sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Novos habitantes no céu





“Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras brancas, quem são e donde vieram?...” Apocalipse 7.13

É de fato motivo de regozijo ao saber, ainda que indignamente, o destino para aqueles que são salvos em Cristo Jesus!

Lendo e relendo as passagens esperançosas de apocalipse e de muitos trechos que norteiam as ideias futuras como a felicidade eterna e a vitória final do bem contra o mal, revigora a fé de todos aqueles que levam a sério o Reino de Deus e suspiram ao lembrar das palavras do Mestre dizendo “Na casa de meu Pai há muitas moradas”.

Qual cristão já não ficou se indagando de como seria o céu?, reencontrar aquele irmão que tinha partido há muito tempo para o Senhor e contemplar as miríades de anjos que sempre estiveram prestando serviços para nós sem nunca vermos suas face.

Detendo-me a pensar de em nosso relacionamento com essas hostes, de que, desde os tempos da criação e da história humana tem nos acompanhados; não sei se começo a ficar aterrorizado ao ver que alguns têm olhos em todas as partes do corpo e rodas em lugar de pernas como o profeta Ezequiel bem detalhou, ou se fico sem reação ao observar os serafins descrito pelo profeta Isaías com seis asas cada um, ou se fico pasmado ao contemplar o poder e a grandeza da entidade vista pelo apóstolo João capaz de pisar no mar e sobre a terra seca.

Realmente veremos e sentiremos coisas jamais pensadas nesta vida, coisas que nunca passou pela mente de nenhum ser humano.

Muitas vezes na infância, conversando com amigos na igreja após a escola dominical uns aos outros perguntávamos - será que no céu teremos asas?, o que conversaremos com o rei Davi?, e os anjos ?, imaginávamos as formas dos tais e falávamos que nós iríamos ficar admirando, admirando e estupefato com a glória dos anjos.

Mas agora já homem, e lembrando dessas infantis conversas me pergunto se será desta maneira. Antes, como criança era tudo motivo de alegria, era igreja e casa, casa e igreja e nunca via as realidades a volta, agora porém vejo que é necessário viver realmente o que creio e não apenas ficar meditando como quando era criança; enquanto criança não tinha as lutas que hoje como homem tenho.

Hoje constantemente somos tentados a negar a fé, somos coagidos por situações que querem corromper nossa vida cristã, somos bombardeados por uma explosão de ceticismo que querem apagar a grande esperança que sustentou o cristianismo por milênios que nossa partida para o céu.

Bem quisera eu voltar aos tempos de criança, enquanto materializa o céu pra mim num sentido até utópico, mas hoje tudo é real, o que na verdade me dá mais alegria, pois assim,  percebendo a realidades das coisas me alegro que o céu, como o fim objetivo para os servos de Deus, está tão perto tão acessível que muitos hoje em dia não querem saber dele como bem disse o apóstolo João “mas eles amaram mais as trevas do que a luz”. Notando a realidade de tudo isso, e voltando para as mesmas indagações que na infância tinha, me pego perguntando novamente se ficaria admirado com o exército do céu.

Minha conclusão é que será tudo ao contrário, pra começar eles desejariam pregar o antídoto para a humanidade “o evangelho”, mas essa honra foi dada a nós seres humanos; eles veêm a face de Deus o tempo todo desejando receber uma ordem somente para ouvir Sua voz chamando-lhes pelo nome, e nós nunca vimos Ele mas ouvimos sua voz e somos morada Tua. Nas Sagradas Escrituras nunca vimos anjos serem cheios do Espírito Santo não é? Pois é, eles não precisam pelo mero fato de não precisarem crerem, mas nós temos a plenitude do Espírito de Deus ! verdadeiramente foi bem dito as palavras do Apóstolo Paulo que através da sua igreja é “conhecida a sua multiforme sabedoria diante dos principados e potestades”.

Por fim, ao invés de nós estarem admirando eles, eles estarão nos admirando se perguntando - como que vocês conseguiram suportar tantas afrontas pelo nome de Cristo?,  como que é a luta contra essa coisa chamada pecado?, como é lutar contra um inimigo espiritual que sequer nunca viram? Como que é ouvir a voz de Deus sem ao menos contemplar a beleza do seu trono?

Acredito que depois da consumação dos séculos, quando estivermos no grande “dia da eternidade”, a maior atração no céu não será as muitas fantasiosas hostes espirituais que desenvolvemos na nossa imaginação fértil e que na verdade não passam de nossos conservos, mas seremos nós, novos habitantes do céu !                 

Me baseando no versículo supra citado no começo desse texto, e no versículo seguinte no fim dela, digo a mim mesmo com muita força de esperança que está chegando o dia em que o céu não será somente habitação dos anjos !

“Respondi-lhe: Meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: São esses os que vêm da grande tribulação, lavaram sua vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro...” Apocalipse 7.14

Amém.



                                                         Ezequiel Domingues dos Santos

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