sexta-feira, 15 de junho de 2012

Não tenho fé suficiente para ser ateu (parte 5)

                                         O darwinismo e sua "santíssima trindade"





O darwinismo em seu um século e meio de existência está, como ciência, cada vez mais débil e desacreditado no meio científico, contudo, como religião, está cada vez mais forte e pernicioso não apenas nesse meio, mas, principalmente, no meio da sociedade. A agressividade com que os evolucionistas agem é algo absurdamente assustador, e como muito bem definiu Margulis: "O neodarwinismo é uma pequena seita religiosa do século 20".
  Na realidade, poderíamos dizer hoje que o evolucionismo deixou de ser uma pequena seita religiosa do século 20, e se tornou uma grande seita religiosa do século 21; talvez mesmo a maior seita religiosa deste século. A escritora Nancy Pearcy, em seu livro "Verdade Absoluta", afirma que "o darwinismo funciona como religião alternativa", e na verdade, é exatamente o que tem sido o evolucionismo desde sua concepção no século 19.
 O deus dessa seita alternativa é, curiosamente, um deus trino, e as três "pessoas" dessa trindade chama-se: "Acaso", "Natureza" e "Seleção Natural". Para os fiéis membros do evolucionismo, essa trindade é o "deus criador" de todo o Universo e da vida, e funciona mais ou menos da seguinte forma:
  O Acaso é onipresente e onipotente, e por obra e graça dele, a Natureza veio à existência. Esta, por sua vez, usando seu próprio poder e com a ajuda do Acaso, sempre dará um jeito de gerar vida, não importa como. Em seguida, o Acaso dará a sua contribuição novamente fazendo com que as coisas funcionem coincidentemente com tal perfeição que o resultado será o surgimento de um organismmo vivo, complexo e capaz de se reproduzir. Finalmente, a "terceira pessoa" dessa "trindade evolucionista", a Seleção Natural, irá agir definindo aqueles seres vivos que são mais aptos a prosseguirem sa jornada em direção ao aperfeiçoamento da espécie. E o Acaso opera poderosamente, mais uma vez, podendo provocar alterações dráticas na genética de alguns seres vivos, gerando uma espécie mais evoluída.

                                                O poder do Acaso
É extremamente conveniente para os defensores do evolucionismo pregarem que a teoria da evolução é pura ciência, e que aqueles que não concordam com ela somente discordam porque são religiosos obtusos e preferem acreditar em lendas e mitos. Dizem que a questão entre os evolucionistas e os criacionistas é uma disputa entre ciência e fé ou ciência e religião, mas a verdade é que não existe nenhuma disputa entre ciência e fé. O que existe é uma batalha entre fé e fé, entre religião e religião, entre duas crenças em tão distintas assim, pois ambas creem na existência de algo ou de alguém que é responsável pelo surgimento do universo e de tudo o que nele há, inclusive o ser humano e demais seres vivos. No cristianismo, por exemplo, a fé é no Deus Criador de todas as coisas, e no evolucionismo a fé é no acaso, sem a qual nada existiria, como afirmou dogmática e vigorosamente o geneticista que ganhou o prêmio Nobel, Jacques Monod:

                    "O acaso e unicamente o acaso está na origem de toda inovação, de toda criação na biosfera. O puro acaso, absolutamente livre mas cego, na própria raiz do estupendo edifício da evolução: esse conceito central da biologia moderna já deixou de ser um entre várias outras hipóteses concebíveis. É hoje a única hipótese concebível, a única que se enquadra no fato observado e testado. E nada justifica a suposição - ou a esperança - de que, a esse respeito, nossa posição seja suscetível de revisão".

Está muito claro, pelas palavras de Monod, que o evolucionismo é algo que transcede a ciência. Sua posição dogmática de que o "acaso e unicamente o acaso" é responsável por toda a criação, e que isso é algo definitivo e não suscetível de revisão, somente revela uma crença cega nesse deus chamado "acaso", e que qualquer outra explicação para a existência da vida que não apresente o acaso como criador, deve ser colocada no limbo da ciência.

                                                          Por que sou cristão?
Todo complexo movimento dos planetas e dos demais corpos celestes, assim como a localização perfeita da Terra em um imenso universo, e seus movimentos de rotação e translação nas velocidades calibradamente ideais possibilitando a existência e manutenção de vida aqui no nosso planeta, somente confirmam a declaração do salmista há quase três mil anos: "Os céus revelam a glória de Deus, o firmamento porclama a obra de suas mãos". ( Salmo 19:1). Mas ainda não é essa a principal razão por que sou cristão, pois muitos brilhantes cientistas e muitos físicos muito mais competentes do que eu, veêm o mesmo universo, complexo e harmônico, e são ateus, pois creêm firmemente que tudo isso é obra da graça do puro acaso.
Também poderia ainda justificar minha fé cristão dizendo que a explicação darwinista para a origem das espécies é fisicamente tão ilógica, e matematicamente tão improvável, que prefiro o relato bíblico da criação. Por mais que alguns laureados biólogos, bioquímicos e geneticistas insistam em afirmar que a teoria da evolução é algo provado e comprovado, a verdade é que não existe nenhuma evidência realmente científica que prove que Darwin tinha razão. Muitos geneticistas evolucionistas costumam argumentar que as mutações sofridas por certas bactérias no organismo, tornando-se mais resistentes e imunes aos medicamentos que antes lhes exterminavam, são evidências inquestionáveis da evolução das espécies. Acontece que uma bactéria no organismo sempre foi e sempre será apenas uma bactéria no organismo, não mais do que isso. Por mais mutações que ela sofra, ela sempre será uma bactéria; e se a maior evidência de que o ser humano é fruto de milhões ou bilhões de anos de evolução é o fato de uma bactéria se tornar imune a anticorpos que antes a destruíam, sinceramente, prefiro não apenas continuar cristão - como são também cristãos os evolucionistas teístas - mas continuar crendo na narrativa bíblica da criação.
Enfim, eu poderia enumerar ainda mais meia dúzias de motivos lógicos do porquê sou cristão, mas na verdade, a minha fé cristã está firmada mesmo é sobre a Palavra Revelada de Deus, e nela eu encontro todas as respostas que a ciência não consegue me dar.
                                                                                     
                                        Roberto Ramos da Silva em seu livro "A religião de Darwin"

                                                           Ezequiel Domingues dos Santos

                                                                         

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