sexta-feira, 28 de setembro de 2012

INVESTIDA TENDENCIOSA


No site http://opiniaoenoticia.com.br/internacional/um-guia-secular-das-origens-do-cristianismo/  li uma divulgação de um lançamento de um livro escrito pela britânica Selina O'Grady que fala sobre a influência das cartas do Apóstolo Paulo no Império Romano, teorias inventadas e muitas outras babozeiras.

Eis o artigo e logo abaixo meu comentário a respeito


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Um guia secular das origens do cristianismo

Novo livro de Selina O’Grady afirma que São Paulo foi a chave para o sucesso do cristianismo

Os líderes da Roma antiga eram implacavelmente pragmáticos em questões religiosas. Quando uma tribo era subjugada e o seu respectivo território era anexado ao domínio imperial, Roma se apropriava dos deuses do povo dominado e os adicionava ao seu crescente panteão de divindades exóticas. Quando Augusto assumiu o poder político supremo, ele também reivindicou a condição de divindade; as cidades do império eram encorajadas a competirem entre si quanto ao fervor de adoração ao imperador.
Em sua extensa narração das relações entre fé e poder no alvorecer da era Cristã, Selina O’Grady em seu livro And Man Created God: Kings, Cults, and Conquests at the Time of Jesus ( “E o homem criou deus: reis, cultos e conquistas na época de Jesus”, em tradução livre) apresenta os usos políticos da religião pagã, ambientando o relato em luxuosa e excessiva Roma, com grande esmero e poder descritivo. Mas O’Grady, escritora e radialista britânica, também tem um propósito mais ambicioso. Por meio do estudo de muitas formas de teocracia e divinização do imperador, a autora pretende criar um contexto que torne compreensível o surgimento de Jesus de Nazaré como um pregador em vilas da Galileia, onde foi dado o ponto de partida ao cristianismo, e sua adoção como a religião oficial do império romano. Em outras palavras, ela está procurando explicações seculares diretas para o fenômeno histórico que a cristandade atribuiu ao espírito santo.
Desse modo, ela entra em uma arena na qual os estudiosos da bíblia começaram a se amontoar há meio século: qual a relação, caso haja alguma, entre o “Jesus histórico” e o Cristo da fé e do dogma?
Para o estudioso secular, certezas a respeito do Jesus histórico são escapadiças. As evidências escritas são praticamente inexistentes, e a importância dos manuscritos do Mar Morto, uma das poucas fontes da época quase que inteiramente na língua semítica,é altamente contestada. No entanto, as ideias de O’Grady são bastante claras. Para ela, Jesus foi um dos muitos pregadores itinerantes e milagreiros que não fizeram nenhuma reivindicação particular da condição de divindade,mas que articularam uma forma de nacionalismo judaico. (Porque, alguém pode perguntar, ele exortou seus seguidores a “dar a César o que é de César”?) O “filho de deus”, sob o nome do qual os imperadores romanos e bizantinos tocavam os seus impérios, foi, na opinião de O’Grady, concebido por Paulo, que tornou o cristianismo uma religião tanto universalista (dirigindo-se, como faz o Islã, a toda a humanidade) quanto politicamente indiferente, ideal, portanto, a um império.
Mas O’Grady observa que Paulo estava, em certo sentido, resolvendo um problema privado quando ele vislumbrou uma religião para toda a humanidade, isto é, o problema de um judeu devoto que tivera uma educação grega e era um cidadão romano. Três séculos depois, os mestres de Roma descobriram que as repostas de Paulo a seus próprios dilemas correspondiam precisamente às necessidades ideológicas do império.
O argumento da autora vai se elevando até atingir o seu ápice no capítulo final, o qual trata de como “Paulo criou Cristo”; ou como o apóstolo concebeu um formato útil para um religião mundial baseada em suas intuições místicas de uma figura divina que ele havia “encontrado” apenas em suas visões. Ambos os extremos do argumento – o de que Paulo reagiu criativamente a seus dilemas pessoais e o de que a crença em um Deus único manteve o império romano unido – são convincentes o bastante.






Comentário de Ezequiel Domingues dos Santos:

"É de se esperar uma obra como essa vindo de um lugar onde a perseguição cultural é intensa contra valores cristãos (quase chegando ao nível de um país comunista).
De acordo com o texto acima referendo a obra, dá pra se perceber a pobreza de hermenêutica da autora em dizer que “Jesus não revindicou a condição de divindade”, ora; Jesus disse: “Antes que Abraão nascesse eu sou”- (eu sou é = nome hebraico de Javé) e também disse “Eu e o Pai somos um” e também “Que vê a mim também vê o Pai” ,ou seja, a divindade de Jesus não foi criada por Paulo, mas explícita nos evangelhos e implicitamente nos escritos dos profetas hebreus centenas de anos antes.
O caso do universalismo cristão também não foi criado pelo apóstolo Paulo pois o próprio Jesus disse muito antes que “Deus amou o mundo de tal maneira…”, se Ele amou o mundo significa o intuito universal para salvação.
E também Paulo não vislumbrou nenhuma religião para a humanidade, simplesmente ele levou a cabo o mandado de Cristo “Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda a criatura” (coisa que os primeiros apóstolos não fizeram); no entanto, realmente ele usou a sabedoria helenística para sintetizar e teorizar os cristianismo vacinando contra heresias e usou sua cidadania romana com seus direitos para percorrer o vasto império anunciando o evangelho e, mesmo assim, foi decapitado por ordem do imperador Nero.
Como muitas (ou quase todas) obras ateias para criticar o cristianismo, essa também usa de pseudológicas para inverter a percepção da realidade histórica de quem lê ou ouve com argumentos que ferem a ciência da interpretação; erroneamente faz comparação com a missão Islâmica que difere e muito do missão cristã e com uma erudição histórica tendenciosa lança uma máxima “Paulo criou Cristo” para a alegria de militantes ateus histéricos e muleta para os céticos que não têm espírito crítico mas, (por julgarem segundo as aparências de intelectualidade) absorvem sem ao menos pesquisar.
Por isso mais e mais estou convicto que não tenho fé suficiente pra ser ateu."


                                                                   Ezequiel Domingues dos Santos

3 comentários:

  1. Só o Espírito dá capacitação para uma análise crítica tão coerente quanto a que você fez sobre o texto de a escritora Selina O’Grady. Combate iluminado.
    Josiane Carvalho.

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  2. Você visitou meu site saladecinemagospel, vim aqui fazer uma visita e estou seguindo seu blog.

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  3. Obrigada pela vista ao meu blog!!! Sou sua seguidora tb! Excelentes as suas postagens!!! Como agradeço ao Senhor por sua vida!!!!Que bom estarmos unidos tb aqui pela web...adorandonanet!!!Que a Graça e Paz sejam contigo irmão!!!!Estou muito feliz por sua vida!!!

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