segunda-feira, 9 de abril de 2012

Páscoa




Passou-se mais um feriado após o carnaval em que as pessoas vão descansar dos
 seus trabalhos, vão viajar e curtir a tão sagrada data (sagrada devido ao fato de não
trabalhar), os mercados e comércios de chocolates estarão “bombando” em suas
vendas com suas mais variedades de ovos da páscoa e com um indivíduo fantasiado de
coelho na frente da loja agradando a criançada e assim, desde já, começa a entrar na
mente da criança o errôneo significado desta data que, para grande parte das pessoas
representa simplesmente um feriado (o que não deixa de ser) com a oportunidade do
mercado de doces faturar mais do que o resto do ano; mas, para outras pessoas e para
um certo povo tem um significado mais excelente, pois dela dependeu sua existência.
No entanto, ao passar o tempo, não só foi se descaracterizando a comemoração como
os símbolos dela foram deturpados. A Páscoa é comemorada entre 22 de março e 25
de abril no calendário cristão (que é solar) o que corresponde ao primeiro domingo
seguinte à primeira Lua cheia da primavera que cai na data judaica do décimo quarto
dia de Nisã (que é lunar) com o culto a esse evento aprovado pelo Concílio de Niceia
em 325 d.C., suas deturpações foram essas:
Ovos de Páscoa: Em algumas civilizações eram objetos de presentes uns aosoutros como na China antiga, no Egito e na Pérsia no qual eram pintados em
cores alegres (da primavera), na Europa em torno do século XVIII os católicos
benziam ovos coloridos e oferecidos aos fiéis, visto que adotaram o ovo como
símbolo de uma nova vida e renovação, até na Europa pagã isso era
reconhecido no qual ofereciam ovos em cestos em formato de ninhos à Eostre,
deusa pagã da primavera.

Coelho da Páscoa: O coelho com sua incrível fertilidade representa o
renascimento da vida; essa idéia veio a nós pelos alemães já na idade moderna,
mais precisamente no século XVIII, com estórias de que ovos são deixados
pelos coelhos para crianças na manhã desse dia (mesmo sabendo que coelhos
não botam ovos!), essa ideia de ovo de coelho já vinha sido alimentada pelo
caráter pagão citado no item acima no conceito de renovação de vida (ovo) e
da fertilização (coelho) e se faz uma mistureba de tradições e fábulas que se
torna o que vemos hoje.

Porém, a Páscoa não tem nada disso que muitos pensam ser; o termo no seu original
significa “Passar por cima” ou “Passar por sobre” e tem como cenário o povo de Israel
subjugada pelo Faraó no Egito (Êx 1:13), até que, em aproximadamente no ano de
1445 a.C., após quatrocentos anos de escravidão, Deus desceu para livrá-los das mãos
opressoras dos egípcios por meio de Moisés seu intermediário para os israelitas e seu
porta-voz para com Faraó, que, devido sua dureza de coração (colocado pelo próprio
Deus), não permitiu a saída destes no qual resultou nas famosas dez pragas no Egito.

Dentre essas pragas, a última era a praga sobre os primogênitos do Egito, não só o
primogênito das pessoas, mas também dos animais sem exceção e sem acepção de
pessoas (Êx 11:5) seriam mortas pelo Anjo destruidor que a meia-noite ia “passar por
cima” de todas as casas no Egito, mas para que os israelitas não sofressem esse juízo
teria uma condição, eles teriam que se identificar para que o Anjo visse que faziam
parte do povo de Deus, apesar de Deus sempre saber quem eram seus (Êx 11:7b), mas
para que houvesse o princípio de obediência a seus mandamentos e a disciplina
mental para com as ordens de seu Deus reconhecendo-O como Senhor.
Todos os hebreus tinham que matar um cordeiro ou cabrito de um ano, macho e sem
defeito em cada família, se a família fosse pequena, poderia juntar-se ao vizinho na
partição desses rituais para memória perpétua e em Tipologia para a futura Aliança.
O cordeiro deveria ser assado para comer com pães asmos e ervas amargas (Êx 12:8) e
passar o seu sangue nos umbrais das portas para que o Anjo destruidor ao passar
vesse o sangue nas portas, não destruísse aquela casa (Êx 12:23) e isto deveria ser
guardado por estatuto para sempre (Êx 12:24), até que sucedeu assim, todos os
primogênitos do Egito, desde o filho de faraó até o mais insignificantes dos animais
foram mortos pela praga que ocasionou a libertação dos hebreus no Egito.
Essa é a Páscoa comemorada pelos judeus que fazem essas cerimônias até o dia de
hoje para memória de sua origem e o que fez em favor deles o Deus de Israel.
E ao mesmo tempo em que o Senhor trabalhava com eles dessa forma atuando na sua
maravilhosa graça, estava por meio de símbolos mostrando o que havia de vir para nós
cristãos (Col 2:17). Jesus é o nosso Cordeiro (Jo 1:29), Seu sangue além de nos purificar
nos livra da ira (1ªJo 1:7b), (Ef1:7),(1ªTe 1:10) e nos reconcilia com Deus (Col 1:20).
Assim como aconteceu com o povo de Israel, para a Igreja Jesus Cristo nos libertou da
escravidão do pecado (Hb 2:15) e nos tirou debaixo do jugo de “Faraó” que é a
representação de satanás (At 26: 18).
A verdadeira Páscoa é muito mais superior do que a dos judeus (que teve sua validade
até o tempo determinado) e dos mercantilistas usando o coelho e chocolate, nossa
páscoa é o próprio Cristo.
“... Pois Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.” 1ªCoríntios 5:7b

                                                                               Ezequiel Domingues dos Santos

Nenhum comentário:

Postar um comentário