terça-feira, 17 de julho de 2012

Não tenho fé suficiente pra ser ateu (parte 6)

    Difícil é, nessa época pós-moderna, encontrar orientação científica e histórica para qualquer fenômeno e acontecimento porquê e visível a parcialidade e tendenciosidade da mídia em promover o que é de mais baixo e mentiroso para a população, pois, até uma verdade chegar até nós, é filtrada por muitas pessoas de forma que à nos deturpadamente.
Digo isto para referir a falsamente chamada "ciência" moderna que para fazer negação e não dar braços a torcer e crer na existência de um ser Todo-Poderoso, é preciso recorrer a milhares e milhares de anos até porque assim eles podem ganhar tempo até achar um modo de explicar as dúvidas básicas do ser humano, que nem isso conseguiram explicar !.
Mas, entrando no assunto em que diz respeito a verdades, deixo exposto aqui, uma quantidade de achados arqueológicos de escritos antiquíssimos registrando fatos que contêm na Bíblia Sagrada:

O evento bíblico mais documentado é o dilúvio universal descrito em Gênesis 6-9. Diversos documentos babilônicos foram descobertos e descrevem o mesmo dilúvio.
A Lista de Reis Sumérios (aqui ilustrado), por exemplo, indica que todos os reis reinaram por longos anos. E então veio uma grande inundação, e após este acontecimento, os reis sumérios reinaram por períodos bem menores. Este é o mesmo padrão de acontecimento encontrado na Bíblia. Os homens tinham uma maior longevidade antes do dilúvio e menor após o mesmo. O 11o. tablete do Épico de Gilgamesh descreve uma arca, animais levados até a arca, pássaros sendo soltos durante a grande inundação, a arca repousando sobre uma montanha e um sacrifício oferecido após a arca estar parada.
A estória de Adapa conta sobre um teste de imortalidade envolvendo alimento, similar à história de Adão e Eva no Jardim do Éden.
Os tabletes de argila sumérios registram a confusão de línguas assim como se observa no histórico bíblico da Torre de Babel (Gn 11:1-9). Existiu uma era de ouro onde toda a humanidade falava a mesma língua. As línguas foram então confundidas pelo deus Enki, senhor da sabedoria. Os babilônios têm registros similares onde os deuses destruíram a torre do templo e "dispersaram-nos e tornaram suas línguas estranhas."
Queda de Samaria (2 Re 17:3-6, 24; 18:9-11) a Sargão II, rei da Assíria, registrado nos muros de seu palácio real.
Derrota de Asdode por Sargão II (Is 20:1), como registrado nos muros de seu palácio real.
Campanha do rei assírio Senaqueribe contra Judá (2 Re 18:13-16), como registrado no Prisma Taylor.
Queda de Nínive como predito pelos profetas Naum e Sofonias (2:13-15), registrado no Tablete de Nabopolazar.
Queda de Jerusalém por Nabucodonosor, rei de Babilônia (2 Re 24:10-14), como registrado nas Crônicas Babilônicas.
Cativeiro de Joaquim, rei de Judá, em Babilônia (2 Re 24:15-16), como registrado nos Registros de Alimentação Babilônicos.
Queda de Babilônia para os medos e os persas (Dn 5:30-31), como registrado no Cilindro de Ciro.
Libertação dos cativos da Babilônia por Ciro o Grande (Ed 1:1-4; 6:3-4), como registrado no Cilindro de Ciro.
Existem outras três tumbas esculpidas no rochedo próximo à capital persa Persépolis, no Irã, que acredita-se serem dos reis persas Xerxes (485-465 A.C.), Artaxerxes I (465-424 A.C.) e Dario II (423-405 A.C.). Não há, no entanto, inscrições em todas as tumbas que permitiriam ter certeza sobre suas identificações. Só na de Dario há uma inscrição identificando-a. Xerxes é o Assuero do livro de Ester, o rei que Ester se desposou. Esdras foi um escriba (Ed 7:6) e Neemias um mordomo (Ne 2:1) servindo a Artaxerxes I. Este autorizou tanto a Esdras quanto a Neemias a retornarem a Jerusalém: Esdras iria assumir assuntos religiosos e judiciais (Ed 7:12-26), e Neemias iria reconstruir os muros da cidade (Ne 2:1-9). Dario II pode ser o Dario mencionado em Neemias 12:22, porém isto é ainda um pouco duvidoso.
Algumas construções também foram localizadas: O palácio real da Babilônia onde o rei Belsazar deu um grande banquete e Daniel interpretou a escrita na caiadura da parede (Dn 5). O palácio real em Susã onde Ester foi a rainha do rei persa Assuero (Et 1:2; 2:3, 5, 9, 16). O portão real em Susã onde Mordecai, tio de Ester, se assentou (Et 2:19, 21; 3:2, 3; 4:2; 5:9, 13; 6:10, 12). A praça da cidade em frente ao portão real, onde Mordecai encontrou Hataque, eunuco de Assuero (Et 4:6).
Algumas pessoas alegam que existem referências no épico sumério denominado "Emerkar e o Senhor de Arata." Existe, na fala de Emerkar, um encantamento que na verdade é uma introdução mitológica. A tradução de Kramer diz que:
Existiu uma época em que não havia a serpente e nem o escorpião,
Não havia a hiena e nem o leão,
Não havia o cão selvagem e nem o lobo,
Não existia o medo e nem o terror,
O homem não possuía rival.
Nestes dias, as terras de Subur (e) Hamazi,
tinham as línguas em harmonia, a Suméria, a grande terra da ordenação de príncipes,
Uri, a terra que tinha tudo que era apropriado,
A terra Martu, repousando em segurança,
O universo inteiro, as pessoas em uníssono
A Enlil em uma língua [falavam].
...
(E então) Enki, o senhor da abundância (cujas) ordens são confiáveis,
O senhor do saber, que compreende a terra,
O líder dos deuses,
Revestido de saber, o senhor de Eridu
Transformou a fala em suas bocas, [trouxe] disputas
Na fala do homem que (até então) era única
.
É interessante observar que Enki, o deus de Eridu, está relacionado a este mito e pode perfeitamente representar a memória de um evento verdadeiro do fim do quarto milênio a.C. [1]

Susã - Referência bíblica: "As palavras de Neemias, filho de Hacalias. E sucedeu no mês de quisleu, no ano vigésimo, estando eu em Susã, a fortaleza" (Ne 1.1; Et 1.1). "Escavações conduzidas por Marcel Dieulafoy no período de 1884 a 1886 comprovaram a existência da cidade de Susã". (Douglas, J. D., Comfort, Philip W & Mitchell, D., Editors. Whos Who in Christian History Wheaton, Illinois: Tyndale House Publishers, Inc., 1992.)
                                                         Susã, Persépolis

Nínive - Referência bíblica: "E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Lev
antate, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até a minha presença" (Jn 1.1,2; 2 Rs 19.36). "Nínive foi encontrada nas escavações de Austen H. Layard no período de 1845 a 1857". (Douglas, J. D., Comfort, Philip W & Mitchell, Donald, Editors. Who's Who in Christian History, Wheaton, Illinois: Tyndale House Publishers, Inc., 1992).
                                                           Nínive hoje

Ur - Ur dos Caldeus teria sido efetivamente descoberta no ano de 1854, por J. E. Taylor, cônsul inglês em Bassorá, que pretendia encontrar antiguidades para o Museu Britânico. Ele conseguiu localizar Ur, no sul da Mesopotâmia, isto é, junto ao Golfo Pérsico, no delta do rio Eufratesonde hojeé o Kwait, fazendo parte daquilo que Keller chama de "crescente fértil", berço de varias antigas civilizações.

                                                    Ur dos Caldeus -hoje


                                               O código de Hamurábi



Esse Código, criado por volta de 1700 a.C., é um dos mais antigos conjuntos de leis jamais encontrados, e um dos exemplos mais bem preservados deste tipo de documento da antiga Mesopotâmia.
Algumas partes da Torah são similares a certas seções do código de Hamurabi, e devido a isso alguns especialistas sugerem que os hebreus tenham derivado sua lei deste. No entanto, o livro Documents from Old Testament Times (Documentos da época do Velho Testamento) diz: "Não existe fundamento algum para se assumir qualquer empréstimo pelos hebreus dos babilônicos. Mesmo se os dois conjuntos de leis diferem pouco na prosa, eles diferem muito no espírito."  Alguns exemplos das diferenças:[2]

Código de Hamurabi
Torah
Pena de morte para roubo de templo ou propriedade estatal, ou por aceitação de bens roubados. (Seção 6)
Roubo punido por compensação à vítima. (Ex 22:1-9)
Morte por ajudar um escravo a fugir ou abrigar um escravo foragido. (Seção 15, 16)
"Você não é obrigado a devolver um escravo ao seu dono se ele foge do dono dele para você." (Dt 23:15)
Se uma casa mal-construída causa a morte de um filho do dono da casa, então o filho do construtor será condenado à morte (Seção 230)
"Pais não devem ser condenados à morte por conta dos filhos, e os filhos não devem ser condenados à morte por conta dos pais." (Dt 24:16)
Mero exílio por incesto: "Se um senhor (homem de certa importância) teve relações com sua filha, ele deverá abandonar a cidade." (Seção 154)
Pena de morte por incesto. (Lv 18:6, 29)
Distinção de classes em julgamento: Severas penas para pessoas que prejudicam outras de classe superior. Penas médias por prejuízo a membros de classe inferior. (Seção 196–205)
Você não deve tratar o inferior com parcialidade, e não deve preferenciar o superior. (Lv 19:15)



[1] Kramer, S.N. 1968 The "Babel of Tongues": A Sumerian Version. Journal of the American Oriental Society 88: 109, 111.
[2] Oppert & Menant (1877). Documents juridiques de l'Assyrie et de la Chaldee. Paris,  Kohler, J. & Peiser, F.E. (1890). Aus dem Babylonischen Rechtsleben. Leipzig e Falkenstein, A (1956–57). Die neusumerischen Gerichtsurkunden I–III. München

Desde o início de nossa era, sempre houve critiquismo em cima dos Escritos Sagrados pelo fato de se considerar revelação divina; particularmente vejo que há uma alto perseguição para banalisar,negar e dar descrédito a Palavra de Deus simplesmente porquê toca na ferida, entra no âmago e realmente penetra do espírito humano de forma que causa conflitos e nos mostra o quão somos pequenos e insignificantes diante da transcendência e magnificência de um Senhor do universo; e isso são algumas das causas de tanto desespero em provar a inexistência daquilo que estão diante dos seus olhos, até porquê requer humildade para se render à Deus, coisa que os homens não conseguem desde os tempos remotos.

                                                                                          Ezequiel Domingues dos Santos


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