida a sua multiforme sabedoria diante dos principados e potestades”.

Por fim, ao invés de nós estarem admirando eles, eles estarão nos admirando se perguntando - como que vocês conseguiram suportar tantas afrontas pelo nome de Cristo?,  como que é a luta contra essa coisa chamada pecado?, como é lutar contra um inimigo espiritual que sequer nunca viram? Como que é ouvir a voz de Deus sem ao menos contemplar a beleza do seu trono?

Acredito que depois da consumação dos séculos, quando estivermos no grande “dia da eternidade”, a maior atração no céu não será as muitas fantasiosas hostes espirituais que desenvolvemos na nossa imaginação fértil e que na verdade não passam de nossos conservos, mas seremos nós, novos habitantes do céu !                 

Me baseando no versículo supra citado no começo desse texto, e no versículo seguinte no fim dela, digo a mim mesmo com muita força de esperança que está chegando o dia em que o céu não será somente habitação dos anjos !

“Respondi-lhe: Meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: São esses os que vêm da grande tribulação, lavaram sua vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro...” Apocalipse 7.14

Amém.



                                                         Ezequiel Domingues dos Santos

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Nosso último e grande inimigo



Se há algo em que um ser humano num momento da vida indaga, estuda a respeito procurando resposta (que quase nunca os satisfazem); e que, muitas das suas conclusões podem até não chegar a lugar algum esse algo é a morte.

A morte, desde os tempos remotos da humanidade sempre despertou pavor para alguns, fascinação para outros e até mesmo inspirou a muitos desenvolverem teses escatológicas para seus seguimentos religiosos e tribais, vejamos alguns:



      ·  Para os egípcios, a morte era em um processo onde a alma se desprendia do corpo. Com isso, acreditavam que a morte seria um estágio de mudança para outra existência. Sendo o corpo compreendido como a morada da alma, havia uma grande preocupação em conservar o corpo dos que faleciam. Dessa forma, desenvolveram-se variadas técnicas de mumificação capazes de preservar um cadáver por séculos.



·         Os celtas acreditavam na existência do “Outro Mundo”, aonde residem os antepassados e demais espíritos. Acreditavam também que determinadas pessoas eram dotadas do poder de comunicação com este mundo. E também a explicação de os guerreiros celtas serem bravos e destemidos podia vir da certeza que eles tinham de que a morte nada mais é que uma passagem.





·         Na Costa do Marfim, morrer com idade avançada e ter um funeral digno (com muita festa) são sinônimos de uma boa morte. Em vista disso, muitas pessoas preparam de antemão o seu próprio funeral, guardando dinheiro e encarregando pessoas para se ocuparem da cerimônia fúnebre.



·         Os Maias acreditavam que após a morte todos iam para o inferno, cuja entrada seriam nas cavernas ou nos poços de água criados pelo desabamento das cavernas de calcário. Os reis também iam para o inferno, mas, como possuíam “poderes sobrenaturais”, conseguiam escapar e renascer no céu como deuses. A morte por causas naturais era temida pelo povo maia, especialmente porque ninguém ia para o paraíso. Pessoas “normais” era enterrada debaixo da própria casa, com a boca cheia de comida e acompanhada por artigos religiosos e objetos de uso cotidiano (os túmulos dos sacerdotes continham livros). Os nobres eram cremados e pequenos templos eram erguidos sobre suas urnas funerárias.



Visto como uma coisa irremediável em que todas as espécimes orgânicas passam, vem a pergunta: Qual o sentido da vida, já que é tão curta e logo tem fim?, como encará-la?, o que haverá depois? ; e, essas crenças expostos acima são de fato verdadeiras?.

Muitos não querem pensar nisso para não se atormentar (como se não fossem passar por ela), ou acham um assunto mórbido para se tratar; porém, muitas pessoas deram uma posição diante dela em vida, eis alguns exemplos entre os milhares:

“Se você não está preparado para morrer por alguma causa, não está preparado para viver” –(Martin Luther King).

“Agora posso contar aos jovens a minha terrível história, e todo mundo saberá o que vivi, inclusive depois da minha morte” – (Yamaguchi. Homem que sobreviveu as duas bombas atômicas no Japão).

“Senhor Jesus, recebe o meu espírito” – (Estevão. primeiro mártir cristão dizendo isso pouco antes de morrer).

“Os covardes morrem várias vezes antes da sua morte, mas o homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez”- (William Shakeasper).

Lidar com ela, já que, como uma coisa inevitável, e que faz parte do ciclo da vida, pode depender muito da valoração moral do indivíduo:

·         O risco de morte iminente é mais real para um soldado em batalha do que para o ministro da defesa que está em seu gabinete, porém os dois estão envolvidos na guerra.

·         Um homem julgado e condenado à prisão e depois à execução estará esperando a morte de forma diferente do que aquele sentenciado a prisão perpétua por saber o dia de sua morte.

·         Uma criança no país de Chade (mais pobre do mundo) que vê as pessoas morrendo de fome constantemente, cresce mais acostumado com a ideia de morte do que uma criança que tem uma vida tranquila num país de Primeiro Mundo.

·         O profeta Jonas desejou morrer por causa da aboboreira ter secado, mesmo depois de ter salvado da morte 120.000 (cento e vinte mil) pessoas.

Hoje em dia, nesse tempo pós-moderno, onde os valores estão cada vez mais invertidos fica mais difícil para as massas lidarem com a finitude humana. As crianças são educadas sem ideais na vida, o que interessa é ser bem sucedido não importa de que maneira, o que dita o valor de um indivíduo agora é o que ele tem ou que pode produzir e não o que ele é, de modo que a ideia de morte fica como uma coisa surreal ,e a desvalorização midiática coloca nossos semelhantes como números, “morreram tantas pessoas nesse carnaval”, tem nos condicionado a enxergar a morte como uma mera parceira nas estatísticas. As estatísticas não dizem que essas pessoas que morrem tinham histórias de vida, filhos crescidos para exibir, sonhos interrompidos, vitórias para contar, fraquezas para confessar; dizem o numeral que ele representa e assim sua existência cai no esquecimento de um papel e seu corpo para o seio da terra.

Verdadeiramente a morte é um elemento surpresa porque nunca sabemos quando é que ocorrerá; para alguns vem cedo demais e para outros ela se prolonga dando um tempo a mais para desfrutar dessa passagem terrena.

A angústia de entrar em contato com essa fatalidade é indelével para o nosso interior, pois desde crianças detestamos nos separar de quem amamos, desde quando nós choramos ao largar da saia da mãe para entrar no colégio ou quando deixamos a casa dos pais para viver com outra pessoa, mas no respectivo caso, sabendo que é uma perda para sempre, é incomparavelmente doloroso, e nos deixa em maior conflito existencial.

 Vendo cessação da vida de um próximo vemos a quebra dos orgulhos, a quebra das picuinhas, vemos que tudo conquistamos não é comparável ao mais precioso que sempre tínhamos a nossa frente – os nossos amados, e é restabelecido nossa humildade em saber que somos sujeitos ao tempo e espaço. Conquistamos muitas coisas na vida, mas o que tira ela ninguém consegue conquistar!...

Poderia eu pensar dessa forma. Mas um grande acontecimento histórico, narrado num livro sem contradições, com centenas de testemunhas registradas nesses anais, e mais a experiência vividas de bilhares de pessoas por meio desse fato que foi o divisor de águas na história da humanidade tem mostrado que há esperança até pra esse “mal” irremediável.

Imaginem um ser humano repleto de fraquezas e pecados, sabendo que um dia vai se encontrar com a mesma, apontar o dedo na cara dela e dizer “ Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” e um pouco adiante “Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo''. Essa pessoa é o apóstolo Paulo, um dos maiores intelectuais que o mundo já teve, disse isso aos irmãos de Coríntios depois de sua explanação sobre a derrota do nosso último inimigo a ser vencido. Mas ele só conseguiu dizer isso por conhecer a quem deixou a morte inoperante com somente uma atitude –crer nele.

Ele nos deixou exemplo de como viver e mostrou ao morrer o que acontecerá com aqueles que o crerem.

Jesus nunca permitiu que morte passasse na frente dele e fosse embora sem prestar contas, basta ler os evangelhos e perceber que todo o morto que cruzou o caminho dele ressuscitou!, até mesmo se os ladrões que estavam crucificados com ele, se morressem antes que Cristo com certeza teriam voltado a vida.

Houve uma história de um ateu convicto que esteve com uma doença fatal e não havia nenhuma esperança, estava sentenciado a esperar sua morte, até que vieram a ele e pregaram o evangelho com autoridade e poder oferecendo uma vida eterna após a morte, até que esse cético com dificuldade passou a crer no Criador e recebeu Jesus verdadeiramente e mesmo com sua doença mortal passou a servir ao Senhor de todo coração já que (ia morrer mesmo), ele buscava fervorosamente a Deus sem distração alguma de modo que não havia mais o pavor da morte, ao contrário, ele a desejava, pois sabia que em pouco iria se encontrar com seu Mestre, e isso ficou mais intenso de modo que ele queria que chegasse rapidamente a sua partida para ter o que tanto desejasse, mas foi aí que Deus decidiu curá-lo e disse assim: “Agora quero que você viva pra mim, para pregar o meu nome”. Isso foi uma frustração porque não mais veria o seu Senhor face a face, mas também foi uma alegria ao experimentar a cura divina. Essa história mostra que Deus tem seus propósitos e nenhum dos seus planos podem ser frustrados.

Uma história como essa é o cumprimento do que diz a passagem em Hebreus 2.15 “ e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda vida”; e ainda que não houvesse a cura para esse homem tudo acabaria bem pois ele cria piamente nas palavras do Senhor que disse “Na casa de meu Pai há muitas moradas, se não fosse assim eu não teria dito, vou preparar-vos lugar". Essas palavras estava depositado em seu espírito como único sustentáculo antes de partir para a eternidade.

Sem dúvida, grande é o benefício do novo nascimento dito por Jesus tanto nessa vida como na vindoura. Então se alguém disser pra você “pra tudo se tem um jeito, menos pra morte”, diga pra ele : “Não querido, até pra morte tem jeito, Jesus Cristo venceu ela !”.

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá...”




                                                                                                              Ezequiel Domingues dos Santos

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O drama de um pecador


O Drama de um pecador



O meu mundo gira, os meus minutos passam e um dia se vai.

Quando estou só me sinto na companhia de algo indesejável, o mal que paira em mim como

as ondas que batem na costa do mar deixando suas sujidades.

Eu até vigio, mas tropeço pelo tempo que desgasta a minha perseverança, e quando caio

volto para o fim da fila.

Na minha habilidade, tentei manusear meus próprios sentimentos, mas fui traído pelas

agruras imensas causadas por esse mal que me seguem desde que me tornei um ser.

Mas esse dia chegou, parecia que eu estava no status de divindade porque esse dia parecia

mil anos, até que depois de tantas vozes, tantas páginas, tantas mergulhadas na lama,

consegui dizer com minha boca e crer no meu coração, ainda que de forma frágil: “Tua graça

me basta”.

Mesmo assim, percebo que olhos acusadores tentam transpassar a barreira da minha

santidade, pondo a prova da minha pequenez, me fazendo lembrar que ele está por perto, e

que apesar do resto do planeta vê-lo com bons olhos, eu sei que ele continua sendo um mal

que me persegue até o fim de mais um dia que se vai.

                                                                                                            Ezequiel Domingues dos Santos 

Aos sábios ateus


Poço de iniquidade


Quão bom é para todos agir com liberdade, achando o que quer, julgando o que
pode, opinar em diversos assuntos...
Criticar, sugerir, discordar, falar o que bem entende mesmo que não entenda nada,
quanto mais se tratando na era da informação, da comunicação e da propagação de
novas ideias.
Vemos sábios em tudo quanto é canto, ou pelo menos se achando, em assuntos que
ao menos se disponham a investigar antes de escarnecer a tudo e a todos quando o
assunto é Deus e a sua Palavra.
As pessoas já não têm os seus limites, seus temores, pois quando se trata de
blasfemar não medem esforços para atacar o Altíssimo; na verdade pensam que
atacam achando assim, a sua segurança interna envolta de crises existenciais!
Por que acham coisa maravilhosa que exista uma entidade capaz de criar coisas onde
não há coisas? Por que se sentem ofendidos quando colocamos tudo nas mãos
daquele que com apenas um sopro abriu um mar, ou com apenas uma palavra tirou
uma pessoa do mundo dos mortos?
Todos buscam seus ideais, mas aos confusos cabe a blasfêmia!
Mal sabem que suas palavras são escritas no diário eterno, mas sabem que suas
vidas passarão como um vapor e, se ao menos percebessem que seus corpos cabem
em uma vala qualquer para ver qual a insignificância de ser pó?
Coisa dura é se voltar contra o Criador, e usar com tolice o membro para o qual foi
criado para bendizer exaltar com louvor a Majestade Santa.
Á todos os ateus, peço que não reflitam sobre a inacessibilidade do universo, sobre a
origem da vida, sobre a utilidade da natureza ou sobre a sabedoria das formigas para
que suas línguas não sejam obrigadas a dizer “Há um Deus”.

Ezequiel Domingues dos Santos