quarta-feira, 14 de março de 2012

Primavera árabe = Portas abertas



Tudo começou em 17 de Dezembro de 2010 na Tunísia quando um fiscal de imposto corrupto apreendeu as mercadorias do vendedor ambulante de verduras Mohamed Bouazizi de 27 anos que também é analista de informática, e depois de ter suplicado ao agente do governo para devolver suas mercadorias é humilhado com um tapa no rosto; impedido de recorrer às autoridades o mesmo ateia fogo no próprio corpo em protesto contra esse fato e depois de 18 dias internado morre gerando indignação no povo tunisiano contra as mazelas provocada pela corrupção, pelo alta taxa de desemprego e pelos excessos da elite no governo de Zine El Abidine Bem Ali, ditador desde 1987 que praticamente não resistiu aos protestos das massas chamada de “revolução de jasmim” e renunciou seu posto em 14 de Janeiro de 2011 influenciando assim uma onda de protestos e revoltas populares em vários países ao redor nascendo a tão falada nesses últimos anos” Primavera Árabe”.


Influenciado pela vitória do povo na Tunísia alimentada também pela insatisfação do povo em regimes ditatoriais à décadas, o sopro desse movimento chegou ao Egito; que, organizado através de redes sociais na internet e até em mensagens de celulares por estudantes, donas de casas e várias classes de operários levantaram um protesto pacífico (apesar de haver 300 mortos) em 25 de janeiro perdurando por 18 dias de manifestações na Praça Tahrir no Cairo contra o regime de Hosni Mubarak que estava já a 30 anos no poder, o qual também não resistiu mesmo com muitas promessas de mudanças dando assim o poder a uma junta militar em 11 de fevereiro confirmando a segunda vitória do povo contra as forças ditatórias.


E da mesma forma que uma epidemia, o sentimento popular da luta pela liberdade e para melhoria social chega à Líbia do ditador Muamar Kadafi que estava no poder desde 1969; a Líbia com seu forte no petróleo nunca teve uma distribuição boa de renda, enquanto sua riqueza natural era exportada para Europa e outros países gerando mais riqueza a sua cúpula e o povo líbio estavam cada vez mais segregados, começa os protestos em 15 de fevereiro em Benghazi após a prisão de um advogado ligado á causa dos Direitos Humanos. Na Líbia os protestos foram mais violentos, virou uma guerra civil com mais de 25 mil mortes e um caos total, pois envolveu forças militares, tomadas de territórios por rebeldes com a ajuda da oposição e da OTAN com sua força aérea; e depois de oito meses e oito dias Muamar Kadafi é pego num bueiro e morto com direito a exposição de seu corpo por três dias para a população como um troféu, apesar de muito criticado agir da ONU a respeito do combate contra Kadafi, ao povo líbio cabe se levantar e aprender a andar com suas próprias pernas.

E no dia 18 de março de 2011, na Síria o presidente Bashar Al Assad usou tanques de guerra para intimidar os protestos que começam em seu país, o que recebeu a crítica do secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-Moon como “inaceitáveis”. Infelizmente de todas as manifestações essa é a pior, com mais de 8.500 mortos com grande maioria de civis até o dia de hoje, a Síria estão colapsos economicamente e socialmente falando; recebendo várias sanções internacionais Bahsar Al Assad presidente desde 10 de Julho de 2000, não cede as pressões internacionais deixando “seu povo” na mais absoluta miséria, sem ajuda comunitária, sem abastecimento e sem perspectiva, apesar de ele tentar minimizar a imagem do que acontece na Síria, até mesmo com uma falsa votação para uma mudança na constituição e acusando a ONU de parcialidade; a situação na Síria está catastrófica.

Essa onda de revoluções têm se alastrado não só nesses países, mas em vários como: Argélia, Bahrein, Iraque, Jordânia, Omã, Iêmen, Marrocos, Arábia Saudita, Saara Ocidental, Sudão, Mauritânia, Líbano e Kuwait.

As estruturas desses regimes estão sendo abaladas, as pessoas não querem mais um soberano cujo deus é o próprio ventre, e o povo veem que há esperança de mudanças.

Esses países apesar de nem todos serem árabes têm seus governos aliados, senão submissos à religião islâmica que tem, (a força) conquistado terreno em todo o Oriente Médio e até com boas disseminações na Europa, cabe lembrar, que esses países, pelo seu radicalismo e em fidelidade a sua crença não permitem liberdade de expressões a outras crenças senão a do islã, bem como um sistema machista (nem todos) não permitam a dignidade e liberdade feminina na sociedade e; pra assim dizer; num sentido mais amplo, estão na sua época de obscurantismo mulçumano, de tal modo que eles vêm de seus países ao ocidente montam as suas mesquitas, querem liberdade para expressar sua fé, mas quando algum cristão ou outra religião minoritária nesses países querem ter sua liberdade de culto e de opiniões contrárias, são duramente perseguidos e afligidos com privações e muitos deles punem com violências.

São muitos os casos que a mídia não propaga de prisões de pastores e missionários nesses lugares, destruições de igrejas, sentenças judiciais injustas contra pessoas inocentes, mutilações contra mulheres, apedrejamentos, pouca causa para com a criança de classe pobre e toda a sorte de injustiça que visam os interesses de alguns extremistas.

Visto que essas coisas continuam a acontecer e logo teremos mais notícias, mais levantes populares, eu olho para isso e vejo que estamos vendo um grande marco na história da humanidade, uma grande evolução do pensamento humano para com a igualdade para com todos, quer ricos ou pobres, grande e pequenos.

Com a abertura desses países, também nasce a abertura para a liberdade de entradas de nós cristãos a continuar o que com muito e árduo trabalho tem cumprido o mandado de Cristo a todas as nações Mt: 28.19 e implantando nesses lugares o mandamento que tem influenciado a todo o Ocidente quer ateu ou não, que é o mandamento do amor ao próximo, a solidariedade com seu semelhante e o amor a um Deus de amor e justiça.

Com o enfraquecimento dessas forças que tem dominado esses países e com o aumento da liberdade nesses lugares, aumenta mais e mais a oportunidade de enviar o antídoto para todo ser humano que é o evangelho de Cristo que está por enquanto acessível e fácil a todos contando com a plena ajuda do Espírito Santo que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo.

Nossa geração está vivendo um grande momento escatológico de proporções bíblicas, o começo de fácil acesso para a entrada da Palavra de Deus em países antes fechados para isso, para não só cumprir o que foi dito por Jesus, mas também para preparar a sua vinda, pois ele mesmo profetizou “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.” Mt: 24.14.

                                                          Ezequiel Domingues dos Santos

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