quarta-feira, 18 de abril de 2012

Legalização do aborto de anencéfalos


No dia 11/04/2012 o Supremo Tribunal Federal  (STF) decidiu por 8 votos a 2 a descriminalização do aborto em caso de fetos anencéfalos (gerados sem cérebro), com certeza é uma decisão que causa muita polêmica na sociedade até mesmo houve reunião com o conselho de medicina à respeito para que haja regras para impedir oportunismo para tal ato.
Com plena certeza as entidades religiosas e movimentos contra aborto se puseram contra essa decisão, ainda que sem muita expressão, defendendo a proteção da vida inocente com ou sem anomalia, mesmo encapado pelo nome “antecipação terapêutica de parto”.
Longe de discorrer sobre este assunto ético, nem sobre essa decisão ser feita por um órgão do governo; a saber, STF, em que seus membros não são elegidos pelo povo e nem sobre o possível condicionamento que pode haver nas mentes das pessoas em tal conceito, começo a pensar o quanto as pessoas tentam se esquivar das dores e fugir do medo que o espetáculo da vida apresenta.

Quando acontece um acidente em que o infrator é punido a pagar tal valor à família da vítima por danos morais ou que quando para o ladrão se safar basta pagar uma fiança e assim se esquece do perigo que ele representa para a sociedade, vemos que as pessoas sempre tentam aliviar de uma forma ou outra as dores da injustiça e dos problemas que nos vem trazendo perdas e frustrações, na maioria das vezes com dinheiro em forma de restituição por danos morais, como se nossa moral tem um preço ou se a vida da pessoas amada que se foi tivesse algum valor.

No caso referido ao tema, é mais uma amostra da sempre tentativa humana de ser mais esperto do que os dramas da vida, como que se o prejuízo fosse menor para mulher, se os médicos matem legalmente uma pessoa da mesma forma que os médicos pesquisadores de Hitler faziam na Segunda Guerra Mundial (Obs: não é comparação) cortando o ciclo natural da mulher.

Dores todos os seres humanos passam durante sua existência terrena, mas pode ser mais doloroso evitar a própria dor causando outra em um ente sem a chance de se defender, e mais ainda, viver perpetuamente com uma dor incurável – o da consciência, mesmo que a criança morrerá depois, mas tem sua execução autorizada pela que a gerou;  tecnologia tem ajudado a saber como será a saúde e a forma de um futuro morador deste planeta e agora se aproveita para usar dessa mesma tecnologia para não enxergar e fingir que não existe a aflição nesta vida criando mais abismos na psique humana.



                                                                           Ezequiel Domingues dos Santos

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