sábado, 17 de março de 2012

Cavalo de Tróia e a loucura de Benítez

J.J. Benítez O escritor de Pamplona
                                             

Foi lançado no fim de 2011, o nono e último volume da saga “Cavalo de Troia”, a ficção começou em 1984 e conta a história de dois pilotos da força aérea norte americana que viajam no tempo até a época de Cristo.

Em sua entrevista ao jornal Folha de São Paulo quando foi perguntado como ele teve acesso aos diários do piloto ele disse “Não posso contar isso”; daí já começa o que é praticamente a sua vida, cheia de “mistérios”.

Não se nega que ele é um grande e talentoso escritor, pena que percorreu por caminhos tortuosos segundo sua mente enfatuado considerando o “detentor das verdades bíblicas”, e que, como muitos escritos polêmicos a respeito da Bíblia, também esse é cheio de bases místicas sem respaldo algum, nem histórico e nem cultural a respeito da formação dos evangelhos, sobre a pessoa de Jesus e praticamente e de todas as verdades bíblicas por assim dizer.

Ele disse que há fatos ainda não revelados e que tornará público no momento adequado; dando assim, uma pitada de mistério sobre o enredo e também falou que os evangelhos estão mostrando uma péssima amostra do real pensamento de Deus e que os militares têm provas físicas da existência de muitas civilizações extraterrestres, mas que ocultam isso há 60 anos.

Como sempre, todos os grandes best-sellers que fascinam as pessoas sempre foram caracterizados com fatores ocultos, que mexem com o imaginário dos leitores e principalmente refutam, contradizem, malogram e deturpam a Bíblia Sagrada.

Estas investidas tem acontecido sempre, mas, mais recorrentemente nos últimos anos como o Código Da Vinci, Santo Graal, O nome da Rosa e entre outras obras que falam da formação e respectivos mistérios e conspirações da igreja como também questionar os fatores históricos e doutrinários da Sagrada Escritura.

Essa obra “Cavalo de Troia” é muito fantasioso, e que, o autor aproveitando-se da sua muita criatividade, insere suas ideias e seus interesses preconceituosos sobre as verdades bíblicas que até agora, não tem se contradito com as descobertas arqueológicas e descobertas científicas; visto que, essa obra como tantas o outras, só fazem opor-se contra a Palavra de Deus com as mesmas características de todos inimigos do cristianismo:

·         Ser portadores dos “segredos revelados” ludibriando os incautos

·         Usam de falsa interpretação das Escrituras

·         Fornece uma nova filosofia e novos ensinos

·         Como sempre, questiona a divindade de Jesus.

·         De práxis, deturpam ensinamentos essenciais a salvação do homem.

·         Pelo teor das obras, dizem-se serem “os certos” no quesito investigação enganando a todos dizendo ser imparciais na junção dos fatos.

Qualquer um que estudar meticulosamente a bíblia, os escritos dos Pais da Igreja, escritos antigos judaicos e a maior descoberta arqueológica do último século, os escritos de Qumran (fragmentos antigos encontrados na década de 40 e que datam aproximadamente 250 a.C. até 1º século da era cristã.) verão que as obras desse cunho são sempre tendenciosas contra a inspiração divina das Escrituras.

Se considerar o cunho de alguma das obras desse autor - Astronautas de Yaveh (1991), Rebelião de Lúcifer (1988), o testamento de São João (1992), O enviado (2011) e suas ideias ufólogas e defensoria da  “Teoria dos Astronautas Antigos”  podemos esperar qualquer coisa, pelo que vemos em suas próprias palavras.

BENITEZ— “Eu já vi objetos em São Paulo, na Espanha e no Mediterrâneo, mas não cheguei a falar com os tripulantes”. – em entrevista ao jornal O Globo.

BENITEZ –“ Que eu saiba só tive um encontro, quando era pequeno.” – em entrevista ao jornal Folha de São Paulo.



                                                                   Ezequiel Domingues dos Santos

  

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