segunda-feira, 19 de março de 2012

Casamento de crianças, clamor dos inocentes


Enquanto em qualquer lugar do Ocidente as crianças estão sendo preparadas com educação e desenvolvimento para o futuro, enquanto recebem bonequinhas para brincar e estão para creches; num outro canto do mundo há crianças que nem chega puberdade e tem que obedecer decisões que mudarão pra sempre suas vidas que é casar-se forçosamente com uma pessoa que nunca viu.

Essa prática é comum em países islâmicos e muito mais em países hinduístas (onde o número de casamento com crianças chega a 200 mil por ano) tudo por questão financeira, tradição familiar, cultura ou religião e até como pagamento de dívidas; o seu direito de ser feliz e ao menos de viver como crianças são violentamente interrompidas por pessoas truculentas deixando marcas pra vida toda de uma criança.
                                      
É uma abominação, um crime bárbaro mascarado em forma de cultura satisfazendo mentes facínoras que se aproveitam de inocentes que não pediram pra nascer e muito menos pra se envolverem em relações dos quais nem capacidade fisiológica ainda têm. Dessa forma, privam-lhes do dom mais precioso que é o de viver a vida dignamente transformando-as em pior que vegetais, pois até os vegetais estão sendo bem tratados.
                   
Minha oração é que essas crianças, ao passar dos anos, de alguma forma ou de outra possam encontrar sua verdadeira identidade e que apesar de marca indeléveis no corpo e alma, possam encontrar a felicidade ou pelo menos contemplar ela mais de perto.

           Abaixo os 10 princípios dos direito da criança:
1º Princípio – Todas as crianças são credoras destes direitos, sem distinção de raça, cor, sexo, língua, religião, condição social ou nacionalidade, quer sua ou de sua família.
2º Princípio – A criança tem o direito de ser compreendida e protegida, e devem ter oportunidades para seu desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade. As leis devem levar em conta os melhores interesses da criança.
3º Princípio – Toda criança tem direito a um nome e a uma nacionalidade.
4º Princípio – A criança tem direito a crescer e criar-se com saúde, alimentação, habitação, recreação e assistência médica adequadas, e à mãe devem ser proporcionado cuidados e proteção especiais, incluindo cuidados médicos antes e depois do parto.
5º Princípio - A criança incapacitada física ou mentalmente tem direito à educação e cuidados especiais.
6º Princípio – A criança tem direito ao amor e à compreensão, e deve crescer, sempre que possível, sob a proteção dos pais, num ambiente de afeto e de segurança moral e material para desenvolver a sua personalidade. A sociedade e as autoridades públicas devem propiciar cuidados especiais às crianças sem família e àquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.
7º Princípio – A criança tem direito à educação, para desenvolver as suas aptidões, sua capacidade para emitir juízo, seus sentimentos, e seu senso de responsabilidade moral e social. Os melhores interesses da criança serão a diretriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar, aos pais. A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.
8º Princípio - A criança, em quaisquer circunstâncias, devem estar entre os primeiros a receber proteção e socorro.
9º Princípio – A criança gozará proteção contra quaisquer formas de negligência, abandono, crueldade e exploração. Não deve trabalhar quando isto atrapalhar a sua educação, o seu desenvolvimento e a sua saúde mental ou moral.
10 º Princípio – A criança deve ser criada num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes.




                                                                Ezequiel Domingues dos Santos

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