quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Teoria da Conspiração Sionista




No meu entender, acreditar na chamada Teoria da Conspiração Sionista é um erro grosseiro na interpretação dos fenômenos políticos contemporâneos. Como esse erro é recorrente em boa parte daqueles que estudam a Nova Ordem Mundial, até mesmo entre os mais sérios, resolvi expor as razões que me levam a acreditar que esta teoria, além de não encontrar respaldo na realidade, contribui decisivamente para obscurecer ainda mais o assunto. Como a questão Israel x Palestina está na pauta do dia, aproveito para fazer um comentário pontual sobre o assunto.

A idéia da Conspiração Sionista nem deveria ser chamada de teoria, porque pertence ao campo das hipóteses. E eu a vejo como hipótese furada. Uma teoria conquista respeito quando vitoriosa no confronto com pelo menos a maioria das teorias contrárias. Mesmo não alcançando o patamar de “Lei”, uma teoria não pode fugir deste confronto com idéias adversárias e muito menos descartar fatos que a desmintam. Enquanto não faz isso, continua sendo apenas uma hipótese.

Como toda forma de generalização, a hipótese da conspiração sionista também simplifica, oculta fatores complexos e desta forma impede a perfeita compreensão do fenômeno que procura descrever.

O sionismo como ideal político existe e deve mesmo existir. Ele corresponde a um desejo natural de um povo em criar e manter uma nação, com território, língua e uma ordem legal constituída e apoiada em seus valores morais e culturais.

Sei que a formação do Estado de Israel não ocorreu com a “pacificidade” ideal desejada e muitos árabes foram expulsos ou forçados a abandonar suas terras. É fato que muitos morreram por resistirem à construção deste Estado, inclusive judeus. Mas também é verdade que muitos que ali estavam aceitaram e passaram a integrar a ordem judaica, sem abandonar sua antiga religião e desfrutando dos inúmeros progressos que os israelenses inegavelmente trouxeram para ao Oriente Médio.

Para aqueles que ainda questionam a legitimidade do Estado de Israel devido à maneira com que foi implantado, lembro que nas nações americanas ou mesmo na Europa as coisas ocorreram exatamente da mesma forma. Antes dos portugueses, espanhóis e ingleses implantarem sua idéia de civilização na América não existiam índios que pensavam dominar seu território? E antes destes não houve outra tribo dominante?

Mesmo utilizando esse raciocínio, no caso dos judeus a coisa se complica. Talvez ainda mais. O centro territorial da disputa já esteve nas mãos dos judeus, cristãos e muçulmanos, apenas para falar dos mais recentes, pois também poderíamos lembrar os romanos, os persas, os cananeus, os hititas...

Seguindo esse raciocínio de ancestralidade como garantidor da soberania sobre o território, devemos devolver a América aos índios e a Europa aos bárbaros. E para quem deveríamos, então entregar a terra que vai do Jordão ao Mediterrâneo? Para algum povo acadiano ou algum agrupamento do Neolítico?

Sempre que penso na questão do Estado de Israel, na Faixa de Gaza e na Palestina, tendo a acreditar que é um problema sem solução, pelo menos no curto prazo. Não tenho a mínima idéia de como resolver aqueles problemas e agradeço a Deus por esta decisão não estar em minhas mãos, mas acho que culpar exclusivamente o sionismo por este problema é simplificar demais uma questão enormemente complexa.

O Estado de Israel é o eixo da discussão por ser a “alma” do sionismo, no entanto, sua importância é minimizada ou deturpada na “teoria sionista” de poder global, quando não é completamente desprezada. A hipótese de que os judeus controlam o mundo e planejam escravizar todos os não-judeus se esquece de observar os fatos cotidianos relacionados ao Estado de Israel. 

Os organismos internacionais, controlados pelos bancos das grandes dinastias, são todos abertamente anti-Israel. Nenhum outro país recebeu tantas condenações na ONU, e qualquer um conhece a influência dos bancos sobre a ONU. O episódio da “Flotilha da Paz” é outra prova disso: o mundo inteiro ficou contra Israel por fazer aquilo que todos os países tem a obrigação de fazer: defender a sua soberania. No recente conflito com o Hamas a mesma coisa...

Existem judeus entre os que estão no topo do mundo. É fato. É fato também que existem pessoas implantando mecanismos de controle sobre todas as sociedades, de forma a criar um governo global que perpetue suas famílias no poder. Este grupo de pessoas, ou melhor, estas famílias, controlam os bancos, as grandes corporações, os meios de comunicação. Seu poder se estende pelos governos, universidades e centros de entretenimento. Tudo isso é fato, assim como é fato que algumas destas famílias são judias, inclusive a mais rica e poderosa de todas elas. Mas o judaísmo não é unanimidade entre esse seleto grupo de bilionários e os ideais que os movem nada tem a ver com os valores do povo de Abraão e Moisés. Entre os poderosos por trás da cortina existem aqueles que alegam ser cristãos, muçulmanos, hindus, espíritas, ateus e satanistas, mas todos eles estão bem distantes do que entendemos por “religiosos”. São pessoas megalomaníacas, vítimas indefesas da ganância incontrolável, doentes que nunca estão nem estarão satisfeitos.

Além de não possuírem qualquer laço religioso com seus antepassados, estes ícones do materialismo estão completamente desligados de seus conterrâneos e contemporâneos. Estão pouco se lixando para Israel ou para os israelenses. Apesar dos discursos inflamados, utilizam seus tentáculos nas ONGs e na imprensa para promover inimigos de Israel. Seus interesses estão atrelados a dinheiro e poder, nada além disso.

Israel está sendo usado por interesses opostos aos seus.  Banqueiros globalistas financiam o islamismo e o movimento comunista como forma de provocar o caos na sociedade ocidental. E Israel é o pivô desta batalha, de onde pode surgir uma 3ª Guerra Mundial, com resultados literalmente apocalípticos. Quem não acredita na existência desta espúria aliança basta rastrear de onde surgem as críticas mais ferrenhas ao Estado de Israel. Além das teocracias ou monarquias islâmicas, quase sempre os ataques verbais ou condenações públicas que mais tarde circulam na Internet partem de paraísos democráticos como Cuba, Coréia do Norte, Venezuela... O apoio incondicional à Palestina e aos muçulmanos em geral é um patrimônio da esquerda mundial.  As alianças estão aí, só não vê quem não quer...

Muito além de toda generalização embutida na “conspiração sionista”ou “judaica”, que também pode aparecer sob os rótulos “Conspiração Khazar” ou “Talmúdica”, existe realmente uma tentativa de criar um governo totalitário mundial, mas ele não obedece a nenhuma orientação religiosa ou étnica.

Alguns fatos constantemente descartados

Penso que para chegar a qualquer conclusão é preciso confrontar versões, comparar testemunhos, conferir relações de causa e consequência e tentar se aproximar o máximo possível da realidade onde o assunto está inserido. Este processo de avaliação não permite descartar um fato, nem dele se deve deduzir um conceito.   

No campo da informação Israel é alvejado por variados inimigos e para este tipo de ataque seu avançado sistema defensivo de nada adianta. O que pode tornar espantoso e inacreditável o que digo se explica pela desinformação, ou pela ausência de informação concreta. Alguns fatos não estão com freqüência na mídia, embora esta seja nominalmente controlada por judeus, o que no meu entender comprova o eu digo sobre as reais motivações dessa gente que está no poder.

 Estes fatos que contrastam com a opinião hegemônica ou simplesmente destoam dela são descartados ou amenizados sempre que o assunto Israel x Palestina está no centro do debate. Aqui estão alguns deles, mas não todos.

·       Israel é a mais estável nação do Oriente Médio, um dos poucos países da região sem quantidade significativa de petróleo, tem pouca água e possui um dos menores territórios;

·         Existem árabes muçulmanos muito felizes com o Estado de Israel. Muitos deles vivem na Faixa de Gaza e adorariam se livrar do Hamas;

·         As fronteiras do Estado de Israel foram mais ou menos definidas como estratégia defensiva, conseqüência de uma seqüência de vitórias militares esmagadoras contra nações que a atacam desde o dia da sua fundação;

·         O próprio filho do fundador do Hamas condena as atividades do grupo e explica como alguns líderes fazem sua plataforma política baseada no fomento ao ódio aos judeus. Veja a declaração que ele fez em um Congresso Judaico;

·        Nenhum país árabe se interessou em receber os palestinos, mesmo tendo enormes territórios desabitados, e o Egito se negou a controlar politicamente a Faixa de Gaza, como sugerido por Israel;

·         Existem muçulmanos em todos os níveis hierárquicos do Estado de Israel, inclusive no poder executivo, no parlamento e no judiciário. Esta "diversidade" é incomum no mundo muçulmano;

·         A maioria dos militantes do Hamas, Hezbollah, Jihad Palestina e de outros grupos não utilizam trajes militares durante o combate, um detalhe que quase sempre é "esquecido" na hora de contar os “mortos civis” causados pelos ataques israelenses.

·        Algumas lideranças palestinas fazem política com os cadáveres, e muitas farsas neste sentido já foram comprovadas (veja foto abaixo e o documentário Pallywood);

.        Em 2012 Israel sofreu mais de 1.200 ataques, pelo menos 400 deles antes do revide;

 .       Por definição, qualquer reação militar é proporcionalmente mais violenta do que o ataque que a originou; se você duvida disso dê um tapa na orelha do Mike Tyson e espere pela "reação proporcional" dele;

·         Por último o mais importante: em todo Oriente Médio, Israel é o lugar mais seguro para os Cristãos praticarem sua religião;


Não acredite em tudo o que vê por aí...
Esta foto que vai abaixo é apenas um exemplo claro de como pode funcionar a indústria da ocultação, desinformação e manipulação. A foto em questão, ou melhor, a parte dela que foi recortada de acordo com os interesses do Hamas, circulou bastante e estampa dezenas de sites, inclusive o Guerra Silenciosa, que cutucou para que eu escrevesse este texto que não estava nos meus planos. Na Internet existem algumas outras fraudes fotográficas e o documentário Pallywood as expõe em vídeos irrefutáveis. Não estou dizendo que todas as fotos que circulam sejam montagens, nem acredito que os israelenses sejam todos santos, o que importa é desmascarar as mentiras onde quer que elas estejam.

Esta evidente encenação circula como "prova" da crueldade israelense

Entender a Nova Ordem Mundial exige o abandono das teorias generalistas. O primeiro passo é elencar os fatos e dar nome aos bois. É o que tentei fazer em meu novo livro, “Introdução à Nova Ordem Mundial”, que devo lançar em breve.  Neste trabalho que durou 10 anos, listei os fatos que julgo necessários para compreender os mais importantes aspectos da N.O.M.

Protocolos dos Sábios do Sião
Os Protocolos dos Sábios do Sião permanece uma incógnita. Se por um lado penso que as inúmeras referências à própria genialidade dos autores soam inverossímeis, por outro tenho que admitir que suas recomendações germinaram e deram frutos.

Em muitas páginas a capacidade maquiavélica dos planejadores é exageradamente exaltada. Tamanha demonstração de soberba não me parece muito adequada aos cérebros privilegiados que escreveram os estratagemas contidos nos Protocolos. Se contarmos com o fato de que os megalomaníacos sempre acreditam que suas idéias são intrinsecamente boas, até mesmo as mais cruéis, tamanha manifestação de orgulho pela maldade como vemos neste documento traz sérias dúvidas sobre a sua autoria.

De qualquer forma, os Protocolos são um fato, seus 24 capítulos expõem um plano realmente articulado e factual. Um projeto de longo prazo, que abarca os mais variados aspectos da sociedade, planejado e ordenado de maneira sistêmica. Como relata em detalhes um plano com etapas concluídas há décadas e outras sendo implantadas neste mesmo instante, é importantíssimo conhecer bem este documento, independente de quem esteja por trás de suas páginas.

Choque de civilizações
Por trás da questão Palestina, existe um conflito mais amplo entre Ocidente e Oriente, que ocorre no campo cultural, e a sua meta não é conquistar nenhum território, mas sim o senso comum de toda sociedade. Uma luta entre duas civilizações. Nesta luta Israel está do nosso lado, do que podemos chamar de Ocidente.  Do outro lado estão os inimigos do Ocidente, o islamismo, o movimento comunista internacional e os banqueiros que financiam toda essa farra. Pode até parecer um delírio colocar os banqueiros, islâmicos, socialistas e comunistas no mesmo barco, mas é exatamente o que está ocorrendo. Esta aliança, mesmo que momentânea, não é inédita e deve se intensificar. Apesar de serem forças concorrentes, unem-se pontualmente para atacar as bases da civilização ocidental, o inimigo comum.

Além de toda questão cultural, moral e até religiosa, meu apoio a Israel é também pragmático. Em uma luta entre duas formas de organizar uma sociedade, escolho a que julgo mais próxima dos meus ideais. 

Não pretendo voltar a este tema, por julgar que a soma desta postagem com as informações que estão no livro Introdução à Nova Ordem Mundial constituem tudo o que tenho a dizer sobre o assunto. Ao menos por enquanto.

Um comentário:

  1. Oi Ezequiel, obrigado por compartilhar meu texto. Estamos juntos!
    Abraços,
    Ale.

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