domingo, 12 de fevereiro de 2012

Nosso último e grande inimigo



Se há algo em que um ser humano num momento da vida indaga, estuda a respeito procurando resposta (que quase nunca os satisfazem); e que, muitas das suas conclusões podem até não chegar a lugar algum esse algo é a morte.

A morte, desde os tempos remotos da humanidade sempre despertou pavor para alguns, fascinação para outros e até mesmo inspirou a muitos desenvolverem teses escatológicas para seus seguimentos religiosos e tribais, vejamos alguns:



      ·  Para os egípcios, a morte era em um processo onde a alma se desprendia do corpo. Com isso, acreditavam que a morte seria um estágio de mudança para outra existência. Sendo o corpo compreendido como a morada da alma, havia uma grande preocupação em conservar o corpo dos que faleciam. Dessa forma, desenvolveram-se variadas técnicas de mumificação capazes de preservar um cadáver por séculos.



·         Os celtas acreditavam na existência do “Outro Mundo”, aonde residem os antepassados e demais espíritos. Acreditavam também que determinadas pessoas eram dotadas do poder de comunicação com este mundo. E também a explicação de os guerreiros celtas serem bravos e destemidos podia vir da certeza que eles tinham de que a morte nada mais é que uma passagem.





·         Na Costa do Marfim, morrer com idade avançada e ter um funeral digno (com muita festa) são sinônimos de uma boa morte. Em vista disso, muitas pessoas preparam de antemão o seu próprio funeral, guardando dinheiro e encarregando pessoas para se ocuparem da cerimônia fúnebre.



·         Os Maias acreditavam que após a morte todos iam para o inferno, cuja entrada seriam nas cavernas ou nos poços de água criados pelo desabamento das cavernas de calcário. Os reis também iam para o inferno, mas, como possuíam “poderes sobrenaturais”, conseguiam escapar e renascer no céu como deuses. A morte por causas naturais era temida pelo povo maia, especialmente porque ninguém ia para o paraíso. Pessoas “normais” era enterrada debaixo da própria casa, com a boca cheia de comida e acompanhada por artigos religiosos e objetos de uso cotidiano (os túmulos dos sacerdotes continham livros). Os nobres eram cremados e pequenos templos eram erguidos sobre suas urnas funerárias.



Visto como uma coisa irremediável em que todas as espécimes orgânicas passam, vem a pergunta: Qual o sentido da vida, já que é tão curta e logo tem fim?, como encará-la?, o que haverá depois? ; e, essas crenças expostos acima são de fato verdadeiras?.

Muitos não querem pensar nisso para não se atormentar (como se não fossem passar por ela), ou acham um assunto mórbido para se tratar; porém, muitas pessoas deram uma posição diante dela em vida, eis alguns exemplos entre os milhares:

“Se você não está preparado para morrer por alguma causa, não está preparado para viver” –(Martin Luther King).

“Agora posso contar aos jovens a minha terrível história, e todo mundo saberá o que vivi, inclusive depois da minha morte” – (Yamaguchi. Homem que sobreviveu as duas bombas atômicas no Japão).

“Senhor Jesus, recebe o meu espírito” – (Estevão. primeiro mártir cristão dizendo isso pouco antes de morrer).

“Os covardes morrem várias vezes antes da sua morte, mas o homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez”- (William Shakeasper).

Lidar com ela, já que, como uma coisa inevitável, e que faz parte do ciclo da vida, pode depender muito da valoração moral do indivíduo:

·         O risco de morte iminente é mais real para um soldado em batalha do que para o ministro da defesa que está em seu gabinete, porém os dois estão envolvidos na guerra.

·         Um homem julgado e condenado à prisão e depois à execução estará esperando a morte de forma diferente do que aquele sentenciado a prisão perpétua por saber o dia de sua morte.

·         Uma criança no país de Chade (mais pobre do mundo) que vê as pessoas morrendo de fome constantemente, cresce mais acostumado com a ideia de morte do que uma criança que tem uma vida tranquila num país de Primeiro Mundo.

·         O profeta Jonas desejou morrer por causa da aboboreira ter secado, mesmo depois de ter salvado da morte 120.000 (cento e vinte mil) pessoas.

Hoje em dia, nesse tempo pós-moderno, onde os valores estão cada vez mais invertidos fica mais difícil para as massas lidarem com a finitude humana. As crianças são educadas sem ideais na vida, o que interessa é ser bem sucedido não importa de que maneira, o que dita o valor de um indivíduo agora é o que ele tem ou que pode produzir e não o que ele é, de modo que a ideia de morte fica como uma coisa surreal ,e a desvalorização midiática coloca nossos semelhantes como números, “morreram tantas pessoas nesse carnaval”, tem nos condicionado a enxergar a morte como uma mera parceira nas estatísticas. As estatísticas não dizem que essas pessoas que morrem tinham histórias de vida, filhos crescidos para exibir, sonhos interrompidos, vitórias para contar, fraquezas para confessar; dizem o numeral que ele representa e assim sua existência cai no esquecimento de um papel e seu corpo para o seio da terra.

Verdadeiramente a morte é um elemento surpresa porque nunca sabemos quando é que ocorrerá; para alguns vem cedo demais e para outros ela se prolonga dando um tempo a mais para desfrutar dessa passagem terrena.

A angústia de entrar em contato com essa fatalidade é indelével para o nosso interior, pois desde crianças detestamos nos separar de quem amamos, desde quando nós choramos ao largar da saia da mãe para entrar no colégio ou quando deixamos a casa dos pais para viver com outra pessoa, mas no respectivo caso, sabendo que é uma perda para sempre, é incomparavelmente doloroso, e nos deixa em maior conflito existencial.

 Vendo cessação da vida de um próximo vemos a quebra dos orgulhos, a quebra das picuinhas, vemos que tudo conquistamos não é comparável ao mais precioso que sempre tínhamos a nossa frente – os nossos amados, e é restabelecido nossa humildade em saber que somos sujeitos ao tempo e espaço. Conquistamos muitas coisas na vida, mas o que tira ela ninguém consegue conquistar!...

Poderia eu pensar dessa forma. Mas um grande acontecimento histórico, narrado num livro sem contradições, com centenas de testemunhas registradas nesses anais, e mais a experiência vividas de bilhares de pessoas por meio desse fato que foi o divisor de águas na história da humanidade tem mostrado que há esperança até pra esse “mal” irremediável.

Imaginem um ser humano repleto de fraquezas e pecados, sabendo que um dia vai se encontrar com a mesma, apontar o dedo na cara dela e dizer “ Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” e um pouco adiante “Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo''. Essa pessoa é o apóstolo Paulo, um dos maiores intelectuais que o mundo já teve, disse isso aos irmãos de Coríntios depois de sua explanação sobre a derrota do nosso último inimigo a ser vencido. Mas ele só conseguiu dizer isso por conhecer a quem deixou a morte inoperante com somente uma atitude –crer nele.

Ele nos deixou exemplo de como viver e mostrou ao morrer o que acontecerá com aqueles que o crerem.

Jesus nunca permitiu que morte passasse na frente dele e fosse embora sem prestar contas, basta ler os evangelhos e perceber que todo o morto que cruzou o caminho dele ressuscitou!, até mesmo se os ladrões que estavam crucificados com ele, se morressem antes que Cristo com certeza teriam voltado a vida.

Houve uma história de um ateu convicto que esteve com uma doença fatal e não havia nenhuma esperança, estava sentenciado a esperar sua morte, até que vieram a ele e pregaram o evangelho com autoridade e poder oferecendo uma vida eterna após a morte, até que esse cético com dificuldade passou a crer no Criador e recebeu Jesus verdadeiramente e mesmo com sua doença mortal passou a servir ao Senhor de todo coração já que (ia morrer mesmo), ele buscava fervorosamente a Deus sem distração alguma de modo que não havia mais o pavor da morte, ao contrário, ele a desejava, pois sabia que em pouco iria se encontrar com seu Mestre, e isso ficou mais intenso de modo que ele queria que chegasse rapidamente a sua partida para ter o que tanto desejasse, mas foi aí que Deus decidiu curá-lo e disse assim: “Agora quero que você viva pra mim, para pregar o meu nome”. Isso foi uma frustração porque não mais veria o seu Senhor face a face, mas também foi uma alegria ao experimentar a cura divina. Essa história mostra que Deus tem seus propósitos e nenhum dos seus planos podem ser frustrados.

Uma história como essa é o cumprimento do que diz a passagem em Hebreus 2.15 “ e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda vida”; e ainda que não houvesse a cura para esse homem tudo acabaria bem pois ele cria piamente nas palavras do Senhor que disse “Na casa de meu Pai há muitas moradas, se não fosse assim eu não teria dito, vou preparar-vos lugar". Essas palavras estava depositado em seu espírito como único sustentáculo antes de partir para a eternidade.

Sem dúvida, grande é o benefício do novo nascimento dito por Jesus tanto nessa vida como na vindoura. Então se alguém disser pra você “pra tudo se tem um jeito, menos pra morte”, diga pra ele : “Não querido, até pra morte tem jeito, Jesus Cristo venceu ela !”.

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá...”




                                                                                                              Ezequiel Domingues dos Santos

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